PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Imagem de Nossa Senhora de Lourdes, na Praça Dom Ulrico Sérgio Botelho



A Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) informou na manhã deste sábado (08) a suspensão da aplicação do Enem 2025 no município de Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do estado, em razão dos danos provocados pelo tornado na noite de sexta (07). Os impactos dos ventos e chuvas fortes danificaram as estruturas de dois colégios em que as provas iriam ocorrer.
Conforme protocolo do Inep para situações de força maior, todos os participantes afetados terão direito à reaplicação do exame, em nova data que será definida e informada oficialmente pelo Instituto após avaliação técnica das condições locais.
O governo estadual informou que duas instituições estaduais do município, o Colégio Estadual Ludovica Safraider e o Colégio Estadual Ireno Alves, sofreram danos estruturais causados pela passagem do tornado e estão passando por vistoria.
Equipes de engenheiros do Fundepar (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional) atuam desde as primeiras horas da manhã de sábado na avaliação e contabilização dos danos, com o objetivo de orientar as medidas emergenciais que deverão ser adotadas.
O secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, entrou em contato com o presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), que se colocou à disposição para colaborar com o Estado na definição das soluções referentes ao exame e no apoio aos estudantes prejudicados.
O fenômeno também provocou colapsos estruturais, danos à malha viária e interrupções no fornecimento de energia elétrica, deixando parte da população no escuro. Até o momento, o estado registra seis mortes e 750 feridos. Entre as vítimas fatais está uma adolescente de 14 anos, que morreu após ser atingida por escombros.

A reunião aconteceu nessa quinta-feira, 06 , o presidente do SINDAOPCPB, Charles Lustosa, Antonio Erivaldo – Sindspol, participaram dessa importantíssima reunião na Secretaria de Administração (SEAD) com Tibério Limeira e o Delegado-Geral Dr. André Rabelo, para tratar de pautas fundamentais para a Polícia Civil da Paraíba.
Entre os temas debatidos:
✅ Conclusão do texto base da Lei Orgânica, finalizando os trabalhos da comissão especial designada pela Delegacia-Geral;
✅ Atualização e reforma do PCCR;
✅ Retomada da pauta do subsídio, com recomposição salarial e incorporação da última parcela da Bolsa Desempenho a partir de janeiro de 2026;
✅ Recomposição salarial da base com percentual diferenciado;
✅ Paridade e Integralidade, garantindo aposentadoria com dignidade — um tema que não pode mais ser adiado.
O presidente Charles Lustosa saiu otimista com a abertura ao diálogo, bem como Antonio Erivaldo de Souza, e com as discussões colocadas à mesa, o mesmo a com o Dr. Antonio Erivaldo de Souza, que trem lutado insistentemente junto as autoridades buscando uma solução para resolver em todos os sentidos os benefícios da polícia civil, principalmente no que tange a paridade e integralidade dos vencimentos dos policiais civis do Estado da Paraíba.
Com a aprovação da nova Lei Orgânica, a expectativa é que a Polícia Civil da Paraíba avance para um novo patamar, moderno, produtivo e eficiente, em sintonia com as demais Polícias Civis do país, potencializando ainda mais um trabalho exitoso realizado pelo atual corpo da PCPB.
Agora, o foco é o reconhecimento salarial e a dignidade na aposentadoria — compromissos fundamentais com quem dedica a vida à investigação e à segurança pública.



