PARAHYBA E SUAS HISTÓRIA. Marcos históricos da Rua Direita (atual Duque de Caxias)Sérgio Botelho
– As duas primeiras ruas da cidade alta da Filipeia de Nossa Senhora das Neves (depois Frederica, Parahyba e João Pessoa) foram, pela ordem, a Nova (atual General Osório) e a Direita (hoje, Duque de Caxias). Essa última, entretanto, se projetou como via urbana estruturante logo nas primeiras décadas da fundação da cidade.
Quando os holandeses tomaram a Capitania da Parahyba do Norte, em 1634, os extremos da Rua Direita (que também marcavam os da cidade, nos mesmos polos) já existiam. Ao Norte e ao Sul eram, respectivamente, o Convento de Santo Antônio (obra franciscana) e a Capela de São Gonçalo (dos jesuítas).
Em Descrição Geral da Capitania do Brasil (obra, por inteiro, à disposição na Internet), o escritor e administrador holandês Elias Herckmans (que governou a Paraíba entre 1636 e 1639), no trecho em que fala do convento franciscano, o descreve como “o maior e mais belo”, entre as obras católicas, já cercado de um muro e por dentro construído “mui regularmente”, segundo relata. São Gonçalo, apenas como uma capela, mas marco físico existente, apesar de os jesuítas terem sido expulsos da capitania em 1593.
Outras relevantes obras religiosas locais ainda estavam bastante atrasadas, naquele momento, dizia Herckman, incluindo a dos beneditinos e a própria igreja dedicada à padroeira, ambas na Rua Nova. Contudo, a Igreja da Misericórdia, na rua Direita, aparecia como “quase acabada”, e até servia de matriz.
O mapa holandês de 1643 (o da foto), também mostrava a extensão da Rua Direita, quando a via já comportava a Casa de Câmara e Cadeia, onde hoje existe a Praça Rio Branco
Embora haja sido editado em 1886, pelo Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP), o livro de Herckmans, originalmente um relatório sobre o potencial econômico, geográfico e econômico paraibano, foi escrito ainda em 1639.
Seguiremos abordando histórias da Rua Direita, a mais importante, por séculos, da capital paraibana.
www.reporteriedoferreira.com.br/*Sérgio Botelho, jornalista, escritor e memorialista.


