Moraes mantém prisão de delegado acusado do assassinato de Marielle

Ministro do STF determinou avaliação de saúde de Rivaldo Barbosa.

Moraes mantém prisão de delegado acusado do assassinato de Marielle

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes manteve nesta sexta-feira (17) a prisão do delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa, preso em função das investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco.

Moraes rejeitou pedido de soltura feito pela defesa do delegado. De acordo com os advogados, Barbosa pode responder às acusações em liberdade por não oferecer riscos à investigação.

Apesar de manter a prisão, o ministro determinou que a administração do presídio federal de Brasília avalie o estado de saúde de Rivaldo e informe se há necessidade de atendimento médico especializado.

Além do delegado, o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, Domingos Brazão, e o deputado federal (União-RJ), Chiquinho Brazão, foram denunciados ao Supremo pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por homicídio e organização criminosa. Todos estão presos por determinação de Moraes pelo suposto envolvimento no assassinato da vereadora.

Segundo as investigações, o ex-chefe da Polícia Civil deu orientações, a mando dos irmãos Brazão, para realização dos disparos contra Marielle e o motorista Anderson Gomes.

A procuradoria argumenta que a vereadora foi executada para proteger interesses econômicos de milícias e desencorajar atos de oposição política.

“Foi Rivaldo quem orientou a todos a não executar o crime em trajeto que partisse ou seguisse para a Câmara Municipal, para dissimular a motivação política do crime”, diz a denúncia.

Após a apresentação da denúncia, a defesa de Rivaldo Barbosa questionou a credibilidade dos depoimentos de delação premiada do ex-policial militar Ronnie Lessa, réu confesso do assassinato e que apontou o delegado e os irmãos Brazão como participantes do crime.

Agência Brasil




Roberto Carlos não morreu, mas herdeiros já brigam por patrimônio

Aos 83 anos, Roberto Carlos vive drama em família 2 anos após morte do filho, Dudu

FOTO: YOU TUBERoberto Carlos

Roberto Carlos

Aos 83 anos, completados em 19 de abril, e ainda mais recluso após as mortes do filho Dudu Braga e da fiel secretária Carminha, o cantor Roberto Carlos vive um drama com a briga por herança entre os netos.

O “Rei” perdeu o filho, Dudu, em setembro de 2021 em consequência de um câncer de peritônio (a membrana que reveste o abdômen).

A morte do radialista e produtor artístico aos 52 anos, desencadeou uma briga na família.

Valeska Sostenes Braga disputa com os enteados Giovanna e Pietro o montante estimado em R$ 2,6 milhões, entre imóveis e um carro.

Além dos bens materiais, a briga principal é pelos direitos autorais da música As canções que você fez pra mim. Os direitos sobre o sucesso, de 1968, agora pertencem a viúva de Dudu, o que fez com que Roberto Carlos não cantasse mais a música.

Giovanna e Pietro acusam a madrasta, que vive com a caçula Laura, de 8 anos, até de levar os móveis de um dos apartamentos. Eles também afirmam que não conseguem pagar as despesas dos imóveis listados no inventário em meio à disputa judicial.

Roberto Carlos segue recluso e até o momento não se pronunciou.

Com informações da Fórum




Marina anuncia novo órgão federal para operar na prevenção de desastres

Um dos pontos do plano será a possibilidade de decretar emergência permanente

FOTO: REPRODUÇÃO
Ministra Marina Silva

Ministra Marina Silva

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, quer um novo órgão federal como operador do futuro plano de prevenção de desastres que está sendo elaborado pelo governo.

O órgão ficaria responsável pela implementação, gerenciamento e fiscalização do plano. “É preciso ter um operador”, disse Marina.

A ministra evita chamar esse novo órgão de Autoridade Climática, proposta de autarquia que constava de seu plano de governo como candidata presidencial em 2022 e depois incorporada pelo petista Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno da campanha. A Autoridade Climática jamais saiu do papel.

“O nome não me importa”, afirmou a ministra, evitando fixar um prazo para a apresentação do plano. Ela disse que ministérios como o do Desenvolvimento Regional e o de Ciência e Tecnologia, além de sua própria pasta, já estão discutindo a formatação do plano de maneira “colaborativa”.

Embora haja sentido de urgência em sua elaboração, observou Marina, trata-se de um desafio complexo porque não há muitas experiências internacionais do gênero.

“É algo inovador. Não temos um rascunho para nos espelharmos. O mundo todo está aprendendo a lidar não só com o desastre, mas com a prevenção”.

Um dos pontos do plano — que ela chama de “marco legal” ou “estatuto da emergência climática” no Brasil — será a possibilidade de decretar emergência permanente em pelo menos 1.942 municípios suscetíveis a eventos ambientais extremos.

Com isso, cria-se legalmente espaço para ações continuadas como obras de drenagem, contenção de encostas, infraestrutura adequada e sistemas de alerta com garantias de recursos orçamentários — e, possivelmente, alguma excepcionalidade fiscal.

Haverá necessidade de aval legislativo para a proposta, mas o Congresso Nacional tem se notabilizado pela aprovação de medidas que vão na linha de diminuir ou flexibilizar políticas ambientais.

Marina disse ver a tragédia no Rio Grande do Sul como uma “pedagogia do luto” para o Congresso, capaz de provocar mudança permanente de postura na análise de projetos que afetam o meio ambiente.

“Eu acredito, infelizmente, na força do aprendizado pela dor”, concluiu a ministra.

Com informações da CNN