Morre Constantino Júnior, ex-CEO e fundador da Gol
Constantino de Oliveira Júnior, fundador e presidente do conselho de administração da Gol, morreu na manhã deste sábado (24), em São Paulo, aos 57 anos.
Segundo apuração do g1, o empresário estava internado em um hospital da capital paulista e tratava um câncer há anos.
Júnior fundou a Gol em 2001, assumindo a posição de primeiro CEO da companhia aérea que ajudou a introduzir o modelo de “baixo custo, baixa tarifa” no país.
Antes de criar a Gol, atuou entre 1994 e 2000 como diretor da Comporte Participações, grupo controlador de empresas de transporte terrestre de passageiros.
Em 2004, passou a integrar o Conselho de Administração, acumulando a função com o cargo de CEO até 2012, quando deixou a gestão executiva e assumiu a presidência do conselho, posição que ocupava até o seu falecimento.
Além da atuação na Gol, era membro do Conselho de Administração e um dos fundadores do Grupo ABRA, uma holding de aviação criada em 2022 que controla as companhias aéreas Gol (Brasil) e Avianca (Colômbia).
Além da aviação, Júnior era entusiasta do automobilismo e chegou a competir na Porsche Cup.
Veja na íntegra a nota da Gol:
A GOL Linhas Aéreas manifesta profundo pesar pelo falecimento de seu fundador, Constantino Júnior, neste sábado, 24/01/2026, aos 57 anos.
Há 25 anos, Júnior e a família Constantino deram início à trajetória da mais brasileira das companhias aéreas. Com uma visão empreendedora e valores sólidos, nascia uma empresa reconhecida por sua excelência, referência em inovação e por seu compromisso com o desenvolvimento do Brasil.
Neste dia de enorme tristeza, a Companhia se solidariza com os familiares e amigos, expressando seus sentimentos e reconhecendo seu legado.
Sua liderança, sua visão estratégica e, sobretudo, seu jeito simples, humano, inteligente e próximo deixaram marcas profundas em nossa cultura. Os princípios estabelecidos por seu fundador fizeram a companhia crescer e hoje fazer parte de um grupo internacional. Eles seguem vivos na GOL e continuam transformando a aviação no Brasil.
Constantino de Oliveira Júnior era um empresário brasileiro, fundador e primeiro CEO da GOL Linhas Aéreas Inteligentes, companhia que ajudou a transformar o mercado de aviação comercial no Brasil ao introduzir o conceito de “baixo custo, baixa tarifa” no país.
Antes de fundar a GOL, atuou entre 1994 e 2000 como Diretor da Comporte Participações, grupo que controla diversas empresas de transporte terrestre de passageiros no Brasil. Em 2001, assumiu o cargo de Diretor-Presidente (CEO) da GOL, liderando o início das operações da companhia e sua rápida expansão no mercado nacional.
Em 2004, tornou-se membro do Conselho de Administração, acumulando essa função com a presidência executiva até 2012. Constantino Júnior deixou a função executiva e assumiu o cargo de Presidente do Conselho de Administração da GOL, posição que ocupava até hoje. Além da atuação na GOL, Constantino era membro do Conselho de Administração e um dos fundadores do Grupo ABRA.
Ao longo de sua trajetória, recebeu diversos reconhecimentos por sua atuação executiva, entre eles: “Executivo de Valor” em 2001 e 2002, concedido pelo jornal Valor Econômico; “Executivo Líder” no setor de logística em 2003, pelo jornal Gazeta Mercantil; e, em 2008, foi nomeado “Executivo Ilustre” na categoria Transporte Aéreo pela premiação GALA (Galería Aeronáutica Latinoamericana), patrocinada pela IATA.
Cantor João Lima é denunciado pela esposa por agressões
Um vídeo registrado por uma câmera de segurança revela um episódio de violência doméstica envolvendo o cantor João Lima e a esposa, a médica e influenciadora Rafaela Brilhante, em João Pessoa. As imagens, que vieram a público neste sábado (24), teriam sido gravadas dias antes e mostram o momento em que a vítima é agredida dentro da residência do casal, que está junto há cerca de dois meses.
A divulgação do vídeo gerou forte repercussão nas redes sociais ao longo do dia. Nas imagens, Rafaela aparece deitada na cama enquanto sofre agressões atribuídas ao cantor.
Ainda neste sábado, a médica compareceu à Cidade da Polícia Civil para registrar um boletim de ocorrência contra o companheiro.
