TRE-PB promoverá ações de inclusão e respeito à diversidade

#PraTodosVerem: Card retangular com as informações do evento.

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), por meio do Núcleo de Acessibilidade, Inclusão e Diversidade (NAID) e da Assessoria de Eleição, Inovação e Inclusão (AEII), promoverá, no mês de junho, uma programação especial em alusão ao Mês do Orgulho LGBTQIAPN+. As iniciativas contam com o apoio do presidente do Regional, desembargador Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, e da diretora-geral da Secretaria do TRE-PB, Alexandra Maria Soares Cordeiro.

A proposta, alinhada à Resolução CNJ nº 270/2018, contempla dois eventos:

• No dia 13 de junho de 2025 (sexta-feira), às 8h, será realizada uma palestra telepresencial, via Plataforma Zoom, sobre “Discriminação, Transfobia e Homofobia”, ministrada pela advogada transexual Ísis Vasconcelos, especialista na temática e reconhecida por sua atuação na defesa dos direitos antidiscriminatórios. O evento será direcionado a magistrados, servidores, estagiários e colaboradores do TRE-PB. As inscrições podem ser realizadas pelo link: https://apps.tre-pb.jus.br/sige/184/inscricao

• Já no dia 25 de junho de 2025 (quarta-feira), acontecerá o “Dia da Diversidade”, uma ação integrada com as zonas eleitorais da Paraíba, destinada às pessoas trans, travestis e transexuais. Na oportunidade, será realizado atendimento objetivando a atualização do cadastro nacional de eleitores, incluindo alistamento, transferência e revisão eleitoral, com a inserção do nome social e da identidade de gênero nos registros eleitorais.

Segundo Valnia Lima Veras Mariani Alves, responsável pelo Núcleo de Acessibilidade, Inclusão e Diversidade (NAID), a proposta reforça o compromisso da Justiça Eleitoral paraibana com o respeito à diversidade, à inclusão e à garantia plena de direitos. “Vale lembrar que o TRE-PB foi agraciado em 2023 com o ‘Selo da Diversidade’, reconhecimento nacional pelo ambiente acolhedor e inclusivo que a instituição oferece à comunidade LGBTQIAPN+”, destacou.

Para a assessora de Governança e Gestão Estratégica, Patrícia Soares Lemos, “ações como essas consolidam o compromisso institucional do TRE-PB com o acolhimento e a construção de uma democracia mais justa e plural, onde todas as pessoas tenham seus direitos e identidades respeitados”.

Os eventos contam com o apoio da Escola Judiciária Eleitoral do TRE-PB (EJE-PB).

www.reporteriedoferreira.com.br/rafaelkoehler/ascom/tre-pb/




Justiça Restaurativa: servidores vivenciam círculos de construção de paz

Os círculos fazem parte de um projeto que começou na sede do TRE-PB e vai ser interiorizado para quem trabalha junto aos cartórios nos demais municípios

#PraTodosVerem: Na fotografia aparecem várias pessoas sentadas em círculo tendo ao centro um tap...

O projeto de Justiça Restaurativa no âmbito do TRE-PB segue promovendo círculos de construção de paz incluindo pessoas trabalham na sede do Tribunal em João Pessoa. Nesta quinta-feira (05/06), o terceiro círculo foi realizado com a presença do juiz coordenador adjunto do Núcleo Estadual de Justiça Restaurativa (Nejure) do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), Hugo Zaher.

Ao abrir a prática, o juiz explicou os princípios da horizontalidade, voluntariedade e confidencialidade e destacou a importância do projeto na instituição. “Isso traz sensibilidade, mais humanização nas relações institucionais”.

Para a facilitadora do Nejure Suerda Araújo, a avaliação até agora é muito positiva. “Os círculos têm sido fluidos com bastante qualidade de escuta e de presença. A gente frisa muito o princípio da voluntariedade e, mesmo todos entendendo que não são obrigados a ficar, ninguém tem saído, mas cumprido com qualidade de presença até o final”.

#PraTodosVerem: Na fotografia aparece um tapete com plantas, livros e objetos.

