Em Brasília, João Azevêdo se reúne com ministro Waldez Góes e solicita investimentos em infraestrutura hídrica para a PB

O governador João Azevêdo esteve reunido, nesta sexta-feira (24), em Brasília, com o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, ocasião em que solicitou a conclusão das obras do canal Acauã/Araçagi e da adutora do Pajeú, que beneficiará municípios da Paraíba que enfrentam problemas de abastecimento de água.

O chefe do Executivo explicou que uma nova reunião será realizada na próxima semana para o ministério apresentar a definição do andamento da obra da adutora do Pajeú. “Essa é mais uma ação que faz parte do projeto de integração do Rio São Francisco, atendendo o estado de Pernambuco e algumas cidades da Paraíba que, neste momento, passam por dificuldades de abastecimento”, pontuou.

Em relação ao canal Acauã/Araçagi, João Azevêdo obteve a garantia da liberação de recursos para a conclusão das obras. “Houve um empenho de R$ 50 milhões e o ministro se colocou à disposição de assegurar os recursos de acordo com o andamento da obra, já com a previsão de R$ 180 milhões”, completou.

Por fim, o governador destacou que a reunião com o ministro foi produtiva e trará mais benefícios para o estado. “Foi uma audiência extremamente importante, fomos recebidos de uma forma respeitosa pelo ministro Waldez Góes, que tem um interesse muito grande de ajudar o Nordeste e a Paraíba”, concluiu.

O secretário de Estado da Infraestrutura e dos Recursos Hídricos, Deusdete Queiroga, acompanhou a reunião em Brasília.




Morre sargento da PM baleado durante tentativa de assalto em João Pessoa

Foi confirmada na noite desta sexta -feira (24), pela família e por colegas da corporação, a morte do sargento da Polícia Militar que tentou impedir o roubo de uma moto nas imediações do Mercado Central de João Pessoa. Adeilson Lima da Silva estava à paisana quando a ação criminosa aconteceu. Ele reagiu e conseguiu atingir os suspeitos. Um morreu no local e outro foi socorrido para o hospital de emergência e trauma.

O sargento chegou a passar por processo de reanimação e foi levado para o hospital São Vicente de Paula, em João Pessoa. Segundo amigos e familiares, o policial chegou a ser estabilizado, mas teve algumas paradas cardiorrespiratórias e não resistiu.

De acordo com o hospital, o estado de saúde do suspeito que foi socorrido é estável. Ele levou quatro tiros, um no braço esquerdo e três no braço direito.

Entenda o caso

Um homem morreu durante uma tentativa de assalto no início da tarde desta sexta-feira (24), nas imediações do Mercado Central de João Pessoa. De acordo com a Polícia Militar (PM), o suspeito foi baleado por um policial à paisana, que tentou evitar o crime e também foi atingido em uma troca de tiros.

Conforme a PM, a tentativa de roubo de uma motocicleta ocorreu, na Avenida Almeida Barreto, no Centro, por volta das 13h30. No momento do crime, um policial de folga atirou contra o suspeito que morreu no local. Outro homem apontado pela polícia como cúmplice também foi atingido.

O policial sofreu dois ferimentos na região do tórax e foi socorrido, assim como o outro homem baleado.

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Mutirão para renegociação de dívidas começa nesta segunda; veja como participar

O Mutirão é uma parceria entre o Procon Estadual da Paraíba (PROCON-PB) e as empresas: Empreender-PB, CAGEPA, ENERGISA, escolas particulares, empresas de telefonia (OI, TIM, VIVO), TV por assinatura, Instituições Financeiras, e apoio Senac, CEBRAC, UNIODONTO, São Braz e Iane.

O 48º Mutirão de Renegociação de Dívidasacontece de 27 a 31 de março. O Mutirão será realizado na sede do Procon Paraíba, localizada na Av. Almirante Barroso, 693, das 8 às 16h30, mas as entregas de fichas serão diariamente até as 14 horas.

Segundo a Superintendente do PROCON-PB, Késsia Liliana, o Mutirão de Renegociação de Dívidas é uma grande oportunidade para o consumidor negociar suas dívidas em condições diferenciadas e assim ser reinserido no mercado de consumo.

Também serão oferecidos serviços para os consumidores que forem ao Mutirão. Na segunda-feira pela manhã, a UNIODONTO oferecerá serviços odontológicos. Já o CEBRAC, oferecerá serviços de maquiagem.

Para participar do Mutirão, é preciso trazer uma cópia do documento oficial com foto (RG e CPF), comprovante de residência, além dos documentos relacionados à dívida.

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A morte do grauçá por: Gilvan de Brito

A MORTE DO GRAUÇÁ
Nas caminhadas que faço diariamente à beira-mar, acontecem coisas que superam a nossa imaginação. como no fim de tarde de hoje. Como de costume, no meio do percurso sento-me para contemplar, durante alguns minutos, o bailado dos coqueiros, as ondas quebrando nas areias brancas, os pescadores fisgando bagres e sentir a força dos ventos soprados do Atlântico. Hoje foi diferente: surgiu um caranguejinho daqueles, meio- amarelados – que chamam Grauçá ou Maria Farinha – e foi se aproximando. Estranhei porque eles são muito ariscos, temendo a perseguição de pessoas que, por maldade, procuram tangê-los à toca ou apanhá-los. Como são frágeis, eles não suportam a manipulação e morrem. Este que me surgiu à frente agiu de forma diferente: foi se aproximando aos poucos, observando-me com aqueles olhinhos de palito, meio desconfiado e parou a um metro e meio de distância. Ficou olhando atentamente e depois relaxou, recolhendo as oito patas abaixo da carapaça e pousando as duas patas-garras maiores nas areias. Sentou-se descontraidamente e recolheu os dois olhos às duas caixas protetoras. Mexi-me, com gesto lentos, para não o espantar e ele não fez qualquer menção de que estava temendo a minha presença. Pessoas passavam perto e ele nem se mexia. Nunca tinha visto nada igual e nem imaginava que podia gerar uma atração tão grande pelos crustáceos decápodes. Ele ali no chão, tranquilo, confiante, com uma curiosa certeza de que eu não o faria mal, e eu o observando, admirado com a coragem daquela minúscula vida cujos pensamentos procurava adivinhar. De repente, mais que de repente, desce uma mulher em corrida desabalada, que eu só a vi quando estava ao meu lado, em velocidade na direção das águas (como fazem algumas pessoas quando chegam diante do mar) e esmaga o caranguejinho com um pisão que nem se deu conta. Só consegui ver quando ela passou. Não havia movimentos. Peguei-o, entristecido com o acontecimento e observei que não havia um sopro de vida naquele frágil corpo, patinhas penduradas. E a mulher nem se dera conta, mergulhou e saiu nadando nas águas do mar. Então, enterrei-o na areia meia molhada das chuvas que haviam caído. E sai caminhando, arrasado, com as imagens na memória daquele animal tão alegre, disposto e seguro diante da minha presença, a quem havia confiado a sua vida, e eu não podia salvá-lo porque não deu tempo de interromper a corrida da banhista apressada. Ainda estou triste ao escrever estas linhas.

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