O EXERCÍCIO REGULAR DO PODER DE POLÍCIA Por Francisco Nóbrega dos Santos

O exercício regular do poder de polícia, é uma força vinculaste que dispõe a Administração Pública para a prática de atos, no exercício do Poder de Império que dispõem os entes da Administração Pública, (Federal, Estadual e Municipal, outorgados pela Constituição Brasileiras, no âmbito  da competência territorial.

O art. 78 do Código Tributário Nacional, de forma ampla, define a competência para a atuação do Poder de Polícia, de forma a definir e contemplar o exercício dessa atuação vinculante, de maneira coercitiva, imperativa para ser exercitado pelos órgãos da Administração Pública, quando se fizer necessária, demonstrada na oportunidade e na conveniência.

Quando se fala em oportunidade, refere-se a um fato de interesse da sociedade, quando esse é exercido em desacordo com a norma que rege a matéria. No tocante à conveniência, a prática está fortalecida no interesse público e na segurança da sociedade.

O art. 78 CTN fortalece o poder de polícia, como uma força vinculante, porém com um poder discricionário a seu alcance, como uma via reflexa de proteção aos interesse comum, porquanto regula a prática de atos ou abstenção de fatos, em razão do segurança, da ordem pública com sua atuação regulatória, fortalecida pelos seguintes atributos específicos e peculiares. Tais como discricionariedade, auto-executoriedade e coercibilidade. A discricionariedade se justifica em face da oportunidade e da conveniência que dispõe a administração, quanto atuação e a flexibilidade e a proporcionalidade da medida coercitiva, quando da prática de ato em desacordo com a norma aplicável.

Auto-executoriedade por não necessitar de autorização judicial, pois está inserido no Poder de Império que a Constituição outorga à administração Pública, em razão do interesse público. E a coercibilidade para a prática do ato punitivo ou regulatório que a supremacia lhe confere.

A atuação do Poder de Polícia, por gozar do Poder discricionário inerente a cada órgão da Administração, não deve atuar, de forma arbitrária ou exorbitante, porquanto o ato discricionário não deve ser confundido com ato arbitrário, pois assim sendo, a prática da sançao ao desviar da força da norma, poderá ser invalidado pela própria administração (anulando ou revogando,) conforme a circunstância.

A amplitude do Poder de Polícia, no âmbito da atuação da administração é imensurável e tão amplo que, muitas vezes, foge à visão do órgão público, ao ponto de deixar passar em branco, atividades sujeitas ao poder regulatório que dispõe a norma aplicável a espécie, no caso, o próprio Código Tributário, que rege a administração (União, Estados ou Município), definido nas normas ao alcance dos órgãos com poder vinculante, no âmbito da competência jurisdicional.

A título de ilustração enumeram-se alguns atos ou fatos, com extenso elenco de atividades ou serviços, até, de outras práticas em conflito ou confronto com o poder fiscalizador.

Como deve ser do conhecimento do gestor público, a administração pública, com o modelo que  a norteia está estruturada na divisão União, estados e federativos e municípios, cujas divisões espaciais, desdobram-se em espaço territorial da União, Espaço territorial do Estado e, espaço territorial do Município, todos delineados de conformidade com a extensão geográfica, conhecida juridicamente com jurisdição.

Desse poder federativo da União, lato senso abrange o Estado Membro, e o Município, no tocante à divisão democraticamente prevista na forma republicana de governo, assim como em se tratando de Estado Membro, com a definição expressa na Lei Maior.

Não obstante a receita de cada ente federativo, nota-se que os governantes fixam suas bases de arrecadação, prioritariamente, a receita derivada, no caso a receita tributária e seus acréscimos legais, além das identificadas como   contribuições sociais que tem natureza de tributos e estão atreladas a legislação fiscal.

Por outro aspecto, tanto o estado e municípios, desfrutam  do poder vinculante de cobra as suas taxas de prestação de serviços, como contrapartida e também taxas pelo exercício regular do poder de polícia, que atua como força vinculante e se manifesta no poder e também discricionário, fortalecidos no poder de império com força atuante e ação compulsória, fiscalizadora de auto-excutoriedade.

Desse modo, o Município estará cumprindo sua função de gerir as despesas, sem o risco de sofrer restrições da  Lei de Responsabilidade Fiscal.