Junto com a servidora Fernanda Dantas, Suerda foi facilitadora da prática nesta quinta que envolveu servidores ligados à Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP). O quarto círculo está marcado para acontecer na próxima segunda-feira (09/06), a partir das 13h30, conforme cronograma elaborado pela equipe do Nejure.

 

/michellesousa/ascom/tre-pb/




STF nega pedido de Bolsonaro para suspender ação do 8 de janeiro

Moraes rejeitou recurso protocolado pela defesa do ex-presidente, que alegou iregularidades no andamento do processo que apura tentativa de golpe

Por

|

Atualizada às 

Defesa de Bolsonaro pediu ao STF a suspensão do processo até que tivessem o acesso  integral às provas apreendidas ´pela Polícia Federal durante as investigações
Nelson Jr./SCO/STF

Defesa de Bolsonaro pediu ao STF a suspensão do processo até que tivessem o acesso integral às provas apreendidas ´pela Polícia Federal durante as investigações

Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou, nesta sexta-feira (06), o pedido apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)  para suspender a ação penal que apura a tentativa de golpe de Estado que resultou nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, negou os requerimentos e alegou não existir irregularidades no andamento do processo.

Em manifestação protocolada na quinta-feira (05), a  defesa de Bolsonaro pediu paara suspender a fase de instrução do processo que apura a tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito até que os advogados tivessem acesso completo às provas apreendidas pela Polícia Federal (PF) durante as investigações.

A defesa do ex-presidente argumentou que a Justiça já havia autorizado, em decisão anterior datada de 30 de abril, a disponibilização completa de todos os materiais apreendidos, mas que até a data em que a manifestação foi protocolada (05/06), o esse acesso não havia se efetivado. Segundo os advogados, a autorização que disponibilizou as provas foi fundamental porque, sem isso , não seria possível dar  início aos interrogatórios de maneira justa.

Os advogados, então, reforçaram que conhecer todo o conteúdo das provas é indispensável para garantir a plena atuação da defesa no processo e, portanto, o acesso aos materiais não se trata apenas de uma questão formal, mas de um direito essencial. Por isso, solicitou que o andamento do caso — mais especificamente, a fase de instrução, que inclui os depoimentos e a produção de provas — fosse temporariamente suspenso e, assim, fosse concedido um prazo razoável para analisar detalhadamente o conjunto probatório.

Além disso, os advogados pediram para que pudesse participar das audiências de outros núcleos investigados (Núcleos 2, 3 e 4), inclusive com o direito de fazer  perguntas a testemunhas e réus. Caso esses direitos não sejam respeitados, argumentaram os defensores, isso pode configurar cerceamento de defesa, ou seja, uma violação ao direito constitucional de o réu se defender plenamente no processo.

Moraes entendeu que os pedidos não se sustentam

Em relação ao pedido de suspensão, o ministro Alexandre de Moraes rejeitou os argumentos. O magistrado citou uma decisão, proferida em 17 de maio de 2025, que entendeu que não havia motivo para adiar as audiências, já que as defesas dos réus na ação penal— inclusive a de Bolsonaro — tiveram acesso ao material constante nos autos.

De acordo com o ministro, o material foi disponibilizado em 14 de maio e que, antes disso, o conjunto probatório não fazia parte da ação penal, justamente por não estarem presentes nos autos até o referido momento. Os materiais, incluindo vídeos áudios e outras mídias estavam acautelados pela PF e serviram para embasar a denúncia apresentada contra os réus, mas que não faziam parte do processo.

A partir do pedido apresentado pela defesa, para ter acesso a esses materiais, Moraes determinou que fossem anexados ao processo como prova. “Esse material não estava presente nos autos e, consequentemente, não fazia parte da ação penal; tendo sido juntado como prova requerida pela própria defesa, com a finalidade de, eventualmente, contestar os fatos imputados pela Procuradoria-Geral da República “ , explicou o ministro na decisão desta sexta-feira.