A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para rejeitar o recurso da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e manter sua condenação a 27 anos e 3 meses de prisão.
Além de Alexandre de Moraes, relator, também votaram nesse sentido os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin, no julgamento que começou nesta sexta-feira (7).
Sete condenados no julgamento dia 11 de setembro, entre eles Bolsonaro, réus do chamado núcleo 1 ou núcleo crucial da trama golpista, utilizaram os chamados embargos de declaração para questionar suas condenações.
Os ministros julgam no plenário virtual e os votos podem ser inseridos no sistema eletrônico até o dia 14 de novembro.
A defesa do ex-presidente alega omissões, contradições e obscuridades nos votos que o condenaram a 27 anos e 3 meses, em regime fechado. Também alega falta de provas que o relacionem Bolsonaro ao plano para matar autoridades, o plano Punhal Verde e Amarelo.
Relator do caso, Alexandre de Moraes foi o primeiro a votar e rejeitar o recurso, afirmando que não há qualquer omissão no cálculo da pena aplicada ao ex-presidente. Segundo ele, os fundamentos da condenação foram expostos de forma clara e detalhada.
Na sequência, votou Flávio Dino, que seguiu o voto de Moraes, alegando que todas as questões apresentadas pela defesa já tinham sido examinadas no julgamento principal e nas fases anteriores do processo.
Na sequência, apresentou seu voto, também rejeitando o recurso, o ministro Cristiano Zanin.
Ele justificou sua posição alegando que o Ministério Públic o deve ter legitimidade para promover a liquidação e execução coletiva das sentenças genéricas que versem sobre direitos individuais homogêneos, sempre que houver interesse social e quando for possível realizar a liquidação sem a necessidade de dados ou documentos adicionais das vítimas.
O ministro ressaltou que a interpretação restritiva da legislação, que exigiria liquidações individuais em todos os casos, “cria entraves desarrazoados para a tutela efetiva dos direitos das vítimas e compromete a eficiência da jurisdição”.
“A liquidação coletiva é instrumento de racionalização e de justiça social. Ela evita que cada vítima tenha de ingressar individualmente com ações, o que tornaria o processo ineficaz e desigual. O Ministério Público, ao agir de forma coletiva, garante que a reparação chegue a todos, sobretudo aos mais vulneráveis”, afirmou Zanin em seu voto.
Falta votar a ministra Carmem Lúcia. Como Luiz Fux mudou para a Segunda Turma, o colegiado está com apenas quatro ministros.
Além de Bolsonaro, também tiveram os recursos negados o ex-ministro e candidato a vice-presidente na chapa de 2022, Walter Braga Netto; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal; Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa e Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
Mauro Cid , ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, assinou delação premiada durante as investigações e não recorreu da condenação. Ele já cumpre a pena em regime aberto e tirou a tornozeleira eletrônica.
Para que os condenados iniciem cumprimento de pena, a Turma precisa rejeitar os embargos e ainda dar espaço para o que se chama de segundos embargos.
Só após a publicação do acórdão da decisão e do trânsito em julgado, eles poderão iniciar a execução de suas penas.
Atualmente, Bolsonaro está em prisão domiciliar cautelar em função de outra investigação, a do inquérito que apura coação, com o filho deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL/SP), no caso do tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil.
A expectativa é que o ex-presidente inicie a execução de sua pena em regime fechado, no presídio da Papuda, em Brasília, ou em uma sala especial na Polícia Federal. A decisão final será de Alexandre de Moraes.
Os demais condenados são militares e delegados da Polícia Federal e poderão cumprir as penas em quartéis das Forças Armadas ou em alas especiais da própria Papuda.
COINCIDÊNCIA TRÁGICA OU CONSPIRAÇÃO POLÍTICA?
O livro O Beijo da Morte, escrito por Carlos Heitor Cony e Anna Lee, lançado em 2003, é um romance-reportagem que aborda os mistérios que ainda envolvem as mortes dos ex-presidentes Juscelino Kubitschek e João Goulart, além do ex-governador da Guanabara, Carlos Lacerda.
O que há em comum nesses acontecimentos? Entre o segundo semestre de 1976 e o início de 1977, em menos de nove meses, os três morreram em circunstâncias ainda envoltas em fortes suspeitas. Eram as figuras centrais da chamada Frente Ampla, movimento político que uniu antigos adversários em torno de um mesmo propósito: a redemocratização do Brasil. Essa aliança incomodou profundamente os generais do regime militar.
Mas teriam sido meras coincidências trágicas ou o resultado de uma trama política? Até hoje, não há investigação conclusiva. Comissões e órgãos criados após a redemocratização discutiram essas mortes, mas não chegaram a confirmar que tenham sido provocadas pela ditadura. Persistem, no entanto, suspeitas, alimentadas por inconsistências nos laudos oficiais. A Comissão da Verdade de Minas Gerais declarou:
“Considerando as distintas contradições das avaliações periciais, os depoimentos e pareceres jurídicos, pode-se afirmar que é plausível, provável e possível que as mortes tenham ocorrido devido a atentado político.”
No caso de Juscelino Kubitschek, morto em um acidente automobilístico na Via Dutra em 22 de agosto de 1976, levantam-se hipóteses de sabotagem no veículo, envenenamento do motorista ou até mesmo de que o acidente teria sido forjado.
Quanto a João Goulart, o laudo oficial apontou infarto como causa da morte. A família, entretanto, sustenta a possibilidade de envenenamento — por meio de cápsula introduzida em frascos de medicamentos usados para tratar problemas cardíacos. A exumação de seus restos mortais, realizada 37 anos depois, não identificou substâncias tóxicas, mas os peritos ressaltaram que, devido ao tempo decorrido, não seria possível excluir essa hipótese.
Já Carlos Lacerda, que faleceu em decorrência de uma infecção cardíaca, também teria sido vítima de envenenamento, segundo suspeitas não comprovadas.
O que reforça tais conjecturas é o contexto político da época. Regimes ditatoriais da América do Sul — entre eles os do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile — mantinham, nos anos 1970, uma cooperação entre seus serviços de inteligência para monitorar, sequestrar e eliminar adversários políticos em operações secretas. Essa aliança ficou conhecida como Operação Condor, e o Brasil teve papel relevante em sua execução.
Dentro desse cenário, a sequência das mortes de JK, Jango e Lacerda segue alimentando, até os dias atuais, especulações sobre suas verdadeiras causas. As versões oficiais nunca conseguiram dissipar completamente as sombras que cercam o desaparecimento desses três líderes históricos — unidos, em vida, pelo ideal de devolver ao país a democracia.
Mais do que um enigma histórico, essas mortes simbolizam o preço pago por quem ousou sonhar com um Brasil livre. Enquanto não houver transparência plena sobre o passado, a história continuará a ecoar a pergunta incômoda: coincidência ou conspiração?
www.reporteriedoferreira.com.br/Rui Leitão- advogado, jornalista, poeta, escritor