O ritual das cadeiras em certas confrarias, como academias de letras e institutos históricos Sérgio Botelho –

O ritual das cadeiras em certas confrarias, como academias de letras e institutos históricos
Sérgio Botelho –
Ontem, sexta-feira, 31, foi dia de festa para a Academia Paraibana de Letras. Tomou posse, como novo ocupante da Cadeira 15, o escritor, editor e jornalista Mário Hélio, das terras de Sapé, conterrâneo de Augusto dos Anjos.
Em seu discurso, de forte valoração cultural, o empossado celebrou seus antecessores na Cadeira que passou a ocupar, em especial o último, o indelével artista plástico e produtor cultural, Francisco (Chico) Pereira.
A posse numa academia de letras, o que também vale para os institutos históricos e outras confrarias, não representa apenas a chegada de um novo integrante. Cada cadeira possui uma história própria.
Há um patrono, escolhido como referência intelectual, um fundador e os sucessivos ocupantes, cada qual deixando sua contribuição por meio de livros, pesquisas, pronunciamentos e participação institucional.
Por isso, o discurso de posse deve recordar aqueles que vieram antes. É nesse costume que se fortalece o conceito de imortalidade de confrades e confreiras. Não se trata, evidentemente, de negar a morte, mas de preservar a memória já organizada.
No meu caso, por exemplo, tomarei posse, em 11 de setembro, após eleito em Assembleia Geral estatutariamente prevista, na cadeira nº 30 do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano. Esse momento terá um significado pessoal, de elevada honra, mas também exigirá respeito à história da cadeira que passarei a ocupar.
Seu patrono é o cônego Francisco de Lima, sacerdote ligado à cultura e à pesquisa histórica paraibana. A fundadora foi Waldice Mendonça Porto, professora, escritora e participante ativa da vida do IHGP.
O último ocupante foi Thomaz Bruno de Oliveira, professor, jornalista, escritor, historiador e pesquisador dedicado principalmente à história do interior paraibano.
Ao falar sobre esses três nomes, o discurso de posse não cumprirá somente uma formalidade. Será um reconhecimento de que ninguém ingressa para ocupar o nada numa instituição comprometida com a preservação da história.

O ritual das cadeiras em certas confrarias, como academias de letras e institutos históricos.⭐️ 📝Sérgio Botelho – Ontem, sexta-feira, 31, foi dia de festa para a Academia Paraibana de Letras. Tomou posse, como novo ocupante da Cadeira 15, o escritor, editor e jornalista Mário Hélio, das terras de Sapé, conterrâneo de Augusto dos Anjos. Em seu discurso, de forte valoração cultural, o empossado celebrou seus antecessores na Cadeira que passou a ocupar, em especial o último, o indelével artista plástico e produtor cultural, Francisco (Chico) Pereira.

A posse numa academia de letras, o que também vale para os institutos históricos e outras confrarias, não representa apenas a chegada de um novo integrante. Cada cadeira possui uma história própria. Há um patrono, escolhido como referência intelectual, um fundador e os sucessivos ocupantes, cada qual deixando sua contribuição por meio de livros, pesquisas, pronunciamentos e participação institucional. Por isso, o discurso de posse deve recordar aqueles que vieram antes. É nesse costume que se fortalece o conceito de imortalidade de confrades e confreiras. Não se trata, evidentemente, de negar a morte, mas de preservar a memória já organizada. No meu caso, por exemplo, tomarei posse, em 11 de setembro, após eleito em Assembleia Geral estatutariamente prevista, na cadeira nº 30 do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano.

Esse momento terá um significado pessoal, de elevada honra, mas também exigirá respeito à história da cadeira que passarei a ocupar. Seu patrono é o cônego Francisco de Lima, sacerdote ligado à cultura e à pesquisa histórica paraibana. A fundadora foi Waldice Mendonça Porto, professora, escritora e participante ativa da vida do IHGP. O último ocupante foi Thomaz Bruno de Oliveira, professor, jornalista, escritor, historiador e pesquisador dedicado principalmente à história do interior paraibano. Ao falar sobre esses três nomes, o discurso de posse não cumprirá somente uma formalidade. Será um reconhecimento de que ninguém ingressa para ocupar o nada numa instituição comprometida com a preservação da história.

www.reporteriedoferreira.com.br/ Sergio Botelho, jornalista, poeta, escritor

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