Sindicato dos Agentes Operacionais da Polícia Civil da Paraíba; NOTA PÚBLICA
NOTA PÚBLICA
O Sindicato dos Agentes Operacionais da Polícia Civil da Paraíba (SINDAOPCPB) reconhece e registra que, desde 2021, sob a gestão do Delegado-Geral André Rabelo, a Polícia Civil da Paraíba passou pelas maiores transformações institucionais de sua história recente, com reflexos diretos e concretos para a categoria investigativa.
Somente quem conhece a história da Polícia Civil, vivencia o cotidiano da instituição e integra seus quadros possui a legitimidade necessária para falar em nome da categoria. Diferentemente de movimentos retrógrados do passado, que por estratégias equivocadas e práticas paredistas mal conduzidas empurraram a categoria para o atraso, promovendo prejuízos remuneratórios aos colegas por meio de imposições e ameaças, a atual condução institucional tem sido pautada pelo diálogo, responsabilidade e resultados efetivos.
É importante registrar que, em períodos anteriores, decisões equivocadas abriram espaço para retrocessos que comprometeram a valorização profissional. Em contrapartida, a atuação responsável e comprometida da atual gestão possibilitou avanços históricos e mensuráveis. Como exemplo concreto da evolução de um agente que ainda se encontra em fase de desenvolvimento na carreira, a remuneração total passou de R$ 2.126,83, em janeiro de 2021, para R$ 7.987,93, em janeiro de 2025.
Os resultados são concretos e mensuráveis. Um agente ainda em evolução de carreira teve sua remuneração total ampliada de R$ 2.896,89 (jan/2021) para R$ 7.987,93 (jan/2026) — um acréscimo de R$ 5.091,04, que representa uma evolução aproximada de 175,8%.
A diretoria do SINDAOPCPB reafirma que Dr. André Rabelo sempre esteve à frente das lutas da categoria, em todos os momentos, com responsabilidade institucional, maturidade política e compromisso com resultados concretos, postura jamais observada em gestões anteriores.
Por fim, o SINDAOPCPB expressa seu reconhecimento e agradecimento ao Delegado-Geral Dr. André Rabelo por todo o trabalho desenvolvido em favor da Polícia Civil, da sociedade paraibana e da categoria investigativa.
Diretoria do SINDAOPCPB
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Pesquisadora que tenta curar paralisia será homenageada pela ALPB
A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) aprovou, nesta quarta-feira (25), o Título de Cidadã Paraibana para a bióloga Tatiana Lobo Coelho de Sampaio, em reconhecimento à sua atuação científica de relevância nacional na área da medicina regenerativa e à sua contribuição para o fortalecimento da pesquisa e da inovação em saúde no Estado da Paraíba. A propositura é do presidente da ALPB, Adriano Galdino, e do deputado Michel Henrique.
Os deputados destacaram que a trajetória científica da Tatiana Lobo a consolidou se em âmbito nacional no campo da medicina regenerativa, área estratégica da biomedicina contemporânea voltada à reparação tecidual, à engenharia de tecidos e à recuperação funcional de estruturas neurológicas lesionadas.
“É com grande honra que propomos o título de Cidadã Paraibana à Dra. Tatiana Lobo Coelho de Sampaio. Sua trajetória na medicina regenerativa eleva o nome do Brasil e inspira futuras gerações de cientistas. A contribuição da Dra. Tatiana para a pesquisa e inovação em saúde é inestimável, especialmente no campo da polilaminina, que pode transformar a vida de muitos. Esta homenagem é um reconhecimento do nosso compromisso com a ciência e a valorização dos talentos que fazem a diferença em nosso estado”, disse Adriano Galdino.
A homenageada notabiliza-se por sua atuação no estudo da polilaminina, biomolécula experimental investigada como potencial agente terapêutico para lesões da medula espinhal. A sessão solene para concessão da Cidadania Paraibana à cientista será agendada pelo Legislativo paraibano.
Parlamentopb
Desfile das Ala Ursas encanta público que prestigiou desfile do Carnaval Tradição
A alegria das Ala Ursas encantaram o público que foi ver de perto os desfiles do Carnaval Tradição de João Pessoa 2026, neste sábado (21). O evento foi realizado pela Prefeitura de João Pessoa, por meio da sua Fundação Cultural (Funjope), com apoio da Liga Carnavalesca de João Pessoa (Licarjope) e Associação das Ala Ursas.
