Cícero Lucena se licencia nesta segunda (25); Léo Bezerra assume Prefeitura de João Pessoa

Cícero revelou que sua licença envolve viagens a Brasília e São Paulo

Cícero Lucena e Léo Bezerra
Cícero Lucena se licencia e Léo Bezerra assume prefeitura de João Pessoa nesta segunda-feira (25) (Foto: Divulgação / PMJP)

O prefeito de João PessoaCícero Lucena (Progressistas), se licenciará do cargo nesta segunda-feira (25), passando a gestão municipal ao vice-prefeitoLéo Bezerra (PSB). O anúncio foi feito na última quinta-feira (21), com a justificativa de compromissos oficiais e alguns dias de descanso.

Cícero revelou que sua licença envolve viagens a Brasília e São Paulo. Na capital federal, o objetivo é buscar recursos para projetos da cidade, enquanto, em São Paulo, o prefeito participará de reuniões com uma instituição francesa para discutir parcerias nas áreas de cultura e educação.

“Eu tô indo descansar carregando pedra. Eu tô indo pra Brasília para continuar em busca de mais recursos para a cidade de João Pessoa, depois vou a São Paulo também ter uma participação com a instituição francesa para ampliar essas parcerias, já que agora temos a mobilidade urbana, queremos também para a área cultural, para a educação, porque dessa forma nós vamos fazer cada vez mais ações em favor da cidade de João Pessoa”, afirmou Cícero.




PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Ainda o Pavilhão do Chá Sérgio Botelho

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PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Ainda o Pavilhão do Chá
Sérgio Botelho – Se obedecido o projeto original, o que deveria existir no centro da Praça Venâncio Neiva, inaugurada em 21 de julho de 1917, pelo governador Camilo de Holanda — que presidiu a Paraíba entre 1916 e 1920 —, seria um rink (sic) de patinação. Homenageando o primeiro presidente republicano da Paraíba, que governou o estado entre 1889 e 1891, a praça, junto a diversas outras iniciativas de melhoria e ampliação da cidade, na época, resultaram do grande volume de recursos que iam sendo produzidos pelo algodão e pela cana de açúcar.
Sem falar na produção de café, que vigorou até a segunda década do Século XX, na região de Bananeiras. A praça Venâncio Neiva serviu para organizar o espaço, ao lado do Palácio do Governo, de péssima figuração urbana, um grande terreno baldio, segundo notícias veiculadas pela imprensa da época. Quando do seu governo, o presidente João Pessoa (1928-1930), resolveu dar outra conotação à Praça Venâncio Neiva. Nesse sentido, encomendou projeto (somente inaugurado após sua morte) para a construção de prédio, em substituição ao conceito do rink de patinação, destinado a um serviço de chá, à moda inglesa.
A construção, obedecendo a estilo oriental (com inspiração na história da origem chinesa do chá), levou o nome de Pavilhão do Chá. Ao longo do tempo, foi local de exposição, bar, restaurante e sorveteria. Hoje não é nada, além de um prédio marcante, e que chama muito a atenção. Mas precisa ser, pois será vizinho de um importante museu, a funcionar no velho Palácio da Redenção, com obras bastante adiantadas, afora a Praça João Pessoa, o Tribunal de Justiça, a Academia de Comércio, o coreto da própria praça, e um belo casario na lateral Avenida General Osório. Um verdadeiro memorial ao ar livre da cidade!
Ao fundo, belo casario na General Osório, ainda de pé!
Sérgio Botelho- Jornalista, poeta, escritor



“AINDA ESTOIU AQUI”, UM FILME IMPACTANTE Poe Rui Leitão

Publicado no jornal A UNIÃO edição de hoje

“AINDA ESTOIU AQUI”, UM FILME IMPACTANTE

Assisti ao filme “AINDA ESTOU AQUI”, dirigido por Walter Salles e protagonizado por Fernanda Torres e Fernanda Montenegro em diferentes fases da vida, como também por Selton Mello, no papel do ex-deputado Rubens Paiva. A película teve roteiro baseado no livro autobiográfico de Marcelo Rubens Paiva, com destaque para a força com que sua mãe, Eunice Paiva, enfrentou o drama de ser uma mulher que perdeu o marido, sequestrado e morto pela ditadura militar, em 1970, assumindo, não só a responsabilidade de cuidar, sozinha, dos cinco filhos, órfãos de pai desaparecido, como também se tornando uma ativista dos direitos humanos, lutando, incansavelmente, pela verdade sobre o paradeiro de seu marido.

