Moraes atende pedido e libera contato entre Bolsonaro e Valdemar Costa Netto
Foto: Jonathas Brandão
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu, nesta terça-feira (11), a um pedido do presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, e derrubou a medida que impedia o contato do dirigente partidário com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Moraes é o relator no STF do inquérito que apura uma tentativa de golpe de Estado pelo ex-presidente e aliados. Diferentemente de Bolsonaro, Valdemar não foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República nesse caso.
A proibição de contato entre os dois investigados havia sido determinada por Moraes em fevereiro de 2024. Como não foi denunciado, Valdemar pediu que fossem revogadas as restrições determinadas contra ele.
Na decisão, Alexandre de Moraes também revogou outras medidas cautelares que haviam sido impostas contra Valdemar Costa Neto.
Com isso, o presidente do PL pode:
manter contato com Jair Bolsonaro e outros investigados por tentativa de golpe;
receber de volta seu passaporte e viajar para o exterior;
participar de cerimônias e homenagens a militares das Forças Armadas e policiais;
ter de volta relógios de luxo (das marcas Rolex, Bulgari e Piguet), valores e outros bens que haviam sido apreendidos pela Polícia Federal no curso das investigações.
Justiça rejeita ação do PDT para cassar vereadores do PSD de João Pessoa
Vereador Dinho Dowsley, presidente da Câmara de João Pessoa
O juíz Alexandre Targino Gomes Falcão, da 70ª Zona Eleitoral de João Pessoa, rejeitou as ações movidas pelo PDT e pela ex-candidata a vereadora de João Pessoa Tatiana Matias contra os vereadores eleitos e suplentes do PSD, dentre eles o presidente da Câmara da Capital, Dinho Dowsley, por fraude à cota de gênero.
As peças acusavam o PSD de ter alcançado apenas o percentual de 26,66% das vagas em relação ao gênero masculino (73,34%), restando nítido o não preenchimento da cota de gênero exigida pelo artigo 10, § 3o, da Lei n. 9.504/97, que é de “30% (trinta por cento) e o máximo de 70% (setenta por cento) para candidaturas de cada sexo”, impondo-se a aplicação da Súmula 73, do TSE”.
O entendimento se deu após o indeferimento da candidatura de Maria José Sales da Silva ao cargo de vereadora por ausência de quitação eleitoral. Para o magistrado, como o acórdão do indeferimento só foi publicado em 17 de setembro de 2024, a legislação diz que o partido deve substituir o candidato em até 20 dias da eleição e por isso não há no que falar em irregularidades na ausência de apresentação de uma nova mulher candidata.
“Nesse contexto, não sendo caso de falecimento ou desistência de candidatura, diante das circunstâncias do caso e dos normativos regentes à matéria, considerando o trânsito em julgado em 16/09/2024, na iminência das eleições e decorrido o prazo (20 dias) à substituição a partir de 17/09/2024, não há que tergiversar acerca da regularidade dos registros de candidaturas, ficando afastada a ilação de burla à cota de gênero em face da legislação aplicável (art. 13, §1o, 3o§, Lei 9.504/1997)”, assinalou.
Tião Gomes faz desabafo na tribuna sobre vaga ao TCE: “Eu não tenho clã”
O deputado estadual Tião Gomes fez hoje um desabafo na tribuna da Assembleia Legislativa um dia depois de desistir de concorrer a uma vaga para conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB). Ele disse que tem 34 anos de mandato como parlamentar e mais seis como prefeito de Areia e uma vida limpa. O parlamentar não citou exatamente qual o motivo que o fez mudar de ideia, mas afirmou que não tem condenação.
Tião ainda se queixou da mídia e disse que teria sido alvo de uma campanha negativa desde que surgiu como opção para a vaga de Arthur Cunha Lima no TCE. “Eu não vou enfrentar uma questão jurídica. Minha trajetória não me envergonha. Desisti de concorrer à primeira vaga do TCE. Eu não tenho clã, se eu fosse Maia, Cunha Lima, Morais… o que está acontecendo comigo acontece com os Silva da vida. Eu desisti de sair candidato para que vocês fiquem à vontade. Passei seis meses sem poder ouvir rádio porque de manhã, de tarde e de noite estavam chinelando sobre Tião Gomes. Essas mesmas pessoas que falavam de mim, de ontem para hoje me elogiaram”.
