João avalia cobrança do PSB a Cícero e situação de Romero em Campina; vídeo
Por Maurílio Júnior
O governador João Azevêdo (PSB) refutou nessa segunda-feira (31) a cobrança de setores do PSB por espaço na gestão do prefeito Cícero Lucena (PP) em João Pessoa.
Em entrevista a Luís Torres, na TV Arapuan, João afirmou não gostar de fazer política pensando em cargos.
“Até porque como governador tem espaços no próprio governo, o PSB tem espaços no próprios governos, não é isso. Tem político que só vive pensando em cargos, mas não faço político dessa forma. O que me interessa são políticas e ações, aí sim é importante”, pontuou.
João Azevêdo também comentou sobre o cenário político de Campina Grande. Ele afirmou que poderá apoiar uma candidatura própria do PSB ou de um partido aliado.
Perguntado sobre o deputado federal Romero Rodrigues (Podemos), João diz ter uma boa relação com o ex-prefeito, mas diz que não esperará por ele.
“Não sei se Romero será candidato, não tenho a mínima ideia. Não vi Romero dizer que será candidato”, disse.
Cícero Lucena é vice-líder em ranking de prefeitos do Nordeste com maior engajamento nas redes sociais
Ranking foi divulgado nesta terça-feira e faz parte de um levantamento da agência de marketing digital Ativaweb
Cícero Lucena, prefeito de João Pessoa (Foto: Reprodução)
O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (Progressistas), é o segundo prefeito de capitais do Nordeste com o maior engajamento nas redes sociais. O ranking foi divulgado nesta terça-feira (1º) e faz parte de um levantamento da agência de marketing digital Ativaweb.
Como visto pelo ClickPB, o engajamento verificado no ranking foi calculado com a soma das curtidas, comentários, salvamentos e compartilhamentos de interações recebidas nas publicações dos perfis dos prefeitos, dividida pelo número total de seguidores do perfil.
No ranking, o prefeito de Recife, João Campos, aparece na primeira posição com 4,03%; Cícero Lucena é o segundo, com 2,03%; e João Henrique Caldas, prefeito de Maceió, é o terceiro, com 1,47%.
Adriano exige presença de deputados na ALPB e diz que participação online precisa ser justificada
Os deputados estaduais que participarem das sessões na Assembleia Legislativa da Paraíba de forma online, ou seja, remota, terão que apresentar justificativa. Foi o que informou na manhã desta terça-feira (1º) o presidente da Casa, o deputado Adriano Galdino, ocasião em que ressaltou que cada vez mais será exigida a forma presencial nas sessões.
“Nas sessões, a forma presencial será a regra. O sistema híbrido vai continuar, mas de forma justificada. Os deputados ficam sabendo que a regra é estar presente na forma presencial na sessão. Quando não houver a possibilidade de estar presente , que use o sistema online, o sistema remoto. Mas, essa forma online, remota, precisa está justificada, o porque de não estar presente”, declarou Adriano Galdino.
Ele citou como exemplo, na sessão de hoje, os parlamentares da região de Cajazeiras, que não compareceram presencialmente por conta da solenidade que está acontecendo na cidade para comemorar o primeiro voo da Azul no município.
“É natural que eles (os deputados de Cajazeiras) possam participar de forma online. Então, quando houver uma justificativa, tudo bem. Mas vamos cada vez mais exigir a forma presencial nas sessões”, completou.
Lula inicia 2º semestre de olho em articulações e ‘calmaria’ na Câmara
Petista quer tranquilidade em aprovação de pautas e já prepara minirreforma ministerial para abarcar Centrão no Planalto
Por
João Vitor Revedilho
Leticia Martins
Canal Gov – 25/07/2023
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retoma negociações para formar base sólida na Câmara dos Deputados
A retomada dos trabalhos do Congresso Nacional nesta terça-feira (1º) deve agitar os corredores de Brasília, com foco no Centrão, que entrou na mira do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para melhorar a articulação na Câmara dos Deputados. O petista disse a interlocutores que quer iniciar o segundo semestre com o ‘pé direito’ e com mais tranquilidade para aprovar pautas de interesse do Palácio do Planalto.
Os primeiros seis meses de mandato de Lula foram de sustos e crises contidas com a interferência do presidente nas articulações. Com um Congresso mais à direita, a cúpula petista encontrou dificuldade em formar uma coalizão, teve derrotas em decretos e quase viu seus ministérios se desfazerem em claro sinal de desgaste.
Sinalizações sobre a falta de articulação foram feitas pelos parlamentares e o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), precisou intervir para mandar indiretas públicas contra os ministros Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e Rui Costa (Casa Civil), ambos responsáveis pela relação entre Planalto e Congresso. A pressão sobre Lula era forte e o Congresso passou a cobrar uma reforma ministerial.
“O Executivo percebeu a sua dificuldade no parlamento, dificuldade alertada por diversas vezes pelo presidente da Câmara, Arthur Lira e foi atrás de fazer essas conexões para aumentar essa base”, afirma o cientista político Magno Karl.
