PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Entre o Pavilhão do Chá e o Sanhauá havia muita animação Sérgio Botelho

 

PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Entre o Pavilhão do Chá e o Sanhauá havia muita animação

Sérgio Botelho

– Quem passa hoje pela área urbana onde se insere o Cordão Encarnado não tem a mínima ideia do que ela representou em termo sociais e econômicos para a nossa querida cidade de João Pessoa.

Até final da década de 1960, entre a Praça Venâncio Neiva e a Avenida Sanhauá, você tinha clube social prestigiado, tinha festa de paróquia, no modelo da Festa das Neves, com direito ao sagrado e ao profano, tinha salas de cinema, muita celebração e dinheiro circulando.

Não que fosse lugar de rico na cidade. Nunca foi isso. Contudo, a partir do início dos anos 1930, três fábricas de certo peso funcionavam, com força produtiva, na parte da Rua da República mais próxima do rio Sanhauá, gerando empregos e salários.

Ainda na década de 1930, outra indústria veio se estabelecer nas proximidades (Ilha do Bispo), na forma de uma fábrica de cimento. Nas proximidades, a facilitar a vida das empresas, estação de trem, porto e paradas de transportes, as velhas sopas, intermunicipais.

Então, todo aquele território da capital paraibana foi se adensando e ganhando vida. No espaço do Cordão Encarnado propriamente dito, entre as ruas Rodrigues de Carvalho, Nina Lima, São Miguel e Índio Piragibe, havia as lapinhas, que inspiraram o nome do local.

De tudo, resta a tradicional festa de Nossa Senhora da Conceição, no início de dezembro. Contudo, sem a ruidosa parte profana de antes. Mas a procissão em louvor à santa percorre, ainda, as principais ruas daquela parte baixa da cidade.

Sobre isso, e atendendo a honroso convite do presidente da Academia Paraibana de Medicina, médico e acadêmico Wilberto Trigueiro, vou falar, com moderação do também médico e acadêmico Mário Toscano, em um Webinar, hoje, a partir das 19 horas.

Quem quiser participar, será bem-vindo. O caminho digital está no cartaz que ilustra o texto.

(Foto: Cartaz do Webinar)

www.reporteriedooferreira.com.br/*Sérgio Botelho, jornalista, escritor e memorialista.

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