No fim de seu pronunciamento, Tião Gomes encorajou Adriano Galdino a lançar um candidato apoiado por ele para a vaga do TCE.
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GARRINCHA NO BOTOFAGO DE CAJAZEIRAS, EM 1973.
Futebol Nordestino
GARRINCHA NO BOTOFAGO DE CAJAZEIRAS, EM 1973.
NA FOTO: Fernando Frade, Paraíba, Cabo Lima, João Batista, GARRINCHA, Admilson e PERPÉTUO (PETO) e o Radialista Eurico Donato, da Rádio Alto Piranhas de Cajazeiras.
Em setembro de 1973, em Cajazeiras, no Estádio Higino Pires Ferreira, Garrincha vestiu a camisa do Botafogo de Cajazeiras, contra um combinado das equipes Cearenses do Guarany e do Icasa, ambas da cidade de Juazeiro do Norte. Este jogo foi arbitrado pelo juiz Arnaldo Lima, hoje, Arnaldo é Narrador Esportivo da Rádio Alto Piranhas, de Cajazeiras. O Botafogo Cajazeirense entrou em campo com: Ademilson; Zé do Caldo; Batista; Fernando Frade e Douglas. Zamba; Perpétuo; Garrincha; Nena e Bil. O pequeno e aconchegante estádio, estava com todas as suas dependências lotadas e a cidade toda em festa, desportistas de cidades vizinhas compareceram para assistirem aquela festa. O jogador Perpétuo (PETO), acima citado e que participou daquele jogo espetáculo, foi considerado, por muitos Cajazeirenses e Cajazeirados, o melhor jogador da cidade de Cajazeiras, de todos os tempos. Vítima de tétano, ele faleceu precocemente, em 1977 e o atual estádio da cidade, foi inaugurado com o seu nome Perpétuo Correia Lima, o “Perpetão”.
Poucos dias depois, Garrincha fez mais uma partida exibição, em Sousa e, ainda, desta vez na cidade de Patos, no dia sete de setembro, data inesquecível para os moradores da cidade morada do sol. O maior ponta direita do mundo chegou à cidade um dia antes e se hospedou em um hotel central que logo virou aglomeração de fãs. A partida começou, às dezessete horas, daquele domingo ensolarado, e o Estádio Municipal José Cavalcanti, estava lotado e Garrincha defendeu as cores do Esporte Clube de Patos, que enfrentou e venceu o antigo Botafogo de Cajazeiras pelo placar de três tentos a dois.
Como já relatado nos dois artigos anteriores, Garrincha jogou com as camisas do Treze Futebol Clube e do Botafogo Futebol Clube, em Campina Grande e em João pessoa, nos anos de 1968 e 1973, respectivamente.
www.reporteriedoferreira.com.br / (Foto do Blog Os Sete Candeeiros) e (Texto Por Serpa Di Lorenzo)
Aos 75 anos morre a odontóloga Maria Celestina Melo de Moura ” Celeste “
Ao lado do corpo jornalista iêdo ferreira e Antonio Moura, esposo de Celeste.
Nesse domingos, 09 , faleceu no Hospital Memorial São Francisco em João Pessoa, a adontóloga e ex- secretária de saúde do município de Baia da Traição, Maria Celestina Melo de Moura, 75 anos “ Celeste “ como era conhecida carinhosamente. faleceu ontem no Hospital Memorial São Francisco em João Pessoa. O corpo está sendo vetado no Rosa de Saron em Jaguaribe. Sepultamento está previsto para as 16 horas, desta segunda-feira,10 no Cemitério Senhor da Boa Sentença em João Pessoa Pb. deixa viúvo Antonio de Moura
Celeste, como era chamada carinhosamente pelos amigos e familiares, se foi. Sempre alegre com a alegria, cheia de vida. Com tantos planos. Só Deus para dar conforto a sua família e aos seus amigos mais chegados . A gente nunca está preparado.