“O governo termina o primeiro semestre com uma entrega significativa, foi um teste entre o Executivo e o Parlamento. O que a gente pode ver a partir de agora é uma organização mais orgânica dentro do parlamento, porque apesar de conseguir aprovar pautas importantes, pautas de seu interesse na Câmara e no Senado, o custo em emendas dessas aprovações foi muito alto para o Executivo”, completa.
Para reverter o quadro, Lula mira no Progressistas e no Republicanos, que devem embarcar em ao menos dois ministérios do Palácio do Planalto. Enquanto o partido de Lira quer o Desenvolvimento Social para André Fufuca, o Republicanos está de olho na pasta do Esporte para Silvio Costa Filho.
As negociações devem ser retomadas ainda nesta semana, já que Lula está resistente em liberar as duas pastas. O petista tenta oferecer Portos e Aeroportos e Ciência e Tecnologia para os partidos, mas não descarta uma reorganização ministerial para abarcar as duas legendas.
“Uma vez que o Centrão passe a fazer parte do governo, e essa expectativa aumenta a cada dia com as notícias de reaproximação entre Republicanos e PP, a expectativa é que as coisas fiquem mais fáceis para o governo e que o Centrão colabore com as pautas do governo”, explica Karl.
Para o cientista político Antônio Lavareda, a iminente entrada de novos partidos na base do governo marca a formação de uma “quarta coalizão” desde a posse de Lula e deve trazer boas perspectivas ao governo.
“A primeira foi a formação da chapa com o Alckmin, a segunda a inclusão do MDB e União Brasil no projeto e a terceira o governo de transição. A entrada do Republicanos e Progressistas não deve alterar muita coisa para o governo, já que ambos votaram favoráveis em projetos de interesse. A entrada dos dois dará maior estabilização e talvez até ampliação dentro da bancada”, completa o cientista político Antônio Lavareda.
Se confirmada a entrada de Progressistas e Republicanos, o governo terá uma base de 350 deputados para aprovar pautas de interesse do Planalto. Com a base sólida, Lula conseguirá aprovar Propostas de Emenda à Constituição (PEC) sem enfrentar resistências e poderá aumentar sua tropa de choque em Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI).
“Uma vez que o Centrão passe a fazer parte do governo, e essa expectativa aumenta a cada dia com as notícias de reaproximação entre Republicanos e PP, a expectativa é que as coisas fiquem mais fáceis para o governo e que o Centrão colabore com as pautas do governo”, afirma Magno Karl.
“O Centrão é um campo que se caracteriza por ter ideias específicas e costumam fazer com que os interesses fiquem bastante claros para os governos os quais servem, então eles dizem qual o ministério, agência, estatal que os interessa. Uma vez que esse interesse seja atendido, eles não costumam causar dificuldades para o governo”, completa.
Embora o governo consiga formar maioria na Câmara e no Senado, a cúpula petista nos bastidores admite preocupação da influência bolsonarista nos partidos. Progressistas e Republicanos fizeram parte da linha de frente no governo Jair Bolsonaro (PL) e tem aliados de primeira ordem do ex-presidente em seus quadros.
Enquanto o Progressistas conta com a senadora Tereza Cristina (MS) e os deputados Evair Vieira de Melo (ES), Clarissa Tércio (PE) e Coronel Telhada (SP) como filiados, o Republicanos tem a senadora Damares Alves (DF) e o presidente da CPI do MST na Câmara, Tenente-Coronel Zucco (RS) em sua base. Nos bastidores, há o receio de que a entrada das legendas no Planalto acabe por aumentar a temperatura bolsonarista e que se tenha uma articulação para manchar a imagem do governo na CPI.
“Essa quarta coalizão, se a gente prestar atenção, traz todo o universo partidário, salvo os segmentos mais bolsonaristas. Ou seja, é uma coalizão que faz todo sentido sobretudo depois do 8 de janeiro com todos esses partidos de direita, mas com perfil mais digamos democrático se solidarizar com o governo, com executivo e com os outros dois poderes, o próprio legislativo, judiciário e repudiando o que ocorreu no oito de janeiro”, afirma Lavareda.
“É uma coalizão que, na verdade, constitui uma frente democrática. Não há como não ser positiva para o governo. Para encarar essa agenda desse segundo semestre, onde você precisa ainda consolidar a questão do arcabouço fiscal, fechar a rotação da reforma tributária. E fazer avançar a agenda Legislativa”, completa.
Deputados veem Lula fortalecido
Desde o início do recesso parlamentar, Lula tem conversado com deputados e senadores para chegar a um consenso sobre as pautas prioritárias do governo neste segundo semestre. O petista está de olho em pautas econômicas, como a Reforma Tributária e o arcabouço fiscal.
Ambos os projetos foram aprovados na Câmara, mas devem voltar à Casa após a tramitação no Senado. A ideia do governo é ter as duas propostas aprovadas até o começo de setembro.
Deputados relataram ao iG que veem Lula mais fortalecido neste segundo semestre e que tem conseguido controlar a tentativa de Arthur Lira de interferir no governo. Na visão dos parlamentares,
“A minha postura é de independência, alisando projeto a projeto, mas não vejo grandes dificuldades para o governo. Temos pautas importantes para ser votados, como o arcabouço e a Reforma Tributária. É importante ressaltar que nos últimos meses houve uma mudança na relação entre Congresso e governo, em que a Câmara e o Senado ganharam maior protagonismo”, afirma Ricardo Silva (PSD-SP).
