COISAS DO FUTEBOL: Por Gilvan de Brito

COISAS DO FUTEBOL; Por Gilvan de Brito
O futebol é uma das atividades mais estranhas que conheço, senão, vejamos: No ano passado o Flamengo tinha um grande plantel, mas estava perdendo todos os jogos sob o comando do treinador Abel Braga.
A diretoria, então, trouxe Jorge Jesus para substituí-lo. Enquanto Abel saia humilhado, demitido, o português ganhou todas as competições das quais participou, até fevereiro último; sete no total.
Depois abandonou o Flamengo e voltou para Portugal. Enquanto isso, Abel, que havia caído em desgraça e estava há meses desempregado foi chamado para dirigir o Inter, de Porto Alegre, que vinha perdendo todas. Pois bem: o Inter passou a vencer; o Flamengo começou a perder e Abel está à frente do campeonato, com uma vantagem de quatro pontos para o segundo colocado.
E como faltam cinco jogos, certamente será o campeão. A que se pode atribuir tudo isso? Uma volta por cima? Obra do destino? Ou uma daquelas coisas sobrenaturais as quais não conseguimos explicação?
www.reporteriedoferreira.com.br  Por Gilvan de Brito Jornalista, advogado e escritor.



TUNEL DO TEMPO: Por Gilvan de Brito

TUNEL DO TEMPO: Por Gilvan de Brito

 

Agora, voltando ao passado, lembro-me com saudades do futuro, do progresso e dos tempos modernos, vividos nos anos setenta e oitenta em João Pessoa. Era uma fase de expectativas diante do surgimento do novo: LP de alta fidelidade, fitas cassetes de uso prático, filmadoras de mão e outras facilidades em todos os segmentos da vida. Homens pisando na Lua, ótimas músicas, excelentes compositores, grandes filmes. Havia até jornais diários (Jornal do Brasil, Correio da Paraíba,

O Momento, O Norte, Diário da Borborema, A União, trazendo sempre informações do dia anterior e nos atualizando com notícias completas de todo o mundo. Tinha uma ditadura mascarada e desmoralizada onde bastavam nas ruas os estudantes para lutarem contra as baionetas dos militares e sem qualquer resquício de medo e o empurrarem de volta aos quartéis.

E a Churrascaria Bambu? E o Pavilhão do Chá? E o Ponto de Cem Reis onde a fina intelectualidade se reunia misturada ao povo, nos fins de tarde, para tomar café São Braz e filosofar sobre a vida e à morte; E o animado carnaval do bate-latas e bloco dos sujos da Lagoa com direito a corso e lança-perfume? E o animadíssimo carnaval social do Cabo Branco, Astreia, Esquadrilha V, Boêmios Brasileiros, AABB e Internacional? E o Hotel Tambaú (antigo) onde alugávamos calções para o banho e guardávamos nossa roupa? E a rádio Tabajara nos esportes e a rádio Arapuan na política? Nossos times viajavam ao Recife e venciam o Sport no sábado e o Santa Cruz no domingo. Havia o nosso Botafogo, representando o Brasil, na Europa (escrevi até um livro sobre este périplo) e, enfim, muito mais solidariedade humana, melhor qualidade do ensino, companheirismo e confiança nas pessoas.

Não sei quanto tempo isso vai durar para chegarmos novamente aqueles anos de expectativas; espero que seja no menor espaço de tempo, após esta pandemia que nos atormenta. Eu sei, porque vivi.

