FPF e clubes da Capital declaram apoio à reeleição de Cícero Lucena e Leo Bezerra

A Federação Paraibana de Futebol (FPF) reuniu clubes filiados, nesta segunda-feira (21), para formalizar apoio à reeleição do prefeito Cícero Lucena e o vice Leo Bezerra. O encontro aconteceu em uma churrascaria no bairro do Bessa, com presença de representantes de clubes profissionais e amadores do futebol da Capital.

Cícero Lucena agradeceu o apoio do segmento futebolístico, destacou a criação de programas esportivos, a exemplo do ‘Campeões do Amanhã’, realização de eventos como Maratona Internacional, mais de 42 corridas de rua e disse que planeja a construção de areninhas – campos de futebol de grama sintética em alguns bairros da cidade.

“Nosso desafio de fazer essa cidade ter qualidade de vida em meio ao crescimento populacional passa pelo incentivo ao esporte. Seja na base, com alunos da rede municipal, ou apoiando grandes eventos esportivos, a exemplo do Paraíba Beach Tênis, que o Governo do Estado trouxe à cidade e nós estamos atuando de forma parceira pela Prefeitura. E vamos estar sempre ao lado dos clubes, dialogando e buscando condições para fortalecer o futebol da cidade”, afirmou Cícero Lucena.

Participaram do evento 25 clubes filiados da Federação Paraibana de Futebol, que pediram esse encontro com o prefeito para manifestar publicamente esse apoio, segundo detalhou Michelle Ramalho, que preside a FPF. Ela lembrou que, no primeiro turno, já havia declarado apoio à reeleição de Cícero Lucena e Leo Bezerra, mas agora ela conseguiu reunir os clubes em agradecimento.

“O que ele vem fazendo, não apenas para o futebol, mas para todo o esporte aqui de João Pessoa. Já falei em outros momentos e reafirmo meu compromisso com ele e minha gratidão de tudo que ele vem fazendo. pelo futebol aqui de João Pessoa. Sou muito feliz, muito grata com o trabalho dele e, como todos sabem, eu não tenho partido político nenhum, meu partido é futebol e o prefeito que apoia o futebol tem meu apoio”, declarou Michelle Ramalho.

O presidente do Botafogo-PB, Roberto Burity, agradeceu o patrocínio da Prefeitura, mas também ressaltou o avanço da gestão em outras áreas. “Desde o primeiro turno que também deixamos claro que estamos com a Cícero. Ele vem ajudando muito o esporte, mas é um prefeito da saúde, da educação e do social, por isso continuamos apoiando ele e acreditamos que seja o melhor para João Pessoa”, afirmou.

Também participaram do encontro o vice-prefeito Leo Bezerra, o deputado federal Mersinho Lucena e o vereador reeleito Thiago Lucena.

Veja a relação dos clubes presentes no encontro da Federação Paraibana de Futebol, com o prefeito Cícero Lucena:

Botafogo-PB; Auto Esporte; CSP; Avaí; Boa Vista; Scorpions; Flamengo; Fluminense; Força Barbudinho; Guará; Íbis; Kashima; Marretinha; Mixto; Padre Zé; Palmares; Ponte Preta; Tiradentes; Treze de Maio; União; Vera Cruz; Femar; Santos; Spartax e VF4.




Votação no 2º turno das eleições também terá horário unificado

O 2º turno das eleições municipais ocorrerá no próximo domingo (27), em 51 cidades do país. E, mais uma vez, o horário de votação será unificado. Assim como no primeiro turno, que ocorreu no último dia 6 de outubro, o horário adotado será o de Brasília, das 8h até as 17h.

Por isso, os eleitores de Campo Grande, Cuiabá, Manaus e Porto Velho, cidades com fusos diferentes dos de Brasília, devem ficar atentos aos horários de votação. Nestas quatro capitais, as urnas ficarão abertas das 7h às 16h, horário local; uma hora antes do horário de Brasília.

A apuração dos votos terá início às 17h, seguindo o fuso da capital federal, logo após o encerramento da votação. No entanto, eleitores que ainda estiverem na fila nesse momento terão o direito de votar.

Esta é a primeira vez que uma eleição municipal é realizada com horário unificado em todo o Brasil. A medida já havia sido aplicada nas eleições gerais de 2022.