“A nossa expectativa é que realmente o segundo semestre, no legislativo, possa avançar mais, até por conta de que próprio Lula está cuidando das articulações com os partidos de Centro. Devemos aprovar matérias importantes e queremos agilizar a tramitação da LDO e LOA de 2024. Com a abertura de diálogo por parte do presidente Lula, acho que nós teremos um segundo semestre mais favorável ao Governo”, completa André Figueiredo (PDT-CE), líder do maior bloco de partidos na Câmara.
Entretanto, há aliados de Lula e deputados do Centrão resistentes com Alexandre Padilha e acreditam que o ministro de Relações Institucionais não deve durar tanto tempo no cargo. Mesmo que o Lula o defenda, a avaliação dos deputados é que o sucesso por trás da articulação política se deve ao próprio presidente da República e que o atraso na saída de Padilha poderá afetar pautas governistas.
Lula paz e amor
Se no primeiro semestre Lula tem sido mais combativo ao bolsonarismo, no segundo é esperado um presidente mais calmo contra adversários. Pelo menos é o que aliados esperam do petista.
Lula tem sido orientado a segurar as críticas e focar nas pautas econômicas no Congresso Nacional. Pessoas próximas ainda têm alertado que o “combate” vai contra a promessa dele de campanha em pacificar as relações.
O cientista político Magno Karl concorda com aliados de Lula e vê a necessidade de segurar a sinalização aos eleitores mais de esquerda para agradar aqueles mais ao centro, que deram votos ao petista no segundo turno.
“O terceiro mandato de Lula começou de uma forma diferente do que se imaginava. Durante a campanha, nós vimos o candidato Lula paz e amor, que buscava compor com diferentes campos políticos, que buscava sinalizar que o seu mandato seria de pacificação do país, de reconstrução do país, de acabarmos com as brigas políticas, certamente se referindo a divisão que aconteceu no país durante as eleições. Não é isso que nós temos visto”.
“Apesar da atuação do ministro da Economia, Fernando Haddad, tentando ser uma ponte entre o governo e o setor financeiro, nós vemos Lula bastante combativo, sinalizando bastante para a sua base na esquerda e um pouco menos para os grupos de Centro que acabaram o apoiando no segundo turno. Ou seja, havia uma promessa de pacificação que não me parece ser a tônica desse início de mandato. Me parece que Lula faz muito mais gestos a sua base na esquerda do que para outros campos políticos”, completa.
PT da PB avança na consultas às bases e nas dúvidas sobre as eleições de 2024
PT avança na consultas às bases e nas dúvidas sobre as eleições de 2024 (Foto: Reprodução/ Instagram)
A Executiva estadual do PT avançou com sua caravana pelo interior, ouvindo as bases sobre propostas para fortalecimento da democracia, consolidação do governo Lula e tática eleitoral para as eleições de 2024.
O último encontro ocorreu em Cajazeiras, fim de semana. Havia representações de 14 cidades do Alto Sertão, com destaque para Sousa e Cajazeiras, que estão entre as maiores do Estado.
No Sertão, só falta agora a plenária de Catolé do Rocha. Outros encontros já programados são os de Monteiro, que reunirá os petistas do Cariri,; Guarabira , com filiados do Brejo, e João Pessoa, que atrairá também representações de cidades do litoral sul e do litoral norte.
Embora a plenária de João Pessoa seja diferenciada pela maior concentração de filiados e militantes, podendo influenciar no posicionamento final, parece já ser possível adiantar algumas tendências nas propostas e sugestões apresentadas até aqui, conforme observações de dirigentes petistas.
Os filiados querem que o partido volte a disputar eleições legislativas de no maior número de municípios. O objetivo é voltar a ter uma boa representação de vereadores. O PT já contou mais de 120 parlamentes e hoje tem aproximadamente 20. O entendimento é que o partido não participa da política estadual sem disputar as eleições municipais.
Outra sugestão discutida em todas as plenárias realizadas é a do PT lançar candidatos a prefeito onde for possível. Um problema verificado é que faltam condições objetivas de disputar na maioria das cidades. Faltam quadros para lançar como candidatos. O PT está imprensado entre grupos locais de situação e oposição, sem perspectiva de construir uma terceira força.
Em função dessa realidade, vai crescendo a ideia de que será praticamente impossível indicar uma tática majoritária para as eleições do próximo ano. O mais provável é que o indicativo seja o de lançar candidato onde for possível e fazer alianças onde faltar condições de disputa, o que deverá ocorrer na maioria dos municípios paraibanos.
Existe uma inclinação para se recomendar que, prioritariamente, as alianças sejam celebradas com partidos do campo da esquerda, especialmente com o PSB, que integra a aliança e o governo Lula.
O problema é que partidos de direita também estão apoiando ou estão em vias de indicar ministros para o governo Lula, o que gera certa confusão na militância. Em nome da governabilidade do governo Lula, não seria correto abrir mão da disputa em cidades nas quais partidos de direita estejam concorrendo com forças bolsonaristas?