Pedro Neto meu filho Victor Cesar, Guga e Ricardo na diretoria
Ala Ursas ,hoje conta com 80 componentes
Urso gorila louco, sempre tem se destacado na avenida e aplaudido pelo público.
Tia Nani Josicleide Lima, é uma fuliã que sempre tem se destacado pelo trbalho e abnegação ao Grupo no bairro do Rangel em João Pessoa.
Josicleide Lima, conhecida por ” Tia Nani ” e seu esposo Ronaldo, sempre unidos e, visando manter o grupo Ala Ursas, organizado, conquistando e mantendo o carinho do público, contam com a ajuda de Deus e também de Nossa Senhora Aparecida, para tanto foram até a Basílica de Nossa Senhora, agradecer por tudo e pedir proteção e bençãos para todos nós.
“O Carnaval Tradição de João Pessoa cresceu muito nesses últimos quatro anos, graças aos investimentos que a Prefeitura de João Pessoa e a Funjope, no governo de Cícero Lucena, vem fazendo em todas as culturas populares, sobretudo no Carnaval Tradição. Somente este ano investimos R$ 1.530.000,00 de recursos próprios nas agremiações do Carnaval Tradição. Isso é muito significativo”, afirmou o secretário executivo da Funjope, Marcus Alves.
Ele destacou, ainda, os investimos na infraestrutura da Avenida Duarte da Silveira. “A prova desse crescimento é exatamente o grande volume de pessoas que estiveram presentes na noite de segunda-feira (16) de carnaval. Por conta disso necessitamos transferir o Carnaval Tradição para este sábado e domingo. Fizemos ajustes na estrutura da avenida Duarte da Silveira com o total acompanhamento do Corpo de Bombeiros e das nossas equipes técnicas”, pontuou.
A presidente da Liga Carnavalesca, Shilon Gama, afirmou que o desfile desse final de semana acontece com tudo em ordem, porque foram atendidas todas as orientações do Corpo de Bombeiros. “Todos os nossos esforços foram voltados para garantir que os desfiles aconteçam de maneira organizada e que possa garantir a segurança e a presença do público interessado em prestigiar o nosso Carnaval Tradição”, explicou.
Juan Santos, presidente da Associação das Ala Ursas de João Pessoa destacou a importância do apoio da Prefeitura de João Pessoa, através da Funjope ao Carnaval Tradição. “Eu quero agradecer todo o apoio que a Funjope que tem nos dado, os alicerces e feito todo esforço para que o evento aconteça. Então, deixo aqui meus parabéns à Funjope e à Prefeitura de João Pessoa Pessoa e a Liga Carnavalesca. Nossa expectativa é enorme, acredito que vai ser uma grande festa, organizada, com novos equipamentos para melhorar a visualização do público, com segurança, com tranquilidade para quem desfila e para quem vem prestigiar o nosso Carnaval Tradição”, ressaltou Juan Santos.
Nesse sábado o público, que marcou presença, prestigiou o desfile de nove Ala Ursas do Grupo A. As Ala Ursas devem fazer a apresentação em 25 minutos, no máximo, sob pena de perder pontuação na avaliação da Comissão Julgadora dos desfiles.
Victória Lima, do Cristo Redentor, assite os desfiles todos anos. “Eu adoro assistir os desfiles, inclusivo vou tocar tamborim na agremiação Urso Canibal, que vai se apresentar amanhã (domingo), às 9h55. Hoje vim ver os desfiles e me inspirar”.
O desfile desse sábado contou com a participação de três Ala Ursas convidadas, Acorda Várzea Nova; Sonho de Criança, do município de Bayeux
ux e Cabuloso, do bairro Ilha do Bispo, em João Pessoa.
Rozana Passos, moradora do Cristo Redentor disse que sempre gosta de vir ver as Alas Ursas. “Este ano desfilei na Escola de Samba Pavão de Ouro, do bairro São José, no domingo passado. Gosto da alegria, da brincadeiras, fantasias e da participação das crianças. Muito bonito”.