Imóvel abandonado era usado como depósito de drogas e armas em João Pessoa
Uma ação da Polícia Militar revelou a existência de um imóvel usado exclusivamente como ponto de apoio para o crime no bairro Gervásio Maia, em João Pessoa. A residência, que aparentava estar abandonada, funcionava como local de armazenamento de entorpecentes e armas.
Durante a operação, os policiais apreenderam um revólver calibre 38, seis munições, cerca de um quilo de maconha, aproximadamente 200 gramas de cocaína e uma pequena quantidade de crack.
De acordo com o comandante-geral da Polícia Militar da Paraíba, Sérgio Fonseca, o imóvel não era utilizado para moradia. Segundo ele, os criminosos usam esse tipo de casa apenas para guardar drogas e armamentos, além de servir como ponto de apoio para se reunir e se esconder antes da prática de delitos na área de atuação do Quinto Batalhão.
Feto é encontrado dentro de caixa de papelão em lixeiro de prédio em João Pessoa
A Polícia Civil investiga o abandono de um feto encontrado dentro de uma caixa de papelão na Rua Santa Sofia, no bairro do Muçumago, em João Pessoa. A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar e policiais civis, que estiveram no local desde as primeiras horas após o acionamento.
O delegado Douglas Garcia acompanhou a ação e informou que, pelas características iniciais, o caso se trata de um aborto. Imagens de câmeras de segurança da área já estão em posse da polícia e mostram uma mulher deixando a caixa no local antes de sair.
Segundo o delegado, as investigações agora buscam esclarecer se o feto é resultado de um aborto espontâneo ou provocado. O material foi recolhido para os procedimentos legais e o caso segue sob apuração da Polícia Civil.
A partir deste domingo (25), passagem de ônibus fica mais cara em João Pessoa; veja valor
A tarifa do transporte coletivo urbano em João Pessoa foi reajustada e passará a valer a partir deste domingo (25). O Conselho Municipal de Mobilidade Urbana aprovou o aumento, definindo que o valor da passagem dos ônibus convencionais subirá de R$ 5,20 para R$ 5,45, representando um reajuste de 4,8% em relação ao valor anterior.
O serviço opcional conhecido como “Geladinho” também terá o preço alterado, passando para R$ 6,05.
De acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de João Pessoa (Sintur-JP), o reajuste foi calculado com base nos custos operacionais do sistema, com a data-base em janeiro e levando em conta despesas como combustível, manutenção e salários.
Este é o segundo aumento em pouco mais de um ano no transporte coletivo da capital paraibana, que já havia registrado outra elevação em janeiro de 2025.
Lula sanciona reajuste de 8% para o Judiciário em 2026, mas veta aumentos nos anos seguintes
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, nesta segunda-feira (22), o reajuste de 8% para servidores do Judiciário em 2026, mas vetou aumentos para a categoria em 2027 e 2028.
Na avaliação do governo, a proposta contraria o interesse público por elevar as despesas com pessoal para depois do fim do mandato presidencial, na contramão do que prevê a Lei de Responsabilidade Fiscal.
“Em que pese a boa intenção do legislador, a proposição legislativa contraria o interesse público ao estabelecer aumento da despesa com pessoal com parcelas a serem implementadas em períodos posteriores ao final do mandato do Presidente da República, contrariando a vedação prevista na Lei de Responsabilidade Fiscal”, afirma texto publicado no Diário Oficial da União.
Pela lei, o vencimento básico para analistas do Judiciário em fim de carreira chegará a R$ 10.035,51, enquanto funcionários em cargos em comissão poderão receber até R$ 18.812,93 a partir do ano que vem.
Hoje, esse mesmo cargo recebe R$ 9.292,14 de vencimento básico, segundo dados do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Eles também têm direito a uma gratificação de atividade judiciária, que eleva o salário em até 140% e gera salários de até R$ 22.301,14 por mês.
Além do reajuste, Lula sancionou a instituição de um adicional de qualificação, que dá acréscimos salariais para servidores que concluírem cursos de pós-graduação e outras ações de qualificação. Pela lei, servidores poderão receber até R$ 3.857,75 a mais por qualificação.
Servidores do Judiciário também têm direito a uma série de outros benefícios, como auxílios para alimentação, creche e saúde.
Funcionários públicos em todos os Poderes têm se articulado em uma corrida para penduricalhos, em um esforço para que seus salários ultrapassem o teto constitucional.