O 2º turno para o cargo de prefeito será realizado em 15 capitais e em outros 36 municípios. São mais de 33 milhões de eleitores aptos a votar.

Agência Brasil




Eleitores de João Pessoa e Campina Grande não podem ser presos a partir desta terça,22

A partir desta terça-feira (22) os eleitores das cidades de João Pessoa e Campina Grande, onde ocorrerá segundo turno das eleições no próximo domingo (27), não poderão ser presos.

As exceções são um flagrante delito, sentença criminal condenatória por crime inafiançável, ou por desrespeito a salvo-conduto.

No caso de detenção nesse período, a pessoa será imediatamente conduzido à presença do juiz competente, que verificará a legalidade da prisão. Caso o crime não se encaixe em uma das três situações citadas, a prisão será relaxada.

O objetivo da norma é a preservação do direito universal ao voto, evitando prisões que possam desestabilizar o período eleitoral.




Brasil será contra ingresso da Venezuela no Brics, sinaliza Lula

Presidente brasileiro vai participar das discussões remotamente

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iG Último Segundo

Lula sinalizou decisão à equipe de articulação
Reprodução/YouTube

Lula sinalizou decisão à equipe de articulação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou ao seu time de articulação internacional que o Brasil deverá se posicionar contra o ingresso da  Venezuela no Brics , o grupo de países que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. 30 países já solicitaram a entrada no grupo.

Lula, que  sofreu uma queda na residência oficial da Presidência em Brasília, não poderá comparecer pessoalmente à reunião do Brics , em Moscou , mas orientou seu time, chefiado pelo chanceler Mauro Vieira. As informações foram obtidas pelo g1.

Falta de transparência na Venezuela

A Venezuela governada por  Nicolás Maduro descumpriu acordos internacionais que o próprio presidente assinou, ao se comprometer a disputar eleições limpas e auditáveis, o que não se concretizou.

O Brasil se comprometeu ao lado de outras nações no mesmo pacto. Desde que Lula se recusou a reconhecer a autoproclamada vitória de Maduro nas últimas eleições, tanto o presidente quanto sua chancelaria passaram a ser atacados pelo ditador.

A falta de transparência sobre as eleições venezuelanas torna impossível dizer quantos votos Maduro teve. Onde ele teve esses votos e qual o total de apoio que cada chapa que concorreu teve. Edmundo González, opositor que concorreu ao cargo de presidente, está refugiado na Espanha.

A Suprema Corte da Venezuela decretou sigilo sobre as atas eleitorais que nunca foram divulgadas. Decretou um resultado e tratou sua decisão como inapelável.

O possível veto ao ingresso da Venezuela no Brics marcará nova etapa no distanciamento entre o líder petista e o herdeiro do chavismo, relação que, segundo um formulador internacional do Planalto, “está na geladeira há tempos”.




Caso Marielle: Chiquinho Brazão chora e diz não conhecer Lessa, em audiência no STF

Deputado está preso desde março deste ano sob a acusação de ser um dos mandantes do crime

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iG Último Segundo

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O deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ) em imagem de setembro de 2023
Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ) em imagem de setembro de 2023

O deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido) foi o primeiro a depor na audiência do Supremo Tribunal Federal ( STF ), nesta segunda-feira (21), que ouve os cinco réus acusados de serem os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco ( PSOL ) e do motorista Anderson Gomes , em 2018.

Durante depoimento, Brazão afirmou não conhecer Ronnie Lessa ou Élcio de Queiroz , os assassinos confessos do crime. O deputado enfatizou que nem ele nem seu irmão, Domingos Inácio Brazão , então conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro , tiveram qualquer contato com os acusados.

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“Nunca tive contato com Ronnie Lessa. As pessoas são anônimas para você muitas das vezes. Não tenho dúvida de que ele poderia me conhecer, mas eu nunca na vida tenho lembrança de ter estado com essa pessoa”, disse Brazão ao juiz auxiliar do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, Airton Vieira.

O parlamentar também afirmou que seu irmão sequer conhecia a vereadora Marielle Franco. “Quando houve o crime, ele comentou: ‘O que tão sério fez essa jovem para um crime tão grave?’. Ele não conhecia, com certeza”, declarou.

