Polícia pede prisão de motorista que atropelou e matou ciclista em João Pessoa

A Polícia Civil pediu na tarde da sexta-feira (10) a prisão do motorista suspeito de atropelar e matar ciclista, em João Pessoa. O homem já foi identificado, mas ainda não se apresentou à Justiça até a última atualização desta notícia.

Agora, a Polícia Civil aguarda decisão da Justiça determinando a prisão.

O homem é suspeito de atropelar dois ciclistas, na manhã da quinta-feira (9), em João Pessoa. Um deles, Diego Rafael Monteiro, de 41 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu.

Como o atropelamento aconteceu

Diego Rafael não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital. — Foto: Arquivo Pessoal
Diego Rafael não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital. — Foto: Arquivo Pessoal

O motorista de 38 anos, suspeito de atropelar e matar o ciclista Diego Rafael Monteiro, de 41 anos, na manhã de quinta-feira (9), teria tentado uma ultrapassagem quando colidiu com a vítima, que pedalava em uma pista preferencial para bicicletas.

O homem é um pedreiro que estava retornando para casa após o serviço. Ele não possuía habilitação e dirigia um Celta prata com documentação atrasada.

O suspeito foi rastreado por câmeras de segurança no trajeto do acidente, mas até a última atualização desta matéria, segue foragido.

Imagens obtidas pela Polícia Civil através de câmeras de segurança da Secretaria de Segurança Urbana e Cidadania (SEMUSB) de João Pessoa mostram o carro passando por câmeras na PB-008, próximo ao Centro de Convenções, às 6h50.

O acidente ocorreu por volta das 6h51, quando o motorista teria tentado uma ultrapassagem e colidiu com Diego e outro ciclista, que pedalavam em uma ciclovia.

Poucos minutos depois, às 6h53, o veículo foi novamente flagrado pelas câmeras, já com o para-brisa danificado, retornando em direção ao bairro Gramame, onde o suspeito mora. O pedreiro trabalha em uma obra que está acontecendo no bairro do Cabo Branco e estava indo para casa no momento.




A desinformação como força política por: Rui Leitão

A DESINFORMAÇÃO COMO FORÇA POLÍTICA

O fenômeno da desinformação que tem se alastrado no ambiente político nacional, vem acarretando graves danos à democracia e a vida das pessoas. Distorcendo verdades, divulgadas pelas plataformas das mídias digitais, contribui para descredibilizar as instituições e possibilitar divisões sociais como nunca existiu antes. São campanhas bem planejadas no sentido de promover a violência política, através do discurso de ódio.

Sabemos que notícias falsas não passaram a ser colocadas como estratégia política na contemporaneidade. Essa prática ocorre há muito tempo. Porém, com o advento da internet e com o surgimento das redes sociais, disseminar mentiras com propósito político, ganhou uma dimensão muito maior e muito mais prejudicial no campo das comunicações. Teorias da conspiração e manipulação de consciências, passam a ser exercitadas de forma amplificada, impactando na capacidade crítica e de discernimento da sociedade.

O avanço na difusão de mentiras, por meio de aparatos tecnológicos, estimula posturas agressivas nos debates públicos entre divergentes de opiniões ou convicções políticas. As fake news, portanto, perturbam a necessidade de termos um ambiente político tolerante e saudável. A desinformação induz manifestações ditadas pela emoção, sem o controle racional do indivíduo. A troca de mensagens políticas numa bolha ideológica, forma opiniões entre indivíduos que já comungam da mesma perspectiva política. As informações falsas colocadas nesses grupos se tornam, para seus integrantes, verdades inquestionáveis.

Não há dúvidas de que o fenômeno da desinformação assume um papel preponderante na busca pelo poder. Por isso algumas lideranças políticas se dedicam mais a propagar o discurso falacioso, no intuito de manipular seus seguidores, do que pensar e elaborar soluções para os problemas reais da sociedade. Daí a razão de terem tanto medo da regulamentação das redes sociais. O espaço virtual facilita a concretização da política do “nós contra eles”. Incutem no imaginário das pessoas uma luta patriótica, religiosa e moral contra a liberdade nos costumes, o comunismo e tudo o que entendem sejam ameaças à sociedade e à família. Usam das notícias falsas para provocar emoções como raiva e indignação, num público engajado fervorosamente aos seus ideários políticos e ideológicos, tirando o foco de problemas reais e criando cortinas de fumaça para desviar a atenção daa questões importantes. A desinformação como força política, tem o objetivo de pautar a discussão pública, de acordo com o que interessa a quem a produz.

O diálogo respeitoso entre diferentes pontos de vista, bem como o respeito à verdade, são condutas essenciais para que se afirme o conceito da democracia.

Rui Leitão