Por mais que saibamos que é inevitável. Foram alguns dias de luta pela vida, internada no Hospital Memorial São Francisco em João Pessoa, recebeu os devidos tratamentos pelos médicos, vindo a óbito. Uma alma boa se foi. Uma querida que amava seu Estado da Paraíba e sempre fazia questão de estar nos eventos do Estado e sempre viajando em grupo de amigos pelo Brasil e exterior.
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Policial reage a assalto e mata dois suspeitos em Queimadas, na PB
Dois homens morreram após serem baleados ao tentarem assaltar um policial militar em Queimadas, no Agreste da Paraíba, na noite deste domingo (9).
De acordo com a polícia, o militar estava em um carro quando foi abordado por dois suspeitos em uma moto. O policial reagiu e disparou contra eles, resultando na morte dos assaltantes no local.
A Polícia Civil informou que apenas um dos suspeitos foi identificado. Ele usava tornozeleira eletrônica e cumpria pena em regime semiaberto, mas sua identidade não foi divulgada.
Após o ocorrido, o próprio policial acionou as autoridades, prestou depoimento e foi liberado. O caso está sendo tratado como legítima defesa e segue sob investigação.
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Estádio Amigão completa 50 anos como palco do futebol paraibano
Por
Joao da Paz
Foto: PB Esportes
Neste sábado, 8 de março de 2025, o Estádio Governador Ernani Sátyro, conhecido como Amigão, completa 50 anos de história. Inaugurado em 1975, o principal palco do futebol em Campina Grande se tornou um símbolo do esporte paraibano, sendo a casa de grandes clubes como Campinense e Treze.
Ao longo de cinco décadas, o Amigão foi cenário de jogos memoráveis, clássicos regionais e decisões que marcaram o futebol estadual e nacional. O estádio também recebeu partidas de competições nacionais e internacionais, além de seleções estrangeiras em amistosos.
Com capacidade para mais de 19 mil torcedores, o Amigão passou por diversas reformas ao longo dos anos, modernizando sua estrutura e garantindo melhores condições para atletas e público. Além do futebol, o estádio também foi palco de eventos culturais e religiosos, reforçando sua importância para a cidade e o estado.
Neste jubileu de ouro, o Amigão segue como um dos templos do futebol nordestino, carregando a paixão de milhares de torcedores que fazem desse estádio um verdadeiro patrimônio de Campina Grande e da Paraíba.
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Por
Joao da Paz
Amigão e Almeidão: 50 anos de rivalidade e política nos principais estádios da Paraíba
Principais estádios da Paraíba completam meio século de história neste fim de semana
Sérgio Montenegro e Vitória Soares
7 de março de 2025
O fim de semana será especial para o futebol da Paraíba. Além do início das semifinais do Campeonato Paraibano, os estádios Amigão e Almeidão completam 50 anos de fundação. As duas maiores praças esportivas do estado foram palco de jogos históricos e momentos marcantes do futebol paraibano. Ao longo desse meio século, tornaram-se a casa de diversas torcidas, especialmente as de Auto Esporte, Botafogo-PB, Campinense e Treze, que certamente guardam grandes lembranças vividas nas arquibancadas dessas praças.
Em homenagem ao aniversário de 50 anos do Amigão e Almeidão, o Arena Correio vai relembrar um pouco a história dessa história marcada pela rivalidade dentro de campo e pela política.
Um projeto ambicioso
Até o início dos anos 1970, a Vila Olímpica Parahyba, em João Pessoa, e o Presidente Vargas, em Campina Grande, eram os principais estádios da Paraíba, com capacidade média para cinco mil torcedores cada. Com o Brasil conquistando o tricampeonato da Copa do Mundo em 1970, o governo brasileiro — que, à época, estava sob o regime militar — queria aproveitar o bom momento da Seleção e expandir o campeonato nacional, garantindo que todos os estados tivessem um representante. No entanto, a Paraíba corria o risco de ficar de fora por não possuir estádios que atendessem aos requisitos exigidos.