Chiquinho Brazão afirmou ainda que mantinha uma excelente relação com Marielle e que ela tinha um “futuro brilhante”.

“Foi maldade o que fizeram. Marielle tinha um futuro brilhante. Ela era uma vereadora muito amável”, lamentou.

Durante o depoimento, o parlamentar chorou ao falar de sua família. Ele se emocionou ao lembrar da filha, do neto e de sua rotina antes da prisão, mencionando suas idas à igreja e o trabalho com comunidades, especialmente em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.

Acusações de Ronnie Lessa

Chiquinho Brazão está  preso desde março deste ano sob a acusação de ser um dos mandantes do crime. Apesar de negar o conhecimento de Ronnie Lessa, o ex-policial e assassino confesso de Marielle afirmou, em delação premiada à Polícia Federal (PF), que teria feito um acordo de US$ 10 milhões com os irmãos Brazão.

Segundo Lessa, Domingos e Chiquinho ofereceram um loteamento em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro, como parte do pagamento pelo assassinato.

Lessa revelou que o acordo envolvia milhões de reais, mencionando que na época falavam em R$ 100 milhões, valor que estaria relacionado ao lucro gerado pelos dois loteamentos oferecidos. “Ninguém recebe uma proposta de US$ 10 milhões simplesmente para matar uma pessoa. Uma coisa assim, impactante”, afirmou Lessa aos investigadores.

Depoimentos ao STF

Além de Chiquinho Brazão, também são ouvidos Domingos Brazão, o delegado Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, o policial militar Ronald Paulo de Alves Pereira e Robson Calixto Fonseca, conhecido como Peixe, que responde por organização criminosa.

O caso está sendo conduzido pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal. Os depoimentos seguem sendo realizados por videoconferência, através do aplicativo Zoom, dando continuidade às oitivas iniciadas em 12 de agosto com testemunhas de defesa, acusação e o delator do caso.




Flamengo segura empate com um a menos, elimina Corinthians e vai à final da Copa do Brasil

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Foi na base do suor, da garra, da entrega e da “catimba”… Com uma atuação heroica, o Flamengo segurou o empate por 0 a 0 com o Corinthians, na Neo Química Arena lotada, e avançou à grande final da Copa do Brasil com 1 a 0 no placar agregado, graças ao triunfo da ida, no Maracanã.

A equipe comandada por Filipe Luís teve que aguentar a pressão do adversário com um jogador a menos desde os 28 minutos do 1º tempo, quando Bruno Henrique foi expulso com vermelho direto por acertar um chute na cabeça de Matheuzinho.

Na sequência da partida, o Rubro-Negro foi “bombardeado” principalmente por Yuri Alberto, que travou um duelo espetacular com o goleiro Rossi no 2º tempo.

Na base do 4-5-0 e sem atacantes de ofício, o clube carioca conseguiu segurar o placar zerado até o apito final e silenciou o estádio em Itaquera, voltando à final da Copa do Brasil pelo  ano seguido (foi campeão em 2022 e vice em 2023).

Na grande decisão, o Fla, que é o maior finalista da história da Copa do Brasil (10 vezes), vai enfrentar o Atlético-MG.

O Galo se classificou no último sábado (19), eliminando o Vasco com um empate por 1 a 1 em São Januário, após ganhar por 2 a 1 na Arena MRV.

Os jogos finais do torneio mata-mata devem acontecer nos dias 3 e 10 de novembro, dois domingos, em horários ainda a serem confirmados pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

Os mandos de campo ainda serão definidos em sorteio a ser realizado na sede da Confederação.

O jogo

Primeiro tempo marcado por expulsão bizarra

A partida já começou com polêmica logo aos 3 minutos: Rodrigo Garro invadiu a área e caiu após choque com De La Cruz. Os corintianos pediram pênalti, mas arbitragem e VAR nada marcaram.

Os juízes seguiram com protagonismo aos 8: após cobrança de falta para a área, Alex Sandro desviou para as redes e saiu comemorando. No entanto, as linhas do VAR marcaram impedimento e anularam.

A primeira chance real de gol no jogo só veio aos 16: Matheus Bidu soltou um foguete de fora da área e parou em grande defesa de Rossi, que mandou para escanteio.