Entretanto, segundo a avaliação do magistrado, essas  provas não alteram os fatos apresentados pela acusação e, por isso, não justifica a suspensão do processo. “A disponibilização desse material, entretanto, em nada alterou os fatos imputados na acusação, consubstanciada na denúncia oferecida pelo Ministério Público e o conjunto probatório em que foi baseada e que, em um primeiro momento foram analisados pelo Poder Judiciário em sessão de recebimento da denúncia e cuja instrução probatória terá inicio com a audiência para oitiva das testemunhas indicadas” , esclareceu.

Moraes ainda ressaltou que a defesa de Bolsonaro poderia, se considerasse necessário, indicar provas específicas que julgasse relevantes. Caso esses materiais apresentados pelos advogados fossem pertinentes aos fatos atribuídos ao réu e relacionadas às testemunhas listadas, haveria a possibilidade de reavaliar a necessidade de ouvi-las novamente, mas apenas no momento processual adequado.

“Caso haja indicação de prova específica pela defesa, baseada no material juntado aos autos a seu pedido, com demostração de pertinência e relevância com os fatos imputados pela Procuradoria-Geral da República e relação com as testemunhas arroladas, será analisada a necessidade de nova oitiva, no momento processual adequado” , escreveu o relator.

Sobre o pedido de suspender a ação penal até que a defesa pudesse participar das audiências de outros núcleos e  fazer perguntas às testemunhas ali ouvidas, Moraes também rejeitou o argumento da defesa. O ministro afirmou que o Bolsonaro se defende dos fatos que lhe são imputados na denúncia específica em que figura como acusado, e não de fatos atribuídos a outros réus em ações penais distintas. Ou seja, não há obrigatoriedade de participar de audiências alheias ao seu processo.

“Caso as testemunhas arroladas pelos demais núcleos tivessem sido consideradas importantes para a Defesa do réu Jair Messias Bolsonaro, deveriam ter sido arroladas no momento processual adequado” , advertiu Moraes.

Além disso, o ministro ressaltou que, embora pudesse arrolar até 40 testemunhas, a defesa de Bolsonaro indicou apenas 15, das quais desistiram de seis. As 9 testemunhas restantes foram ouvidas regularmente em juízo.

Logo, se houvesse interesse real em  ouvir testemunhas de outros núcleos, elas poderiam ter sido incluídas pela própria defesa, o que não foi feito. Por isso, não havia justificativa para suspender os interrogatórios ou aguardar depoimentos em outros processos.

“Não há justificativa legal, nem tampouco razoabilidade, em se suspender a realização dos interrogatórios da presente ação penal para aguardar a oitiva de testemunhas arroladas em outras ações penais e que, jamais foram consideradas necessárias, pertinentes e importantes pela defesa de Jair Messias Bolsonaro, que repita-se, poderia tê-las arrolado, uma vez que, das 40 testemunhas possíveis, somente apresentou 9  testemunhas” , ressaltou Moraes

Por fim, o ministro relator concluiu que não houve cerceamento de defesa, e os pedidos apresentados não se sustentam do ponto de vista legal nem processual.




A FUGA COMO COVARDIA POLÍTICA; Rui Leitão

A FUGA COMO COVARDIA POLÍTICA

Rui Leitão

O momento político nacional tem nos levado a refletir sobre o comportamento da fuga. A primeira impressão é de que o fugitivo, ou a fugitiva, busca evitar ou escapar de um perigo iminente, ainda que isso possa ter um impacto negativo. Em qualquer situação, trata-se sempre de uma maneira de se esquivar de uma ameaça percebida, configurando-se como uma estratégia de defesa.

Quando a fuga ocorre por medo, apresenta-se como um ato de covardia. É a decisão de abandonar o enfrentamento dos obstáculos que estão por vir. Evidencia-se, assim, a falta de coragem, no reconhecimento de que os problemas são maiores do que a possibilidade de enfrentá-los. Portanto, é importante observar o motivo da fuga e as circunstâncias em que ela ocorre.

