Em entrevista à CNN, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que a inteligência do país obteve informações sobre a adesão dos russos ao motim protagonizado pelo Grupo Wagner no mês passado. Segundo essas informações, o Kremlin estava avaliando o apoio a Yevgeny Prigozhin – chefe do grupo paramilitar, e constatou ter amparo de metade da população.
A insurreição viu os combatentes de Wagner, liderados por Prigozhin, assumirem o controle de instalações militares em duas cidades russas e marcharem em direção a Moscou antes que um acordo secreto com o Kremlin encerrasse abruptamente a rebelião. Prigozhin retirou suas forças e desde então foi exilado em Belarus.
O incidente foi amplamente enquadrado por analistas ocidentais como uma ameaça ao verniz de controle total do presidente russo, Vladimir Putin, com especulações sobre o que isso poderia significar para a guerra enquanto a Ucrânia continua sua lenta contraofensiva.
“Metade da Rússia apoiou Prigozhin. Metade da Rússia apoiou Putin”, disse Zelensky. “Algumas das regiões russas estavam se equilibrando nesse meio tempo sem saber ao certo quem apoiar.”
“Todos nós vemos esse processo que mostra que metade da população russa está em sérias dúvidas”, acrescentou.
Embora o apoio público russo à guerra permaneça alto, essa rachadura foi ilustrada no final da insurreição, quando Prigozhin e seus combatentes Wagner se prepararam para partir da cidade de Rostov-on-Don.
Um vídeo verificado e geolocalizado pela reportagem mostrou o veículo de Prigozhin parando quando um morador se aproximou para apertar a mão do líder de Wagner; ao redor deles, os moradores aplaudiram.
Por Erin Burnett, Yon Pomrenze, Mick Krever e Victoria Butenko, da CNN
Reforma Tributária: Vou pagar menos impostos? O preço dos remédios vai subir? E a cesta básica?
Proposta vai unificar impostos e simplificar o complexo sistema tributário brasileiro. Entenda o impacto no seu dia a dia
O presidente da Câmara, Arthur Lira(PP-AL), afirmou que pretende levar as discussões sobre a Reforma Tributária a plenárionesta quarta-feira e que o primeiro turno de votações sobre a matéria ocorrerá nesta quinta. A proposta vai unificar impostos sobre consumo e simplificar o complexo sistema tributário brasileiro, proporcionando ganhos de produtividade para o país.
Mas, no dia a dia, como a reforma vai afetar os brasileiros? Vamos pagar menos impostos? Os preços de alguns produtos podem subir? O que muda na prática?
Entenda, abaixo, os impactos da Reforma Tributária.
Vamos pagar menos impostos?
O objetivo da Reforma Tributária é simplificar o complexo sistema de impostos no Brasil. Mas, como o país tem uma dívida pública elevada, precisa manter gastos sociais – como em Saúde, Educação e transferência de renda – e retomar investimentos em obras de infraestrutura, não há espaço, na avaliação do governo e dos parlamentares, para reduzir a carga tributária brasileira.
Por isso, segundo o secretário extraordinário da Reforma Tributária, Bernard Appy, economista que se dedica há anos a estudar o assunto e foi um dos mentores da proposta em discussão no Congresso, as mudanças terão efeito neutro no agregado de impostos pagos no país. Ou seja, somando tudo o que o Estado – União e governos locais – arrecadam, o objetivo é não ter acréscimo nem diminuição na soma total.
Mas, em alguns casos e localidades, tributos de certos produtos podem subir e de outros, cair. O setor de serviços, por exemplo, reclama que vai pagar mais impostos.
O relator do projeto na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), refuta essas críticas e diz que, ao pagar menos pelos produtos usados ao prestar seus serviços – por exemplo, um salão de cabeleireiros que vai gastar menos ao comprar xampus e cremes cuja tributação deve cair -, isso seria compensado.
E economistas argumentam que o aumento de produtividade do país será tão grande que, no fim das contas, todos terão ganhos.
A cesta básica vai ser onerada?
