Tiros de fuzil e cenas de guerra assustam moradores do Rangel durante a madrugada em João Pessoa

Moradores acordaram assustados com uma intensa troca de tiros que começou por volta das 2h da manhã e durou vários minutos.

Por: Fonte: Notícia Paraíba

A madrugada da última sexta-feira (19) foi marcada por medo e tensão no bairro do Rangel, em João Pessoa. Moradores acordaram assustados com uma intensa troca de tiros que começou por volta das 2h da manhã e durou vários minutos.

De acordo com relatos da população, além de armas de fogo comuns, também foram ouvidos disparos de armamentos de grosso calibre, como fuzis. O barulho das rajadas causou pânico entre os moradores, que se abrigaram dentro de casa com medo de serem atingidos.

“Parecia cena de guerra. A gente só escutava o barulho das rajadas, os cachorros latindo, o povo gritando… foi uma loucura”, contou um morador que preferiu não se identificar.

Até o momento, não há informações oficiais sobre feridos ou prisões. A Polícia Militar foi acionada e realizou rondas na área, mas os suspeitos já haviam fugido quando os agentes chegaram.

As autoridades ainda investigam o que motivou o confronto. Há suspeitas de que o tiroteio tenha ligação com a disputa entre facções criminosas rivais que atuam na região.

A Polícia Civil deve iniciar as investigações para identificar os responsáveis. Câmeras de segurança instaladas na área também serão analisadas para ajudar a esclarecer o que desencadeou a intensa troca de tiros.

A comunidade cobra reforço no policiamento e mais ações de segurança pública, já que o bairro convive frequentemente com situações de violência relacionadas à atuação do crime organizado.




Família diz que jovem foi baleado na cabeça antes de morrer em acidente de moto em João Pessoa

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Guilherme Pereira Rodrigues e Ana Luiza (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

Familiares dos jovens que morreram ao colidir uma moto em um poste, em João Pessoa, confirmaram que, segundo laudo, um deles, que conduzia a moto, foi atingido por um tiro na cabeça, o que teria causado o acidente. Os corpos de Guilherme Pereira e Ana Luiza Bandeira, foram liberados na quinta-feira (17/7), após uma nova perícia.

O laudo ainda não foi divulgado pela Polícia Civil, mas a família teve acesso. A Polícia Militar informou que não foi informada oficialmente.

À TV Cabo Branco, Joselito Pereira, pai de Ana Luiza, disse que Guilherme, que conduzia a moto, recebeu um tiro na cabeça. “Guilherme teve o disparo de arma de fogo, onde a gente viu as fotos, muito estrago na cabeça dele. Consequentemente, a minha filha também foi vítima, né, devido a estar com Guilherme e dependia dele”.

A mãe de Guilherme, Anelise Pereira, afirmou que a família já acreditava que Guilherme tinha sido atingido por um tiro e agora veio a confirmação. “Um alívio para nós a família chegar a conclusão, a gente já sabia que tinha sido um tiro, a gente só estava precisando a confirmação técnica. E A justiça vai ser feita agora”.

Exumação dos corpos

Os corpos dos jovens foram exumados após pedido do pai do jovem, que alega que o casal foi morto a tiros, e responsabiliza policiais militares. O portal entrou em contato com a Polícia Militar, que por meio da assessoria informou que só vai se pronunciar após o resultado da investigação. Esse caso, que antes era investigado pela Delegacia de Crimes de Trânsito da capital, foi transferido e reaberto para ser investigado pela Delegacia de Homicídios.

O pai de uma das pessoas mortas confirmou que o corpo dos jovens vão ser enterrados novamente após a exumação na quinta-feira (17/7), no cemitério Nossa Senhora da Boa Morte, em Bayeux.

