Polícia investiga assassinato de mulher é encontrada morta com golpes de faca
Uma mulher, de 62 anos, foi encontrada morta na manhã desta segunda-feira (27) em sítio na zona rural de Triunfo, no Sertão da Paraíba. O sobrinho da vítima, de 24 anos, é o principal suspeito do crime e está sob custódia da Polícia Militar.
A mulher, identificada como Neci Benedita de Sousa, foi assassinada com golpes de faca e corpo apresentava sinais de violência sexual.
De acordo com o major Eugênio, subcomandante do 6BPM, o sobrinho da vítima deu entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município apresentando uma perfuração de faca. A PM foi acionada e o home m informou que teria sido ferido durante uma caçada, o que não convenceu os policiais.
Ainda segundo o subcomandante, horas depois, familiares da mulher informaram que suspeitavam que o sobrinho tinha praticado alguma violência contra a tia, que morava em um local de difícil acesso.
A Polícia Militar encontrou a mulher com ferimentos de por faca e sinais de violência sexual. A casa revirada indicava luta corporal.
A Polícia Civil e a perícia foram acionadas aos local para dar início às investigações do crime. O sobrinho da vítima está internado no Hospital Regional de Cajazeiras, sob custódia da PM.
Vídeo: veja momento em que ônibus com rubro-negros tomba na Dutra
Gravação obtida pelo Portal iG mostra acidente que deixou 16 torcedores feridos
Por
José Guilherme Camargo
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Reprodução
Vídeo: veja momento em que ônibus com rubro-negros tomba na Dutra
Vídeo obtido pelo Portal iG mostra momento em que um ônibus que leveva torcedores do Flamengo para a Argentina tomba na rodovia Presidente Dutra, na tarde desta segunda-feira, em Barra Mansa (RJ). De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, 16 pessoas ficaram feridas.
O tombamento ocorreu na altura do km 278 ao km 281, no sentido Rio–São Paulo, e provocou congestionamento em todo o trecho. A pista estava molhada devido a chuva. Segundo a concessionária que administra o trecho, quatro vítimas foram socorridas em estado grave.
Após disputarem o jogo de ida, na última semana, Flamengo e Racing voltam a se encontrar na próxima quarta-feira (28), pela volta da semifinal da edição de 2025 da Libertadores.
No primeiro duelo, o Racing montou uma bela estratégia defensiva e parecia estar segurando um empate heroico no Maracanã. No entanto, aos 43 minutos da segunda etapa, Jorge Carrascal aproveitou um desvio fatal em sua finalização e abriu o placar para o Rubro-Negro.
Com a vitória simples, o Flamengo jogará por um empate para disputar a quinta final de Libertadores de sua história. Para reverter a situação, o time argentino precisará de uma vitória por dois gols de vantagem. Um triunfo simples dos mandantes leva a decisão para os pênaltis.
A partida que decide o primeiro finalista desta Libertadores acontecerá na próxima quarta-feira (29), às 21h30 (horário de Brasília), no Estádio Presidente Perón, em Avellaneda, cidade localizada na província de Buenos Aires, na Argentina.
Lula e Trump: quais os próximos passos das negociações
Professor de Relações Internacionais e Economia acredita em acordo difícil, no qual o Brasil terá que ceder
Por
Marcia Bessa Martins
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Ricardo Stuckert / PR
Trump e Lula tiveram reunião de 50 minutos de portas fechadas
Passada a expectativa do primeiro encontro oficial dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump para conversar sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras, após uma breve conversa na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), a questão agora é: o que esperar dos próximos passos das negociações?
Lula e Trump se encontraram às margens da cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático, na Malásia.
Apesar de breve, o encontro foi “supreedentemente bom” , na opinião de Lula. Trump concordou, elogiou Lula e parabenizou o presidente brasileiro pelo seu aniversário de 80 anos, nesta segunda-feira (27).