A partida era truncada, com muitas faltas dos dois lados, e o clima esquentou de vez aos 28 minutos, quando Bruno Henrique foi expulso.

Em lance na lateral, o atacante rubro-negro levantou o pé e acertou a cabeça de MatheuzinhoAnderson Daronco não teve dúvidas e mostrou vermelho direto para o camisa 27.

Segundo Renata Ruel, analista de arbitragem da ESPN, a decisão de Daronco foi acertada.

“Expulsão correta do Bruno Henrique. Atinge com as travas da chuteira a cabeça do Matheuzinho, assumindo o risco de lesionar, que caracteriza jogo brusco grave, conforme diz a regra. Cartão vermelho bem aplicado”, apontou a especialista.

Com um a menos, Filipe Luís foi para o “sacrifício” no Flamengo: sacou Gabigol e colocou Fabrício Bruno, fechando a defesa e deixando a equipe sem atacantes.

Com isso, o jogo seguiu enrolado, e a única oportunidade clara veio com Charles, já aos 46 minutos, cabeceando perto da trave de Rossi.

Segundo tempo de ataque contra defesa

O Timão voltou com tudo do intervalo e quase marcou sem seu primeiro ataque: Yuri Alberto recebeu cruzamento e cabeceou forte, mas Léo Pereira salvou em cima da linha.

Yuri Alberto apareceu bem mais uma vez aos 11: ele recebeu enfiada de bola, arrancou até dentro da grande área e tentou de bico, mas desta vez parou em Rossi.

O duelo seguia intenso. Quatro minutos depois, o camisa 9 apareceu bem na área e acertou um lindo chute de esquerda, para nova defesaça do goleiro flamenguist

Aos 23, Ramón Díaz resolveu ir para o tudo ou nada no Corinthians: sacou Matheuzinho e Charles e colocou Igor Coronado e Giovane.

O Timão partiu para a pressão total, e Yuri Alberto teve mais uma oportunidade incrível aos 24: Talles Magno cruzou e o centroavante, completamente livre, cabeceou para fora.

A última grande chance corintiana veio aos 42: Giovane arrancou com a bola e soltou um balaço de fora da área, mas Rossi conseguiu agarrar sem dar rebote.

Na base da raça, o Flamengo segurou o 0 a 0 até o apito final e celebrou a classificação na Neo Química Arena.




Atlético-MG empata fora com o Vasco e avança à final da Copa do Brasil

Equipe mineira ficou no 1 a 1 com o cruzmaltino em São Januário, mas se classifica após vencer o primeiro jogo

Leonardo Martinsda CNN

Nem a festa da torcida do Vasco antes e durante o jogo, e nem a chuva que cai no Rio de Janeiro baixaram a bola do Atlético-MG em São Januário. O Galo garantiu vaga para a final da Copa do Brasil após empatar em 1 a 1 com a equipe cruzmaltina neste sábado (19).

A equipe mineira venceu o primeiro jogo, na Arena MRV, e tinha vantagem de 1 gol para o duelo deste sábado.

Vegetti, cobrando pênalti, abriu o placar para o Vasco aos 37 do primeiro tempo. O gol de empate do Galo, e da classificação para a decisão, saiu dos pés de Hulk, aos 36 da etapa final.

Agora, o Atlético-MG aguarda pelo vencedor do duelo entre Corinthians e Flamengo, que se enfrentam neste domingo (20), na Neo Química Arena. O rubro-negro tem a vantagem por ter vencido o primeiro jogo por 1 a 0.

Em atualização




PL e PT têm mais candidatos no 2º turno, com favoritismo à direita

Foto: Reprodução

Eleitores voltarão às urnas no próximo domingo (27) para definir o segundo e último capítulo das eleições municipais de 2024 com um roteiro bem similar ao do primeiro. Apesar de PL e PT terem o maior número de candidatos nas 51 cidades com campanha em andamento, o favoritismo maior está à direita.

Os municípios que terão segundo turno para a definição do próximo prefeito somam 22% do eleitorado nacional e englobam 15 das 26 capitais estaduais.