Buscando a pontuação máxima dos jurados e sob muitos confetes a ala ursa Urso Panda, do bairro Cristo Redentor, foi a primeira do Grupo A a entrar na avenida. Já o desfile do Urso da Paz, com o tema ‘Uma Grito de Liberdade’ agitou as arquibancadas, com sua torcida organizada.
Desfilaram também as ala ursas Urso Jamaica, Urso Macaco Louco, Urso Selvagem, Urso Santa Cruz, Urso Gorila Louco, Urso Celebridade, e Urso Sem Lenço Sem Documento.
Domingo – Neste domingo (22), também a partir das 17h, abrem o desfile os convidados Maracatu Quilombo Nagô, Urso Negro e Urso Maluco Xegooh. Na sequência, entram na avenida as Ala Ursas do Grupo B, Urso Anos Dourados; Urso Alpha; Urso Treme Terra; Urso Preto; Urso Folião; Urso Alegria do Panda; Urso Canibal; Urso Pardo e Urso Gavião.
Apuração – De acordo com a Funjope, a apuração está programada para a segunda-feira (23), às 10h, no Conventinho, Centro Histórico da cidade. Nesse dia serão divulgados os nomes dos vencedores de todas as categorias dos grupos A e B do Carnaval Tradição 2026.
Ação conjunta – Para a realização do Carnaval Tradição a Prefeitura conta com uma rede de apoio integrada de segurança e serviços, envolvendo diversos órgãos municipais e estaduais como as equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob), Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur), as secretarias de Saúde (SMS), Infraestrutura (Seinfra), Desenvolvimento Urbano (Sedurb) e Comunicação (Secom), além da Guarda Civil Metropolitana, Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros.
Maior prévia carnavalesca – A Prefeitura de João Pessoa promoveu o Carnaval Multicultural 2026, evento que movimentou toda a cidade nos meses de janeiro e fevereiro com a realização das previas do Carnaval Tradição, Carnaval Tradição, Folia de Rua e Via Folia.
www.reporteriedoferreira.com.br/Texto: Ângela Costa
Edição: Lilian Moraes
Fotografia: Kleide Teixeira
Delegado Geral e Líderes Sindicais: Orgulho da Polícia Civil da Paraiba
Equipe econômica do Governo, na tarde dessa sexta-feira (30) realizou reuniões e negociações salariais com as forças de segurança. Na ocasião foi negociado com policiais civis, militares e penais o reajuste salarial para este ano de 2026
Foram apresentadas pelas categorias, propostas de aumentos graduais, implementação de subsídio e correção de perdas, embora as categorias sinalizem que o diálogo ainda foi insuficiente e os aumentos propostos, aquém das expectativas, gerando protestos e pressão para negociação efetiva com foco na valorização e equiparação salarial regional.
Ficou acordado, que nessa segunda-feira 02 de fevereiro, o governador do Estado João Azevedo, em seu programa semanal de rádio faça o anuncio oficial e apresente a tabela de aumento destinados as categorias policiais
Principais pontos das negociações e reivindicações:
OFICIAL: ACORDO NA PGE MUDA REGRAS DA POLÍCIA CIVIL
Reunião com a PGE ontem (30/01) definiu mudanças importantes:
✅ SUBSÍDIO ÚNICO: Vencimento base + riscos + representação serão agrupados em um só. A maioria aceitou. Valerá retroativo a JANEIRO.
✅ LEI ORGÂNICA: PGE prometeu enviar para Assembleia Legislativa até MARÇO.
✅ FIM DO REAJUSTE LINEAR: Categoria investigativa (todos cargos da base) terá reajuste DIFERENCIADO dos peritos. Delegados não terão aumento na data-base.
💰 PERCENTUAIS: Governador deve anunciar os valores até semana que vem. A meta é tirar a PB do pior salário do país.
🔹 Consenso: Peritos buscam nivelamento com delegados (≈ +21%).
🔹 Pleito: Investigativos precisam de +50% para sair da última posição nacional.
📅 Foco agora: Negociações de 2026 já começaram, com pedido de tratamento diferenciado permanente.
Decisões judiciais serão analisadas caso a caso, seguindo decreto já existente.
Expectativa: Anúncio do governo pode ser a virada para recompor salários, após anos de espera.
