HOJE É DIA DO SAMBA; Gilvan de Brito

HOJE É DIA DO SAMBA Por

Gilvan de Brito

Ritmo brasileiro, criado por “Donga” (música “Pelo Telefone” em 1916), comemora-se hoje o Dia Nacional do Samba:
PELO TELEFONE, autor: Ernesto Joaquim Maria dos Santos (Donga).
“O chefe da polícia
Pelo telefone manda me avisar
Que na Carioca
Tem uma roleta para se jogar
Ai, ai, ai
Deixa as mágoas para trás, ó rapaz
Ai, ai, ai
Fica triste se és capaz e verás
Tomara que tu apanhes
Pra nunca mais fazer isso
Roubar amores dos outros
E depois fazer feitiço
Olha a rolinha, sinhô, sinhô
Se embaraçou, sinhô, sinhô
Caiu no laço, sinhô, sinhô
Do nosso amor, sinhô, sinhô
Porque este samba, sinhô, sinhô
É de arrepiar, sinhô, sinhô
Põe perna bamba, sinhô, sinhô
Mas faz gozar
O Peru me disse
Se o Morcego visse
Não fazer tolice
Que eu não saísse
Dessa esquisitice
Do disse-me-disse
Mas o Peru me disse
Se o Morcego visse
Não fazer tolice
Que eu não saísse
Dessa esquisitice
Do disse-me-disse
Ai, ai, ai
Deixa as mágoas para trás, oh rapaz
Ai, ai, ai
Fica triste se és capaz e verás
Queres ou não, sinhô, sinhô
Vir pro cordão, sinhô, sinhô
Ser folião, sinhô, sinhô
De coração, sinhô, sinhô
Porque este samba, sinhô, sinhô
É de arrepiar, sinhô, sinhô
Põe perna bamba, sinhô, sinhô
Mas faz gozar”

www;reporteriedoferreira.com.br / Gilvan de Brito- advogado, jornalista, poeta, escritor



LANÇAMENTO DO MEU LIVRO 85, “A TORRE É O MEU PAÍS”; Gilvan de Brito

LANÇAMENTO DO MEU LIVRO 85, “A TORRE É O MEU PAÍS”
Ao abrir este livro o leitor aceitou o convite para entrar na minha Torre. Não aquela selva de concreto e vidro, que arranha o céu de João Pessoa, mas a Torre simbólica. Escrevo de um lugar onde o chão é testemunha. Meus 85 livros publicados, como camadas de existência, brotaram da necessidade de dizer que viver — com simplicidade, com raiva, com desejo — é um ato político.
Neste volume, que agora transforma o bairro numa lenda, pela literatura, busquei responder à pergunta que me persegue: Por que a Torre? A resposta não está apenas no conforto ou na economia, mas na liberdade de ser feita de palavras, memórias e de um olhar teimoso sobre o mundo. Isso porque eu escrevo como respiro. E respiro melhor quando me lembro de um lugar onde podia me sentar na calçada ao entardecer, olhar o movimento da rua, ouvir o Brasil verdadeiro, ver o sol se esconder por trás da linha do horizonte, sentir o cheiro da mata atlântica— aquele que não cabe em manuais de elegância ou algoritmos.
Para quem não conhece ou nunca prestou atenção às potencialidades de morar num lugar horizontalizado onde pode-se ver o sol e a lua, num giro de 360 graus. Se fizer isso, com certeza vai pensar duas vezes a respeito de viver numa gaiola vertical e outra gaiola menor para subir e descer movida pela eletricidade, que passa pelo fio de forma intangível, não confiável, porque ninguém consegue vê-la. Na Torre não há porteiros da alma, não há elevadores que separam classes. Há ruas, cheiros, cães latindo ao crepúsculo, galo cantando de madrugada e vizinhos que sabem seu nome — não seu saldo bancário. Livro e.Book Kindle/ Amazon, 147 páginas, $ 24,90, LINK para aquisição: ‎ B0G49V466T
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LANÇAMENTO DO LIVRO 83º, ERÓTICO: “DELÍRIOS DE AFETIVIDADE” Por Gilvan de Brito