 

www.reporteriedoferreira.com.br  Givan de Brito- Jornalista, Advogado e Escritor




“MENINOS, EU VI” Por Gilvan de Brito

“MENINOS, EU VI” Por Gilvan de Brito
Vou fazer uso aqui de uma expressão cunhada pelo repórter Joel Silveira, que dava título a sua coluna, quando correspondente brasileiro da Segunda Guerra mundial para os jornais dos Diários Associados, na década de 1940, para dizer que tive o desprazer de ver no nosso país uma pandemia alastrar-se progressivamente (até agora perto de 200 mil mortes) e a tristeza de presenciar pela TV um genocídio brasileiro dentro dessa epidemia que atinge toda a Terra, neste fatídico ano de 2020.
Quero dizer com profundo pesar, como jornalista-observador, que pelo menos 90 mil dessas mortes poderiam ter sido evitadas através de uma ação eficiente dos governos, que incentivaram aglomerações, desacreditaram o uso de máscaras contra o vírus e agora não avançam sobra a vacinação do povo, criando espaços para outro genocídio.
Lamentável porque cada dia sem vacina representa centenas de mortes encomendadas. Enquanto isso, os nossos vizinhos do Continente já estão se vacinando. Aos que vem resistindo a tudo isso, quero expressar os meus sinceros votos de um suportável Natal e a esperança de um Ano Novo diferente.
www.repoteriedoferreira.com.br  Gilvan de Brito-Jornalista, advogado e escritor



COISAS DO JORNALISMO: Por Gilvan de Brito

COISAS DO JORNALISMO: Por Gilvan de Brito

 

Quem não tem seus momentos sublimes na vida jornalística, sempre ao lado de Inteligências brilhantes que incentivavam a desenvolver os conhecimentos e mergulhar no infinito, muitas vezes, e só depois é que nos damos conta. Os grandes lances da convivência sadia e elevada surgiu quando fui trabalhar na sala de imprensa do governador Ernani Sátyro, ao lado de Biu Ramos, Jório Machado, Barreto Neto, Martinho Moreira Franco, Luis Augusto Crispim, Frank Ribeiro, Luis Ferreira, equipe constituída por Noaldo Dantas, reunindo a nata do jornalismo paraibano de então. Cada um tinha a sua redação dos jornais de João Pessoa:

Correio, Norte, A União, Jornal da Paraíba, O Momento, Diário da Borborema (que era feito na Capital, e algumas publicações alternativas, chamadas de ocasionários. Chegávamos no começo da noite, saído das redações de cada profissional, subíamos as escadas do prédio de A União, do lado Leste, entrávamos na sala à direita e começávamos a conversar descontraidamente sobre o sexo dos anjos. Depois entrava Noaldo com alguns papéis contendo um roteiro com as notícias das atividades do Governo em todos os campos de atividades.

As notícias brutas trazidas pelos repórteres durante a tarde eram copidescadas com um texto final primoroso que depois eram juntadas as fotos colhidas por Bezerra, Antônio David e distribuídas nas redações. Os editores aproveitavam tudo que se mandava e o governador adorava a seleta equipe, pelo que produzia de boa qualidade. De posse a matérias os jornalistas começavam a copidescar, às vezes conversando entre si a respeito de assuntos que sempre envolvia a todos. Então quando não sabíamos de uma coisa qualquer, perguntávamos em voz alta e aquele que soubesse, daria a resposta: Martinho Moreira Franco perguntava: “Quem sabe o plural de blitz?” Frank Ribeiro respondia de lá, sem levantar a cabeça: “blitzen”. Nunca ficou uma dúvida para o dia seguinte.

Um dia Martinho foi fazer uma reportagem do governador em Brejo das Freiras, e produzia uma matéria inusitada sob o título “Não é brejo nem tem freiras” outro dia Noaldo pediu-me uma matéria sobre a Assembleia e eu escrevi: “Legislativo, a essência orgânica da democracia”. Quando Noaldo gostava muito da matéria publicava-a na revista ”Extraordinária”, que também produzíamos. Nós iamos de vento em popa quando Noaldo caiu em desgraça e foi demitido por Ernany Sátyro depois que o jornal A União trocou os nomes do presidente da República escolhido: Ernesto Geisel pelo irmão também general Orlando Geisel. Ernany, cativo dos militares, precisava de uma resposta á altura para acalmar a ditadura e demitiu o secretário da comunicação e toda a diretoria de A União. A equipe esfacelou-se. Não sei por que eu me lembrei dessas coisas hoje de manhã, antes de levantar-me.