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O fenômeno Lula; Por Ruiz Leitao

Nem a prisão, nem o massacre da mídia corporativa, fizeram diminuir as chances de Lula voltar a governar o país. Ele continua sendo o franco favorito na próxima eleição. O povo brasileiro não esquece o período de desenvolvimento econômico e bem-estar social, com políticas de combate a miséria e a fome, bem como a geração de emprego e renda, promovidos pelo governo Lula. Para muitos o melhor presidente que o Brasil já teve.

Esse fenômeno antropológico se explica pelo fato de que a população se identifica com ele, não esquecendo as políticas públicas de impacto social dos seus governos. A saudade dói no bolso e se manifesta na manifestação favorável de intenção de votos. Tentaram, de todas as formas, elimina-lo do cenário político brasileiro. Em vão. O povo já enxergou que essa estratégia da direita nacional não passa de um ardil político para alijá-lo do processo eleitoral.

Ele transcende os limites partidários, porque se revela como importante elemento mobilizador do nosso povo diante da elite golpista, com capacidade singular para empreender uma marcha com sinais revolucionários. Um olhar histórico sobre a vida do ex-presidente, faz com que sejam colocadas de lado preferências políticas ou ideológicas, quando se afirma a opção de voto nele. Nenhuma outra liderança nacional consegue ter semelhante poder de penetração e aceitação popular, admirado e respeitado pelo mundo inteiro.

Quem se manifesta eleitor de Lula não pode ser classificado como petista, esquerdista, comunista, ou qualquer outra forma de xingamento tão utilizada pelos que se posicionam contra a democracia e a justiça social. Ele voa alto nas pesquisas, exatamente por que sabe se movimentar na política, dialogando com todos os que pretendem resgatar o Estado Democrático de Direito, independente de filiação partidária ou paixões de motivação ideológica. Ele é agregador. Promotor da união e da concórdia, em nome de uma causa maior: defender a democracia e promover o desenvolvimento sócio-econômico do país. Existe luz no final do túnel. Graças a Deus.




Concurso do Porto de Cabedelo oferece 15 vagas imediatas

O concurso público para a Companhia Docas da Paraíba tem provas marcadas para o dia 1º de maio. São 15 vagas para contratação imediata, divididas em nível técnico, superior e médio, além de cadastro reserva.

Foram 3.023 inscritos no total. De acordo com a Fundação Vunesp, a banca organizadora, o cargo com maior número de inscritos é o de Assistente Administrativo. Foram 1.298 candidatos inscritos. A maior concorrência, contudo, fica para o cargo de Advogado, com 304 candidatos para cada vaga.

Os cargos com vagas disponíveis são: Administrador, Advogado, Assistente Administrativo, Contador, Engenheiro Civil, Engenheiro Ambiental, Técnico de Segurança do Trabalho.

O certame foi aberto para preencher 15 vagas imediatamente, além do cadastro de reservas que pode gerar um número de vagas 10 vezes maior. Todas as informações podem ser acessadas aqui.




Semana Santa tem mais de 200 pessoas presas em abordagens na Paraíba, diz PM

Um total de 45 armas de fogo foi retirado de circulação na Paraíba em abordagens realizadas durante a Operação Semana Santa 2022, que contou com os órgãos que integram a Segurança Pública da Paraíba. Coordenadas pela Secretaria da Segurança e Defesa Social (Sesds), as ações tiveram início na última quinta-feira (14) e foram finalizadas à meia-noite deste domingo (17). O trabalho integrado também recuperou 38 veículos roubados e 238 pessoas foram presas pela Polícia Militar, em flagrante delito. Vinte e três menores foram apreendidos e 43 mandados de prisão cumpridos do litoral ao sertão.

A operação contou com mais de 7,2 mil policiais e bombeiros e 625 viaturas que integram as equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e Departamento Estadual de Trânsito (Detran), além do Grupamento Tático Aéreo (GTA) da Sesds, com as aeronaves Acauã 1 e 2 em apoio às operações policiais e ainda a resgates, do litoral ao sertão.