LANÇAMENTO DO LIVRO 83º, ERÓTICO: “DELÍRIOS DE AFETIVIDADE” Por Gilvan de Brito
O ser humano, esse produto da natureza, que veio de uma bactéria, evoluiu e se transformou no Senhor dos Mundos, o único que se conhece em todo o universo (pelo menos até agora), é o responsável pelas mudanças na face da Terra, ao superar todos os outros animais, com a sua inteligência e a sua constituição física. O homem (genericamente, como raça) teve o privilégio de surgir como uma ferramenta para criar, aperfeiçoar e reproduzir, graças à sua mente, que imaginou coisas diversas, e as mãos, que se transformaram na ferramenta fundamental para manipular coisas.
Ao contrário dos outros animais, temos polegares e dedos aperfeiçoados, que seguram o objeto, como garras, pressionando-o, enquanto a outra mão trabalha para dar forma à peça. Nenhum animal que se conheça teve essa vantagem, exceto o macaco, que possui o polegar, mas em contrapartida o cérebro é diminuto. Mas o homem também demonstrou outras habilidades, aproveitando a força biológica incorporada à sua natureza que leva homem e mulher, pelo prazer, a se interessarem um pelo outro (ato físico) apenas para gerar seus sucessores.
Também descobriu e inovou outra vertente através do seu pensamento criativo: as variações do sexo, o erotismo e a união afetiva que o conduz ao prazer harmonioso, ao deleite e à satisfação. E é desse último item que falamos neste livro. Aqui vamos englobar poesia e prosa, o lírico, o gestual e o satírico; o encanto e a graça das gírias relacionadas ao sexo, os apelidos da genitália e outros termos que se inter-relacionam. Todos claro, evidenciando o desempenho e a ação do pênis como protagonista das histórias que se seguem. 112 PG., $ 14,90, kindel /Amazon Link: B0FXSLX2PN
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NA ROTA DA DITADURA/ DAS REFORMAS AO GOLPE Por Gilvan de Brito

NA ROTA DA DITADURA/ DAS REFORMAS AO GOLPE Por Gilvan de Brito
LANÇAMENTO DO LIVRO 79 DOS PUBLICADOS
Antes do primeiro de abril de 1964, muita coisa aconteceu para que se chegasse ao golpe militar e a tomada do Poder pelas armas. É desse intervalo do qual nos ocupamos nesta publicação de natureza descritiva, 1960 a 1964 na Rota da Ditadura. Certa vez o presidente Getúlio Vargas definiu com propriedade os tipos de políticos brasileiros de seu tempo: “É como feijão na água; o que não presta flutua.
O que é bom desce e fica no fundo da panela.” Naquela anarquia que se criou entre liberais e conservadores, de 1960 a 1964, era possível se conhecer os bons e os maus políticos, como receitara a velha e astuta raposa dos pampas. Os que se conservavam na superfície podiam ser identificados com facilidade pela iniciativa de pregarem o atraso, defenderem o massacre dos agricultores e condenarem as reformas de base, principalmente a agrária. João Goulart recebera o país com a economia em ruína, em meio a uma crise quando os militares, considerando-o comunista, tentaram impedir a sua posse, como vice-presidente de Jânio Quadros, que renunciara.
Daí a anarquia em que se transformou a política brasileira, com reflexo na Paraíba, onde os latifundiários e usineiros possuíam um exército paralelo de jagunços para combater com armas os agricultores famintos e desarmados. Os militares, convocados para o golpe provaram, no poder, que não eram diferentes daqueles políticos oportunistas, a quem se aliavam: eram piores do que eles, como ficou provado, nos 21 anos de transtornos de triste memória. Aqui, nos fragmentos da história, reunidos neste livro, pois, a memória viva dos anos de 1960 a 1985, como um tijolo no muro da historiografia paraibana, para que as atrocidades e a anarquia não se repitam. Ditadura, nunca mais. Ebook 152 páginas, $ 19,90, pode ser adquirido pelo Link Kindle/ Amazon: B0FMPPRNV8
www.reporteriedoferreira.com.br  Por Gilvan de Brito- Advogado, jornalista, poeta, escritor