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A REPÚBLICA DE CADA UM; Por Gilva de Brito

A REPÚBLICA DE CADA UM; Por Gilva de Brito

O Brasil foi governado durante 67 anos – 1822 a 1889 – por apenas dois administradores, chamados imperadores ou monarcas: Pedro Primeiro, filho de D. João VI (português) com Carlota Joaquina (espanhola); e Pedro Segundo, filho de Pedro Primeiro (português) e da Princesa Leopoldina (austríaca) e casado com Tereza Cristina (italiana). O legado imperial representou muito pouco ou quase nada para o Brasil, em sete décad

as e foi suprimido pela revolução federativa no dia 15 de novembro de 1889. Por isso o 15 de novembro que registra o advento da República merece ser comemorado porque nesse período o Brasil avançou para alcançar uma posição invejável, de oitava economia do mundo, e ainda pontuou várias conquistas nos campos social, artístico, econômico e industrial, nestes 128 anos. Cada um tem o 15 de novembro que ficou gravado na sua memória. Na minha lembrança foi a viagem que fiz à Portugal, indicado pela Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ, para representar o Brasil no Congresso Internacional de Jornalistas e no Encontro de Jornalistas de Países da Língua Portuguesa, em novembro de 1986.

Foi uma viagem interessante porque me permitiu, com o prolongamento da estada, conhecer de perto o povo português não apenas em Lisboa, mas, no interior: Cascais, Estoril, Queluz, Faro, Setúbal, Viseu, Coimbra e Porto. Num desses eventos o presidente Mário Soares fez questão de comparecer, em Setúbal, quando tive a oportunidade de cumprimenta-lo (foto). Aquele dia 15 de novembro era data de eleição no Rio de Janeiro e a TV portuguesa, o “Canal 1”, quis saber quem venceria para o governo.

Na entrevista eu disse que Moreira Franco estava à frente com grande vantagem e que poderia sair vitorioso. Essa minha declaração desapontou alguns portugueses que defendiam a candidatura de Darcy Ribeiro, apoiada pelo então governador Leonel Brizola, ambos muito conhecidos e respeitados em Portugal. Deu Moreira Franco. Foi um 15 de novembro que durou um mês, de lembranças inesquecíveis.

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O MENINO E O SANTO: Por  FÁBULA DE GILVAN DE BRITO

O MENINO E O SANTO: Por

FÁBULA DE GILVAN DE BRITO

O menino ouvia falar que São João nunca havia tomado conhecimento dos festejos que se faziam na Terra, em sua homenagem, nos dias 23 e 24 de junho de cada ano. As pessoas acendiam fogueiras, dançavam forró, baião, xote e quadrilha junina, soltavam vários tipos de fogos de artifício e balões coloridos, deglutiam pamonhas, canjica, mungunzá e bolo de milho verde.

O que fazer para despertar o santo? Imaginava que, talvez, uma bomba de alto teor pudesse acordá-lo, mas o barulho das bombinhas que ouvia não chegava ao quarteirão mais próximo. Então tomou a iniciativa de acordar o santo com os recursos de que dispunha. Foi ao seu quarto, quebrou o cofrinho de barro em formato de um porco e saiu direto para o bazar de fogos do seu Clidineu, com todas as suas economias, suficientes apenas para a compra de quatro bombas do tipo “arrasa-quarteirão”.

Foi até a pracinha de São Gonçalo e solicitou de dois adultos conhecidos que soltassem as quatro bombas de uma só vez, e pediu um retardo de cinco minutos. Correu para casa, sentou-se no batente que dava para a rua de terra batida e algum tempo depois ouviu uma grande explosão provocada pelos seus petardos. Foi um grande barulho, mas insuficiente para atingir o espaço, segundo imaginou, porque não repercutiu em eco. Frustrado por não ter atingido o alvo, começou a pensar noutra alternativa.