A fuga, ao revelar um estado emocional provocado pela consciência do perigo, gerando grande inquietação em relação a algo desagradável, aponta para a característica da covardia. Denota a incapacidade de superar algo moralmente árduo. A psiquiatria relaciona as características da pessoa covarde a duas formas de agir: tendência a evitar confrontos ou situações desafiadoras e uso de desculpas para não assumir responsabilidades.

Temos visto políticos fugirem do país ao se verem confrontados com a legalidade democrática, amparados numa narrativa de “perseguição política”, embora as evidências que os envolvem sejam robustas e fartamente documentadas, denunciando-os como “golpistas”. Procuram palco no exterior para colocar em prática uma campanha que objetiva constranger a justiça brasileira em fóruns internacionais. É um modus operandi que deseja demonstrar coragem para atacar a democracia e covardia para encarar a justiça.

A democracia brasileira tem respondido com firmeza àqueles que insistem em tentar destruí-la. E isso amedronta os covardes que decidem abandonar o país e, lá fora, mobilizar redes estrangeiras para deslegitimar a soberania nacional, tentando transformar a covardia em ato heróico perante seus eleitores.




TRE-PB discute ações que visam aumento da representatividade feminina

As ações devem fazer parte de um projeto em parceria com a ouvidoria da mulher da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Paraíba (OAB-PB)#PraTodosVerem: Na fotografia aparecem um homem e uma mulher tendo ao fundo uma mesa, três bande...

#PraTodosVerem: Na fotografia aparecem um homem e uma mulher tendo ao fundo uma mesa, três bandeiras em mastros e um mapa da Paraiba na parede

Adolescentes de escolas públicas e privadas, além da comunidade em geral serão os alvos de um projeto que visa estimular o aumento da representatividade feminina nos cargos de poder e também da política. As ações estão sendo fomentadas através de parceria entre o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) e a Ouvidoria da Mulher da OAB-PB.

Os primeiros passos para formatação do projeto foram discutidos essa semana numa reunião entre o presidente do TRE-PB Oswaldo Trigueiro do Valle Filho e a ouvidora da mulher da OAB-PB Renata Quintans. “Tudo ainda está em fase embrionária, mas a ideia principal é envolver estudantes”, explicou o presidente, lembrando que o Tribunal também possui uma ouvidoria da mulher.

Renata Quintans lembrou que o papel da ouvidoria não é só de escuta. “Também temos a responsabilidade de promover debates que envolvam temas importantes na sociedade como a equidade de gênero”, explicou ela, pontuando que o projeto em gestação vai ao encontro da própria recomendação da ministra do TSE Carmen Lúcia, no sentido de trazer mais espaço para a mulher também na composição das cortes eleitorais.

A ouvidora explicou que a ideia é despertar a liderança feminina já nas escolas.
“Queremos abrir um projeto envolvendo grupos de estudantes do ensino médio, visitando escolas das redes públicas e privada levando-os a refletirem sobre os diversos temas que envolvem a mulher na atualidade”.

Fora isso, o projeto em formatação discute ainda promover um dia no TRE-PB com a presença de lideranças femininas do Brasil. Na oportunidade serão tratados os diversos temas de gênero inseridos na justiça eleitoral.

/michellesousa/ascom/tre-pb/




SOU A FAVOR DA DEMOCRACIA; Rui Leitão

SOU A FAVOR DA DEMOCRACIA

Rui Leitão

Se perguntarem qual é a minha posição ideológica na atual conjuntura política nacional, direi, sem titubear: sou um democrata.
Mas, um democrata de esquerda ou de direita? Eu acrescentaria: um democrata mais alinhado às ideias da esquerda. O que não quer dizer que não reconheça a existência da direita democrática. Porém, sem o olhar vesgo da política contemporânea em nosso país, que fomenta uma visão da conjuntura nacional completamente distorcida, cheia de intolerâncias e sem limites.

Nelson Rodrigues já nos ensinava que “toda unanimidade é burra. Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar”. Portanto, tento me afastar da ideologia cega, contaminada por paixões que deixam as pessoas tão obcecadas quanto aquelas sob o efeito de drogas. Isso nos leva a refletir como é possível alguém, possuidor de embasamento moral e intelectual, abraçar personagens políticos comprovadamente envolvidos em todo tipo de desmando, mistificando deuses enlameados, beatificando criminosos, misturando fanatismo religioso com polarização política.