No início de dezembro, o Congresso Nacional aprovou a criação de um novo penduricalho para elevar os salários de integrantes do TCU acima do teto, por se tratar de uma verba indenizatória. Na prática, as remunerações brutas podem chegar a até R$ 64 mil. O projeto também aguarda a sanção de Lula.
Folha Online
João Pessoa assina ordem para reforma do Mercado Central da Capital
Reforma do Mercado Central de João Pessoa terá investimento de R$ 31,9 milhões e conclusão em 2027 – Foto: Leonardo Ariel
A Prefeitura de João Pessoa assinou a ordem de serviço para iniciar a reforma e ampliação do Mercado Central, um projeto que tem investimento previsto de R$ 31,9 milhões e conclusão estimada para o final de 2027. A reforma do Mercado Central contempla uma série de melhorias e ampliações para modernizar o espaço.
Na primeira fase da obra, serão reformados o bloco de frutas e verduras, os galpões de cereais e de carnes, o bloco de alimentação, o setor administrativo e as lojas. As intervenções incluem a troca de piso, pintura, instalação de revestimento cerâmico, novas bancadas e a modernização das redes elétricas.
Na etapa seguinte, será feita a ampliação da estrutura do Mercado Central com a construção de um espaço de apoio para os trabalhadores da Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur), uma base de segurança, um galpão de roupas e uma escola gastronômica.
O espaço destinado à Emlur contará com sala de descanso, cozinha, banheiros e depósito para materiais. A base da Secretaria de Segurança Urbana e Cidadania terá salas de atendimento, central de monitoramento, copa e cela para detenção.
O novo galpão de roupas terá 61 boxes equipados com instalações elétricas, iluminação, acessibilidade e revestimentos. A escola gastronômica será equipada com cozinha, sala destinada à imprensa, estrutura acessível e estacionamento.
Além dessas reformas e ampliações, o projeto inclui a construção de um Edifício Garagem para disponibilizar vagas de estacionamento reguladas pela zona azul.
Câmara de João Pessoa convoca suplente para assumir mandato
O prefeito Cícero Lucena (sem partido) confirmou, na última quinta-feira (30), o retorno do vereador João Almeida (PDT) ao comando da Secretaria de Segurança Urbana e Cidadania (Semusb) de João Pessoa. Com ampla experiência na área e histórico de gestão à frente da Pasta, Almeida retorna ao cargo com o compromisso de fortalecer as ações voltadas à proteção do cidadão e à melhoria da convivência urbana na capital paraibana. Quem assume a vaga no lugar de João Almeida na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) é Kleber Geraldo, primeiro suplente do partido.
“Minha vida pública sempre foi pautada pelo serviço à população”, disse o vereador João Almeida (Foto: Olenildo Nascimento/CMJP)
“Minha vida pública sempre foi pautada pelo serviço à população. Estar à disposição do prefeito Cícero Lucena é uma oportunidade de continuar meu trabalho em prol da segurança e cidadania da nossa Capital. Meu foco sempre será contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos pessoenses”, declarou.
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Almeida retorna com o compromisso de começar uma nova fase da Semusb, que será marcada pelo reforço das políticas de prevenção à violência, valorização da Guarda Civil Metropolitana e integração com outros órgãos de segurança.
Ele destacou que o foco do trabalho será promover uma cidade mais segura, humana e cidadã, com ênfase no uso de tecnologia para o monitoramento urbano.
João Almeida é policial rodoviário federal e deixou a Secretaria de Segurança Urbana e Cidadania de João Pessoa em abril de 2024 para concorrer ao cargo de vereador. No pleito, ele foi eleito para seu quarto mandato, com 4.288 votos.
Kleber Geraldo assume
Com a licença de João Almeida para o cargo de secretário, quem assume na Câmara Municipal de João Pessoa é Kleber Geraldo (PDT), primeiro suplente do partido. Kleber Geraldo recebeu 3.665 votos nas eleições de 2024.
Fonte: PMJP
Empresas de irmãos e primo de Toffoli tiveram como sócio fundo ligado a suspeitas no caso Master
Duas empresas ligadas a parentes do ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), tiveram como sócio um fundo de investimentos conectado à teia usada pelo Banco Master em fraudes investigadas por autoridades, de acordo com documentos e dados oficiais analisados pelo jornal Folha de S.Paulo.