Foi então que lhe veio à memória uma matéria que havia lido numa revistinha do SESI, mandada para seu pai pelo Sindicato, que falava de um lugar chamado “Mitologia Nórdica”, onde existiam vários deuses. Um deles era Thor, filho de Odin, o deus dos raios e trovões, que provocava extraordinários estrondos em tudo que batia com o seu martelo. Pensou em fazer uma prece para o deus do trovão, mas não sabia rezar, vinha de uma família de ateus. Então resolveu fazer um pedido ao deus Thor, para que desse uma martelada com toda força em alguma coisa, para provocar o maior estrondo de que já se ouvira falar.

Não demorou um minuto quando foi surpreendido com uma bola de fogo que cortava o espaço, sobre a sua cabeça, largando enormes labaredas, no sentido oeste-leste, na direção do oceano Atlântico. Tudo aconteceu em segundos, e a bola de fogo, uma réplica das estrelas cadentes que via riscar os céus, sendo aquela, porém, de tamanho muito avantajado, desapareceu após fazer um barulho parecido com o de um tecido de seda sendo rasgada: shsssssssss. Enquanto ruminava a respeito da notável aparição sobre sua cabeça, ouviu, trinta segundos após, uma grande explosão, a maior que já ouvira em toda a vida, soprada das bandas da praia de Tambau, que provocou um eco prolongado: “bummmmmm-bummmmm-bummmm-bummm-bumm-bum”.

Pulou de alegria, deu um murro no ar com o punho cerrado, como fazia Pelé após marcar um gol. Era tudo de que precisava para acordar São João do sono que provocava a suspensão de suas atividades corporais por 48 horas, justamente nos dias em que os habitantes do bairro da Torre lhe prestavam essa fantástica reverência. Agradecido, dirigiu-se ao deus Thor, informando-lhe que a lasca que ele retirara da Lua, com a sua violenta martelada, foi suficiente para provocar uma explosão capaz de acordar o santo.

MORAL DA HISTÓRIA:

Quando insistimos numa ideia, de alguma forma a veremos prosperar, mesmo que o resultado muitas vezes não chegue ao nosso conhecimento.

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CRÔNICA DE GILVAN DE BRITO CARCARÁ, PEGA, MATA E COME: Por Gilvan de Brito

 

CRÔNICA DE GILVAN DE BRITO

CARCARÁ, PEGA, MATA E COME: Por Gilvan de Brito

Durante as minhas caminhadas pela orla do Atlântico, na praia do Bessa, de vez em quando topo com um pássaro não muito comum por essas bandas: o Carcará, também chamado Gavião, muito raro nos centros urbanos, por se tratar de um tipo carnívoro, parente distante da águia, que se alimenta exclusivamente da caça aos pequenos animais. Eu vou andando, tanto na calçadinha ou nas areias da praia, quando ele surge voando, gralheando, estridente, a música que emite seu nome.

Às vezes chega baixo, rasante, em velocidade; de outras, planando sobre uma vegetação rasteira existente nas proximidades da praia de Intermares. Sempre impulsionado pelas longas asas com uma envergadura de aproximadamente 60 cm, quando me vê, invariavelmente, faz uma graça: Pousa nas finíssimas areias da praia e sai andando com dificuldade, parecendo um papagaio e olhando de lado, acompanhando-me por uns dois minutos.