O radicalismo, tanto de esquerda quanto de direita, é responsável pela destruição das bases de nossa sociedade. Ser de esquerda ou de direita é um direito básico de cidadania, desde que se compartilhem pensamentos, ainda que divergentes. John Kennedy já dizia: “É muito mais fácil ficar com o conforto da opinião do que com o desconforto da reflexão”.

Afinal, o ideal igualitário deve estar acima das questões de ordem moral, cultural, patriótica e religiosa. A ditadura militar que vivenciamos no século passado fez com que o termo “esquerda” passasse a simbolizar a luta pelos direitos populares e dos trabalhadores, enquanto a “direita” tornou-se sinônimo de conservadorismo e elitismo. Na política brasileira tradicional, a conceituação de esquerda e direita é usada para definir e enquadrar adversários políticos dentro de um espectro.

Os extremistas, tanto da direita quanto da esquerda, assumem uma posição paranoica generalizada, antecipando qualquer discordância, ainda que sem fundamentações racionais. Estigmatizam o diferente como sendo inimigo. Em síntese, sou um democrata que renega todo movimento político que busca realizar projetos totalitários, seja de direita, seja de esquerda. É fácil perceber que os extremos se encontram num ponto comum: na exacerbação da ação e na posição antidemocrática e totalitária.

Sou, pois, um democrata de esquerda, defendendo que todos tenham as mesmas oportunidades de influenciar as decisões políticas tomadas no país, independentemente de gênero, posição social, raça ou outros fatores. Entendo que só teremos democracia — traduzida em liberdade e garantia de direitos — se tivermos instituições fortes. Nossa democracia esteve ameaçada recentemente, mas foi preservada graças à ação imprescindível do Supremo Tribunal Federal para a manutenção do Estado Democrático de Direito. Quero conviver numa sociedade onde esses estigmas ideológicos não confundam a lógica do pensar livremente, respeitando as discordâncias e caminhando junto aos que renegam as ditaduras, tanto de direita quanto de esquerda.

www.reporteriedoferreira.com.br/ Rui Leitao, Advogado, Jornalista, Poeta, Escritor




CMJP debate quadrilhas juninas e políticas culturais




Cícero Lucena inspeciona obras do novo Mercado de Oitizeiro e projeta entrega para o mês de dezembro




Bolsonaro confessa ter enviado R$ 2 milhões para Eduardo nos EUA

Ex-presidente compareceu à sede da Polícia Federal para depor sobre a atuação do filho no exterior e disse ser vítima de “perseguição sem fim”

Por

|

Bolsonaro foi ouvido nesta quinta-feira (05) como testemunha do inquérito que apura a atuação de Eduardo Bolsonaro contra autoridades brasileiras
Agência Brasil

Bolsonaro foi ouvido nesta quinta-feira (05) como testemunha do inquérito que apura a atuação de Eduardo Bolsonaro contra autoridades brasileiras

O  ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prestou depoimento à Polícia Federal na tarde desta quinta-feira (05) e confessou ter transferido R$ 2 milhões ao deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL), que está nos Estados Unidos. Intimado como testemunha no inquérito que investiga a atuação do filho para promover sanções contra autoridades brasileiras, Bolsonaro afirmou à imprensa, após a oitiva, que os recursos têm origem legal e foram enviados como auxílio familiar e não para financiar atos antidemocráticos.

“Lá atrás, eu não fiz campanha, mas foi deportado da minha conta 17 milhões de reais, e eu botei R$ 2 milhões na conta dele [Eduardo]. Lá fora tudo é mais caro. Eu tenho dois netos. Ele está lá fora, eu não quero que ele passe por dificuldades”, afirmou Bolsonaro.

Desse valor, segundo o ex-presidente,  R$ 2 milhões foram enviados para o filho em 13 de maio. Eduardo viajou para o país norte-americano em 27 de fevereiro, inicialmente para passar o feriado de Carnaval, mas, em março, anunciou que ficaria permanentemente em solo estadunidense.