Esse é um dos pontos mais melindrosos da discussão sobre a tática eleitoral a ser adotada em 2024, sobretudo quando estiverem em jogo alianças com candidatos do Progressistas, Republicanos e União Brasil, que devem fazer acordo com o governo nos próximos dias. Já dá para imaginar que a polêmica mais acirrada vai ocorrer em relação às eleições em João Pessoa.
Não será fácil um entendimento nem uma decisão sobre a questão da posição do PT na Capital. Existe respeito ao governador João Azevedo, mas muitas dúvidas quanto ao apoio ao prefeito Cícero Lucena.
Apesar de haver recomendação da direção nacional para a consulta às bases que está sendo realizada, avalia-se internamente que a tática eleitoral, incluindo a política de alianças, será definida e cantada pelo núcleo político do governo Lula, em Brasília .
Interessante a ebulição registrada nas bases do PT no momento. Existe, entre muitas correntes, o anseio de volta ao tempo em que as candidaturas eram decididas no voto da militância em cada cidade. Mas existe também a consciência de que há necessidade de montar a base para Lula governar e poder disputar a reeleição em 2026 com segurança. Esse será, certamente, o fundamento da tática eleitoral a ser definida pelo PT.
No que diz respeito especificamente a João Pessoa, vários dirigentes já acreditam que a decisão sobre candidatura a prefeito ou não dependerá em muito do governador João Azevedo.
www.reporteriedoferreira.com.br/Por T5
Boi invade partida de campeonato de futebol e causa correria na PB; veja vídeo
Boi invade partida de campeonato de futebol e causa correria na PB; veja (Foto: Reprodução/ YouTube)
No último domingo (30), um fato inusitado marcou o jogo entre Picuiense e Campinense, válido pelo Campeonato Paraibano Sub-15, no Distrito de Roma, na cidade de Bananeiras, interior do estado. Um boi invadiu o campo durante o intervalo da partida, causando uma grande confusão com torcedores e jogadores.
A invasão do animal surpreendeu a todos, levando a gritaria e correria. Os pais e mães dos jogadores, assim como os próprios atletas, abandonaram o gramado para se protegerem da fúria bovina. Felizmente, apesar do susto, não foram registrados feridos.
Ruan Batista, um dos torcedores que estava acompanhando a partida, relatou: “Foi muita gritaria. Os pais e as mães correndo. Os garotos abandonaram a partida e correram. Até que os populares conseguiram pegar o touro e colocaram ele no curral de novo.”
Vale destacar que o campo onde ocorreu o jogo não possui arquibancadas nem vestiários, o que fazia com que os times e torcedores aguardassem ao redor do gramado o reinício da partida após o intervalo.
Apesar do momento de tensão, a invasão do boi durou cerca de três minutos. O proprietário do animal agiu rapidamente e conseguiu prendê-lo novamente, retirando-o do local.
Após a confusão, a partida foi retomada, e o Campinense venceu o Picuiense por 2 a 0. Os jogadores voltaram ao gramado e finalizaram o jogo sem novos incidentes.
A cena inusitada foi registrada em vídeo. Confira!
www.reporteriedoferreira.com.br/Por T5
Zanin assume cadeira no STF na próxima quinta; veja o que esperar
Ex-advogado de Lula assume o posto de Ricardo Lewandowski
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iG Último Segundo
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redacao@odia.com.br (Agência Brasil)
Cristiano Zanin
O advogado Cristiano Zanin assume como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima quinta-feira (3), no lugar do ministro Ricardo Lewandowski.
A sessão está marcada para às 16h e deve durar cerca de 15 minutos. O ritual é ministrado pela presidente do Supremo, ministra Rosa Weber, que abre a solenidade. Em seguida, haverá execução do Hino Nacional brasileiro.
A solenidade prevê que o ministro mais antigo da Corte, Gilmar Mendes, e o mais novo, André Mendonça, devem conduzir o ministro ao plenário, onde acontece o juramento de cumprir a Constituição.
Em seguida, haverá leitura do Termo de Posse. Depois que a presidente do STF e Zanin assinarem o termo de posse é que ele será efetivamente declarado ministro por Rosa Weber.
Advogado formado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Cristiano Zanin Martins ganhou notoriedade por ter participado da defesa do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante a Operação Lava Jato .
Aos 47 anos, o piracicabano, hoje, atua em seu escritório, que defende grandes nomes do mercado como a Americanas, por exemplo.
Formado em 1999, Zanin é especialista em direito processual civil e chegou a lecionar na Faculdade Autônoma de Direito (FADISP), em São Paulo.
Advogado da família de Lula desde 2013, o paulista atuou durante as investigações da Lava Jato de forma conjunta com os advogados criminalistas José Roberto Batochio e Luiz Felipe Mallmann de Magalhães na defesa do petista.