VEJA ESTE LIVRO, QUE GANHOU CINCO ESTRELAS; Gilvan de Brito

VEJA ESTE LIVRO, QUE GANHOU CINCO ESTRELAS
LINK KINDLE/AMAZON: BOCR7KK3K; Gilvan de Brito
Neste livro o leitor vai conhecer a vida e obra do escritor Orlando Tejo, que trouxe ao conhecimento público as mais hilariantes poesias de Zé Limeira, um repentista que é mestre do surrealismo e do nonsense, conhecido como o Poeta do Absurdo, considerado o precursor do Tropicalismo matuto. Orlando Tejo não precisou publicar mais do que “Zé Limeira, o Poeta do Absurdo”, para escrever um best-seller nordestino, com mais de 50 mil exemplares vendidos, sucesso de crítica e vendas (mesmo assim escreveu outros livros).
A inclinação logo surgiu: poesia e o cordel seriam o seu Norte e Zé Limeira o seu ídolo, embora as proporções entre ambos fossem desiguais, quase um abismo. Quando os militares promoveram o golpe de Estado no dia primeiro de abril, implantando uma ditadura no país, foram encontrar Orlando Tejo na linha de frente da rebeldia em favor das mudanças, em Campina Grande. Orlando foi detido e encaminhado ao 15º Regimento de Infantaria, em João Pessoa, onde ficou preso, acusado de subversão, quando respondeu por crime contra a segurança nacional.
Ele aproveitou para escrever entre novembro de 1968 e janeiro de 1969, o livro “Zé Limeira, Poeta do Absurdo”. Tentou publicá-lo em Campina Grande, depois em João Pessoa, até 1970, mas não conseguiu um mecenas para ressuscitar Zé Limeira. Depois de muita luta o livro ficou pronto no dia 20.09.73, prefaciado pelo escritor consagrado e político de longo curso José Américo de Almeida: leu o livro, ficou empolgado com a história do Poeta do Absurdo. E escreveu o prefácio da obra intitulado “Um poeta diferente”: “A literatura de cordel está, hoje, universalmente consagrada, como um dos testemunhos mais fiéis da tradição. A pobreza de mitos regionais é suprida por essa fonte de comunicação imediata…” -disse o escritor… Na verdade, Zé Limeira era um poeta diferente: Abusava da distorção histórica. Não havia glória profana ou santidade que escapasse de suas caricaturas.
www.reporteriedoferreira.com.br Por Gilvan de Brito- Advogado, jornalista, poeta, escritor



MAIS UM LANÇAMENTO: “UMA FORÇA ESTRANHA” Por Gilvan de Brito

MAIS UM LANÇAMENTO: “UMA FORÇA ESTRANHA” Por Gilvan de Brito
O livro mostra como o autor experimentou a habilidade paranormal de um ponto entre a vigília e o sono, para conhecer o enigma do labirinto da estranha metafísica e entrar num mundo desconhecido, onde foi possível observar imagens do passado e obter visões do futuro. Este processo mental do inconsciente levou-o a uma visão somática dos sonhos que tem origem além do psiquismo que, segundo admite Freud: “se no momento não conseguimos enxergar além do psíquico, isso não é motivo para negar-lhe a existência”. O autor revela a barreira que liga esses dois mundos, acreditando ser este um dos caminhos para o transporte, pelas próprias experiências aqui contadas.
Aqui o leitor também vai encontrar formas de percepção extrassensorial, habilidades psíquicas, clarividência, empatia, sexto sentido e transporte, através da mente, relativos as experiências acidentais extrafísicas, que experimentou, em diversas ocasiões, ao estabelecer uma linha de territorialidade entre dois mundos através da função cerebral que envolve os sentidos, aqui contadas. Questiona, ainda, a psicanálise, pela dificuldade de se tornar uma matéria de grau científico e acadêmico. De tudo isso, uma coisa ficou na certeza, e disso não faço segredo: o raciocínio induzido move a minha capacidade mental, funcionando, assim, como uma forma de “deja-wù”, com mecanismos que o cérebro capta criando demandas por meio do inconsciente, irrompendo, com ímpeto, em pulsões provavelmente da alma ou do espírito, em ideias diversas a serem desenvolvidas. Isso mostra relevos e profundidade do pensamento humano. Link Kindle/ Amazon: B0FJZR7CZ1 – 148 páginas, $ 19,90. Ver menosMAIS UM LANÇAMENTO: “UMA FORÇA ESTRANHA”
O livro mostra como o autor experimentou a habilidade paranormal de um ponto entre a vigília e o sono, para conhecer o enigma do labirinto da estranha metafísica e entrar num mundo desconhecido, onde foi possível observar imagens do passado e obter visões do futuro. Este processo mental do inconsciente levou-o a uma visão somática dos sonhos que tem origem além do psiquismo que, segundo admite Freud: “se no momento não conseguimos enxergar além do psíquico, isso não é motivo para negar-lhe a existência”. O autor revela a barreira que liga esses dois mundos, acreditando ser este um dos caminhos para o transporte, pelas próprias experiências aqui contadas.
Aqui o leitor também vai encontrar formas de percepção extrassensorial, habilidades psíquicas, clarividência, empatia, sexto sentido e transporte, através da mente, relativos as experiências acidentais extrafísicas, que experimentou, em diversas ocasiões, ao estabelecer uma linha de territorialidade entre dois mundos através da função cerebral que envolve os sentidos, aqui contadas. Questiona, ainda, a psicanálise, pela dificuldade de se tornar uma matéria de grau científico e acadêmico. De tudo isso, uma coisa ficou na certeza, e disso não faço segredo: o raciocínio induzido move a minha capacidade mental, funcionando, assim, como uma forma de “deja-wù”, com mecanismos que o cérebro capta criando demandas por meio do inconsciente, irrompendo, com ímpeto, em pulsões provavelmente da alma ou do espírito, em ideias diversas a serem desenvolvidas. Isso mostra relevos e profundidade do pensamento humano.
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LANÇAMENTO: “MOCIDADE, O ANJO TORTO”, TEATRO, 75º LIVRO PUBLICADO Por Gilvan de Brito