Diante desse cenário, o então governador Ernani Sátiro decidiu construir não apenas um, mas dois novos estádios no estado. Nominando Diniz Filho, ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) e filho do ex-deputado estadual Nominando Diniz — líder do governo na Assembleia Legislativa da Paraíba —, relembra que havia recursos para erguer um estádio em João Pessoa. Porém, já naquela época, existia uma forte rivalidade entre a capital e Campina Grande. Com isso, tudo o que era feito em uma cidade precisava ser replicado na outra. Esse desejo de agradar as duas partes, no entanto, resultou em dois estádios que, mesmo após cinco décadas, ainda não foram totalmente concluídos.
Nominando Diniz Filho, ex-presidente do TCE-PB. (Foto: Divulgação)
A Paraíba ganhou dois estádios, ainda hoje inacabados, porque os recursos não davam para fazer dois estádios quando os recursos alocados eram para um estádio. Mas como ainda hoje o que o governador investe na capital tem de investir em Campina Grande, merecidamente, o então governador Ernani Sátiro em vez de um, fez dois estádios. E ambos continuam, depois de muitos anos, ainda inacabados. Quem conhece os estádios de futebol sabe que na parte traseira aos gols ainda necessita de um complemento. Não sei se um dia governadores irão destinar recursos para tal, destacou Nominando Diniz.
Para a construção dos estádios, foi criada a Superintendência de Desenvolvimento dos Estádios da Paraíba (Sudepar). O engenheiro Carlos Pereira foi escolhido para comandar a pasta e chefiar as obras.
Carlos Pereira, engenheiro responsável pela construção do Amigão e Almeidão. (Foto: Reprodução)
Carlos tinha dois grandes desafios: concluir as obras em um ano e meio, entregando-as em março de 1975; e, a pedido do governador Ernani Sátiro, projetar dois estádios iguais, mas diferentes.
Ele disse: ‘Eu quero dois estádios iguais, porém, tem que ser diferentes’. Então, o projeto era o mesmo, mas tem uma diferença. Se você for ver a fachada do Almeidão e do Amigão, eles têm uma diferença. No Amigão, os arcos da fachada são voltados para cima, do Almeidão, os arcos são voltados para baixo. Então, fizemos dois estádios em 18 meses, iguais e diferentes, conforme o governador queria, conta o engenheiro.
Inauguração com momentos de tensão
Passados 18 meses, os estádios ficaram prontos. Como o Botafogo do Rio de Janeiro era o time do coração do governador, a equipe carioca foi convidada para os jogos inaugurais. No dia 08 de março, Campinense e Botafogo disputaram a primeira partida do Amigão. Um empate sem gols que não tirou a alegria da festa dos torcedores.
No dia seguinte, foi a vez do duelo de xarás em João Pessoa. Mas, antes de a bola rolar, a inauguração do Almeidão quase foi marcada por uma tragédia. Após o término da construção do dois estádios, o grupo de oposição ao governador Ernani Sátiro espalhou boatos de que as construções poderiam desabar.
Matérias do Jornal Correio da Paraíba. (Foto: Arquivo)Matérias do Jornal Correio da Paraíba. (Foto: Arquivo)
Momentos antes do apito inicial, os torcedores foram surpreendidos por um barulho de explosão na arquibancada. Receosas com as informações que circulavam sobre o desabamento, as pessoas tentavam sair a qualquer custo, criando um momento de muita tensão.
“Eu estava na tribuna de honra com o governador, todo mundo esperando começar o jogo e correu todo mundo de arquibancada abaixo. O meu coração quase parou. Quinze dias antes havia acontecido um incidente muito grave em um estádio do Piauí, em Teresina. Houve um problema desse, e todo mundo correu para o fosso da arquibancada, o gradil cedeu, e morreu gente. Quando vi aquela multidão descendo para o gradil, meu coração parou. Quando empurraram o gradil, o gradil não cedeu. Só houve uma pessoa que pulou o gradil com medo e quebrou a perna”, relembrou Carlos Pereira.
