Carla Zambelli é alvo no Conselho de Ética após denúncias de hacker
Em seu depoimento à CPMI dos atos antidemocráticos, Walter Delgatti Neto apontou envolvimento direto do ex-presidente Jair Bolsonaro, da deputada Carla Zambelli e outros aliados do Palácio do Planalto em uma conspiração para levar à cabo um golpe de Estado.
Delgatti afirmou à CPMI que se encontrou com Carla Zambelli e Bolsonaro, numa reunião na qual o então presidente da República pediu ao hacker que assumisse a autoria de um grampo ilegal que teria sido feito contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
O encontro teria sido aceito, segundo Delgatti, mediante uma promessa de emprego que Zambelli lhe teria feito.
“Apareceu a oportunidade da deputada Carla Zambelli de um encontro com o Bolsonaro. Ele queria que eu autenticasse a lisura das eleições e, por ser o presidente da República, eu fui ao encontro. Eu estava desamparado, sem emprego, e ofereceram um emprego a mim. Por isso que fui até eles”, declarou Delgatti.
Ele afirmou ainda que a deputada Carla Zambelli lhe pediu para invadir sites de órgãos do Poder Judiciário, com o objetivo de criar uma imagem de fragilidade do sistema das urnas eletrônicas, por meio da criação de um código-fonte falso.
O código falso, sugerido por interlocutores do PL, serviria para criar fake news e insuflar a revolta popular por meio de vídeos falsos em que as urnas supostamente mostrariam pessoas tentando votar em Bolsonaro, enquanto o voto seria registrado para Lula.
Tudo isso teria ocorrido após Bolsonaro perguntar a Walter Delgatti se seria possível invadir, de fato, o sistema eleitoral, e receber “não” como resposta. Além de Bolsonaro e Carla Zambelli, o hacker também apontou a presença do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, no encontro.
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Lula Marques/ EBC – 02/08/2023