Na semana passada ele (ou ela) parou à minha frente, curioso, e eu também fiquei a admirá-lo durante pouco menos de um minuto. O tempo parou, foi como uma eternidade, em fina sintonia. Ele me perscrutando de cima a baixo e eu o perquirindo nos mínimos detalhes: solidéu preto sobre a cabeça até os olhos, bico voltado para baixo, parte do bico avermelhado, metade do pescoço branco e o restante em listas circulares brancas e marrons, 30 cm de altura, longas pernas amarelas, garras em lugar de patas e plumagem tipo “carijó”, pedrês, com as penas salpicadas de branco em campo marrom

. Acenei-lhe, sem alarde, e ele balançou a cabeça umas três vezes de um lado para o outro com aqueles olhinhos miúdos, como se correspondesse ao agrado. Depois, decidido, foi-se batendo as longas e graciosas asas, com destino à Restinga de Cabedelo, resquício da Mata Atlântica, onde deve habitar. No outro dia, quando eu passava pelo mesmo local encontrei uma pena, largada por ele no meu caminho. Uma pena linda de 19 cm, do papo, curvada, onde cada fio é marcado por três inserções brancas num campo marrom, dos dois lados, como se pode ver na foto.

Parece até que foi arrancada com o próprio bico para ser oferecida como prenda, porque mostrava na base vestígios da pele. Um presente e tanto, com especial carinho, oferecido por um bicho reconhecidamente malvado. Porém, como dizem, ninguém é totalmente mau. Há sempre uma dose de bondade em todo ser humano ou animal. Mas, há algo de estranho e de imponderável em tudo isso, que não sei nem consigo entender nem explicar. É que este tipo de atração muitas vezes em mim se repete, trazendo uma emoção contagiante recíproca que se pode chamar de empatia com os bichos, em muitas oportunidades, já demonstradas. Gilvan de Brito, (Em 22.09.2018 Facebook)

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CARTA ABERTA AOS ACADÊMICOS DA APL:  Gilvan de Brito

CARTA ABERTA AOS ACADÊMICOS DA APL:  Gilvan de Brito

 

AMANHÃ VOU ENFRENTAR O DESAFIO

Levando à tiracolo 140 livros escritos e 32 publicados (tiragem superior a 50 mil exemplares), opiniões diversas e artigos divulgados em mais de 200 revistas (tiragem superior a 200 mil exemplares), comentários políticos, culturais e de amenidades, diários ou seccionados, em colunas em mais de 2000 exemplares de jornais (com tiragem de mais de 50 milhões de unidades em 60 anos).

E, ainda, dezenas de artigos literários, amenidades e curiosidades, divulgados nesta Facebook (multiplicados por cerca de trinta mil comentários, compartilhamentos e curtidas) e outras publicações poéticas, líricas, jurídicas (pareceres), em espaços especializados, estarei amanhã disputando uma vaga da cadeira 32 da Academia Paraibana de Letras.

Cadeira ocupada por Wills Leal, meu antigo colega jornalista e cineasta (desde 1960) e do Conselho Estadual de Cultura (2014-2016), morto este ano. Justifico a pretensão de ingressar nesta Academia procurando mostrar o merecimento do voto dos seus membros exclusivamente pela minha intimidade com as letras (razão desta Academia e exigência fundamental àqueles que pretendem nela ingressar), Com as letras convivo pelo menos dez horas por dia (escrevendo ou lendo) durante 60 anos, como jornalista, advogado, escritor (com vários prêmios literários), dramaturgo, contista, ensaísta, poeta, biografo, letrista e pesquisador.

Quero, por fim, manifestar os mais profundos agradecimentos pela unanimidade do apoio dos meus amigos e simpatizantes da minha escrita, emitidos neste facebook e pelas centenas de telefonemas via whatsapp, na última semana, suporte que me encorajou sobremaneira a seguir em frente. Espero que o meu acervo seja apreciado e julgado pelos eleitores da APL para que possam discernir, amanhã, na escolha do melhor candidato que se apresenta. GILVAN DE BRITO

 

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POESIAS COM HISTÓRIA: Por Gilvan de Brito

 

POESIAS COM HISTÓRIA: Por Gilvan de Brito

 