Bolsonaro reconheceu que o valor é alto, mas justificou que, diante da conversão para o dólar norte-americano, o montante pode não ser tão expressivo. “É bastante dinheiro. Mas lá nos Estados Unidos pode ser que nem tanto, isso dá uns 350 mil dólares” , disse.

“Eu quero o bem-estar dele [Eduardo] e graças a Deus eu tive como depositar esse dinheiro na conta dele” , acrescentou. Sobre as acusações de que estaria financiando atos antidemocráticos, Bolsonaro negou ter ligação com supostas ações ilegais.

“A acusação é que eu estou financiando atos antidemocráticos. Não estou financiando qualquer ato ilegal. Ele [Eduardo] pediu para mim: ‘pai, eu estou com a esposa aqui’, está também com a menina, que é minha neta e um garoto, de 1 ano, que é meu neto. Ele está levando a vida dele”, argumentou Bolsonaro. 

“Defesa extremamente desconfortável”

O advogado de Bolsonaro, Paulo Bueno, disse que não existem indícios que justifiquem o inquérito da PF contra Eduardo. Em declaração à imprensa, nesta tarde, ele lembrou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) havia pedido uma investigação sobre a ida do deputado aos Estados Unidos, mas o caso foi arquivado e, desde então, não houveram fatos novos que embasassem a abertura de uma nova apuração.

“De lá para cá, não houve nenhum fato novo, a não ser as declarações do secretário de Estado [dos EUA] Marco Rubio, que justificassem a abertura dessa investigação. O que deixa a defesa extremamente desconfortável, que se está novamente diante de uma situação em que se politiza justiça e se judicializa a política”, declarou Bueno. 

No final de maio,  Rubio anunciou que o governo do presidente norte-americano Donald Trump vai implementar restrições a vistos de estrangeiros que, na avaliação dos Estados Unidos, “censuram os americanos”. A medida foi vista como possível efeito da atuação de Eduardo Bolsonaro junto a representantes estadunidenses para impor sanções contra autoridades brasileiras.

Diante disso, o Supremo Tribunal Federal (STF) pediu a abertura do inquérito para apurar as ações do deputado licenciado nos EUA. Eduardo Bolsonaro é investigado por coação no curso do processo, obstrução de investigação sobre organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Para o advogado do ex-presidente Bolsonaro, essas nenhuma dessas acusações é “minimamente viável”. “ Esse inquérito foi aberto ao sentir da defesa de forma absolutamente equivocada pelas imputações que foram inicialmente colocadas pelo procurador geral da república”, avaliou Bueno.

Apesar de ter sido intimado como testemunha e possível financiador dos de Eduardo Bolsonaro nos EUA, segundo o advogado, o ex-presidente não tem qualquer relação com a atuação política ou pessoal do parlamentar. “O deputado Eduardo Bolsonaro, deputado mais votado do Brasil, tem 41 anos de idade, ele tem uma vida política independente. Ele não é simplesmente um mero seguidor do pai. Ele tem a agenda política pública dele e pessoal dele. E ele não se reporta ao pai dele” , defendeu.

Bolsonaro disse ter orgulho do trabalho do filho

O ex-presidente ainda afirmou que tem orgulho do trabalho que Eduardo Bolsonaro está fazendo fora do país. Ele avaliou que a atuação do deputado licenciado é pela “democracia no Brasil” e que o parlamentar tem bom relacionamento com o governo estadunidense.

“Eu tenho orgulho do que meu filho faz. Ele tem um bom relacionamento com a família do presidente [Trump]. Tem um bom relacionamento com o parlamento. E ele está vendo o seu pai com os seus problemas aqui no Brasil. Então,  ele é solidário à minha pessoa e faz um trabalho em prol da democracia do Brasil”, disse.