A reunião na Malásia foi o primeiro passo para um acordo difícil, no qual o Brasil terá que ceder. E o desfecho poderá levar semanas ou até meses. Essa é a opinião do professor de Relações Internacionais e Economia do Ibmec, Alexandre Pires, que fez uma análise da situação em entrevista ao Portal iG.
Praxe diplomática
Pires explica que o encontro foi o início de um mecanismo bilateral, ou seja, marcou a autorização dos chefes de Estado para que as suas equipes comecem as negociações. Na sequência, ainda na Malásia, como é a praxe diplomática, ocorreu a definição de agendas e do local.
“Havia expectativa ali das equipes de que alguma coisa avançasse pelo lado americano, mas obviamente que a negociação vai ser dura”, afirmou, destacando que o Brasil está sob investigação na representação comercial americana, com relação às suas práticas.
“Existe um estado de emergência econômico lançado só sobre o Brasil, então existem pontos duros. Uma parte considerável dos elementos para a tarifa de 40% que se somou à de 10%, em abril, tem componentes políticos, jurídicos, regulatórios. E da mesma maneira que outros países estão tendo que ceder tremendamente para fazer acordos com os Estados Unidos, com o Brasil não vai ser diferente”, enfatiza o especialista.
Ainda na opinião do professor, os acordos que têm sido assinados por outros países seriam duros para o Brasil aceitar.
“Especialmente zerar as tarifas para produtos americanos e eliminar, na totalidade ou quase na totalidade, barreiras não tarifárias. Isso tudo vai entrar em questão. Ainda mais com um componente geopolítico, por exemplo, a aproximação do Brasil com a China, e a questão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Vários pontos provavelmente vão ser usados pelos americanos nessas negociações para tentar tirar do Brasil um acordo muito semelhante ao acordo que outros países tiveram que assinar com os americanos” , adverte Pires.
Segundo ele, os próximos passos agora são os agendamento dos encontros, que deverão ocorrer nos Estados Unidos, além da definição das equipes, as autorizações e vistos. Também se espera o resultado das investigações americanas sobre o comércio brasileiro.
Foco agora é a China
De qualquer forma, o professor de Relações Internacionais ressalta que o foco dos Estados Unidos agora é a China e a busca pela assinatura de um acordo comercial que poderá ocorrer em Gyeongju, na Coreia do Sul, no final deste mês, no encontro entre Trump e Xi Jinping.
“Depois disso, o Brasil pode voltar à pauta e aí a discussão pode se acelerar ou não. Nós temos que lembrar que a China está lá há praticamente sete ou oito meses negociando com um poder de barganha muito maior que o nosso. Outros países tiveram que ceder rapidamente e o Brasil já está aí enfrentando as tarifas há três meses. Então, agora vamos ver como as equipes procedem”, pondera.
O que vai para a mesa de negociações
Alexandre Pires afirma ainda que há muito tempo a diplomacia brasileira não enfrenta negociações bilaterais; o Brasil tem privilegiado fóruns multilaterais.
“Mas o mundo mudou e agora resta esperar como que o Brasil vai responder às exigências, aos pontos da pauta dos americanos e o que nós vamos conseguir colocar na mesa de negociação. Temos minerais críticos, terras raras, temos um mercado consumidor grande para alguns produtos americanos, também para o etanol. O mercado nosso de licitações públicas provavelmente vai entrar na pauta, a questão das big techs, as regulações da Anatel, a questão de pagamento como PIX, enfim, vários pontos vão ser colocados e o Brasil agora vai ter que costurar com os americanos alguma saída” , aponta Pires.
Ele afirma ainda que a equipe brasileira sabe qual é o acordo comercial que os Estados Unidos já têm escrito; resta saber se vai conseguir modificar os termos sem que os parceiros americanos que já assinaram outros acordos venham a se sentir desprivilegiados em relação ao Brasil.
“Vai ser tudo muito difícil, muito duro e talvez exija semanas ou meses. Torcemos para que seja feito de uma maneira rápida, eliminando essas tarifas que pesam sobre as empresas brasileiras e, consequentemente, sobre o potencial de crescimento do Brasil”, finaliza o professor Alexandre Pires.