O PL de Jair Bolsonaro e de Valdemar Costa Neto é o campeão de nomes em disputa por essas grandes cidades, 23. O longínquo segundo lugar é do PT de Lula, com 13.

O resultado do primeiro turno e as pesquisas e projeções do segundo apontam, porém, que apesar de o PT ainda figurar nesta segunda fase como um dos principais concorrentes, a preponderância nessa eleição é da direita e da centro-direita.

Um resumo do primeiro turno pode ser dividido entre o mapa geral das mais de 5.500 prefeituras do país e, depois, o cenário nas 103 maiores cidades, aquelas que reúnem quase 40% do eleitorado nacional.

Na disputa geral, o PSD levou a melhor, com 878 prefeituras, desbancando por pouco o reinado que o MDB (847 prefeitos eleitos) exercia eleição após eleição nos grotões. Em seguida vieram PP (743), União Brasil (578), PL (510) e Republicanos (430). O PT ficou na nona posição, com 248 eleitos, recuperando-se levemente dos tombos verificados nas disputas de 2016 e 2020.

Nos grandes centros urbanos, que é onde os partidos têm seus principais quadros e investem seus maiores recursos, o PL foi vencedor do primeiro turno. Elegeu dez prefeitos e manteve outros 23 candidatos na disputa.

A seguir, vieram os mesmos cinco do painel geral, com algumas mudanças de posição: União Brasil (8), PP (7), PSD (6), MDB (5) e Republicanos (4). O PT ficou em décimo, com 4 eleitos.

À exceção do PT e de parte do oposicionista e bolsonarista PL, o conjunto desses partidos se destaca, na maior parte, pela ausência de diretrizes ideológicas coesas e por um forte componente fisiológico, com foco em emendas parlamentares e cargos, contemplando em seus quadros o chamado “centrão”.

Tirando o PL, todos os cinco ocupam ministérios no governo Lula, além, obviamente, do PT.

Das 13 cidades em que o partido de Lula disputa o segundo turno, algumas derrotas são dadas como muito prováveis, como a da candidata Maria do Rosário em Porto Alegre.

O principal nome defendido pelo PT nessa eleição nem da sigla é e também enfrenta um cenário dificílimo: Guilherme Boulos (PSOL), candidato de Lula em São Paulo, aparece 18 pontos percentuais atrás de Ricardo Nunes (MDB) na mais recente pesquisa do Datafolha.

As principais apostas para tentar minimizar o péssimo resultado são Fortaleza, Natal, Cuiabá e Mauá.

“Eu acho que para o Lula ficou bom. Vamos pegar duas cidades emblemáticas, né? Rio de Janeiro e Recife [que reelegeram Eduardo Paes, do PSD, e João Campos, do PSB]. Se você pegar Belo Horizonte [Fuad Noman, do PSD], está indo bem”, diz Jilmar Tatto, secretário de comunicação do PT, citando nomes de fora do partido, mas que são aliados de Lula.

“Tem que pegar um por um, depois da eleição, e começar a articular o palanque de 2026 [da candidatura de Lula à reeleição], vinculado a reestruturação do governo, já pensando a eleição de 2026.”

O presidente do PT de São Paulo, Kiko Celeguim, diz que o partido está no páreo nas três cidades que disputa o segundo turno no estado. Mauá, Diadema e Sumaré.

“Os números estão mostrando uma recuperação, mas muito aquém do que já fomos. O nosso desejo é voltarmos a ser o que fomos antes de 2013, mas não tem como fazer essa comparação porque depois de 2013 houve uma mudança radical na composição e no papel dos partidos.”

Já o PL de Bolsonaro tem ao menos 10 de seus 23 candidatos nos grandes centros ou favoritos ou disputando palmo a palmo.

Pesquisa Quaest divulgada na quinta-feira passada (17), por exemplo, mostrou Emília Corrêa (PL) 20 pontos percentuais à frente de Luiz Roberto (PDT) em Aracaju (SE), o que pode dar ao partido de Valdemar ao menos três capitais —a sigla já levou Rio Branco (AC) e Maceió (AL) no primeiro turno.

O partido ainda disputa em situação de empate ou próximo de empate em Fortaleza, Manaus, Cuiabá, Belo Horizonte, Palmas e Goiânia, entre as capitais.