O pai de Guilherme Pereira, jovem que pilotava a moto quando houve a batida em um poste, Joselito Pereira, afirmou que os jovens foram mortos a tiros e que os disparos foram feitos por policiais militares. Conforme relato do pai, ele solicitou um laudo pericial particular para constatar a causa da morte e, neste laudo, houve o apontamento de que tiros haviam perfurado os corpos dos jovens e que isso causou as mortes. Joselito disse que esse laudo e outros indícios foram estão com a Polícia Civil.

Relembre o caso

Os dois jovens morreram na madrugada do dia 30 de novembro de 2024, no bairro Mussumagro, em João Pessoa.

Segundo informações repassadas pela PM à TV Cabo Branco, as equipes policiais foram informadas durante a madrugada sobre uma festa ilegal que estaria acontecendo na região da Praia do Sol. Quando as equipes estavam nesse deslocamento para fazer o patrulhamento, se depararam com três motocicletas em alta velocidade.

Ainda conforme o relato da PM à época, os agentes ainda conseguiram parar uma dessas motocicletas, abordou um desses casais. Cada moto tinha um casal. Só que as outras duas motos seguiram, uma foi pela contramão e a outra foi por cima da calçada, que foi nesse momento que o piloto acabou perdendo o controle e batendo com poste.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas não houve tempo para socorro. Os dois jovens acabaram morrendo na hora.

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Alcolumbre e Hugo ignoram apelo da oposição e mantêm recesso do Congresso

Em comunicado, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), confirmou na tarde desta sexta-feira (18) o recesso parlamentar acordado até o fim de julho.

Alcolumbre e Hugo ignoram apelo da oposição e mantêm recesso do Congresso

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

Mesmo diante de pedidos e da pressão de parlamentares de oposição, os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal decidiram manter o “recesso branco”.

Os congressistas pedem a retomada dos trabalhos diante de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que impôs medidas cautelares ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“As atividades legislativas serão retomadas na semana do dia 4 de agosto, com sessões deliberativas e funcionamento regular das comissões, conforme calendário definido”, afirmou Motta em nota.

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), também se manifestou no mesmo sentido. Segundo o chefe do Congresso Nacional, o recesso parlamentar de julho está mantido e, durante as próximas duas semanas, não haverá sessões deliberativas, nem funcionamento das comissões.

“As atividades legislativas serão retomadas na semana do dia 4 de agosto, com sessões deliberativas no plenário do Senado e nas comissões, incluindo o início da apreciação e votação de indicações de autoridades, conforme cronograma já divulgado”, frisou.

Pedido de líder do PL

Na tarde desta sexta-feira, o líder do Partido Liberal (PL) na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), enviou ofício ao presidente Hugo Motta em que oficializou o pedido.

O líder partidário justificou a necessidade de retomar os trabalhos pelas recentes decisões de Moraes, tanto com relação a Bolsonaro quanto ao Imposto de Operações Financeiras (IOF).

Sóstenes ainda citou a necessidade de “atitude urgente” do Congresso, o que incluiria a retomada da tramitação de propostas de emenda à Constituição (PEC) que limita as decisões monocráticas no STF e de proposta que prevê extinção do foro especial por prerrogativa de função nos casos de crime comum.

Além disso, vê cenário para debater a anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro e instalação de comissão parlamentar de inquérito do abuso de autoridade.

Por CNN Brasil




Motorista bêbado causa acidente na BR-230 em JP; vítima ficou presa às ferragens

Foto: Reprodução/Redes sociais

Um motorista embriagado causou um acidente grave na manhã deste sábado (19) na BR-230, em João Pessoa. A colisão ocorreu próximo à barreira do Castelo Branco.

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), dois carros se envolveram no acidente, e duas pessoas ficaram gravemente feridas.

Uma delas ficou presa às ferragens e precisou ser resgatada por uma equipe do Corpo de Bombeiros.

Segundo a PRF, o condutor responsável pela colisão estava embriagado. As causas do acidente serão investigadas.

O trânsito na região está lento e parcialmente interditado nesta manhã (19).




