PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Tanto cresceu a cidade que nem “doidos” temos mais; Sérgio Botelho



O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), admitiu, neste sábado (19), em entrevista ao programa Poder em Notícia, da Rádio Independente FM, que poderá colocar seu nome à disposição para disputar o Governo da Paraíba em 2026 caso seja “consenso” entre os partidos da base do governador João Azevêdo (PSB) que ele seja o candidato.
Na entrevista, o prefeito reforçou a necessidade de haver unidade entre os partidos que compõem o bloco governista, citando que o que deve ser discutido nesse momento pelos partidos é a continuidade do governo João Azevêdo, e não projetos pessoais.
“Devemos compreender que o importante é continuar, independente da vaidade pessoal. Isso [continuidade do projeto governista] tem que estar acima de tudo”, disse.
A declaração do prefeito acontece em meio à agenda que o gestor cumpre ao lado do prefeito de Serra Branca, Alexandre, que integra os quadros do União Brasil, maior legenda da oposição no estado.
“Se for da vontade de Deus de eu ser candidato, com certeza estarei na porta de Alexandre para pedir sua solidariedade”, ressaltou, fazendo referência ao prefeito de Serra Branca.



Primeira Turma já tornou réus 14 pessoas por fazerem parte da trama golpista entre 2022 e 2023 – Antônio Augusto/STF
Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta terça-feira (22), pela abertura da ação penal contra os seis integrantes do chamado “núcleo 2” do plano para um golpe de Estado. Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), o grupo seria responsável pelo “gerenciamento de ações” para a consumação do golpe, e atuava em instituições de segurança pública e militar.
A lista dos novos réus inclui os delegados da Polícia Federal (PF) Fernando de Sousa Oliveira e Marília Ferreira de Alencar, o ex-assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República Filipe Martins, o coronel da reserva Marcelo Câmara, o general da reserva Mário Fernandes, e o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques.
Com isso, os seis acusados se tornam réus e se somam aos outros oito réus do “núcleo 1”, que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Nesta fase, os ministros não analisaram o mérito das acusações, mas o recebimento da denúncia e o reconhecimento da existência de indícios concretos do cometimento de crimes.
O relator da ação, ministro Alexandre de Moraes, apresentou seu voto com uma longa análise dos fatos descritos pela PGR, e fez um relato pessoal das denúncias que recebeu, como o então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sobre a tentativa de impedir eleitores do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de chegarem a seus locais de votação.
“No dia 30 [de outubro, 2º turno das eleições], nós tivemos inúmeras ligações, petições no Tribunal Superior Eleitoral, sobre a dificuldade que inúmeros eleitores estavam tendo, simplesmente porque a Polícia Rodovia Federal, ignorando a decisão do TSE, montou suas operações nesses municípios. E isso só acabou chegando à grande mídia quando dois senadores foram impedidos de chegar ao seu local de votação, porque pararam em uma blitz também”, relatou o ministro.
Em outro momento, ao abordar a chamada Operação Punhal Verde e Amarelo, que previa o assassinato de autoridades da República, Moraes refutou a narrativa de que, por haver sido citado como um dos alvos do plano, não poderia relatar a matéria.
“É importante deixar muito claro que a denúncia aqui não se refere à tentativa de homicídio. Obviamente que, se houvesse uma denúncia por tentativa de homicídio contra um magistrado do Supremo Tribunal Federal, esses fatos seriam apartados e seriam distribuídos para outro ministro do Supremo Tribunal Federal. Aqui não, aqui é atentado contra as instituições democráticas”, ponderou Moraes.