Luiz Gonzaga: Fugiu de casa e virou rei
Nascido no sertão de Pernambuco, Luiz Gonzaga completaria 100 anos neste mês de dezembro. Cantou a pobreza e a riqueza de sua terra
Vitor Nuzzi, Revista do Brasil
“Esse negócio de matar gente no sertão já foi trabalho mais maneiro. Menos pra eu. Quis matá um home, me lasquei. Levei uma surra tão danada, uma surra caprichada por meu pai e minha mãe, que arribei de casa. Dezoito anos incompletos, 1930. Ingressei nas Forças. Revolução como diabo, tiro como diabo, nunca dei nenhum. Eu queria ser era artista…”
Gonzaguinha viveu longe do pai. Reconciliaram-se em 1980 e fizeram a turnê ‘Vida de Viajante’, 1980/81. (Foto: Arquivo)
Em poucas palavras, o próprio Luiz Gonzaga do Nascimento contou o início da trajetória que o coroaria Rei do Baião. Apaixonado por uma moça de sua cidade – Exu, no sertão pernambucano –, ele tomou umas doses, aditivou a valentia e ameaçou de morte o pai da donzela, que o chamou de “tocadorzinho”. No fim, não matou ninguém e apanhou dos próprios pais, seu Januário e dona Ana, conhecida como Santana. Filho bandido em casa? Nem pensar.
A surra doeu no corpo e na alma: o garoto vendeu a sanfona e se mandou, alistou-se no Exército e ganhou o mundo. Foi ser artista no Rio de Janeiro. Em 13 de dezembro, faria 100 anos. Morreu em 1989, aos 76.
Foi nomeado Luiz com z por ter nascido no Dia de Santa Luzia; Gonzaga por causa do sobrenome do santo Luís; e Nascimento por vir ao mundo no mesmo mês que Jesus. Era o segundo de nove filhos. O pai tinha a rotina dura da roça, mas também era famoso na região – o Sertão do Araripe, quase na divisa do Ceará – por tocar e consertar sanfonas. Dona Santana vendia cordas de sisal na feira e era voz marcante nas novenas. Depois da surra e da fuga, Gonzaga voltou para casa já famoso, em meados dos anos 1940, mas não escapou da bronca.
Luiz Lua Gonzaga
https://youtu.be/BjRDWv9O3b4
Conheça Exu, a cidade natal de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião
Escrito por Antônio Rodrigues, verso@verdesmares.com.br 00:00 / 31 de Julho de 2019. Atualizado às $editedDateHour / 02 de Agosto de 2019
Às vésperas de completar 30 anos da partida de Luiz Gonzaga, o jornalista Antônio Rodrigues revisita a terra natal do autor de Asa Branca, clássico feito em parceria com o cearense Humberto Teixeira
Foto: FOTO: ANTÔNIO RODRIGUES
Um trio com sanfona, triângulo e zabumba, em um posto de gasolina, nos “recepcionava” tocando “A Morte do Vaqueiro”. Assim foi minha chegada a Exu, por volta de 9 horas, no sábado passado (27/8). À medida que surgiam visitantes, de passagem para Serrita, onde acontece a tradicional Missa do Vaqueiro, os pares se formavam nas calçadas e ruas para dançar. Homem com mulher. Mulher com mulher. Homem com homem.
Essa animação é comum no Município, sobretudo, neste meio de ano e em dezembro, mês de aniversário do filho mais ilustre: Luiz Gonzaga do Nascimento (1912 -1989). Por causa do “Rei do Baião”, o forró pode ser visto em cada esquina exuense.
Do lado pernambucano da Chapada do Araripe, vizinho ao Crato, no Ceará, formou-se esse pequeno município de 31 mil habitantes. Com mais da metade da população morando na zona rural, a economia local se dá, principalmente, pela agricultura e pecuária. Contudo, a terra onde também nasceu Bárbara de Alencar, a heroína da Revolução Pernambucana, consegue viver na sombra do sanfoneiro. “Posto Gonzagão”, “Farmácia Aza Branca”, “Rua Assum Preto”. Por todos os lados, há referências ao homem que popularizou o xote e o baião. O único lugar em que encontro tantas citações a um só personagem é a minha terra, Juazeiro do Norte, e sua devoção quase “onipresente” ao Padre Cícero.
Quase sempre – eu segui este roteiro – a visita começa pelo Parque Aza Branca – propositalmente escrito com ‘Z’ de LuiZ e de GonZaga – , onde o “Rei do Baião” ergueu sua fazenda, às margens do Açude Itamaragi. Lá, ficam o Museu do Gonzagão, sua casa, a casa onde o pai dele, Januário, passou os últimos dias e o mausoléu no qual o artista está sepultado. Cerca de 20 mil pessoas visitam o local por ano.
Legenda: Joquinha Gonzaga, sobrinho de Luiz Gonzaga, com réplica ao fundo da casa de reboco que serviu de inspiração a uma de suas músicas Foto: FOTO: ANTÔNIO RODRIGUES
O Museu do Gonzagão, idealizado quando o “Rei do Baião” ainda era vivo, reúne objetos pessoais, certificados, títulos, medalhas, troféus e prêmios que recebeu ao longo da carreira. Além disso, possui sanfonas que o acompanharam em momentos marcantes, como a visita do Papa João Paulo II, em Fortaleza, em 1980, e o último instrumento que empunhou antes de morrer.
“Minha sanfona, minha voz, o meu baião, este meu chapéu de couro e também o meu gibão, vou juntar tudo, dar de presente ao museu”, e como prometeu na música “A Hora do Adeus”, tudo isso está lá. Por um pedido do filho Gonzaguinha é proibido fotografar o espaço.