Depois do grande susto, a bola rolou, e o Glorioso acabou vencendo o Botafogo-PB por 1 a 0.
Disputa pelo nome
A rivalidade política ainda protagonizou mais um capítulo dessa história. Quando foram inaugurados, os estádios levaram o nome do governador Ernani Sátiro. Ainda em 1975, a praça desportiva de João Pessoa foi renomeada para José Américo de Almeida Filho, em homenagem ao filho do ex-presidente do Botafogo-PB.
Matéria do Jornal Correio da Paraíba sobre o nome do estádio Almeidão. (Foto: Arquivo)
Só que, em Campina Grande, a resistência para homenagear o ex-governador Ernani Sátiro foi grande por parte dos deputados da Assembleia Legislativa. Após duas semanas de intensas discussões, eles chegaram a um acordo, como conta Nominando Diniz.
“Me lembro quando um Projeto de Lei foi encaminhado para a Assembleia Legislativa para denominar o estádio de José Américo de Almeida Filho, de Almeidão, em homenagem ao filho de José Américo de Almeida, que havia falecido em um acidente, tinha sido presidente do Botafogo-PB, era um botafoguense reconhecido, não houve questionamento. Mas quando foram denominar de Ernani Sátiro, houve uma reação da oposição e dos deputados que na época eram do Arena, mas faziam oposição ao então governador Ernani Sátiro. Foram duas semanas de discussão e de debates, mas, no final, prevaleceu o nome de ‘Amigão’, porque, naquela época, o governador Ernani Sátiro se dirigia às pessoas chamando de “amigo velho”. Então, subentendia-se que era uma justa homenagem ao governador Ernani Sátiro”.
Um novo momento
Ao longo dos últimos 50 anos, Amigão e Almeidão foram palcos de grandes jogos, títulos inesquecíveis e públicos históricos. Em 2013, por exemplo, o Campinense escreveu um dos capítulos mais marcantes do futebol paraibano ao conquistar a Copa do Nordeste no Amigão, superando adversários como Sport e Fortaleza antes de vencer o ASA na final. No mesmo ano, o Botafogo-PB gravou seu nome na história do futebol nacional ao se sagrar campeão da Série D do Campeonato Brasileiro diante de um Almeidão lotado, em uma decisão contra o Juventude.
Estádio Amigão, em Campina Grande. (Foto: Estefinho Francelino)
Após as reformas realizadas no governo de Ricardo Coutinho, os estádios ganharam novos gramados, mas tiveram sua capacidade reduzida praticamente pela metade. Na final do Campeonato Paraibano de 1998, por exemplo, o Almeidão registrou seu maior público, com mais de 44.268 torcedores no duelo entre Botafogo-PB e Campinense. Hoje, tanto na capital quanto na Rainha do Borborema, as arquibancadas comportam, em média, 20 mil pessoas.
“Quando eu vejo os domingos com o estádio lamentavelmente quase vazio, eu me lembro do trabalho que deu para fazer o estádio, que já recebeu um público de quase 40 mil espectadores. E é uma das minhas conquistas profissional, porque aquilo foi uma encomenda que eu nunca imaginei que fosse entregue a mim. O Almeidão tem prestado um enorme serviço ao desporto da Paraíba, porque se não fosse aquele estádio, não teríamos clube nenhum na Paraíba nos campeonato nacionais, tanto em João Pessoa como em Campina Grande”, revela Carlos Pereira.
João Azevêdo transmite cargo para Lucas Ribeiro e cumpre missão em Portugal
O governador João Azevêdo transmitiu, na tarde desta sexta-feira (7), o cargo para o vice-governador Lucas Ribeiro, que ficará à frente do Governo da Paraíba a partir deste sábado (8) até o próximo dia 15 de março. João Azevêdo se licencia do mandato para cumprir missão em Portugal, onde irá buscar investimentos e apresentar os potenciais turísticos do Estado na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL).
