Corpo de Antônio Barros é sepultado nesse domingo (06) em João Pessoa

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Velório e enterro ocorreram no mesmo dia (Foto: Verinho Paparazzo)

Foi enterrado, no fim da tarde deste domingo (06), em João Pessoa, o corpo do cantor e compositor Antônio Barros. O artista morreu na madrugada deste domingo. O anúncio foi feito nas redes sociais. O velório foi realizado em uma central no bairro do José Américo e começou no início da tarde. O sepultamento foi realizado no mesmo bairro.

O artista estava internado desde janeiro e enfrentava há cinco anos complicações causadas pelo Mal de Parkinson, que o impedia, por exemplo, de tocar violão, instrumento que o acompanhou ao longo da carreira. Antônio Barros foi um dos nomes mais importantes da música popular brasileira, com composições gravadas por nomes como Luiz GonzagaJackson do PandeiroDominguinhosMarinêsElba Ramalho e Gilberto Gil.

A esposa e parceira de vida e carreira, a cantora e compositora Cecéu, com quem formou dupla a partir de 1971, falou sobre o companheirismo de mais de meio século. “Foram 54 anos de vida juntos, um ao lado do outro. Se eu tivesse que começar a minha vida, seria com ele de novo. Gravamos com a nata da MPB. Ele sempre teve como prioridade diversificar o trabalho. É uma perda muito grande para a música popular brasileira”.

Cecéu também lembrou a trajetória do casal. Eles se conheceram em Campina Grande, iniciaram a carreira juntos se apresentando em lonas de circo, seguiram para São Paulo e, em 1973, começaram a gravar profissionalmente. Ao longo dos anos, exploraram diversos gêneros como bolerosamba-canção e forró, ampliando o repertório e conquistando espaço na cena musical nacional.

A filha do casal, Maira Barros, acompanhou o pai durante todo o período de internação. “Eu fiz tudo de mim, não só nesses dois meses. Escolhi ficar com eles porque são pessoas de muito bom coração. Um ciclo se fecha, mas o legado que são as músicas está com vocês”, declarou.

O cantor Jorge de Altinho, foi um dos artistas que estiveram no velório. “Eu chamava ele de ‘Tio Tonho’, ele me chamava de ‘meu sobrinho’. Fui amigo de Antônio Barros desde o início da carreira. Todos os meus discos sempre tinham duas, três músicas dele. Estávamos sempre juntos. Era uma amizade familiar. O céu hoje está mais feliz”, disse o cantor. Jorge de Altinho também informou que, durante as festas de São João este ano, será feita uma homenagem especial ao artista.

Músicos que estiveram no velório também prestaram homenagem cantando e tocando músicas de Antônio Barros.

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