Mediante o que foi discutido durante a reunião, os policiais civis em particular, teceram elogios ao Procurador -Geral Fábio Brito Ferreira, pela maneira como conduziu a reunião. O mesmo ocorreu com André Rabelo atual Delegado Geral, cargo que ocupa desde 2021, liderando o planejamento estratégico e as operações da PCPB, que defendeu os policiais ratificando suas reivindicações .
O Procurador-Geral da PGE (Procuradoria-Geral do Estado) da Paraíba Fábio Brito Ferreira, que lidera a instituição no fortalecimento da advocacia pública estadual, atuando na defesa dos interesses do estado e na consultoria jurídica ao Poder Executivo, com foco na valorização dos procuradores e otimização dos serviços, conforme demonstram as recentes posses de novos procuradores
O Delegado Geral da Polícia Civil (PC) é a autoridade máxima da instituição, responsável por definir as diretrizes policiais, administrativas e operacionais, liderando a investigação e o combate ao crime; no estado da Paraíba (PCPB), André Rabelo é o atual Delegado Geral, cargo que ocupa desde 2021, liderando o planejamento estratégico e as operações da PCPB, como as de enfrentamento ao crime organizado.
Quem é o Delegado Geral da PCPB?
Importante! Para alguns observadores e analistas, pela primeira vez na atual gestão, se viu um superior hierarquíco brigar e defender as categorias, foi o que aconteceu nessa reunião, o Delegado Geral defendendo a categoria. Polícia Civil da Paraiba, pode se orgulhar de seu comandante André Rabelo.
Denominado de ” Trilogia da Vitória, Força e Esperança “
1 – Antonio Erivaldo Henrique de Sousa- Presidente do Sindicato dos servidores da Policia Civil, 2- Charles Lustosa Polícial Civil Presidente do Sindicato dos Agentes Operacionais, 3- Antonio Targino- Diretor do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil. Esses líderes , hoje, estão sendo elogiados pela categoria policial em reconhecimento da luta, trabalho e afinco sempre buscando e defendendo os interesses da categoria junto as autoridades. Segundo eles; ” não conseguimos o que desejavámos, mas, a luta continua e temos a convicção que alcançaremos nossos objetivos “.
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Campeonato Paraibano 2026: confira datas e horários das semifinais
A Federação Paraibana de Futebol (FPF-PB) divulgou as datas e os horários das semifinais do Campeonato Paraibano 2026. Os confrontos serão entre Botafogo-PB x Serra Branca e Campinense x Sousa.
As equipes à esquerda no chaveamento farão o segundo jogo em casa, por terem encerrado a fase classificatória em melhores posições.
Confira datas e horários dos jogos das semifinais
Jogos de ida:
28.fev │ sáb │ 17h │ Sousa x Campinense │ Marizão
1.mar │ dom │ 18h │ Serra Branca x Botafogo-PB │ Amigão
PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Um cassino que nunca foi dedicado a jogo Sérgio Botelho*
PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Um cassino que nunca foi dedicado a jogo
Sérgio Botelho*
– O capítulo Cassino da Lagoa está inscrito entre os textos do meu segundo livro “João Pessoa – Uma Viagem Sentimental”. Mas não custa retomá-lo, a título de explorar um pouco a sua denominação.
Logo de início, é preciso dizer que aquele Cassino, hoje funcionando como restaurante da iniciativa privada, já desempenhou diversas funções em João Pessoa, exceto a de casa de jogos, como geralmente se entende.
É que o termo também possui outra conotação. Em muitas ocasiões, designa uma casa de convivência, um clube elegante destinado a bailes, concertos, saraus e encontros sociais.
Num contexto mais restrito, por exemplo, muitos quartéis das Forças Armadas no Brasil possuem seus Cassinos, onde militares, sobretudo oficiais, fazem refeições e encontram um espaço de socialização.
Foi justamente como centro social e recreativo que surgiu o Cassino de Verão, primeiro nome do equipamento inaugurado no final da década de 1930, no Parque Solon de Lucena, local que concentrava grande atenção do poder público à época.
O Cassino, como a população costuma chamar, viveu na sua primeira fase, especialmente nos anos 1940, como ambiente para dança de salão, com direito a bar e acesso aberto ao público.
Entre as décadas de 1950 e 1960, o Cassino tornou-se tribuna privilegiada para grandes comícios na cidade, com destaque para os períodos de campanhas eleitorais.