Valdemar credita o sucesso a Bolsonaro, que se filiou ao partido em 2021 e catapultou a escalada do partido de médio para grande. “É o Bolsonaro. Bolsonaro é um fenômeno.”

Já o PSD de Gilberto Kassab aposta as principais fichas na reeleição do prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman, que tem aparecido nas pesquisas ligeiramente à frente de Bruno Engler (PL), e em Eduardo Pimentel em Curitiba.

Integrantes da cúpula do partido dizem ter expectativa de superar o MDB não só em prefeituras, mas também em população governada.

O MDB tem três nomes com grande favoritismo nas nas maiores capitais do país. Além de Nunes em São Paulo, Sebastião Melo em Porto Alegre e Igor Normando em Belém.

O União Brasil (resultado da fusão de DEM e PSL) tem nomes fortes em Goiânia, Natal e Campo Grande.

O PP é favorito para levar João Pessoa. O Republicanos, que reelegeu Lorenzo Pazolini em Vitória no primeiro turno, está em cinco disputas nessa segunda fase, mas em nenhuma capital.

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Casa Civil vai gastar R$ 550 mil com envio de equipe para acompanhar COP29 no Azerbaijão

Fachada do Estádio Olímpico de Baku, no Azerbaijão, onde ocorrerá a COP29, conferência do clima da ONU – Aziz Karimov – 18.out.2024/Reuters

A Casa Civil vai gastar cerca de R$ 550 mil em diárias e passagens para o envio de 11 servidores a Baku, capital do Azerbaijão, onde ocorrerá a COP29, a conferência global do clima das Nações Unidas.

A justificativa é que a missão “representa uma oportunidade ímpar de treinamento para a equipe da Secretaria Extraordinária para a COP30”, que acontecerá no ano que vem em Belém. A ONU é a organizadora da conferência.

A previsão de gastos apenas com diárias é de cerca de R$ 420 mil, variando de R$ 26 mil a R$ 51 mil por servidor, conforme o tempo de permanência em Baku.

Segundo a Casa Civil, os custos com diárias são regidos por um decreto e são destinados a cobrir custos de hospedagem, alimentação e deslocamentos durante o trabalho em missão institucional internacional.

A conferência acontecerá de 11 a 22 de novembro. De acordo com o Diário Oficial da União, o período mínimo de afastamento será de 15 dias e pode chegar a 27 diárias —sendo esse o caso de cinco servidores. Outros quatro participantes da comitiva terão direito a 18 diárias.

O tempo de permanência da delegação do Pará, estado que sediará a conferência em 2025, é bem menor. Serão seis dias em Baku, de 10 a 16 de novembro. A comitiva será composta de 27 pessoas, incluindo o governador Helder Barbalho (MDB) e a vice-governadora, Hana Ghassan Tuma (MDB).

Em nota, o governo do Pará afirmou que a delegação será integrada pela equipe do Comitê Estadual da COP30, dedicado à organização do evento no Brasil, pelo time que conduz os programas de meio ambiente, consultores e funcionários de comunicação.

O evento tem como objetivo principal a formulação de uma nova meta de financiamento das ações climáticas. A nova fórmula deverá substituir a promessa, feita no Acordo de Paris, de aporte de US$ 100 bilhões por ano para medidas contra mudanças climáticas em países pobres.

A conferência do Azerbaijão vive ainda sob a expectativa sobre se será possível alcançar avanços significativos após a reunião climática nos Emirados Árabes Unidos, no ano passado.

Na COP28, em Dubai, pela primeira vez o documento com as resoluções finais citou explicitamente os combustíveis fósseis. Os países se comprometeram a construir sistemas de energia que se afastem destas fontes poluentes.

O Azerbaijão é um importante produtor de petróleo e gás do mundo.

Como anfitrião do evento em 2025, o governo do Pará fará uma apresentação sobre experiências do estado com ações de combate ao desmatamento e fomento a atividades de baixa emissão de carbono como alternativas para a criação de uma economia verde para os países florestais.

Em 2023, a delegação estadual que foi a Dubai tinha 38 integrantes. Para este ano, a missão do Pará é menor porque a expectativa é que a conferência de Baku seja mais enxuta do que a ocorrida nos Emirados Árabes.