A poucos passos dali, chegamos a sua casa, que ainda reúne outros objetos pessoais, como louças, porta-retratos, cama, guarda-roupas. Bem próximo, Gonzaga construiu uma pousada para receber amigos e artistas. Do outro lado, está a residência que ergueu para seu pai, Januário, quando deixou de morar no distrito de Araripe, para ficar na sede de Exu. Lá, também há peças como a cadeira de rodas que o mestre dos oito baixos usou antes de morrer. No mausoléu, está sepultado ao lado da esposa, Helena Cavalcante, do pai, Januário dos Santos, da mãe, Ana Batista de Jesus, dona Santana, e do irmão, o instrumentista Severino Januário. O espaço foi idealizado por Gonzaguinha (1945-1991).
https://youtu.be/cIX0Yx3xgyA
Mais à frente, uma réplica da “Casa de Reboco”, como cantou, chama atenção dos turistas e é alvo de fotografias. Se você tiver sorte, como aconteceu comigo, lá conversei com o cantor instrumentista Joquinha Gonzaga, sobrinho de Gonzagão e que, desde 1975 até os últimos dias de vida do “Rei do Baião”, o acompanhou tocando nos shows. “Eu ando muito na aba do meu tio assim como muitos andam. Ele é uma referência”, define. “Então vou por aí, por esse mundo, vou usando essa herança do meu tio e do vovô”, gravou para definir esse DNA da música na família.
“Todo artista que se lança, principalmente daqui do Nordeste, pensa em Luiz Gonzaga. É como se ele não tivesse morrido. Me orgulho muito, porque participei da história dele. Não imaginava que ele seria essa potência, essa ‘empresa’. Ele emprega muita gente, fazendo camisa, chapéu de couro, gibão, outros cantando, tocando sanfona. Até aqueles que imitam ele ganham dinheiro”, diz Joquinha, demonstrando como a economia de Exu, aos poucos, referencia-se no músico.
Em uma prosa que durou cerca de 40 minutos, Joquinha só é interrompido para tirar fotos com turistas, que percebem a semelhança do sobrinho, usando o tradicional chapéu de couro de vaqueiro, com o parente ilustre. “Tio Gonzaga quando tava aqui mandava fazer a comida. A primeira coisa, tinha que ser no fogão a lenha. Segundo, ele criava bode, carneiro, galinha de capoeira, porque gostava muito da comida típica, da terra dele. E isso ele valorizava também na região onde passava. Se tocava no Rio Grande do Sul, por exemplo, queria sempre comer churrasco”.
O Parque Aza Branca hoje é o principal ponto turístico de Exu. Localizado na BR-122, quem cruza Pernambuco com destino ao Ceará ou vice-versa, costuma parar por lá. Uma estátua de Gonzaga, junto à sanfona branca, atrai logo a atenção.
Nesse espaço, também que conversei com outros turistas e partilhei com um deles esse sentimento: “Sempre me encantei pela história de Luiz Gonzaga. Pude observar que Exu é uma cidade pequena, pacata, como outra qualquer, mas tem esse privilégio. Aqui nasceu um rei. O poder público precisa de mais investimento, até pelo legado que ele deixou”, acredita Lourenço Gouveia, vendedor autônomo, que viajou de Recife para conhecer a cidade.
Legenda: Acervo pessoal do Luiz Gonzaga Foto: FOTO: ANTÔNIO RODRIGUES
‘Meu Relicário’
Outra dica importante é ir até o distrito de Araripe, a cerca de 12 quilômetros da sede do Município. Foi lá onde nasceu Bárbara de Alencar, na Fazenda Caiçara, em 1760. A poucos metros dali, 152 anos depois, veio ao mundo Luiz Gonzaga do Nascimento, o único dos nove herdeiros que não carrega os sobrenomes dos pais, Januário dos Santos e Ana Batista de Jesus. “Luiz”, porque nasceu no mesmo dia que celebra Santa Luzia (13 de dezembro); “Gonzaga”, sugestão do vigário que o batizou, porque também homenageia São Luís de Gonzaga; e “Nascimento”, por ter nascido no mesmo mês que Jesus Cristo. Seu batismo ocorreu na Capela de São João Batista, que permanece viva na história do distrito de Araripe.
Um monumento marca a chegada do “Rei do Baião” ao mundo, vizinho ao histórico casarão do primeiro “Alencar”, que pisou o sertão pernambucano. É nesse chão de terra, onde morou até os 17 anos, antes de fugir para servir ao Exército em Fortaleza, que Gonzaga cresceu. Muitas de suas músicas, como “No meu pé de serra” (em parceria com o cearense Humberto Teixeira), que batizaria o gênero que o consagrou, são inspiradas no Araripe.
Depois de rodar o País, já fazendo sucesso, retornou, em 1946, e protagonizou a história da canção “Respeita Januário”. Ao bater à porta de casa, pedir um copo d’água a seu pai, ouvir o tibungado do caneco no fundo do pote e dizer: “Não tá me reconhecendo? É Gonzaga, seu filho”, logo ouviu: “Isso é hora de chegar em casa, moleque?”, retrucou seu pai. A mesma casa continua de pé, tombada pela Secretaria de Cultura de Pernambuco e fica aberta à visitação no mês de dezembro.