Bolsonaro admitiu que conversa com Eduardo e que não há nenhuma irregularidade no que está sendo feito nos Estados Unidos. “Eu converso com meus filhos. O trabalho que ele faz é pela democracia no Brasil. Não existe sanção de qualquer autoridade aqui ou no mundo por parte do governo americano, por lobby, é tudo por fatos. Então, não adianta ninguém querer jogar para cima dele [Eduardo]” , argumentou.

Segundo o ex-chefe do Executivo, não existe lobby para impor restrições a autoridades brasileiras e, se isso vier a acontecer, não será por influência de Eduardo, mas em decorrência dos fatos que estão sendo amplamente divulgados. “Não existe lobby para essas questões. Esses lobbies são fatos que atentam contra direitos humanos e que atentam contra a liberdade de expressão”, opinou.

“O governo americano, como amplamente noticiado na imprensa, deve ter um olhar sobre esses fatos. Então nós não podemos aqui simplesmente creditar isto ou aquilo, essas questões ignorando fatos que são evidentes, públicos e notórios”, acrescentou Bueno. 

“Repito, não existe trabalho de lobby para sancionar quem quer que seja no Brasil ou no mundo”, concluiu Bolsonaro. Para o ex-presidente, essa investigação em curso é mais um capítulo na perseguição contra ele, sua família e seus aliados. “Para mim, a perseguição continua” , lamentou.

Entenda a investigação da PF contra Eduardo Bolsonaro

O STF determinou, em 26 de maio, a abertura de inquérito para apurar a atuação do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro junto a autoridades dos Estados Unidos. A investigação, conduzida pela PF, tem como foco declarações e articulações do parlamentar em defesa de sanções internacionais contra integrantes da cúpula do sistema de Justiça brasileiro, em especial o ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos que tratam dos atos antidemocráticos de 2022.

A solicitação de apuração foi enviada pela PGR em 25 de maio e autorizada pelo STF no dia seguinte, com vinculação à Ação Penal 2668 — que trata da tentativa de golpe de Estado. No documento, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumenta que Eduardo Bolsonaro age para “perturbar os trabalhos técnicos” das investigações e julgamentos conduzidos pela Corte.

Segundo a petição, o parlamentar tem declarado publicamente que busca convencer o governo norte-americano a adotar medidas punitivas contra autoridades brasileiras. Entre as sanções estariam o bloqueio de bens nos EUA, a cassação de vistos e a proibição de relações comerciais com cidadãos ou empresas norte-americanas. “Desde o início do ano, Eduardo Bolsonaro vem afirmando que está se dedicando a conseguir do governo dos EUA a imposição de sanções contra integrantes do STF, da PGR e da PF” , escreveu Gonet.

A PGR sustenta que essas declarações têm “tom intimidatório” e configuram tentativa de coação contra agentes públicos que atuam nos processos ligados ao 8 de janeiro. A petição também cita o uso reiterado das redes sociais como mecanismo de reverberação das ameaças.

Em um vídeo divulgado após a abertura da investigação,  Eduardo Bolsonaro negou qualquer ilegalidade e afirmou estar apenas “denunciando abusos” de Alexandre de Moraes. “Não estou tentando intimidar o STF, mas colocar um freio em Alexandre de Moraes” , disse o deputado, que classificou sua atuação como legítima e comparou sua conduta à de apoiadores da esquerda que recorreram a tribunais internacionais no passado.

PT pediu investigação

A petição enviada pela PGR ao STF foi motivada por uma representação criminal apresentada pelo deputado Lindbergh Farias (PT), líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara. No documento, Farias acusa Eduardo Bolsonaro de “traição à pátria” e “obstrução da Justiça”. “O sistema de justiça brasileiro está sob ataque externo, articulado por um parlamentar licenciado que age contra sua própria pátria. O Brasil não pode tolerar esse tipo de comportamento”, afirmou o petista.

Além do monitoramento das redes sociais do parlamentar, a PGR pediu a oitiva de diplomatas brasileiros nos EUA e do ex-presidente Jair Bolsonaro, para esclarecer eventuais envolvimentos. A investigação da PF começou oficialmente na última segunda-feira (02), com o depoimento de Lindbergh Farias na sede da corporação em Brasília.

