Tiroteio próximo a presídio deixa um morto e outro ferido na Capital 

Na tarde desta sexta-feira (25), um tiroteio nas imediações da Penitenciária de Segurança Média Juiz Hitler Cantalice, situada no bairro de Mangabeira, em João Pessoa, deixou um homem morto e outro ferido por disparos de arma de fogo.

Penitenciária de Segurança Média Juiz Hitler Cantalice, no bairro de Mangabeira (Foto: Reprodução)

A vítima fatal foi identificada como Wagner Vicente da Silva Rosário, um indivíduo em situação de prisão provisória, que ainda aguardava julgamento. Infelizmente, ele não resistiu aos ferimentos ocasionados pelos tiros e veio a óbito no local do incidente. Por sua vez, Leandro da Silva, também atingido pelos disparos, foi atendido por equipes médicas e encaminhado ao Hospital Ortotrauma, devido a um tiro no pé.

A Gerência Executiva do Sistema Prisional informou que Wagner Vicente era preso provisório e ainda não tinha sido condenado. Já Leandro da Silva é detento do regime semiaberto. Ambos estavam prestes a colocar tornozeleira eletrônica.

Até o momento não há informações sobre como teria acontecido o tiroteio. A suspeita é que as vítimas não tinham nenhuma ligação. O detento Leandro teria sido baleado por engano. Policiais militares e penais estão no local para localizar os suspeitos pelo crime.




PF descobre que segurança de Lula estava em grupo de Zap golpista; GSI exonera

Por Andréia Sadi e Matheus Moreira — São Paulo

 

O presidente Lula — Foto: Adriano Machado/Reuters

O presidente Lula — Foto: Adriano Machado/Reuters

A apreensão do celular de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, levou a Polícia Federal a descobrir que um segurança presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva estava em um grupo de whatsapp com militares da ativa que defendiam um golpe de Estado e que faziam ameaças ao ministro Alexandre de Moraes.

Segundo informações apuradas pelo blog, o tenente Coronel André Luis Cruz Correira estava no grupo que, entre outros, tinha Mauro Cid como membro.

Assim que descobriu a informação, a PF levou o caso ao Palácio do Planalto —que mandou demitir Correia.

Correia é subordinado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e, segundo integrantes do governo, atuava na segurança direta de Lula. Ele chegou, inclusive, a participar de viagens recentes com o presidente, como a da Bélgica.

A descoberta da presença de Correia no grupo de WhatsApp golpista turbinou a guerra de desconfiança nos bastidores entre PF e o GSI.

A PF defende, desde o ano passado, que a segurança presidencial seja feita pela Polícia Federal. No entanto, para evitar desgaste com militares, Lula ordenou um modelo híbrido: com GSI no comando.

Nos bastidores, o GSI trata o episódio envolvendo Correia como mais um capítulo dessa briga —e integrantes do gabinete afirmam que o tenente coronel não pode ser julgado por integrar o grupo sem saber se houve interação ou participação ativa dele nas conversas.

Já investigadores da PF se dizem incrédulos com mais um capítulo de desconfiança envolvendo o GSI, que já teve integrantes envolvidos nos ataques de 8 de janeiro.

Além disso, volta à cena a revelação de que Mauro Cid estava no email de ajudância de ordens da Presidência. O GSI informou, à época, que abriria uma sindicância para apurar o caso e que não cabia ao gabinete fazer a limpeza nesse tipo de email. No entanto, até o momento, o governo não explicou de quem era a responsabilidade.

Na PF, a avaliação é a de que só o fato de que um segurança que lida com a proteção da vida do presidente da República compor um grupo criado para dar um golpe de Estado é grave e preocupante.

Inclusive, investigadores têm a informação de que o coronel Correia teria pedido ajuda para Cid para conseguir uma realocação da Bahia para Brasília —o que, de fato, aconteceu.

No GSI, fontes ouvidas pelo blog afirmam que não foi um pedido de ajuda —mas uma consulta sobre vagas disponíveis na capital federal. Tudo isso aconteceu em março deste ano, após os atos golpistas de 8 de janeiro.

Correia só foi designado para a segurança de Lula no final de março.

Procurado pelo blog, o ministro do GSI, general Marcos Antonio Amaro dos Santos, confirmou a saída de Correia da segurança presidencial e disse que se trata de uma exoneração, não uma demissão. Ele também disse desconhecer a existência de um relatório da PF que indique que Correira estava em grupo golpista.

Questionado sobre se sabia da existência do relatório da PF que indica a presença de Correia em um grupo golpista, o general disse desconhecer a informação. Ele também afirma que Cid não tinha como ajudar Correia a entrar no GSI.

“Não conheço. Não tinha [informações sobre o relatório da PF]. Eu acredito que não teria ajuda para ele [Correia] vir para cá [GSI]. Quem define quem vem para cá, de acordo com os critérios de seleção, é o comando do Exército. É o gabinete do comandante do Exército. [O ingresso no GSI] não é por indicação pessoal, não”, disse ao Blog.

Amaro contou também que o GSI planeja uma reestruturação no órgão que deve ser publicada já na próxima semana.