Legenda: Casa de Januário, onde Luiz Gonzaga cresceu Foto: FOTO: ANTÔNIO RODRIGUES
Perseverança
Mantido pela Organização Não Governamental Parque Aza Branca, o espaço onde fica o Museu de Luiz Gonzaga em Exu conta com 13 pessoas trabalhando, desde vigilantes, guias e atendentes. Uma das formas de mantê-lo são as vendas de produtos ligados ao artista, como camisas, chaveiros, chapéus de couro, e o ingresso no Museu. Com falta de apoio do poder público, a ONG busca ajuda de músicos para relembrar, neste dia 2 de agosto, os 30 anos de morte do “Rei do Baião”. Por causa da data, todas as pousadas estão reservadas. “O fã nunca falha. Sempre está aqui prestigiando. O público sempre se renova, sempre traz alguém”, conta o presidente da ONG, Júnior Parente. Em 13 de dezembro, data de aniversário de nascimento de Gonzagão, o movimento é tão grande que os moradores alugam suas casas para receber os turistas.
Na terra natal
A “Cavalgada da Saudade”, às 16 horas, e a “Missa da Saudade”, às 18 horas, são destaques na programação desta sexta-feira, 2 de agosto, em Exu, quando a cidade lembra os 30 anos da partida do filho mais famoso. As ações integram a terceira edição da Mostra Cultural Gonzaguiense, realizada até o próximo sábado. Na interessante programação, hoje tem exibição do filme “O menino que fez o museu”, de Sérgio Utsch, com a presença do protagonista, Pedro Lucas Feitosa (veja matéria na página 5). Mais informações na página da Mostra Cultural Gonzaguiense
Como chegar
O Aeroporto Regional do Cariri (Juazeiro do Norte) recebe voos de diversas capitais, como Fortaleza e Recife. Ele é o ponto de chegada por via aérea mais próximo a Exu, distante cerca de 80 km e aproximadamente 1h15 min. Sugiro alugar carro para fazer bate-volta. Um dia é suficiente para conhecer a cidade. De ônibus, o trecho Juazeiro- Crato- Exu é feito pela Viação Pernambucana
Nas proximidades
Aproveite a visita a Exu para explorar também o Cariri cearense, com sua exuberante Chapada do Araripe e sua cultura popular. Não deixe de conhecer as cidades de Crato, Juazeiro e Barbalha.
Confira mais informações de roteiro turístico
Onde se hospedar
Em Exu, há algumas pousadas, mas se sua intenção é fazer um bate-volta, sugiro optar pela rede hoteleira disponível no Cariri cearense.
Mais informações sobre onde ficar na região Sul do Ceará
Museu de Luiz Gonzaga
A entrada custa R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia). Endereço: Rodovia Asa Branca, Km 38, Rodovia BR- 122 | Gonzagão Exu – Pernambuco Fone: (87) 3879-1295 Horário de visitação: de terça-feira a domingo, de 8h às 17h.
Legenda: A equipe de reportagem: Antônio Rodrigues, Toni Sousa e Laerton Xenofonte, em frente à Capela de São João Batista
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Aos 82 anos morre Lilia das Mangueiras, ex-proprietária de lendário prostíbulo em Cajazeiras
Morreu na tarde desta terça-feira (20), em sua residência, no Bairro das Capoeiras, zona sul de Cajazeiras, a senhora Maria de Jesus, a Lilia das Mangueiras, alegados 82 anos. Natural de São José de Piranhas, Lilia manteve, por mais de quatro décadas, o lendário prostíbulo Boite das Mangueiras.
Grávida de três meses, Lilia chegou em Cajazeiras no final da década de 1950. Sem outras opções, triste e revoltada, resolveu se prostituir e ganhar fácil com a beleza. Frequentou alguns cabarés da cidade até decidir montar o seu próprio estabelecimento no contorno da BR-230.
Em 1998, a Câmara Municipal de Cajazeiras negou-lhe o título de Cidadã Cajazeirense, uma propositura do vereador Severino Dantas. A repercussão foi imensa, chegando a ser matéria do programa Fantástico, da TV Globo, quando recebeu o simbólico diploma de “A mulher que ensinou Cajazeiras a amar”.
Hostilizada por setores conservadores e preconceituosos da sociedade cajazeirense, Lilia era considerada uma mulher generosa, ajudando e acolhendo pessoas carentes sempre que lhe procuravam. Ela também foi proprietária do Dallas Motel, instalado em anexo à sua boate. Em 2019, foi homenageada pelo bloco carnavalesco Cafuçu de Cajazeiras.
Os detalhes do sepultamento ainda não foram divulgados por familiares.
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Raimundo Ferreira, o “Forasteiro” POR JOSÉ ANTÔNIO
Raimundo Ferreira, o “Forasteiro”
POR JOSÉ ANTÔNIO
Ofinal da década 50 e toda a de 60 foi muito promissora para a cidade de Cajazeiras, uma nova fase da modernidade começava a despontar, ainda com a força do algodão. Algumas conquistas no setor comercial se avolumavam e os serviços se ampliavam.