Ao todo 58 pessoas foram detidas em flagrante pela Polícia Civil, nas quatro Regiões Integradas de Segurança Pública (Reisp) do Estado. Foram lavrados 32 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO) e 20 inquéritos policiais foram instaurados nos quatro dias da Operação. Um total de 415 pessoas foi atendido presencialmente nas delegacias físicas em toda a Paraíba, das quais 24 foram Requisições de Medidas Protetivas de Urgência e 712 procedimentos foram abertos através da Delegacia Online. No mesmo período, 16 casos de Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLI) foram registrados, segundo dados do Núcleo de Análise Criminal e Estatística (Nace) da Sesds.

Durante o feriado da Semana Santa, nenhuma ocorrência de afogamento foi registrada em mais de 96 km de litoral, de Lucena a Pitimbu. O Corpo de Bombeiros Militar esteve a postos com um efetivo de 1.267 militares em serviços de proteção e prevenção e com o auxílio de 38 viaturas operacionais e administrativas. Nos quatro dias da Operação Semana Santa 2022 foi realizado um resgate aquático e um atendimento de primeiros socorros foi prestado. Três pessoas foram atendidas pelos Bombeiros Militares após acidentes com caravelas.

De acordo com o secretário de Segurança e Defesa Social da Paraíba, Jean Nunes, as ações integradas atingiram os objetivos e colaboraram para a redução dos delitos e infrações registradas neste período do ano. “O esforço integrado de todos os órgãos e dos gestores ajudou no balanço positivo do nosso trabalho. O cidadão pode aproveitar com segurança o feriadão. O trabalho continua em toda a Paraíba”, ressaltou.

Seap

Alinhada com os órgãos operativos da Segurança, a Secretaria da Administração Penitenciária (Seap), por meio da Gerência Executiva do Sistema Penitenciário (Gesipe), participou da Operação Semana Santa 2022 com equipes do Grupo Penitenciário de Operações Especiais (GPOE) e da Força Tática Penitenciária em todo o estado.

O trabalho foi intensificado nas unidades prisionais da região de Campina Grande, com reforço de 16 policiais penais e executados através da integração de todas as forças.

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Bolsonaro oficializa Victor Godoy como novo ministro da Educação

Victor Godoy Veiga foi confirmado, nesta segunda-feira (18), como o novo ministro da Educação. Ele havia assumido o posto interinamente em 30 de março após a saída conturbada de Milton Ribeiro do cargo. A nomeação definitiva de Godoy está publicada no Diário Oficial da União.

Godoy estava como secretário-executivo da pasta desde julho de 2020, posto assumido durante a gestão de Ribeiro. O ex-ministro deixou o governo após denúncias de que dois pastores estariam pedindo propina para facilitar a liberação de verbas da pasta.

Antes de ser o braço direito de Ribeiro no MEC, Godoy atuou na CGU (Controladoria-Geral da União) por 16 anos nos cargos de auditor federal de finanças e controle; chefe de divisão; coordenador-geral e diretor-substituto de auditoria; e diretor de auditoria da área social e de acordos de leniência.

Corrupção no MEC

O escândalo que envolve Milton Ribeiro foi revelado em 22 de março, quando vazou um áudio do ex-ministro em que ele afirma que o governo prioriza repasse de verbas a partir de negociações com dois pastores, a pedido do presidente Jair Bolsonaro. Os religiosos em questão seriam Gilmar Santos e Arilton Moura, que não têm cargo oficial no governo.

Os pastores atuavam desde o início da gestão de Milton e levaram dezenas de prefeitos para reuniões, tendo sido liberadas verbas em curto prazo após os encontros. Segundo as acusações, feitas até pelos próprios prefeitos, havia cobrança de propina para facilitar o repasse. A Polícia Federal investiga as denúncias por pedido da Procuradoria-Geral da República, por indícios de crimes de corrupção passiva, prevaricação, tráfico de influência e advocacia administrativa.

Milton Ribeiro nega a existência de um atendimento preferencial. Logo após a revelação do áudio, ele afirmou que a solicitação do presidente foi para que todos os prefeitos que procurassem o ministério fossem atendidos. “Não há nenhuma possibilidade de o ministro determinar alocação de recursos para favorecer ou desfavorecer qualquer município ou estado”, diz a nota de defesa do MEC.

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Adolescente é morto com ao menos 15 tiros em João Pessoa

Um homem de 31 anos e um adolescente de 17 foram mortos a tiros neste domingo (17), no bairro de Mandacaru, em João Pessoa.

