
“Fico muito feliz com a lembrança do ex-governador. É o reconhecimento ao nosso trabalho e à nossa defesa em relação ao presidente Lula, principalmente nas ações voltadas à transposição do São Francisco, que têm mudado a vida dos paraibanos”, afirmou Galdino, em entrevista ao Correio Debate, na rádio Correio 98 FM.
Apesar do aceno — interpretado por analistas como uma tentativa de resgatar influência política —, a presidente estadual do PT, Cida, já declarou que não há espaço para filiação de Galdino à legenda. Mesmo assim, ela mantém aberta a possibilidade de parcerias pontuais e alianças eleitorais.
“Não cabe ele no nosso quadro, mas isso não impede que possamos dialogar em torno de projetos que beneficiem o Estado”, disse Cida em recente entrevista, reforçando que qualquer união dependerá de conversas sobre programas e responsabilidades mútuas.
Nos bastidores, a iniciativa do ex-governador foi vista como uma maneira de ganhar sobrevida política, aproveitando o prestígio de Galdino junto ao Planalto para impulsionar candidaturas petistas locais. A movimentação reforça o protagonismo do presidente da ALPB, que passa a ser cobiçado tanto por alas do Republicanos quanto por setores do centro-esquerda.
Articulações de olho em 2026
Galdino tem intensificado suas ações em prol de 2026. Em evento de São Pedro, em Pocinhos, ele deixou claro seu objetivo: “Quero ser o governador da Paraíba apoiado por Lula. Adriano governador e Lula presidente.” Além disso, reuniões com dirigentes nacionais do PT, como a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, demonstram a ambição de consolidar uma frente ampla.
Para analistas, o cenário indica que as negociações avançarão não em torno de filiação, mas de coligações e apoios mútuos, em uma eleição que promete forte disputa no campo governista paraibano.


