Na ONU, Lula reafirma: o Brasil não cabe no quintal de ninguém: Rui Leitao

Na ONU, Lula reafirma: o Brasil não cabe no quintal de ninguém: Rui Leitao

Diante de representantes de 193 países, na abertura da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva colocou a soberania brasileira no centro de seu pronunciamento. Da tribuna da ONU, o chefe de Estado reafirmou que o Brasil é um país soberano e que suas decisões pertencem aos brasileiros.

A frase que sintetizou essa posição foi direta: “O Brasil não cabe no quintal de ninguém.” A declaração veio acompanhada de uma crítica às tentativas de interferência externa nos processos políticos nacionais e de uma defesa do direito de cada povo decidir livremente seus próprios caminhos.

O discurso ganhou dimensão ainda maior por ocorrer às vésperas das eleições brasileiras. Lula afirmou que não permitirá que “inimigos da democracia”, sejam internos ou externos, atentem contra a vontade popular. Também criticou campanhas de desinformação e ingerências estrangeiras no processo eleitoral.

A mensagem apresentada na ONU foi, portanto, que democracia e soberania são inseparáveis. Para ele, não basta que um país tenha eleições: é necessário que seus cidadãos possam escolher livremente seus representantes, sem pressões externas capazes de interferir nessa decisão.

Lula também defendeu o fortalecimento do multilateralismo. Em sua avaliação, a ONU atravessa uma crise de credibilidade e precisa recuperar capacidade de agir diante dos grandes conflitos internacionais. O presidente criticou a paralisia provocada pelo sistema de vetos do Conselho de Segurança e voltou a defender reformas na
governança mundial.

Outro tema foi o combate ao crime organizado. Lula defendeu a cooperação internacional para enfrentar organizações criminosas, especialmente no combate ao tráfico de armas e ao financiamento dessas estruturas. Ao mesmo tempo, sustentou que cooperação internacional não significa intervenção estrangeira no território brasileiro.

Há, assim, um elemento comum atravessando praticamente toda a fala: a defesa da capacidade dos povos de determinar seus próprios destinos.

Ao levar essa mensagem à ONU, Lula não falou apenas sobre o Brasil diante dos demais países. Falou também sobre o princípio de que nenhuma nação, independentemente de seu tamanho ou poder econômico e militar, deve ter o direito de decidir pelo povo de outra.

Da tribuna de Nova York, a mensagem brasileira foi apresentada em termos inequívocos: o Brasil quer cooperar com o mundo, mas não abrir mão de sua soberania; quer diálogo, mas não tutela; quer relações internacionais baseadas em respeito mútuo, e não em submissão.

E, ao falar de democracia, Lula levou à principal tribuna diplomática do planeta uma ideia essencial: a escolha dos brasileiros pertence aos brasileiros.

Em síntese: Lula novamente deu um show e mostrou ser o mais importante líder mundial em defesa da democracia e da luta em favor dos mais pobres. Portanto, torna-se imprescindível sua recondução ao governo. Em 4 de outubro: BORA LULA.

www.reporteriedoferreira.com.br/Rui Leitão, advogado jornalista, poeta, escritor

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