LANÇAMENTO: “MOCIDADE, O ANJO TORTO”, TEATRO, 75º LIVRO PUBLICADO.

Com a força viva de um documento político e histórico, este texto procura mostrar o anti-herói fiel às suas peripécias na busca da afirmação coletiva que o leva à tragédia individual. A peça, apesar do irreverente como o próprio personagem central, tem momentos de trasbordamentos de tristeza, emoção, alegria, euforia e revolta, enfatizando a capacidade de raciocínio dialético do público, questionando o significado histórico da liberdade e oscilando entre o humor ferino e a ironia grotesca. Procuramos mostrar um personagem melancólico diante da sociedade que não o reconhece ou pelo menos o compreende, mas que o tortura, humilha e massacra. A sua deficiência mental é estimulada pelo poder para tornar ofuscadas as suas verdades diante do povo. Mesmo assim ele luta desesperadamente para transformar, como um quixote do asfalto, o Estado absoluto no Estado de Direito, do ponto de vista liberalista, numa verdadeira batalha de palavras contra a força de uma sangrenta ditadura, do bem contra o mal, onde verifica-se que não há triunfo da luz sobre as trevas e nem prevalece a razão. A palavra, embora forte, perde o sentido, na boca do povo, que não sabe usá-la corretamente, para unir-se. O personagem principal, que representa a própria consciência do povo, não luta, choca-se contra todos e contra si mesmo, ao questionar uma sangrenta ditadura, e ter como amigo e protetor o delegado da ditadura, o governador João Agripino o que o deixa em posição inusitada diante do povo. Em especial o fenômeno de sua condição de ótimo orador, mesmo sendo semianalfabeto, empolgando plateias com suas duras críticas aos militares. eBook Kindle/ Amazon, Link B0FF2RTMZJ, 100 Páginas, $ 19.90




OUTRO LANÇAMENTO: “FAROL DO POVO”, LIVRO Nº 71; Gilvan de Brito

Pode ser uma imagem de texto que diz "FAROL DO POΥΟ Gilvan de Brito"
OUTRO LANÇAMENTO: “FAROL DO POVO”, LIVRO Nº 71 DOS PUBLICADOS

Gilvan de Brito

Desta vez é uma novela para TV, com suporte para 160 capítulos: Para fazer cumprir promessa de campanha prefeito eleito de uma cidadezinha do interior nordestino vai aos Estados Unidos negociar a cessão de terras do seu município para instalação de um depósito de lixo atômico (resíduos nucleares) em troca de estação de TV e de outras obras que vão transformar o pequeno núcleo habitacional numa invejada metrópole.
Com isso cria mazelas sociais e seus desdobramentos: a TV começa a mudar traços culturais e regras morais; Obras fazem importar trabalhadores, a cidade começa a exercer grande influência funcional, econômica e social sobre os núcleos menores; a oposição quer o cargo do prefeito; pessoas lúcidas questionam o perigo da contaminação nuclear e gurus, mágicos, bruxos, feiticeiras, videntes, grupos de místicos e curiosos começam a chegar. Nesse instigante ambiente de conteúdo ideológico, exotérico, dramático e metafísico os fatos vão se sucedendo entre o real e o imaginário, numa revolução estética e numa visão satírica do realismo fantástico, numa atmosfera explosiva de conflitos psicológicos com fragmentos provocativos e de delírios.
Acontece em perspectiva, para mexer com a letargia intelectual e a mesmice e estimular o pensamento ao brincar com os estereótipos sem renunciar ao encanto pessoal, magnetismo, charme e glamour. E tudo isso enfeitado pelos falares variantes do português brasileiro da região nordestina, com o seu dialeto particular, sotaque sonoro, nuances fonéticas, vocábulos inconfundíveis e diferenças lexicais num trabalho para empolgar o país (e quem sabe, o exterior?). 144 páginas, $ 19,90, Link Kindle/ Amazon: B0F92CDV5Z.
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LADEIRA DOS TABAJARAS Por Gilvan de Brito