O Arleen Fundo de Investimentos teve, ao menos até maio de 2025, ações da Tayayá Administração e Participações, responsável por um resort em Ribeirão Claro (PR) que pertencia em parte à família de Toffoli, e também participação direta na DGEP Empreendimentos, incorporadora imobiliária da mesma cidade que tinha como um de seus sócios um primo do ministro.
A conexão com o caso Master se dá por uma cadeia de fundos. O Arleen foi um dos cotistas do RWM Plus, que por sua vez também recebeu investimentosde fundos ligados ao Maia 95, um dos seis apontados pelo Banco Central como integrantes da suposta teia de fraudes do banco de Daniel Vorcaro. O fundo Arleen em si não é alvo de investigação.
O Arleen e todos os demais fundos da teia têm como administradora a Reag, que administrava também fundos ligados a Vorcaro e é investigada na operação Carbono Oculto, por suspeita de lavar dinheiro para o PCC (Primeiro Comando da Capital).
A Folha de S.Paulo procurou a assessoria do STF e perguntou se Dias Toffoli tinha conhecimento dessas conexões e se ele considera que as informações criam algum empecilho para a condução do caso, mas o ministro não respondeu até a publicação desta reportagem. Parentes do ministro também não se manifestaram. A Reag não comentou o caso.
Em nota enviada após a publicação da reportagem, a defesa de Vorcaro negou qualquer irregularidade ou envolvimento do Master com fraudes, fundos ilícitos ou operações destinadas a beneficiar terceiros. Disse que a reportagem estabelece “conexões inexistentes e distorce fatos ao sugerir vínculo entre o banco, seus executivos e investimentos mencionados”.
“O banco nunca foi gestor, administrador ou cotista dos referidos fundos”, declarou a defesa, que disse ainda seguir colaborando integralmente com as autoridades.
Com apenas um cotista, o Arleen foi encerrado no fim do ano passado. De acordo com balanço de maio de 2025, ele tinha apenas quatro investimentos: em duas empresas ligadas à família Toffoli (Tayayá e DGEP), em uma holding que não aparece em bases de dados oficiais, e no RWM Plus.
De acordo com investigadores, uma cadeia de fundos administrados pela Reag era usada para desviar dinheiro emprestado pelo Master, com a cumplicidade do banco. Isso acontecia por meio da aplicação dos recursos desses empréstimos.
A partir daí, o dinheiro transitava por uma teia de fundos comprando ativos podres que serviam para inflar artificialmente o valor de ativos, entre outras operações suspeitas.
Dias Toffoli é o relator do inquérito que investiga as fraudes do Master. Ele se tornou responsável pelo caso, no início de dezembro, depois que advogados de Vorcaro recorreram ao STF, argumentando que a investigação deveria ficar concentrada na corte devido à citação de um negócio imobiliário entre Vorcaro e o deputado João Carlos Bacelar (PL-BA).
O ministro manteve a condução do inquérito em sigilo e tomou decisões questionadas no mundo político e no mercado financeiro. Além do segredo imposto ao caso, Toffoli convocou uma acareação entre os investigados e um diretor do Banco Central, responsável pela fiscalização do sistema bancário. Parte das perguntas preparadas por seu gabinete ao tomar os depoimentos apontavam para eventual precipitação do BC na liquidação do Master, como argumenta a defesa de Vorcaro.
O resort Tayayá foi inaugurado em 2008 e teve participações acionárias de diversos integrantes da família Toffoli nos últimos anos. O empreendimento fica às margens do rio Itararé, que separa o Paraná de São Paulo. O hotel tem 4 estrelas e 58 mil metros quadrados.
Em 2017, o ministro recebeu uma homenagem da Câmara de Vereadores local por ter “colaborado para o desenvolvimento e incremento turístico do Município de Ribeirão Claro, notadamente por meio do apoio decisivo na implantação da empresa Tayayá Aquaparque Hotel e Resort”.
O Tayayá Aquaparque, resort de luxo em Ribeirão Claro (PR) – Reprodução
Dados de 2020 da Junta Comercial do Paraná mostram que a empresa que administra o empreendimento era controlada por Mario Umberto Degani, primo do ministro, e pelo advogado Euclides Gava Junior.
Em dezembro daquele ano, tornou-se sócia do resort a firma Maridt Participações, aberta quatro meses antes por José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro do STF. Degani, Gava e a Maridt passaram a deter um terço da empresa cada. A entrada dos irmãos no negócio foi noticiada pelo site O Antagonista.
