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Os Serviços em A.A. sob a Luz dos Doze Conceitos: por Paulo César G.Cabral

15/11/2016 17:28

297606_111789395602792_26957847_nOs Serviços em A.A. sob a Luz dos Doze Conceitos:

por Paulo César G.Cabral  Jornalista Profissional

As atividades de A.A. orientadas pelos 12 Conceitos somente têm proporcionado entendimento, melhoramentos e crescimento espiritual em todos os níveis, do topo à base da nossa estrutura de serviço ativo. Os 12 Conceitos para Serviços Mundiais é um conjunto de princípios que mostra a importância da estrutura de serviços mundiais de Alcoólicos Anônimos.

O I Conceito diz que a responsabilidade final e a autoridade suprema dos serviços estão com os Grupos. São os Grupos que possibilitam que a Irmandade funcione em seu todo. Os Grupos assumem a responsabilidade pelos serviços mundiais quando elegem seus representantes e delegam a eles poderes para atuarem e falarem pela consciência coletiva (II Conceito). Esses servidores só atuam eficazmente quando é conferido a eles o direito de decisão, como bem esclarece o III Conceito.11936987_815542418559714_1016512535_n

Em cada nível do serviço é assegurado aos servidores um direito tradicional de participação, correspondente a responsabilidade que cada um deve ter. Desse modo, os membros servidores estão empenhados num trabalho participativo; nenhum deles é considerado servidor de segunda classe, fundamenta o IV Conceito. O direito de apelação e petição é outro privilégio tradicional garantido pela nossa estrutura de serviço aos seus servidores. Ele assegura aos servidores de Grupos, Órgãos e Organismos de Serviços, Custódios e até aos nossos funcionários contratados apresentarem relatórios da minoria, toda vez que acharem que a maioria está cometendo erro considerável, ressalta o V Conceito.

No VI Conceito, os Grupos confiam sua autoridade e responsabilidade à Conferência que, por sua vez, delega essa responsabilidade à Junta de Custódios. Os Custódios têm a responsabilidade legal e prática pelo funcionamento do Escritório de Serviços Gerais (ESG) e dos seus Comitês. Os Custódios são administradores de confiança e os guardiões das nossas Doze Tradições. Por outro lado, o VII Conceito sugere perfeito equilíbrio entre a Junta de Custódios e a Conferência de Serviços Gerais. Para que A.A. funcione em nível mundial é necessário que o legal (Junta de Custódios) e o tradicional (Conferência) convivam em equilíbrio. De acordo com o VIII Conceito, para desempenhar suas principais atividades, os Custódios delegam suas funções executivas aos seus Comitês e ao ESG, detendo-se na supervisão da custódia.

A Liderança de A.A. é assumida necessariamente pelos Custódios da Junta de Serviços Gerais, diz o IX Conceito, mas com ausência de governo, chefia e de qualquer autoridade humana. Enfim uma liderança qualificada que lidere pelo exemplo. O X Conceito nos fala que a responsabilidade e a autoridade de cada órgão devem ser bem definidas e claramente compreendidas em todos os níveis de serviço, para que nossa estrutura funcione com efetiva harmonia.

O XI Conceito explica com detalhe as composições, funções e as relações dos comitês permanentes da Junta de Serviços Gerais, e suas juntas operacionais subsidiárias, acrescentando que a direção executiva tem que ser competente e contínua, senão o serviço não funciona bem. Já o XII Conceito refere-se à Ata da Constituição da Conferência, sobretudo às suas seis Garantias, que expressam princípios espirituais relacionados à prudência e ao equilíbrio a serem utilizadas igualmente pelos Grupos, Órgãos e Organismos de Serviços de A.A.. A falta do conhecimento e da prática espiritual dos 12 Conceitos para Serviços Mundiais enfraquece e pode destruir a estrutura de um Grupo de A.A. e dos seus Órgãos de Serviços. Um Grupo de A.A. que não realiza seus serviços sob a luz dos Conceitos está sentenciado à morte de seus indivíduos e a sua própria deterioração.

Paulo César Gomes Cabral -Jornalista Profissional
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