Segundo a Polícia Civil, ambos estavam em casa, na comunidade Alto do Céu, e foram retirados da residência pelos criminosos para serem executadas no meio da rua.

O delegado Hector Azevedo explicou que a polícia identificou três tipos de armas diferentes que teriam sido usadas no crime. O adolescente foi atingido por ao menos 15 tiros, enquanto o homem foi executado com quatro disparos.

As motivações do crime ainda estão sendo investigadas pela polícia. Nenhum suspeito foi preso até agora.

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Pastores suspeitos de corrupção no MEC visitaram Planalto 35 vezes sob Bolsonaro

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos, apontados como pivôs do escândalo do balcão de negócios do Ministério da Educação, estiveram 35 vezes no Palácio do Planalto desde o começo do governo.

O último registro é de 16 de fevereiro deste ano, pouco mais de um mês antes de o jornal Folha de S.Paulo divulgar o áudio no qual o então ministro Milton Ribeiro afirma privilegiar os repasses para municípios indicados pelo pastor Gilmar Santos, a pedido do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Moura esteve 35 vezes no local, e outras 10 acompanhado de Santos.

As informações foram divulgadas pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) na noite desta quinta-feira (14), após a pasta comandada por Augusto Heleno ter se recusado a divulgar informações referentes a reuniões e visitas dos pastores ao Palácio do Planalto.

Os registros haviam sido pedidos pelo jornal O Globo, através da Lei de Acesso à Informação. Foram solicitados dados referentes às entradas e saídas dos referidos pastores ao Planalto, incluindo quando as visitas foram feitas diretamente ao gabinete de Bolsonaro.

Ao chegar ao Palácio do Planalto, todos os visitantes devem se identificar, apresentar documentos de identificação e apontar o gabinete ou escritório de destino.

As entradas, normalmente, precisam ser autorizadas pelos responsáveis pela área que será visitada.

Durante a tramitação do processo do pedido, via a Lei de Acesso à Informação, o Gabinete de Segurança Institucional apresentou um parecer alegando que não pode fornecer a informação.

Cita a legislação, na qual compete ao gabinete a segurança do Palácio do Planalto, do presidente da República e de seus familiares, entre outros.

“Do exposto, fica clara a impossibilidade do fornecimento dos dados pessoais solicitados para outros fins que não a segurança na Presidência da República”, afirma a resposta oficial ao pedido.

Os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos estão no centro do escândalo do balcão de negócios do MEC. Os dois foram apontados como operadores do esquema, negociando com prefeitos a distribuição de recursos do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), o que muitas vezes teria ocorrido em troca de propina.

Prefeitos de algumas cidades confirmaram os pedidos de propina e a intermediação em audiência na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado.

O caso ganhou novas proporções após o áudio divulgado pela Folha de S.Paulo.

“Foi um pedido especial que o presidente da República fez para mim sobre a questão do [pastor] Gilmar”, diz o ministro na conversa em que participaram prefeitos e os dois religiosos.

“Porque a minha prioridade é atender primeiro os municípios que mais precisam e, em segundo, atender a todos os que são amigos do pastor Gilmar”, diz o ministro na conversa.

Milton Ribeiro também indica haver uma contrapartida à liberação de recursos da pasta. “Então o apoio que a gente pede não é segredo, isso pode ser [inaudível] é apoio sobre construção das igrejas”.

O ministro foi exonerado uma semana após a divulgação do áudio.

A oposição, no entanto, esteve perto de colher as assinaturas para instalar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar as irregularidades nos repasses. O governo contra-atacou, conseguindo retirar as assinaturas e conseguindo protocolar seu próprio requerimento de CPI, para investigar as obras inacabadas, durante o governo PT, principalmente.

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Bolsonaro ataca acordo entre WhatsApp e TSE para eleições e faz novas ameaças

AMERICANA, SP (FOLHAPRESS) – O presidente Jair Bolsonaro (PL) atacou o acordo entre o WhatsApp e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para que a nova ferramenta do aplicativo que permite grupos com milhares de pessoas só comece a funcionar no Brasil após o segundo turno das eleições.

“E já adianto que isso que o WhatsApp está fazendo no mundo todo, sem problema. Agora abrir uma excepcionalidade no Brasil isso é inadmissível e inaceitável”, disse Bolsonaro, em meio a uma motociata nesta sexta-feira (15) no interior de São Paulo.

