Militares deixam parlamento após rejeição de decreto de lei marcial na Coreia do Sul
A Constituição sul-coreana prevê que a declaração de lei marcial pode ser revogada por maioria parlamentar
Último Segundo

Os militares e autoridades policiais que ocupavam o prédio da Assembleia Nacional da Coreia do Sul deixaram o local após os parlamentares rejeitarem o decreto de lei marcial proposto pelo presidente Yoon Suk Yeol. A saída ocorreu de forma pacífica, encerrando uma das tensões mais marcantes no parlamento do país em décadas.
O decreto foi derrubado por unanimidade, com 190 parlamentares presentes, de um total de 300 membros do parlamento. A Constituição sul-coreana prevê que a declaração de lei marcial pode ser revogada por maioria parlamentar.
Após a votação, Woo Won-sik, presidente da Assembleia Nacional, declarou: “O presidente deve suspender imediatamente a lei marcial de emergência após a votação pela Assembleia Nacional. Agora, a declaração de lei marcial de emergência é inválida”.
A declaração de lei marcial pelo presidente Yoon Suk Yeol transferia os poderes civis para o comando militar, fechava o Parlamento, restringia atividades políticas e limitava a disseminação de informações na imprensa.
Segundo o presidente, a medida era necessária para “limpar elementos pró-Coreia do Norte” do país.
“Declaro lei marcial para proteger a livre República da Coreia da ameaça das forças comunistas norte-coreanas, para erradicar as desprezíveis forças anti-estado e pró-norte-coreanas que estão saqueando a liberdade e a felicidade do nosso povo, e para proteger a ordem constitucional livre”.
A oposição, no entanto, acusou o presidente de usar o decreto como represália contra o Parlamento, após rejeição de sua proposta orçamentária e a aprovação do impeachment de membros de seu gabinete.
A votação ocorreu sob forte tensão. Tropas militares tentaram barrar o acesso de parlamentares ao prédio, o que levou alguns congressistas a entrar pelas janelas para garantir a realização da sessão.
Após o resultado, as forças militares se retiraram do local, mas alguns permanecem na área externa para conter manifestações populares.
Reação da população
A declaração de lei marcial provocou protestos em frente ao Parlamento. Manifestantes entoavam gritos como “Abram a porta”, em oposição à medida presidencial, sendo dispersados pelas forças policiais.
Este foi o primeiro decreto de lei marcial na Coreia do Sul desde o fim da ditadura militar, no final da década de 1980.

O processo que pede a realização de um plebiscito para a definição do nome da Capital da Paraíba foi adiado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba – TRE-PB. O documento está sob relatoria do desembargador Oswaldo Trigueiro do Vale Filho, que pediu o adiamento para a próxima sessão em virtude da sua ausência.


O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (Progressistas), denunciou, nesta segunda-feira (2), a existência de um esquema de trabalho escravo e exploração de trabalhadores na orla da capital. Segundo ele, o esquema seria mantido por alguns empresários que contratam pessoas sem carteira assinada. O gestor fez questão de afirmar que não irá “admitir em hipótese alguma”.
Dois homens foram executados nesse domingo (1º) na Grande João Pessoa, em crimes sem relação entre si. Os casos aconteceram em Cabedelo e em Santa Rita e em ambos os casos as vítimas foram mortas a tiros.
O governador da Paraíba, João Azevedo (PSB), fez uma visita ao Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa neste domingo (1º) após o incêndio que atingiu a unidade.