Certa vez, há muito tempo, fui à cidade de Patos numa missão jornalística e, numa visita à feira livre, tive a oportunidade de ver um quadro pungente e arrebatador, que não me saiu da mente durante vários dias, até que eu resolvi fazer uma poesia daquela cena, para que as pessoas pudessem participar desse meu sentimento. O soneto, contando em detalhes o que acontecera naquela fração de segundos, gravado na mente num fugaz espaço de tempo, que me marcou até os dias de hoje, ficou assim:

A VIDA EM SEGUNDOS

Assisti a uma cena triste num fugaz momento

O fortuito encontro de velho e menino aleijados,

Que se cruzaram de muletas, muito fraquejados,

Numa ação muda de um grande arrebatamento.

O velho olhou para a criança e viu ali a sua história

Fez-lhe um afago, um acalento sobre seu cabelo

Demonstrou grande compaixão, tristeza e desvelo,

Ao projetar na mente a sua malfadada trajetória.

 

Em apenas dois segundos sobre a muleta-escora

O homem entendeu o que esperava aquele menino

Nas desequilibradas caminhadas pela vida afora.

A criança espevitada e na sua ânsia de brincar e viver

Nem sequer prestou atenção no aleijado à sua frente

O triste retrato de como será o seu futuro até morrer.

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ELEIÇÃO PARA A ACADEMIA PARAIBANA DE LETRAS: Por Gilvan de Brito

ELEIÇÃO PARA A ACADEMIA PARAIBANA DE LETRAS: Por Gilvan de Brito

 

Estou publicando neste FACE, diariamente, a capa de cada um dos 140 livros de minha autoria ou com a minha participação, até a data da eleição. Quero mostrar a intimidade com as letras, exigência da Academia, para justificar a minha candidatura.

 

20º LIVRO: COLEÇÃO PRÊMIOS – LIVRO 30 DO SERVIÇO NACIONAL DE TEATRO. Prêmio nacional para “BOI DE FOGO” OU “RAFAMEIA”, do teatro universitário, em edição de cinco mil exemplares, publicada pelo Ministério da Educação e Cultura.

Dentro de uma visão político-religioso-profano, propomos a criação de um ambiente cômico-satírico e surrealista, num trabalho que procura enfatizar os elementos característicos da formação social, destacando as peculiaridades da região, do grupo étnico, da formação cultural, das necessidades e do gênero de vida, dando uma feição própria do povo, na sua ingenuidade e na sua sabedoria. O auto, calcado em motivos populares e com figuras extraídas de grupos folclóricos, procura ressaltar os contornos de uma existência fantasiosa num determinado ambiente onde as exigências são reais, reunindo nesse sincretismo os desejos e as frustrações do povo, do ponto de vista social, histórico, político, religioso e estético. É o populório, o folclore universal, destacando a sua marca regional, do Nordeste, da Paraíba.

 

No contexto, fica a interpretação de que o povo se ressente de conhecimentos para a prática democrática porque desconhece os seus direitos e não luta por eles por total ignorância. Mostra que o único caminho para se chegar ao regime ideal se dá através da elevação da cultura do povo. Condena a cultura superficial adquirida na leitura de atualização diária, que em nada contribui para que a massa, saída de um regime de escravidão – negra, branca e indígena – formada pelos africanos, degradados e os nativos, sob o jugo de conquistadores ambiciosos, possa formar uma opinião correta sobre os valores do homem. Prevalece a força imposta pela burguesia herdada da elite que dominou a terra desde o colonialismo.

 

Esta peça foi censurada pela ditadura, porque além da mensagem política reveladora dos anos de chumbo, tem o personagem principal chamado Seué, não por acaso confundido pelos agentes com o general Ernesto Geisel, presidente da Petrobrás e depois presidente da República (quando chamou a atenção dos agentes da ditadura. A censura ocorreu durante a exibição da peça no teatro Lima Penante, uma violência, sob as vistas da plateia. Esta dramaturgia encontra-se no acervo da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e poderá ser acessada pelos interessados.

 

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