“Não vai ser cumprido esse acordo que porventura eles realmente tenham feito com o Brasil com informações que eu tenho até esse momento.”

Depois, em discurso em Americana diante de milhares de simpatizantes na cidade e de participantes da motociata, o presidente repetiu os ataques, falando em “discriminação” e “acordo sem validade”.

“Censura, discriminação, isso não existe. Ninguém tira o direito de vocês nem por lei quem dirá por um acordo. Esse acordo não tem validade”, disse, ao repetir que todos devem “jogar dentro das quatro linhas” da Constituição. “O Brasil seguirá livre custe o que custar.”

Bolsonaro, porém, não disse como poderia impedir esse acordo, já que se trata de um compromisso entre uma empresa privada e um braço do Poder Judiciário. O caminho legal para o presidente seria o uso da AGU (Advocacia-Geral da União), por exemplo, para recorrer ao próprio TSE.

A fala do presidente se refere ao fato de o WhatsApp ter lançado nesta quinta (14), em estágio experimental, um novo recurso chamado comunidades, que funcionará como um guarda-chuva abrigando vários grupos com milhares de usuários.

Na prática, trata-se de um grande grupo de grupos, que pode ter milhares de membros, com toda a comunicação criptografada. Hoje, cada grupo de WhatsApp tem, no máximo, 256 integrantes.
O recurso estará em teste com alguns usuários nos próximos meses.

O WhatsApp se comprometeu com o TSE a não estrear as “comunidades” no Brasil antes do eventual segundo turno da eleição presidencial, marcado para 30 de outubro.

A empresa, porém, não promete segurar o lançamento das comunidades entre o segundo turno e a posse presidencial no Brasil.

Nos Estados Unidos, na eleição presidencial de 2020, grande parte da desinformação que culminou na invasão do Capitólio em 6 de janeiro circulou após a votação, principalmente pelo YouTube. No Brasil, o WhatsApp foi o principal veículo de desinformação política na eleição de 2018.

Em entrevista à Folha, Will Cathcart, presidente global do WhatsApp, disse não temer que o “comunidades” signifique um retrocesso na luta contra a desinformação.

“Estamos desenhando o produto de forma cuidadosa, com intencionalidade. Há vários produtos no mercado que não foram pensados com o mesmo cuidado. Conseguiremos oferecer um recurso muito útil para os usuários, ao mesmo tempo em que teremos decisões cautelosas de design para combater desinformação”, disse.

Os ataques de Bolsonaro ao sistema eleitoral são uma rotina em seu governo. No passado, por exemplo, afirmou diversas vezes sem apresentar provas que havia vencido as eleições de 2018 no primeiro turno.

A crise institucional de 2021, patrocinada por Bolsonaro, teve início quando o presidente disse que as eleições de 2022 somente seriam realizadas com a implementação do sistema do voto impresso -apesar de essa proposta já ter sido derrubada pela Câmara.

No ano passado, ele também fez uma transmissão ao vivo para apresentar supostas provas que tinha contra a confiabilidade das urnas e que o pleito havia sido fraudado. No entanto, apenas levou teorias que circulam há anos na internet, sem comprovação.

Naquela live recheada de mentiras, Bolsonaro divulgou documentos de uma investigação sigilosa aberta em 2018 sobre um ataque hacker no sistema do TSE.

Por causa disso, Bolsonaro virou alvo de investigação. A delegada Denisse Ribeiro, da Polícia Federal, já enviou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, a conclusão segundo a qual ocorreu crime na atuação do presidente naquele caso.

Mesmo sem o indiciamento formal, essa foi a primeira vez que a PF imputa crime ao presidente no âmbito das investigações que tramitam sob a relatoria de Moraes.

As declarações de Bolsonaro dos últimos meses interromperam cerca de seis meses de trégua, que até seus aliados mais próximos sabiam que não duraria muito tempo.

A calmaria vinha desde setembro passado, quando, diante da reação dos Poderes contra suas ameaças golpistas, divulgou uma nota na qual afirmava que não teve “nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes” e atribuiu palavras “contudentes” anteriores ao “calor do momento”.