Os produtos da cesta básica hoje são isentos de tributos federais, mas pagam ICMS, cujas alíquotas variam em cada estado. A reforma vai unificar os impostos sobre consumo, reunindo os tributos federais (PIS, Cofins e IPI), estadual (ICMS) e municipal (ISS) em dois novos impostos: o IBS (para governos locais) e o CBS (União).
O setor de supermercados alega que o fim da isenção de tributos federais vai ampliar em 60% a tributação sobre a cesta básica. O governo refuta esse estudo e afirma que não haverá este impacto. O texto da reforma prevê que, na unificação dos impostos, haverá alíquota reduzida à metade para alguns itens, como alimentos.
Após pressão da Abras, a associação de supermercados, o relator do projeto, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) sinalizou que poderia adotar uma lista de 34 produtos, incluindo itens também de higiene e limpeza, como água sanitária e fraldas descartáveis, como uma “cesta básica nacional”, que teriam alíquotas reduzidas.
O Imposto de Renda vai mudar? Vou ter mais descontos no salário?
O que está em discussão no Congresso é a chamada primeira etapa da Reforma Tributária, que trata apenas dos impostos sobre consumo.
A tributação sobre renda e patrimônio será objeto de uma nova discussão, que o governo pretende levar adiante no segundo semestre.
Então, neste momento, nada muda no Imposto de Renda.
IPVA, IPTU e impostos sobre herança vão mudar?
Esses tributos incidem sobre patrimônio, não sobre consumo. Mas a primeira fase da reforma prevê mudanças. O IPVA, que hoje é cobrado apenas de veículos terrestres, poderá ser cobrado de iates, lanchas e jatinhos. As alíquotas serão definidas depois, por lei complementar.
O IPVA poderá ter alíquotas diferenciadas também por critérios ambientais. Hoje, isso já acontece no Rio de Janeiro, onde há desconto para carros movidos a Gás Natural Veicular (GNV), combustível menos poluente.
No caso do IPTU, a reforma prevê que o imposto sobre imóveis poderá ter sua base de cálculo atualizada por decreto municipal.
Haverá mudanças para os herdeiros e doadores. O ITCMD, imposto hoje cobrado na transmissão de heranças e nas doações, poderá ter alíquotas progressivas. Ou seja, alíquotas maiores quanto mais caro for o bem ou valor doado/herdado.
Hoje, o tributo cobrado sobre doações e heranças é recolhido em âmbito estadual e no Distrito Federal, com alíquota máxima de 8%. Em alguns estados, como no Rio, há mais de uma alíquota. Em outros, como São Paulo, há uma alíquota única de 4%.
Outra alteração é o lugar de recolhimento do imposto. Hoje, o ITCMD é recolhido onde é processado o inventário. Se a reforma for aprovada do jeito que está, o tributo passa a ser recolhido no estado de residência da pessoa falecida.
No texto da reforma, está prevista também a cobrança sobre heranças no exterior. Atualmente, se o falecido vive fora do Brasil, não há incidência de ITCMD.
E os remédios, ficarão mais caros?
Não. Os medicamentos e dispositivos médicos terão alíquota reduzida em 50%, considerando como base a alíquota de IVA que será aplicada. Como a alíquota de IVA será de 25%, o imposto sobre os remédios será de 12,5%. Mas alguns medicamentos especiais, como os para tratamento de câncer, terão alíquota zerada.
E o preço da gasolina?
Haverá regimes específicos para alguns produtos e serviços. É o caso dos combustíveis, que terá regime monofásico, ou seja, haverá apenas uma cobrança, na refinaria. Hoje, a gasolina, por exemplo, tem ICMS unificado e fixo.
É possível que o texto da reforma inclua a possibilidade de concessão de regime fiscal favorecido para biocombustíveis.
Quando as mudanças entram em vigor?
Uma vez aprovada, a reforma terá uma fase de transição. O novo modelo deve estar plenamente implementado, para todos os tributos, só em 2033.
Fonte: O Globo
Exclusivo: Aos 77 anos morre o radialista Valmir Lima de Sousa, fundador da Difusora Rádio Cajazeiras
Faleceu na madrugada desta terça-feira (04), na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Antônio Targino de Campina Grande, o radialista e advogado Valmir Lima de Souza, aos 77 anos.