O ministro argumentou ainda que “seria fácil” para qualquer pessoa que tenha a si um crime imputado, mencionar o juiz do caso para impedir o prosseguimento das ações judiciais. “É sempre bom repetir: investigado não escolhe o juiz. Não é o investigado que vai escolher qual o juiz que o julgará”, ressaltou.
Finalmente, o ministro votou pelo recebimento da denúncia e pela abertura da ação penal contra os seis acusados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, e deterioração do patrimônio tombado.
“Obviamente cada um dos imputados terá todo o tempo necessário para provar que ele não participou. Mas não há como negar que houve uma tentativa de golpe de Estado e a materialidade é a violência daquele dia, em que teve gente agredida, em que os prédios foram depredados”, disse o ministro, que voltou a exibir um vídeo dos atos golpistas de 8 de janeiro e da apreensão de uma bomba colocada nas proximidades do aeroporto de Brasília, em dezembro de 2022, no dia da diplomação do então candidato eleito, Lula. “Aquilo não foi um passeio de domingo”, afirmou.
Os demais ministros apresentaram votos sucintos, seguindo o relator, pelo recebimento da denúncia. Dessa forma, a ação penal será aberta, e a partir daí, dá-se início à fase de instrução, quando os acusados e testemunhas são chamados a depor e a apresentar provas e contraprovas em sua defesa. Só depois disso, haverá o julgamento do mérito das acusações imputadas, condenando ou absolvendo os réus.
O ministro relator foi firme ao provocar uma reflexão sobre a proposta de anistia, que vem sendo discutida no Congresso Nacional. “As pessoas de boa fé só deveriam refletir e se perguntar se o que aconteceu pro Brasil acontecesse na sua casa. Se um grupo armado, organizado, ingressasse na sua casa, destruísse tudo, mas com a finalidade de fazer o seu vizinho mandar na sua casa, ou seja, de afastar você, a sua família do comando da sua casa com violência, destruição e bombas. Você pediria anistia para essas pessoas?”, provocou o ministro.
Nesse sentido, rejeitou a proposta de anistia. “Então, por que no Brasil, na democracia, a tentativa de quebra do Estado Democrático de Direito?, perguntou.
“Eu não estou dizendo que houve quebra da cadeia de custódia, ainda. Mas temos que discutir a licitude da prova no começo, na entrada do processo. E isso só pode ser feito com o acesso às provas”, afirmou Luís Eduardo Kuntz, advogado de defesa do ex-assessor de Bolsonaro, o coronel da reserva Marcelo Costa Câmara.
As defesas também argumentaram uma suposta ausência de parcialidade do PGR e dos ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin, e a incompetência do STF e da Primeira Turma para julgar a matéria.
Já o advogado Sebastião Coelho da Silva, defensor do ex-assessor da Presidência da República, Filipe Martins, pediu que, caso fosse aceita a denúncia, que o relator suspendesse as medidas cautelares impostas, como a retirada da tornozeleira eletrônica determinada pelo STF em 2024. E ao final de sua fala, prestou “homenagens” a algumas das pessoas que já se tornaram réus pela tentativa de golpe.
“Quero deixar aqui minhas homenagens a todos os acusados, especialmente ao presidente Bolsonaro, a quem eu oro por sua saúde, ao general Braga Netto e ao doutor Anderson Torres”, afirmou.
Em resposta às alegações apresentadas, o procurador-geral, Paulo Gonet, se referenciou ao julgamento do “núcleo 1”, em 26 março passado, em que as defesas entraram com preliminares semelhantes, sendo todas afastadas pelo colegiado. “Nenhuma dessas novas arguições convence de irregularidade nulificante”, disse o Gonet.
Em seguida, os ministros da Primeira Turma rejeitaram todas as arguições de nulidade levantadas pelas defesas, dando seguimento à análise do mérito do pedido de abertura da ação penal.
Causou surpresa no plenário da Primeira Turma quando foi convocado o advogado de defesa da delegada Marília Alencar, ugênio Aragão. Ele foi ministro da Justiça do governo da ex-presidenta Dilma Rousseff e atuou como advogado do presidente Lula. Aragão destacou, de partida, a gravidade dos eventos de 8 de janeiro.
“Não é sem desconforto que estou aqui nesta tribuna, neste feito, mas faço com tranquilidade, porque conheço Marília Alencar há muitos anos”, disse o advogado.
Aragão disse haver tido divergências profundas com a delegada, e que sofreu críticas dela quando assumiu o Ministério da Justiça do governo Dilma. “Uma coisa é o plano político que a gente diverge, outra coisa é o plano dos fatos”, declarou, passando a defender o não recebimento da denúncia contra sua cliente.