O QUE MUDA NO APLICATIVO

Comunidades

– Vão englobar até 10 grupos com limite de 256 pessoas em cada. O WhatsApp estuda aumentar a capacidade dos grupos para 512 usuários;

– Um administrador poderá mandar um aviso para todos os grupos de uma comunidade e atingir até 2.560 usuários de uma vez;

– Mensagens encaminhadas podem ser retransmitidas a um grupo por vez, e não mais para cinco como é hoje. A medida é uma das que estão em desenvolvimento para coibir a desinformação no aplicativo;

– O WhatsApp garante que as funcionalidades não estarão disponíveis antes das eleições presidenciais

Mudanças no formato atual do aplicativo

– Administradores poderão excluir mensagens erradas ou problemáticas dos grupos. Hoje cada usuário só pode remover a própria postagem;

– Arquivos compartilhados, como vídeos, fotos e documentos vão poder ter até 2 Gb de tamanho máximo, contra os 10 Mb atuais;

– Usuários vão poder reagir a mensagens de outros usuários com emojis;

– Chamadas de voz vão poder reunir até 32 pessoas. O WhatsApp quer concorrer com aplicativos que ganharam força na pandemia, como o Meet e o Teams.

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INSS libera consulta ao 13º salário

Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)

Aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) já podem consultar quanto vão receber na primeira parcela do 13º salário, que começa a ser paga a partir do dia 25 de abril.

A consulta ao valor é feita por meio do aplicativo ou site Meu INSS e, desde esta quinta-feira (14), está disponível para todos os segurados. O adiantamento do 13º cairá na conta juntamente com o benefício mensal do mês de abril. O calendário vai de 25 de abril a 6 de maio. O pagamento é feito conforme o final do número de benefício, sem considerar o dígito verificador.

A gratificação natalina é paga em duas parcelas, no meio do ano e no final do ano, mas tem sido adiantada desde o ano de 2020, como estratégia para diminuir os efeitos econômicos da pandemia de coronavírus. Em 2021, o governo também adotou o adiantamento, como faz agora, ano em que o presidente Jair Bolsonaro (PL) pretende concorrer à reeleição.

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COMO FAZER A CONSULTA?

Para sabe quanto vai receber de 13º, de benefício mensal e saber em que dia exato o dinheiro deverá cair na conta, o aposentado precisa ter senha de acesso ao Meu INSS.

Em nota, o instituto informou que “o extrato de pagamento do 13º e do benefício já está disponível para todos os segurados pois a folha já foi gerada e os valores, disponibilizados”. Segundo o órgão, ainda não é possível ver o valor provisionado na conta bancária.

PELO SITE:

1 – Acesse www.meu.inss.gov.br

2 – Na página inicial, vá em “Entrar com gov.br”

3 – Depois, informe o CPF e clique em “Continuar”

4 – Na página seguinte, digite a senha e vá em “Entrar”

5 – Na página inicial, clique em “Extrato de Pagamento”

6 – Aparecerão dois valores: os que foram pagos na competência de março, cujo status estará como “Pago”, e os que serão pagos em abril

7 – Clique na seta ao lado do pagamento de abril, que o extrato será aberto

8 – O segurado poderá consultar: o valor do benefício (código 101), o valor do 13º salário (código 104), empréstimo consignado, se houver, arredondamentos necessários, agência em que o benefício está vinculado e a data em que o valor estará disponível

9 – É possível gerar o PDF, clicando no final da página em “Baixar PDF”

PELO APLICATIVO:

1 – Abra o app Meu INSS

2 – Clique em “Entrar com gov.br”

3 – Informe o CPF e vá em “Continuar”, depois, digite sua senha e vá em “Entrar”

4 – O programa perguntará se quer registrar o aparelho para receber notificações, escolha “Não permitir” ou “Permitir”

5 – Na página inicial, vá em “Extrato de pagamento”

6 – Clique na seta ao lado do pagamento de abril, que o extrato será aberto

7 – O segurado poderá consultar: o valor do benefício (código 101), o valor do 13º salário (código 104), empréstimo consignado, se houver, arredondamentos necessários, agência em que o benefício está vinculado e a data em que o valor estará disponível

8 – É possível gerar o PDF, clicando no final da página em “Baixar PDF”

PAGAMENTO COMEÇARÁ NO PRÓXIMO DIA 25

Ao todo, 31,6 milhões de beneficiários do INSS têm direito ao 13º. Atualmente, o instituto paga benefícios a 36 milhões de cidadãos, mas nem todos recebem a gratificação natalina.