A composição da Tayayá mudou ao longo dos anos seguintes. Segundo dados da Receita Federal de abril de 2025, permaneciam como sócios o primo Mario Umberto Degani e a PHB Holding, do empresário goiano Paulo Humberto Barbosa. Degani deixou a sociedade desde então. Hoje, a administradora da Tayayá é controlada por Barbosa e por duas empresas ligadas a ele.
Barbosa não respondeu às perguntas feitas pela reportagem. Euclides Gava Junior, que foi sócio de Degani, se apresenta como diretor do Tayayá Resort em seu perfil no LinkedIn. Ele não quis se manifestar.
Os nomes dos sócios das empresas constam em informações oficiais da base de dados da Receita Federal compiladas pela Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) na plataforma Cruza-Grafos, que exibe as relações entre todas as firmas do país e seus donos. Os parentes de Toffoli aparecem em informações compiladas em abril de 2025, as mais recentes disponíveis na plataforma. A família deixou as empresas desde então.
Já as relações entre os diferentes fundos estão documentadas em papéis da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), responsável por monitorar esse mercado.
O Arleen foi criado em 2021 e tinha ações do Tayayá entre os seus ativos desde que foi constituído. Em novembro daquele ano, uma participação de R$ 20 milhões representava 99% da carteira do fundo. Em 31 de maio de 2025, data do último balanço disponível, a participação do Arleen no Tayayá era de R$ 4,4 milhões.
Uma segunda empresa ligada a um parente de Toffoli aparece no balanço de maio de 2022 da Arleen. Na ocasião, o fundo tinha uma participação de R$ 16,1 milhões na DGEP Empreendimentos. A empresa tinha como sócio, além do Arleen, o primo de Toffoli que também participou do Tayayá, Mario Umberto Degani. Em maio de 2025, a participação do Arleen na DGEP era de R$ 16,4 milhões.
A DGEP é uma empresa de incorporação imobiliária. Sua sede registrada na Receita Federal fica no mesmo endereço do resort Tayayá, e o email informado na criação da empresa foi gerencia@tayaya.com.br.
Apurações da Polícia Federal e do Banco Central apontam para o uso de múltiplos fundos para inflar o patrimônio do Master. Uma operação da PF com base nessas investigações prendeu o banqueiro Daniel Vorcaro em 18 de novembro, quando ele se preparava para deixar o país.
Treze dias antes, em 5 de novembro, uma assembleia geral do Arleen resolveu liquidar o fundo dali a dois dias, em 7 de novembro. Uma outra assembleia realizada em 1º de dezembro do ano passado postergou essa data para 22 de dezembro. Quando o fundo foi criado, em junho de 2021, o prazo previsto de duração era de 20 anos.
Documentos registrados na CVM desenham a conexão entre o Arleen e um dos fundos investigados no caso Master.
O Maia 95, um dos focos da fraude investigada pelo Banco Central, é dono de cotas do Murren 41, que por sua vez era cotista do Money Market. O Money Market e o Arleen tinham cotas de participação no mesmo fundo, o RWM Plus.
Numa auditoria feita no Arleen e registrada na CVM em maio de 2025, a empresa Next Auditores se absteve de emitir um parecer sobre o fundo, apontando falta de documentação societária, confirmações de saldo e demonstrações contábeis. Isso quer dizer que a Next não conseguiu fazer o trabalho de checagem das contas do fundo.
www.reporteriedoferreira.com.br palavrapb
Nenê chega à capital paraibana e inicia trajetória no Botafogo-PB
O meia Nenê desembarcou em João Pessoa nesta segunda-feira (12), às 12h25, no Aeroporto Internacional Castro Pinto. O reforço do Botafogo-PB para a temporada 2026 foi recebido por torcedores do clube, que acompanharam a chegada do jogador após a confirmação oficial da contratação.
A mobilização da torcida ocorreu após o anúncio da SAF do Belo sobre a chegada de um atleta de impacto. Com o acerto confirmado, os torcedores compareceram ao aeroporto para acompanhar o desembarque do camisa 10.
Na sequência, Nenê segue para o Centro de Treinamento da Maravilha do Contorno, onde participa da apresentação oficial. O jogador se despediu do Juventude no último sábado (10). Pelo clube gaúcho, atuou em 96 partidas, com 13 gols marcados e 17 assistências.
Aos 44 anos, Nenê assinou contrato de um ano com o Botafogo-PB, que será o 16º clube de sua carreira.