Colisão envolvendo van e camionete deixa motoristas gravemente feridos na BR-230, em Cajazeiras

Continuam em observações médicas no Hospital Regional de Cajazeiras,  motoristas que ficaram gravemente feridos em uma colisão entre uma van e uma caminhonete no km 500 da BR-230, em Cajazeiras, no Sertão da Paraíba. O acidente que  aconteceu nessa sexta-feira (27).

Em decorrências da batida as partes da frente da van modelo Fiat Ducato e da caminhonete Fiat Strada ficaram destruídas . A pericia solicitada já foi realizada e o laudo deverá será concluído em trinta dias, segundo a polícia

Equipes de resgate foram acionadas para prestar socorro às vítimas, que foram encaminhadas a unidades de saúde da região. As causas do acidente ainda serão investigadas.

O trecho da rodovia precisou ser parcialmente interditado para o atendimento da ocorrência e posterior retirada dos veículos envolvidos.




Preço da gasolina e do álcool cai em 63 postos de João Pessoa, aponta Procon-JP

 

A Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor constata que, em comparação com a semana passada, 63 postos reduziram o preço do litro da gasolina comum e 63 baixaram o valor do litro do álcool na Capital para pagamento à vista. A pesquisa para combustíveis realizada pelo Procon-JP visitou 110 postos que estavam em atividade no dia 25 de junho. 

A gasolina, que manteve o preço da pesquisa anterior em 53 postos, está comercializando o produto entre R$ 5,97 (Elesbão – Água Fria) e R$ 6,16 (Almeida – Oitizeiro). A diferença registrada foi de R$ 0,19, a variação de 3,2% e a média de R$ 6,06. O preço do produto no cartão oscila entre R$ 6,29 e R$ 6,30.

Já o preço do álcool está oscilando entre R$ 4,39 (Ferrari – Centro) e R$ 5,53 (Metrópole – Tambiá e Pichilau – Miramar) para pagamento à vista. O etanol manteve o preço em 50 locais em relação à pesquisa anterior e apresenta variação de 20,6%, diferença de R$ 1,14 e média de R$ 4,57. Para pagamento no cartão, o produto está sendo comercializado entre R$$ 4,63 e R$ 5,65.

Aditivada – A gasolina aditivada está com preços entre R$ 6,05 (Expressão – Torre, RV – Portal do Sol e Auto Posto Valentina) e R$ 6,40 (Maxi – Oitizeiro) para pagamento à vista. Já no cartão o preço varia entre R$ 6,29 e R$ 6,38. A pesquisa registra, ainda, que 24 postos reduziram e 33 mantiveram o preço do produto da pesquisa anterior, com a diferença registrada em R$ 0,35, a variação em 5,8% e a média em R$ 6,22.

S10 – Já o diesel S10 manteve o menor preço do último dia 18, R$ 5,49 (Opção Via Oeste – Alto do Mateus e Maxi – Oitizeiro), com o maior subindo de R$ 6,39 para R$ 6,59 (Select – Tambaú). A variação está em 20%, a média em R$ 5,75 e a diferença em R$ 1,10. Quatro postos reduziram e 104 mantiveram o preço do levantamento anterior. Os preços no cartão oscilam entre R$ 5,59 e R$ 6,29.

Diesel comum – Quanto ao diesel comum, o menor preço subiu R$ 0,01, e está sendo comercializado a R$ 5,49 (Independência – Tambiá), com o maior se mantendo em R$ 5,87 (Elesbão – Água Fria). A diferença foi encontrada a R$ 0,38, a média a R$ 5,67 e a variação a 6,9%. Um preço único foi registrado para pagamento no cartão: R$ 5,79.

GNV – O Gás Natural Veicular (GNV) continua mantendo um único preço, R$ 4,990, há sete semanas seguidas. A pesquisa do Procon-JP esteve em 14 revendedores do produto.

PB Agora




O PESO DA INJUSTIÇA TRIBUTÁRIA; Rui Leitao

O PESO DA INJUSTIÇA TRIBUTÁRIA

A Constituição Federal estabelece, entre seus princípios fundamentais, o compromisso do Estado brasileiro com a redução das desigualdades sociais. No entanto, quando se observa a estrutura tributária nacional, constata-se justamente o oposto: em vez de promover justiça social, o sistema de impostos atua como instrumento de concentração de renda.

A lógica tributária em vigor favorece os mais ricos e penaliza os mais pobres. O Brasil figura entre os países que mais taxam o consumo e menos tributam a renda e o patrimônio. Isso significa que os impostos incidem de forma mais pesada sobre quem ganha menos, agravando a desigualdade social já existente.

O principal problema reside na regressividade do sistema. Enquanto trabalhadores com renda modesta pagam proporcionalmente mais impostos em itens essenciais como alimentação, energia e combustíveis, grandes fortunas e lucros financeiros escapam de uma cobrança justa. Prova disso é que, embora previsto na Constituição desde 1988, o imposto sobre grandes fortunas jamais foi regulamentado. Além disso, os rendimentos de capital — como dividendos, lucros e aplicações financeiras — seguem sendo tributados com alíquotas mais brandas que os salários dos trabalhadores.

Mesmo com uma das maiores cargas tributárias do mundo, o Brasil oferece baixo retorno social à sua população. Isso se deve, em parte, à estrutura que concentra a arrecadação em tributos indiretos embutidos no consumo cotidiano. Esses impostos, por serem “invisíveis” aos olhos do consumidor, acabam sendo socialmente perversos, pois atingem todas as faixas de renda com a mesma intensidade, sem considerar a capacidade contributiva de cada um.

O resultado é um sistema que inverte o princípio da equidade: cobra-se mais de quem tem menos, enquanto os setores mais ricos da sociedade desfrutam de isenções fiscais, incentivos e brechas legais. Empresas com grande poder econômico frequentemente são beneficiadas por regimes especiais de tributação, reduzindo sua contribuição ao financiamento das políticas públicas.

Essa distorção estrutural também tem implicações políticas. Ao longo da história, tentativas de reformar o sistema tributário brasileiro esbarraram em forte resistência das elites econômicas. Presidentes que ousaram propor medidas mais progressivas, como João Goulart — que elevou a alíquota máxima do Imposto de Renda para 65% — enfrentaram forte instabilidade política. A concentração de renda, portanto, não é apenas um fenômeno econômico, mas um pacto de poder sustentado por interesses que resistem à mudança.

O vice-presidente do Instituto Justiça Fiscal e membro do coletivo Auditores Fiscais pela Democracia faz a seguinte análise dessa situação: “O sistema tributário em qualquer país é uma fotografia. Ele mostra de forma muito clara a correlação de forças de uma sociedade. O sistema tributário é um instrumento para viabilização do Estado de bem-estar social”

Corrigir essa injustiça tributária é um dos grandes desafios contemporâneos do Brasil. Não se trata apenas de uma questão fiscal, mas de justiça social, de garantir um país mais equilibrado e com oportunidades reais de mobilidade para todos. Enquanto esse modelo injusto persistir, seguiremos alimentando o ciclo da desigualdade, impedindo que o Brasil realize o que sua Constituição promete: uma sociedade mais justa, solidária e igualitária.

www.reporteriedoferreira.com.br  /Rui Leitão- Advogado, jornalista, poeta, escritor