Segundo informações dos familiares , Valmir Lima vinha enfrentando sérios problemas de saúde, mas, o quadro de agravou nessa segunda-feira (03), quando o radialista teve que ser socorrido para o hospital, ficando internado na UTI. O quadro se agravou ainda mais e o radialista não resistiu, vindo a falecer na madrugada desta terça-feira ( 04 ).
Valmir Lima era natural de Juazeiro do Norte, estado do Ceará. Iniciou sua trajetória no rádio, na Difusora Rádio Cajazeiras AM (DRC) 1965 . A vinda de Valmir à Cajazeiras também influenciou seus irmãos Vilmar Lima e Jucier Lima ( ambos falecidos) para a radiofonia, contratados para integrar a equipe pioneira da Difusora e trabalharam a exemplo de iêdo Ferreira da Silva, Paulo Roberto da Silva (falecido), Julimar Dias, José Alexandre (falecido) José Gomes ” Badin” (falecido) Rogério de Sousa Assis, Gutemberg de Souza Assis ( ambos filhos de Mozart de Sousa Assis-proprietário da emissora, Gutemberg Bastos (falecido e filho de José Adegildes Bastos ( falecido e diretor da rádio) Maria José Lima ( primeira locutora da rádio), Lacy Nogueira ( falecida ) Lírida Inês, Francelino Soares, Íracles Pires, ( falecida ) Antônio Augusto mais conhecido como Pinguim ( falecido) Rubens Farias ( falecido) , Pedro Gomes, Pedro Pio, Walter Cartaxo,(falecido) Lírida Inês, Iracy Alves e Maria Amélia ( primeiras mulheres sonoplastas da Rádio) entre outros.
Radialista e advogado Valmir Lima de Souza, Empresário Mozart de Souza Assis ( Proprietário da Rádio) Comerciante José Adegildes Bastos ( diretor da Rádio ) 0 trio que forma a trilogia da radiodifusão de Cajazeiras, hoje habitam o reino do Céu.
O radialista e jornalista Iêdo Ferreira da Silva, primeiro funcionário da Difusora Rádio Cajazeiras e, contemporâneo de Valmir Lima na Difusora, também lamentou a morte do amigo, Valmir : ”Valmir sempre me tratou bem, sempre teve um carinho especial comigo.
Valmir era mais do que um irmão pra mim. A notícia da morte dele me arrasou. Eu senti muito a morte de Valmir”, ponderou.
FORMAÇÃO
Valmir Lima era formado em Letras pela FAFIC (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Cajazeiras). Mesmo atuando no rádio, Valmir foi aprovado em um concurso do Banco do Nordeste e foi obrigado a se mudar para o interior do Pernambuco, ficando fora dos microfones, depois regressou definitivamente para a Paraíba. Desta vez, para Campina Grande, voltou também aos microfones nas rádios: Borborema, Caturité e Panorâmica FM, sempre nos horários de folga.
Conciliando o trabalho com os estudos, Valmir decidiu cursar Direito, tendo concluído o bacharelado de ciências jurídicas em Campina Grande. Com o diploma em mãos foi alçado ao cargo de assessor jurídico do Banco do Nordeste em Campina Grande. Há anos, Valmir Lima era aposentado do Banco do Nordeste.
Valmir Lima era casado com a empresária Maria Auxiliadora Albuquerque Lima de Souza, deixa dois filhos, Márcia Rejane de Albuquerque Lima (filha) odontóloga e Márcio Rosemberg de Albuquerque Lima (filho) administrador de empresas
0 sepultamento ocorreu às 17h30 no Cemitério Morada da Paz, na Cidade de Campina Grande. Bancários, profissionais de imprensa, familiares e inúmeros amigos estiveram presentes ao velório de Valmir Lima de Sousa, ocasião em que deram o último adeus ao grande esse grande ser humano.
Filhos, esposa e o Radialista e amigo da família iêdo ferreira (foto)
Na Difusora Rádio Cajazeiras, Valmir Lima se destacou como noticiarista do ” reportercarvatra” além da apresentação do programa Discoteca do Ouvinte.
Cuja característica do Programa era Donga Brincando com Os Velhinhos Transviados.