Ainda nos anos 1960, o Cassino passou a servir como restaurante universitário, quando as faculdades estavam espalhadas por diversos pontos do Centro de João Pessoa e até pelo bairro de Jaguaribe.
O fim do Cassino enquanto restaurante universitário coincidiu com a construção do Campus Universitário, instalado na antiga Granja São Rafael, que passou a contar com prédio exclusivo para refeições dos estudantes.
Forjado em concreto armado, o Cassino da Lagoa atravessa os tempos como edificação marcante da cidade, situado em um dos cenários mais belos de João Pessoa.
Mulher é alvejada a tiros em Bar no Conjunto Residencial José Américo na Capital
Cerca de 300 pessoas estavam no estabelecimento no momento do crime
Uma mulher foi baleada durante um ataque a tiros dentro de um bar na madrugada deste domingo, na Avenida Hilton Souto Maior, no bairro do José Américo, em João Pessoa.
De acordo com a Polícia Civil, cerca de 300 pessoas estavam no estabelecimento no momento do crime. Um homem teria chegado ao local em um carro, armado, entrado no bar e efetuado disparos contra as pessoas que estavam no ambiente.
Durante a ação, uma mulher foi atingida na cabeça. Ela foi socorrida para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa. O estado de saúde não havia sido divulgado até a última atualização, conforme apurou o Notícia Paraíba.
Um homem foi preso suspeito de envolvimento no crime.
A Polícia Civil investiga a motivação do ataque.
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Fonte: Notícia Paraíba
Infância submetida ao funil social; Rui Leitao
Infância submetida ao funil social; Rui Leitao
Durante cerca de quarenta anos, o sistema educacional brasileiro submeteu crianças a um ritual de seleção precoce: o exame de admissão ao ginásio, exigido após a conclusão do curso primário. Até 1971, meninos e meninas entre 10 e 12 anos eram lançados a uma lógica de competição e exclusão que revelava, desde cedo, o caráter profundamente desigual da escola brasileira.
Era uma espécie de vestibular infantil — um ENEM antecipado, quando o Estado ainda se recusava a assumir a educação como direito universal. As vagas no curso ginasial eram poucas, e, em vez de expandir a oferta, optava-se por filtrar, selecionar, excluir. O exame de admissão funcionava como uma barreira social: quem vinha das camadas populares, sem acesso a boas escolas primárias, ficava pelo caminho. A escola, assim, deixava de ser instrumento de emancipação para se transformar em mecanismo de reprodução das hierarquias sociais.
Prosseguir nos estudos não era um direito; era um privilégio conquistado a duras penas. A meritocracia precoce escondia a desigualdade de condições e naturalizava o fracasso escolar como incapacidade individual, quando, na verdade, se tratava de uma política deliberada de restrição do acesso ao saber.
Tendo saído do Seminário, onde cursei os últimos anos do primário, transpus com relativa facilidade essa etapa da minha vida estudantil. Os seminários católicos, por razões próprias, investiam na formação intelectual rigorosa, o que contrastava com a precariedade da escola pública oferecida pelo Estado. Ainda no primário, estudávamos latim, o que facilitava o domínio da língua portuguesa. O Seminário foi, portanto, uma base decisiva para que eu pudesse enfrentar um sistema educacional concebido para poucos.
Ao perceber que não possuía vocação sacerdotal, dispus-me a prestar o exame de admissão no Colégio Pio XII, também pertencente à Arquidiocese da Paraíba, instalado ao lado da Igreja de São Francisco. O Seminário funcionava nos fundos da igreja, numa geografia simbólica em que a Igreja supria, em parte, as omissões históricas do poder público no campo educacional.
O exame consistia em provas escritas de Português, Matemática, História, Geografia e Ciências. O nervosismo era coletivo: entre os candidatos e entre as famílias, que depositavam naquele teste a esperança de romper o ciclo de exclusão. A educação era tratada como uma porta estreita, não como política pública universal.
Somente no início da década de 1970 o governo decidiu extinguir o exame de admissão ao ginásio. A medida, ainda que tardia, reconhecia implicitamente que submeter crianças a um funil seletivo era uma violência pedagógica e social. A educação não deveria ser uma corrida de obstáculos, mas um direito garantido pelo Estado.