Um terremoto de magnitude 6,2 sacudiu a região de Istambul, na Turquia, nesta quarta-feira (23), provocando susto entre moradores e fazendo prédios tremerem em diversos pontos da cidade. O tremor foi registrado por volta das 12h49 no horário local, com epicentro a cerca de 21 quilômetros de profundidade, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Até o momento, não há confirmação oficial de vítimas ou danos graves, mas as autoridades turcas estão em alerta e monitoram a situação. Moradores deixaram edifícios às pressas, e vídeos nas redes sociais mostram cenas de pânico e prédios balançando com força.
Veja vídeo

A diretoria do Botafogo-PB confirmou, nesta segunda-feira (21), a venda do mando de campo do confronto contra o Flamengo, válido pela terceira fase da Copa do Brasil. A partida, que seria realizada no Estádio Almeidão, em João Pessoa, acontecerá no Estádio Castelão, em São Luís (MA), no dia 1º de maio.
A decisão foi anunciada por Alexandre Gallo, CEO da SAF do clube paraibano, após uma série de protestos da torcida alvinegra contra os altos preços dos ingressos e a divisão da carga de bilhetes entre os torcedores do Belo e do Flamengo.
Segundo Gallo, o clube recebeu a maior proposta da história do futebol brasileiro para a venda de mando, sem revelar o valor ou o nome do comprador. Na semana passada, o investidor Filipe Félix, ligado à SAF, mencionou uma proposta de R$ 6 milhões, mas o CEO garantiu que o montante negociado foi ainda superior.
“O jogo será realizado em São Luís, no Maranhão. Causou muita estranheza esse desconforto da torcida. Estávamos sendo assediados por várias propostas e, diante de tudo, entendemos que mudar o local seria a melhor solução. Isso vai acelerar investimentos na nossa estrutura física”, explicou Alexandre Gallo.
A decisão veio na esteira de uma forte reação da torcida do Belo, que criticou publicamente a diretoria. Os ingressos para o setor destinado à torcida alvinegra estavam sendo vendidos a R$ 300, valor considerado abusivo por muitos torcedores.
Além disso, a divisão anunciada inicialmente — 60% da carga para o Botafogo-PB e 40% para o Flamengo — gerou revolta entre os alvinegros, que esperavam que os rubro-negros tivessem direito a apenas 10% dos ingressos, conforme promessa anterior da diretoria.
A insatisfação foi expressa nas redes sociais e com pichações nos muros do centro de treinamento do clube, a Maravilha do Contorno, cobrando mais respeito da SAF com os torcedores.
“Queríamos fazer o jogo aqui, era o nosso desejo. Mas a torcida não entendeu bem as condições. Com essa mudança, vamos poder antecipar melhorias estruturais importantes. Tentamos fazer da melhor forma possível, mas não fomos compreendidos”, afirmou Gallo.
Com isso, o duelo entre Botafogo-PB e Flamengo, que marca o jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil, será disputado no Estádio Castelão, na capital maranhense. O jogo da volta, no Maracanã, segue sem alterações.
Confira a entrevista coletiva de Alexandre Gallo:
www.reporteriedoferreira.com.br Por Poder Paraíba

Um homem que trabalhava como motociclista por aplicativo, foi assassinado com mais de 25 tiros na manhã desta sexta-feira (21) no bairro de Muçumagro, em João Pessoa. O crime aconteceu quando a vítima saía de sua residência para trabalhar. A vítima, identificada como Leonardo José Soares da Silva, de 35 anos, utilizava uma tornozeleira eletrônica.
De acordo com informações preliminares, um veículo de cor branca já aguardava a vítima na ladeira da via. Três homens desceram do carro e efetuaram vários disparos contra o motociclista, que morreu no local. A perícia constatou que mais de 25 disparos atingiram a vítima, e foram encontrados projéteis de calibres .40 e 9mm espalhados pela cena do crime.
A polícia civil investiga se o assassinato pode ter relação com seu passado ou envolvimento com grupos criminosos.
Um dos elementos que chamou atenção na cena do crime foi um chapéu branco, encontrado próximo ao corpo. Segundo a perita Mariana Fortes, o objeto pode ter pertencido a um dos executores ou à própria vítima. O acessório foi recolhido para análise e será encaminhado para exame de DNA, a fim de identificar possíveis envolvimentos.
A polícia também recolheu um celular que estava em posse da vítima. O aparelho foi entregue às autoridades para que seja analisado e possa fornecer informações relevantes para a investigação. Nenhuma substância ilícita foi encontrada com Leonardo, mas os investigadores não descartam a possibilidade de sua conexão com atividades criminosas.
As câmeras de segurança da região estão sendo analisadas para identificar a dinâmica do crime e localizar os suspeitos.
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