STF forma maioria para confirmar medidas de Moraes contra Bolsonaro

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria para manter a decisão do ministro Alexandre de Moraes que autorizou uma operação da Polícia Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e impôs medidas contra ele, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de comunicação com o filho que está nos Estados Unidos, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Bolsonaro foi alvo de buscas realizadas pela Polícia Federal na manhã sexta e Moraes pediu o agendamento imediato da pauta ao colegiado.

Além de Moraes, relator do caso, a Turma é formada pelos ministros Cristiano Zanin, presidente, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Flávio Dino. O julgamento seguirá até às 23h59 da próxima segunda (21). A sessão foi aberta às 12h.

O relator votou pela manutenção da medida e Dino o acompanhou pouco depois de meia hora mais tarde. Uma hora depois, Zanin também votou no mesmo sentido.

“Os eventos deflagradores desta decisão em referendo têm direta conexão com deliberações de governo estrangeiro, explicitamente voltadas contra competências exclusivas do STF”, disse Dino.

A referência do ministro é à ofensiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Brasil, com o anúncio de uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros e acusações contra o sistema de justiça do país quanto ao julgamento de Bolsonaro no caso da trama golpista de 2022.

“Esta coação assume uma forma inédita: o ‘sequestro’da economia de uma Nação, ameaçando empresas e empregos, visando exigir que o Supremo Tribunal Federal pague o “resgate”, arquivando um processo judicial instaurado a pedido da Procuradoria-Geral da República, sob a regência exclusiva das leis brasileiras” , escreveu Dino, no voto.

O STF está em recesso até o fim do mês, mas a sessão extraordinária foi marcada poucas horas depois da operação. Advogados e procuradores poderão apresentar as sustentações orais até o início do julgamento, às 11h59.

O processo corre sob sigilo e foi aberto por representação da PF e distribuído a Moraes porque o ministro já relata o inquérito contra o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para apurar possível prática dos crimes de coação, obstrução de investigação e abolição violenta do Estado democrático de Direito pela atuação dele nos Estados Unidos contra autoridades brasileiras.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) solicitou a Moraes a instalação de tornozeleira eletrônica no ex-presidente como medida urgente para “assegurar a aplicação da lei penal e evitar a fuga do réu”. Segundo o órgão, há “indicativos da concreta possibilidade de fuga do réu e a manutenção de ações para obstruir o curso da ação penal”.

O ex-presidente terá que usar tornozeleira eletrônica, não poderá sair de casa à noite e nos fins de semana, além de não poder se comunicar com outros investigados ou com representantes de embaixadas estrangeiras

Bolsonaro enfrenta um processo por acusação de liderar uma trama golpista e também é foco de outras investigações conduzidas pelo órgão. Com a tornozeleira, o ex-presidente passará a ser monitorando pelas autoridades às vésperas do julgamento que poderá levá-lo à prisão.

A PF apreendeu cerca de US$ 14 mil na operação de busca realizada contra o ex-presidente, de acordo com agentes que acompanham as ações. Foram realizadas buscas na casa dele e na sede do PL, seu partido.

A defesa de Bolsonaro afirmou ter recebido “com surpresa e indignação” as medidas cautelares impostas ao ex-presidente. Disse ainda que ele “sempre cumpriu com todas as determinações do Poder Judiciário”.

Na decisão, Moraes lista publicações nas redes sociais e entrevistas de Jair e Eduardo Bolsonaro, manifestação de Trump citando o ex-presidente, e diz que as condutas “caracterizam claros e expressos atos executórios e flagrantes confissões da prática dos atos criminosos”.

Ele cita as suspeitas dos crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa e atentado à soberania.

Os dois, diz Moraes, agiram no sentido de “induzirem, instigarem e auxiliarem governo estrangeiro a prática de atos hostis ao Brasil e à ostensiva tentativa submissão do funcionamento do Supremo Tribunal Federal aos Estados Unidos da América, com a finalidade de ‘arquivamento/extinção’ da AP 2668”, a ação penal do núcleo central da trama golpista.

 

 

 

Folha Online