Eduardo Bolsonaro criticou a escolha de Farias como primeira testemunha. “A Polícia Federal vai ouvir o líder do PT para testemunhar contra mim. O mesmo partido ao qual mais me oponho. E o processo está nas mãos justamente de quem eu denuncio: Moraes e Gonet” , reclamou o deputado em vídeo.

O documento da PGR aponta que o parlamentar estaria atuando “enérgica e porfiadamente” junto ao alto escalão do governo americano para conseguir as sanções. “A excepcional gravidade das medidas por que o sr. Eduardo Bolsonaro se bate […] corresponde à sua qualificação generalizadamente conhecida: trata-se de uma pena de morte civil internacional” , escreveu Gonet.




Brasil joga mal e empata com Equador na estreia de Ancelotti

Seleção não teve uma grande performance, somando apenas um ponto em Guayaquil

Por

|

Brasil joga mal e empata com Equador na estreia de Ancelotti
Rafael Ribeiro / CBF

Brasil joga mal e empata com Equador na estreia de Ancelotti

Em jogo marcado pela estreia de Ancelotti  no comando canarinho,  a seleção brasileira empatou em 0 a 0 com o Equador nesta quinta-feira (05), em Guayaquil, pela 15ª rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026.

Com o resultado, o Brasil  permaneceu na quarta colocação da tabela sul-americana, com 22 pontos. Já os equatorianos estão na segunda posição, com 24 pontos. Quem lidera a chave é a Argentina, com 31 pontos.

1º tempo
A torcida presente no Estádio Monumental de Guayaquil viu um primeiro tempo muito ruim, com muita cautela entre as equipes e pouquíssimas oportunidades claras de gol.

A principal chance do Brasil na etapa veio aos 21 minutos, quando Estêvão roubou a bola em posição perigosa, mas errou o passe para Richarlison. Na sobra, Gerson teve a oportunidade de finalizar, mas escolheu servir Vini Jr, que bateu prensado e parou em uma defesa de Valle.

Equador não teve uma grande oportunidade de marcar, mas conseguiu ter mais volume nos primeiros 45 minutos. O maior susto gerado por “La Tri” veio em uma falta lateral, batida na segunda trave por Estupiñán. O lateral do Brighton contou com uma saída ruim de Alisson, mas não viu ninguém completar o cruzamento.

2º tempo
A segunda etapa seguiu com um ritmo parecido: os equatorianos com mais volume de jogo, principalmente na bola aérea, porém sem incomodar o goleiro Alisson, enquanto o Brasil esbarrava em uma partida pouco inspirada dos meio-campistas.

No entanto, o jogo esquentou na metade final do segundo tempo, com ambos os times chegando perto de abrir o placar.

A oportunidade equatoriana veio com Yeboah. O meio-campista limpou Casemiro com dois dribles curtos e chutou forte, mas parou em uma boa intervenção do goleiro brasileiro.

Na sequência, o time comandado por Carlo Ancelotti ficou perto de inaugurar o marcador, com Casemiro. O volante recebeu na entrada da área de Vini Jr., mas bateu fraco.

Bandeirinha fora do lugar

Um dos momentos mais comentados da partida desta noite não envolveu um belo drible, uma finalização perigosa ou um lindo lançamento, mas sim uma falha envolvendo a bandeirinha de escanteio.

Aos oito minutos da segunda etapa, com um escanteio para o Brasil, o objeto se desencaixou do buraco. Com isso, o jogo ficou paralisado por alguns minutos, e só voltou depois de Alexsandro, zagueiro da Seleção, encaixar a peça no local.

Próximas partidas

seleção brasileira  encerra sua participação nesta Data FIFA na próxima terça-feira (12), às 21h45, na Neo Química Arena, contra o Paraguai, em mais um jogo válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2025. No mesmo dia, às 22h30, o Equador vai à Lima para enfrentar o Peru.

A Data FIFA que fecha o torneio sul-americano está marcada para setembro deste ano. Na ocasião, o Brasil vai enfrentar Chile e Bolívia. As partidas ainda não tiveram datas e horários divulgados.