LADEIRA DOS TABAJARAS Por Gilvan de Brito

Na tarde de hoje o noticiário policial do Rio de Janeiro ocupou-se de uma intensa busca da polícia civil, tanto intensa quanto violenta, contra o assassino de um policial, que mobilizou as forças de segurança do Estado e culminou com a morte de cinco pessoas ligadas a grupos narcotraficantes, habitantes da Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana. A impetuosidade das cenas de guerra urbana e da violência, hoje tão comum no Rio de Janeiro, transportou-me àquele ambiente, na década de 70, quando estive na antiga Capital Federal do país à serviço, como jornalista. A Ladeira dos Tabajaras tem início em Copacabana, ao lado do Metrô, estação da rua Siqueira Campos, subindo em meio de uma favela vertical, até a parte alta do morro, na rua Real Grandeza, no bairro de Botafogo. No meio dos dois barros a favela dos Tabajaras, sobre os morros os morros São João Batista e Saudade, ambos cortados pela ladeira, sempre ocupada por marginais.

Voltando ao assunto da minha presença na Ladeira dos Tabajaras, lembro-me que na parte de cima, onde havia um grupo de edifícios cujo apartamento era ocupado pelos jornalistas Assis Tito e Janduhy Andrade, paraibanos (ambos de saudosa memória). O apartamento de Assis e Janduhy ficava de frente para outro, da mesma rua, onde todas as tardes havia um espetáculo de nudez explícita e desinibida, praticada por um casal, com janelas abertas, exibindo-se para os ocupantes do prédio à frente, onde as pessoas apagavam as luzes e acompanhava, entre cinco e seis horas, toda a movimentação do homem e da mulher, na cama, até os momentos do êxtase.
Quando o casal se preparava para descer, as pessoas do prédio de frente, os espectadores, desciam e seguiam para esse prédio para esperar a descida do casal, que à sua passagem era aplaudido. Eles faziam de conta como se não fossem para eles, as manifestações, entravam num automóvel e partiam tomando destino ignorado. Presenciei, numa das tardes, o espetáculo, ao lado de outro jornalista, Erialdo Pereira, também de saudosa memória, que viajara ao Rio para a mesma cobertura de evento para qual fui escalado, pelo jornal Correio da Paraíba. O convite para ver a cena nos foi feito por Assis Tito e Janduhy Andrade durante o almoço, num restaurante instalado na Avenida Atlântica, Calçadão de Copacabana, ao lado da rua Santa Clara.
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PONTO ZERO DA CIDADE Por Gilvan de Brito

PONTO ZERO DA CIDADE Por Gilvan de Brito
O Ponto de Cem Reis foi um logradouro muito peculiar e de curiosa frequência nos fins de tarde. Dezenas de pessoas, bem distribuídas em suas atividades nos grupos que representavam os segmentos da vida da cidade. De cinco a dez pessoas, alguns mais assíduos se localizavam a uma certa distância para não interferir na conversa dos outros, uns de pé outros sentados nos bancos de mármore.
Havia jornalistas, pessoal de teatro, músicos, professores e intelectuais da província. Mais adiante os médicos e estudantes de medicina, que saiam ou estavam escalados para o plantão no Hospital de Pronto Socorro que funcionava no cruzamento das ruas Visconde de Pelotas com a Guedes Pereira; torcedores de futebol, que atraiam sempre jogadores do passado e do presente.
Lojistas que subiam do Varadouro e se encontravam com outros do centro; havia ainda profissionais de vários ofícios, como carpinteiros, padeiros, pedreiros, sapateiros e, principalmente os desocupados. Todos trocavam informações ou se deliciavam com histórias do passado, durante horas ou filosofando sobre a vida e a morte. As reuniões ao ar livre funcionavam como uma ocupação terapêutica porque havia princípio, meio e fim, e redundavam sempre nos fundamentos de uma sessão de relaxamento.
E de vez em quando davam uma estirada até o Café São Braz, porque ninguém era de ferro. Hoje o Ponto de Cem Reis é uma lástima, um samba acabado, uma terra arrasada. Virou feira livre. Dá pena passar pelo centro da cidade e ver a atual situação do marco zero da Capital. Mas o Ponto de Cem Reis não sucumbira. Um dia virá um político que tenha identificação com a comunidade para recuperá-lo.
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