“A nossa participação na Bolsa de Turismo de Lisboa faz com que, através de um estande que montamos em parceria com o Sebrae e a Fecomércio, possamos divulgar não apenas o Polo Turístico Cabo Branco, mas todas as ações que estamos fazendo voltadas para o turismo no interior do estado, com a participação dos setores da construção civil e imobiliário para fazer uma grande divulgação da Paraíba e vamos apresentar também a nossa cultura, levando o nosso forró e tudo que temos a oferecer”, explicou o chefe do Executivo estadual.
Além da participação na Bolsa de Turismo de Lisboa, o governador também divulgará a Paraíba em uma série de eventos em Portugal. “Teremos uma agenda cheia com reuniões com investidores europeus no World Trade Center, na Embaixada do Brasil, no Fórum Conexão Europa de Turismo, com a presença de grandes operadores de turismo do mundo, onde vamos fazer uma apresentação de todos os nossos potenciais”, acrescentou.
“Lucas acompanha de perto todas as ações do governo e o Estado estará em boas mãos, seguindo nesse ritmo importante que tem elevado a autoestima da população, a partir das obras e políticas públicas que temos implementado”, complementou o governador João Azevêdo.
O vice-governador Lucas Ribeiro afirmou que manterá a agenda de visita às obras do governo em todo o Estado. “O governador João Azevêdo viaja para Portugal em busca de novos investimentos internacionais para o nosso Estado, que celebra um grande momento da nossa economia, e eu agradeço a confiança, reforçando o compromisso com o nosso povo. A gestão estadual está presente com obras e ações em todos os municípios e vamos continuar com esse ritmo forte de trabalho que tem levado desenvolvimento e melhorado a vida das pessoas”, ressaltou.
PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Praça Venâncio Neiva ou Pavilhão do Chá; Sérgio Botelho
PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Praça Venâncio Neiva ou Pavilhão do Chá
Sérgio Botelho – A Praça Venâncio Neiva, inaugurada em 21 de julho de 1917, no governo Camilo de Holanda, mais conhecida como Praça do Pavilhão do Chá, ou simplesmente Pavilhão do Chá, em referência mesmo ao espaço como um todo, exemplifica mais uma vez como a visão popular pode superar a nomenclatura oficial, escolhendo a identidade dos espaços urbanos a partir de afetividades. Embora a homenagem ao primeiro governador republicano da Paraíba seja historicamente justificável, o nome que realmente se enraizou na cidade surgiu de um elemento arquitetônico que, ironicamente, não cumpriu sua função original. O mais curioso é que foi inaugurado no início da década de 1930, mais de 10 anos depois da existência oficial da praça. O pavilhão foi concebido para se tornar um espaço refinado a encontros sociais, inspirado no costume britânico do chá da tarde, mas com referência arquitetônica a uma construção chinesa, onde o costume do chá teve origem, substituindo o projeto original de uma pista de patinação. No entanto, a prática do chá da tarde não se consolidou e, ao longo do tempo, foi local de exposição, bar, restaurante e sorveteria. Contudo, a estrutura, com sua estética peculiar, acabou sendo a verdadeira marca da praça, mesmo que sem exercer o papel para o qual foi projetado. Na prática cotidiana, portanto, o pavilhão se tornou a principal referência do local — apesar de hoje não estar servindo para nada —, a ponto de rebatizá-lo no imaginário popular. Outra vez, em João Pessoa, o fenômeno revela que a forma como os cidadãos vivenciam os espaços urbanos acaba tendo peso determinante na nomenclatura da urbe. Assim, mesmo que o nome fixado oficialmente continue sendo o de Praça Venâncio Neiva, para os moradores da Capital ela sempre será o Pavilhão do Chá.
Na foto, vista parcial da Praça Venâncio Neiva, com o Pavilhão do Chá.