A sociedade civil e as lideranças se uniam em defesa do abastecimento d’água, da telefonia, da ampliação da rede bancária, da manutenção das linhas aéreas, da permanência do trem e tinha até uns “visionários” que criaram as Faculdades de Medicina e de Filosofia, Ciências e Letras.
Com a instalação do Banco Industrial de Campina Grande, o comércio ganha um novo fôlego, já que a principal praça de abastecimento de Cajazeiras era a cidade de Campina Grande, matriz deste banco, para cuja filial vieram não só bons gerentes, mas verdadeiros líderes, dentre eles Wilson Rodrigues, que por sua expressão econômica se engajou na luta por muitas conquistas de nossa cidade.
No meio empresarial começou a despontar um novo empresário, com visão de futuro, arrojado e corajoso, inteligente e de excelente poder de articulação, além de ser um excelente orador, que aos poucos se consolidou economicamente, com experiências adquiridas no vizinho estado do Ceará, de onde se originou: Raimundo Ferreira.
Foi pioneiro no transporte de passageiros para o sul e centro-oeste do Brasil, cuja empresa, Viação Brasília, se tornou símbolo de prosperidade e um precioso “cartão de visita” de nossa cidade. O seu empreendedorismo foi muito além ao construir um moderno Terminal Rodoviário, que recebeu o nome de seu pai, Antonio Ferreira, em cujo conjunto arquitetônico agregou um hotel, que foi batizado de Esplanada Hotel, em homenagem a JK, de quem era um fã incondicional e amigo pessoal.
Incluído na plêiade de empresários vitoriosos de Cajazeiras, enveredou por outros setores e ao lado de Dom Zacarias, construíram as duas “Vilas” mais famosas da cidade: A Vila Centenária e a Vila do Bispo, fazendo com que a cidade crescesse para o sudeste. Vale ressaltar que Raimundo tinha um grande amigo no clero da Diocese, Monsenhor Abdon Pereira, e os dois comungavam dos mesmos ideais “políticos”, já que Monsenhor tinha uma forte tendência partidária na cidade.
Raimundo participou ativamente da criação da Câmara Júnior, cujo objetivo principal era o de preparar jovens para criar mudanças positivas, preparar novas lideranças e este é um capítulo da História de Cajazeiras que precisa ser resgatada.
E Banda de Música de Raimundo? Esta era o orgulho e a alegria de muitos cajazeirenses, formada só por mulheres, sob a batuta do inesquecível Maestro Cabrinha. Batizou-a de Banda Padre Cícero. E os prefeitos e os padres da região faziam questão de tê-la nas suas festas de emancipação política e das padroeiras. As meninas foram se apresentar até no Palácio do governo e na televisão.
E a Escolinha Brasília? Esta era o xodó dele. Mais de cem crianças estudaram nela, com professores pagos pela Viação Brasília, dentre elas a mestra Mercês Holanda. Ele também se envolveu fortemente com a Escola Profissional Lica Dantas, de quem foi um exemplar colaborador. Assim era Raimundo.
Raimundo sempre foi solidário com as pessoas mais humildes e tinha um generoso coração, a exemplo do que fazia todos os anos no período natalino: saia a distribuir senhas pela periferia com os pobres para que pudessem ter uma ceia de natal, que eram recebidas na Rodoviária, numa festiva manhã. Quantas passagens ele ofertou para que muitos cajazeirenses buscassem uma oportunidade de vida melhor em São Paulo ou Brasília? Ou mesmo vendia-as para quando o cidadão começasse a trabalhar a pagasse em módicas prestações? Enquanto seus negócios cresciam, os empregos se multiplicavam na cidade.
Assim era Raimundo. Um cidadão simples e muito festeiro, ao ponto de se tornar presidente do Clube 1º de Maio, entidade social aberta aos não “ricos” de Cajazeiras, em contraponto ao Cajazeiras Tênis Clube que era frequentado pela elite. E como dirigente proporcionou grandiosos eventos, ao trazer cantores de renome nacional para abrilhantar as festas, como Ângela Maria, Alcides Gerardo, Núbia Lafaiete, Zé Trindade, dentre outros. Era um grande carnavalesco e sempre esteve cercado de belas mulheres, todas de olho no “solteirão”.
Diante de tanto sucesso empresarial, as oposições ficaram de olho e o escolheu em duas oportunidades para ser candidato a prefeito de Cajazeiras. Foram memoráveis campanhas. Na primeira, a certeza da vitória saltava aos olhos de todos. Com uma conduta irrebatível, o único “defeito” que os seus adversários encontraram nele foi o de não ser filho natural de Cajazeiras, então o alcunharam de “Forasteiro”. Um “forasteiro” que morria de amores pela terra que o recebeu de braços abertos. Ele costumava dizer: Cajazeiras me ama e me quer bem, mas na hora de votar se esquece de mim”.
Deixa um legado de muito trabalho na terra de Padre Rolim, que Cajazeiras tem o dever e a obrigação de reconhecer e agradecer.
Raimundo faleceu em Juazeiro do Norte aos 88 anos de vida onde foi sepultado neste último dia 17.