Já pela delegação da Casa Civil, viajarão o secretário extraordinário para a COP30, Valter Correia, diretores e gerentes de projetos. O currículo dos integrantes da comitiva inclui três arquitetos, um policial federal, dois jornalistas e uma especialista em indigenismo.

Procurada, a Casa Civil afirmou que “os 11 servidores que viajarão integram a Secretaria Extraordinária para a COP30, que é responsável pela organização da conferência no Brasil”.

Ainda segundo a Casa Civil, eles estarão em Baku para acompanhar os preparativos e a realização da COP29, além de participar de reuniões estratégicas, com o objetivo de que “o Brasil esteja totalmente alinhado com os padrões e exigências internacionais”.

“Essas interações são fundamentais para assimilar as boas práticas, bem como evitar as experiências deficitárias”, diz.

Segundo a Casa Civil, “as tarefas preveem observações e debates” relacionados, por exemplo, a hospedagem, logística, segurança, tecnologia e comunicação.

Questionado sobre o custo de diárias e as datas, o governo afirmou que “os objetivos a serem alcançados com as observações técnicas e articulações necessárias a cada diretoria determinaram os servidores designados para compor a missão e os respectivos tempos de permanência”.

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Bolsonaro reage a notícia de indiciamento: “PF criativa do Alexandre”

Jair Bolsonaro reagiu à notícia de que será indiciado no inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado em 2022, após a derrota para Lula. O ex-presidente afirmou que nunca tomou nenhuma providência para decretar Estado de sítio no país, conforme constava na minuta golpista encontrada com seu ex-ajudante de ordens Mauro Cid e apresentada por ele aos comandantes militares.

“É mais uma da PF criativa do Alexandre [de Moraes]. Não existe decreto de Estado de sítio. O presidente que quiser decretar Estado de sítio deve enviar uma exposição de motivos pro Congresso, ouvir o Conselho da República e o Conselho da Defesa. Cadê a exposição de motivos? Não tem, porque nunca tomei nenhuma medida concreta sobre isso”, afirmou, no telefonema que fez para a coluna Guilherme Amado, do portal Metrópoles, às 6h50 de sábado (19/10), para comentar a notícia.

Bolsonaro disse que uma eventual condenação sua é para “reforçar a inelegibilidade”, já decretada por ele. “Querem se garantir com uma condenação”, disse.

A despeito dos arroubos que teve durante seu governo, o ex-presidente disse que nunca desrespeitou a Constituição, livro que, segundo ele, era sua “leitura de cabeceira e de banheiro”.

“Eu estudei toda a Constituição desde que assumi. A Constituição tem que ser a leitura de cabeceira ou ficar no banheiro. Eu leio no banheiro. Era minha leitura de cabeceira e de banheiro. Sempre falei nas quatro linhas, nunca fiz nada fora”, afirmou.

Bolsonaro disse que não há nada de concreto contra ele: “Os caras estão fazendo uma tempestade dentro de uma garrafa plástica”.

A Polícia Federal vai indiciar, em meados de novembro, o ex-presidente; os ex-ministros e generais Augusto Heleno e Walter Braga Netto; o ex-comandante da Marinha e almirante Almir Garnier Santos; o ex-ministro Anderson Torres; e o ex-ministro Paulo Sérgio Nogueira, entre outros. Os seis serão indiciados no inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado, após a derrota para Lula, em 2022.

A Polícia Federal considera ter elementos que mostram a participação dos seis na trama golpista colocada em prática ao longo de 2022, e, em especial, após o resultado do segundo turno da eleição daquele ano.

Mensagens encontradas recentemente pela PF ligam Bolsonaro à minuta golpista que implementava instrumentos jurídicos que permitiram contestar o resultado das eleições, à margem da Constituição. No texto, encontrado posteriormente com o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cid, constava o decreto de Estado de Sítio e de uma Operação de Garantia da Lei e da Ordem.

A situação de Bolsonaro também foi agravada pela confirmação dos ex-comandantes do Exército, general Marco Antonio Freire Gomes, e da Força Aérea Brasileira (FAB), tenente-brigadeiro do ar Carlos Baptista Júnior, de que Bolsonaro os pressionou a aderir a um golpe de Estado para se manter no poder.

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