Segundo o calendário, terão o benefício primeiro os segurados que ganham um salário mínimo (R$ 1.1212), depois, é a vez de quem ganha valores acima do mínimo até o teto, de R$ 7.087,22 neste ano.

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VEJA O CALENDÁRIO DA PRIMEIRA PARCELA DO 13º DO INSS:

Para quem ganha o salário mínimo (R$ 1.212)

Final do benefício Data de depósito

1 25/abr

2 26/abr

3 27/abr

4 28/abr

5 29/abr

6 02/mai

7 03/mai

8 04/mai

9 05/mai

0 06/mai

Para quem ganha acima do salário mínimo

Final do benefício Data do depósito

1 e 6 02/mai

2 e 7 03/mai

3 e 8 04/mai

4 e 9 05/mai

5 e 0 06/mai

SEGUNDA PARCELA SERÁ LIBERADA ENTRE 25 DE MAIO E 6 DE JUNHO

A segunda parcela do 13º será paga também de forma adiantada, a partir do dia 25 de maio, juntamente com o benefício do mês. A ordem de pagamento é a mesma: ocorre conforme o número final do benefício, sem o dígito, e são pagos primeiros os segurados que recebem o salário mínimo e, depois, os que ganham mais.

A antecipação do pagamento do 13º foi liberada por meio de decreto assinado por Bolsonaro no dia 17 de março. A medida faz parte do Programa Renda e Oportunidade, que inclui ainda, ampliação na margem do crédito consignado e criação do empréstimo para Auxílio Brasil e BPC.

Ao todo, serão injetados cerca de R$ 56,7 bilhões na economia, mas não há impacto orçamentário, já que os valores eram previstos para ser pagos de qualquer forma neste ano.

VEJA O CALENDÁRIO DA SEGUNDA PARCELA DO 13º DO INSS

Para quem ganha o salário mínimo (R$ 1.212)

Final do benefício Data do depósito

1 25/mai

2 26/mai

3 27/mai

4 30/mai

5 31/mai

6 01/jun

7 02/jun

8 03/jun

9 06/jun

0 07/jun

Para quem ganha acima do salário mínimo

Final do benefício Data do depósito

1 e 6 01/jun

2 e 7 02/jun

3 e 8 03/jun

4 e 9 06/jun

5 e 0 07/jun

ANTECIPAÇÃO COMEÇOU NO INÍCIO DOS ANOS 2000

A antecipação sempre foi uma reivindicação dos aposentados, o que fez com que, desde 2006, a liberação da primeira ocorresse no primeiro semestre, sempre por meio de decreto presidencial. Lula, Dilma, Temer e Bolsonaro assinaram decretos com o adiantamento.

Em 2019, porém, a lei que regulamentou a reforma da Previdência garantiu a antecipação da primeira parcela do benefício sempre no mês de junho sem nenhuma necessidade de decreto. A segunda cota, porém, seguirá sendo paga no segundo semestre, junto com o benefício de novembro.

Mas, em 2020 e 2021, a pandemia levou ao pagamento ainda no primeiro semestre. No ano passado, o 13º foi pago a 30,7 milhões de beneficiários, injetando R$ 23,7 bilhões na economia em cada lote de pagamento.




Tentativa de fuga em massa no Silvio Porto; um preso está foragido

A polícia penal descobriu uma tentativa de fuga do presídio Silvio Porto, em Mangabeira, na Zona Sul de João Pessoa, durante o fim da manhã desta sexta-feira (15).

Reeducandos foram identificados após um deles sofrer um choque elétrico na cerca de segurança da unidade. Ao todo, 11 homens foram encaminhados à Central de Polícia, no Geisel, para prestar esclarecimentos.

No presídio, a polícia também identificou a escavação de um túnel artesanal. Suspeita-se quer um detento tenha logrado êxito na tentativa de deixar o Sílvio Porto. A identificação, contudo, não havia sido divulgada até a última atualização desta matéria.

Além da polícia penal, equipes do Grupo Penitenciário de Operações Especiais Polícia Militar (GPOE) auxiliaram no transporte dos detentos à Central. O caso segue em investigação.

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