Relembrar o exame de admissão é, portanto, recordar uma pedagogia da exclusão. É também lembrar que a democratização do ensino no Brasil sempre foi resultado de lutas, não de concessões espontâneas. A escola pública, gratuita e universal é uma conquista política, e toda tentativa de restringi-la, seletivizá-la ou mercantilizá-la precisa ser denunciada como aquilo que é: um projeto de negação do futuro para as maiorias populares.
Tem três pés de margaridas aqui no jardim que me dão lições de resiliência diante da devastação que sofrem em dias e em tempos, mas reagem e se reincorporam de formas esplendorosa. Meu filho arranca os pés floridos a pedido da mãe, por considerá-las ervas daninhas, mas elas renascem, meses após, com a mesma exuberância com a mesma força e insistência igual àquela planta chamada “Comigo ninguém pode”, esta sim, daninha porque não tem flores a exibir espalhadas em leques.
Quando as margaridas estão no auge, com um metro de altura e dezenas de flores, eu me sento diante do pé que mais cresce, e fico segundos, minutos e horas admirándo-as, como inefável produto da natureza. Muitas vezes eu tenho um impulso para retirar uma daquelas belíssimas pétalas e admirá-las de perto, o amarelo bordado de verde nos extremos, mas me contenho, e a preservo pelo simbolismo que representam.
Também duram pouco tempo, uma semana, e se mostram poucas horas, quando o sol começa a esquentar abrem-se, quando o sol produz calor, se fecham; coisa de duas a três horas por dia. Recolhem-se de uma forma curiosa, como um palito. Ninguém é capaz de garantir que vão desabrochar no dia seguinte. Mas elas se abrem e, pelo modo como se exibem, parecem dizer “estou aqui venham me ver, talvez pela última vez!”.
Sei de mim que não interfiro neste ritual do abre e fecha, arranca, renasce, porque tenho a certeza de que elas aguardam o momento de reviverem, e isso me dá uma lição: A vida continua. Eu acho que as margaridas têm uma alma que ressurge noutro corpo, como acontece conosco, os humanos.
www.reporteriedoferreira.com.br/ Gilvan de Brito- advogado, jornalista, poeta, escritor
Troca de tiros em Tambiá deixa dois mortos e um menor ferido
Confronto entre Força Tática e suspeitos na comunidade do Buracão, no Tambiá, resulta em duas mortes e apreensão de armas e drogas.
Um confronto entre suspeitos e policiais militares terminou com dois mortos e um adolescente ferido na madrugada deste sábado (21), na comunidade do Buracão, localizada no bairro de Tambiá, em João Pessoa.
Segundo informações da PM, a operação teve início ainda na noite da sexta-feira (20), com ações voltadas ao combate ao tráfico de drogas na área. Já durante a madrugada, quando as equipes retornaram à comunidade, teriam sido recebidas a tiros.
“Foi dada voz de parada para os três, os três realizaram disparos contra a equipe. A equipe se abrigou e devolveu os disparos numa maneira progressiva. Os três vieram a ser alvejados”, disse em entrevista à imprensa.
Devido à geografia da comunidade do Buracão, que possui áreas de declive acentuado e mata fechada, dois dos suspeitos tentaram fugir pelo matagal, mas acabaram caindo em um local de difícil acesso.
O Corpo de Bombeiros e o SAMU foram acionados para realizar o resgate das vítimas. Os três envolvidos foram encaminhados ao Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa.
No entanto, dois deles não resistiram aos ferimentos e chegaram à unidade hospitalar sem vida. O terceiro envolvido, um adolescente de 17 anos, segue sob custódia policial na instituição de saúde.
Material apreendido
Na ação, a Polícia Militar apreendeu o seguinte material:
Três armas de fogo;
Munições de diversos calibres;
Porções de drogas;
Coletes balísticos.
Família nega envolvimento de suspeito com o crime
Em entrevista à TV Cabo Branco, a esposa de um dos homens que morreu no confronto contestou a versão policial. Segundo ela, o marido trabalhava como motorista de aplicativo e estava no local apenas para completar sua meta financeira da noite. “Ele era pai de família, estava no lugar errado na hora errada”, afirmou emocionada.