O filme é impactante e está sendo exibido em todos os cinemas do país num momento muito oportuno, quando se faz necessário desenvolver uma luta para anular o esforço da extrema direita nacional em silenciar e apagar da nossa memória, a experiência traumática que a sociedade brasileira viveu nos chamados “anos de chumbo” da ditadura militar. O entulho autoritário e a ideologia dos militares da época permanecem latentes até a contemporaneidade, fazendo com que estejamos sempre vendo a nossa democracia ameaçada de novos golpes.

“AINDA ESTOU AQUI” provoca os expectadores a fazerem uma profunda reflexão sobre um tempo que deixou tristes marcas. Muitas pessoas permanecem, até hoje, sem ter notícias dos seus familiares desaparecidos após serem presos. Causa indignação constatar que os crimes cometidos nesse período, continuam impunes, nos oferecendo a convicção de que a anistia produz movimentos de renovação dos atos golpistas pelos mesmos criminosos.

Foi emocionante ver o público, que se fazia presente no cinema, ao final da exibição do filme, gritar “ditadura nunca mais”, “sem anistia para os criminosos”, numa manifestação de desaprovação ao legado ideológico do regime de força imposto pelo golpe de 1964. Preservar a memória histórica relacionada à ditadura é fundamental para que sejam evitadas novas práticas ditatoriais.

Cada vez mais me convenço do quanto isso se torna importante e urgente. Os brasileiros que não experimentaram os 21 anos em que o país esteve mergulhado num regime de exceção, fortemente marcado pela supressão de direitos e pelas arbitrariedades praticadas pelo Estado, têm o direito de conhecer, em detalhes, o que aconteceu nesse período, criando, assim, condições de promover reparação simbólica para aquelas e aqueles que sofreram.

Tenho procurado fazer a minha parte. Em 2013 publiquei o livro “1968 – O Grito de Uma Geração ” que narra, em ordem cronológica, tudo o que ocorreu naquele ano. Em dezembro lançarei novo trabalho literário de resgate da memória desse tempo sombrio de nossa história, intitulado ‘Eu Vivi a Ditadura Militar”, com o propósito de contribuir para despertar uma consciência coletiva de reconhecimento dos traumas acarretados à sociedade brasileira pela ditadura militar instaurada pelo golpe de 1964. Rever essa fase truculenta de nossa história é colaborar com o fortalecimento do processo democrático que vem sendo atacado.

Por Rui Leitão- Advogado, jornalista, poeta, escritor




Conselheira tutelar é morta a tiros em Bayeux, na Grande João Pessoa

Uma conselheira tutelar identificada como Rejane, mais conhecida como Professora Rejane, morreu após ser baleada na noite desta sexta-feira (22) em Bayeux, região metropolitana de João Pessoa. O crime ocorreu na Rua Gilvan Noberto da Silva, no bairro Comercial Norte. O principal suspeito do disparo é seu companheiro, o sargento da Polícia Militar identificado como Paiva, que teria tirado a própria vida logo após o ocorrido.

De acordo com informações preliminares, o filho de Rejane encontrou o casal ferido dentro de casa e acionou socorro. Ele conseguiu levar a mãe para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Bayeux, mas ela não resistiu aos ferimentos.

O sargento Paiva era lotado no 7º Batalhão da Polícia Militar da Paraíba e também atuava no Centro de Educação da corporação. A Polícia Militar foi acionada e está investigando as circunstâncias do caso, registrado por volta das 18h.

Equipes da Polícia Civil e da Perícia Criminalestiveram no local para realizar os primeiros levantamentos. O caso está sendo tratado, inicialmente, como um possível feminicídioseguido de suicídio. A motivação do crime ainda é desconhecida.

As investigações continuam para esclarecer os fatos.

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