Ex-ministros de Bolsonaro criticam aliança do governo com centrão

“Uma das frentes que a gente está sofrendo grandes ataques, os conservadores, é justamente uma turma do centrão”, disse Weintraub.

As declarações dos antigos integrantes do governo foram feitas durante live do “ConservaTalk”, programa no Youtube do qual os dois fazem parte, ao lado do também ex-ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente) e de outras personalidades do campo da direita. (Foto: Reprodução)

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) — Os ex-ministros do presidente Jair Bolsonaro (PL) Abraham Weintraub (Educação) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores) fizeram críticas, nesta segunda-feira (17), à aliança do chefe do Executivo com partidos do centrão.

Para o ex-chefe da Educação, os conservadores foram “substituídos por essa turma”. O ex-chanceler, por sua vez, disse que o bloco político “começou a dominar o governo e pautar o governo”.

As críticas ao centrão começaram quando o líder religioso Silas Malafaia disse que os ministros Ciro Nogueira (Casa Civil), Flávia Arruda (Secretaria de Governo) e Fábio Faria (Comunicações) não fizeram esforço para aprovar do nome de André Mendonça para Supremo Tribunal Federal (STF). A indicação demorou quatro meses e meio para ser analisada pelo Senado.

“Uma das frentes que a gente está sofrendo grandes ataques, os conservadores, é justamente uma turma do centrão”, disse Weintraub. “Um grande obstáculo que nós conservadores estamos passando, estamos sendo atacados continuamente, e fomos substituídos por essa turma do centrão que você citou”, emendou o ex-ministro.

As declarações dos antigos integrantes do governo foram feitas durante live do “ConservaTalk”, programa no Youtube do qual os dois fazem parte, ao lado do também ex-ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente) e de outras personalidades do campo da direita.

Apesar das críticas, Salles, Malafaia e o deputado federal Paulo Eduardo Martins (PSC-PR) afirmaram que a era necessário manter o grupo próximo ao governo. “Essa história do Centrão também não pode virar um cavalo de batalha. Por quê? Porque a política é feita de alianças. A política é feita de união”, afirmou o ex-chefe do Meio Ambiente.

O ex-chanceler reforçou as críticas do colega que comandava a pasta da Educação. Ernesto Araújo foi demitido em março do ano passado por pressão do Congresso.

“E o que aconteceu quando o centrão começou a dominar o governo e pautar o governo? Fui cada vez mais isolado e tirado da capacidade de levar adiante essa política externa transformadora. Porque esse Centrão que veio aí é um Centrão que acha que política externa é fazer tudo que a China quer”, disse.

MORO COMENTA

O ex-juiz Sergio Moro, que comandou a pasta da Justiça e Segurança Pública, foi ao Twitter dizer que o centrão “dá as cartas” no governo Bolsonaro. “O centrão dá as cartas no governo Bolsonaro, como deu nos governos PT. Ajustam-se os interesses, o discurso e pronto”, escreveu o ex-ministro.

O comentário foi feito por Moro ao comentar a vitória do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ao conseguir emplacar o economista José Gomes da Costa como presidente interino do Banco do Nordeste (BNB).

Moro é pré-candidato à presidência pelo Podemos e aparece em terceiro lugar nas pesquisas de opinião, atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Bolsonaro.




Prefeito do PSDB declara apoio ao governador João Azevêdo

Na ocasião, o prefeito Marcelo do Sindicato enalteceu a receptividade do governador João Azevêdo aos pleitos do município.

O prefeito de Pilõezinhos, Marcelo do Sindicato (PSDB) e o governador João Azevêdo (Cidadania). (Foto: Reprodução)

O prefeito de Pilõezinhos, Marcelo do Sindicato (PSDB), anunciou, nesta terça-feira (18), adesão à base aliada do governador João Azevêdo (Cidadania). O anúncio ocorreu após reunião com o chefe do Executivo estadual que também contou com as presenças do presidente do Cidadania na Paraíba, Ronaldo Guerra, e do presidente do Cidadania de Guarabira, Célio Alves.

Na ocasião, o prefeito Marcelo do Sindicato enalteceu a receptividade do governador João Azevêdo aos pleitos do município. “Apresentamos ações para melhoria de acesso a Pilõezinhos, do abastecimento de água, casas populares, muros de arrimo e tenho certeza de que a nossa população só tem a ganhar”, disse.

Ele também garantiu apoio à reeleição de João Azevêdo no pleito deste ano. “A Paraíba precisa continuar com esse projeto para continuar avançando. Em Pilõezinhos temos várias ações do Governo do Estado e com essa união poderemos trazer dias melhores para o nosso povo”, acrescentou.

O presidente do Cidadania de Guarabira, Célio Alves, destacou a importância do apoio do prefeito Marcelo do Sindicato ao projeto do governador. “Pilõezinhos tem recebido um olhar atencioso de João Azevêdo que tem canalizado diversos investimentos como creches e travessia urbana e essa decisão do prefeito Marcelo é o desfecho do reconhecimento a essa da forma que o governador trata os municípios, colocando os interesses da população acima da política”, disse.

Marcelo do Sindicato foi eleito prefeito em 2020 com 52,67% dos votos válidos.




João Azevêdo participou nesta terça-feira,18 da posse de Paulo Câmara como presidente do Consórcio Nordeste

O governador João Azevêdo participou, nesta terça-feira (18), da posse do governador de Pernambuco, Paulo Câmara, como presidente do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste (Consórcio Nordeste) no ano de 2022. A solenidade ocorreu no Palácio Campo das Princesas, em Recife, e também foi marcada pela prestação de contas do governador do Piauí, Wellington Dias, durante o período que ocupou a presidência do Consórcio.

Também estiveram presentes os governadores de Alagoas, Renan Filho; a governadora em exercício do Ceará, Isolda Cela; a vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos; o vice-governador do Rio Grande do Norte, Antenor Roberto; e a deputada federal Rejane Dias. Os governadores do Maranhão, Flávio Dino; e de Sergipe, Belivaldo Chagas; além do senador Humberto Costa participaram de forma virtual.

Na ocasião, o chefe do Executivo da Paraíba parabenizou o governador Wellington Dias pelo comando do Consórcio e desejou sucesso ao novo presidente, governador Paulo Câmara. “Nós agradecemos por todo trabalho desenvolvido inicialmente pelo governador Rui Costa e pela forma extremamente competente que o governador Wellington Dias profissionalizou o Consórcio e o povo da Paraíba agradece por isso. Eu também desejo ao governador Paulo Câmara toda a sorte para que possamos dar continuidade a esse trabalho. Ao longo de três anos, o Consórcio deu uma voz única ao Nordeste e mostrou que é possível fazer política pública diferente quando se tem o objetivo maior, que é o bem comum, pensando no interesse coletivo, dividindo as riquezas produzidas em cada estado”, frisou.

Ele também destacou a contribuição da Paraíba no compartilhamento de ações exitosas a serem desenvolvidas nos demais estados. “Por sermos responsáveis pela Câmara Temática de Saneamento e apresentarmos as boas práticas de gestão pública e inovação tecnológica, tivemos a oportunidade de dividir experiências como a plataforma Paraíba Educa, a eficiência e dinamismo do Governo Digital, o sucesso do programa Ouse Criar que estimula o empreendedorismo na nossa juventude, dividindo experiências e políticas públicas que melhoram a vida das pessoas”, acrescentou.

Por sua vez, o novo presidente do Consórcio Nordeste, governador Paulo Câmara, elencou os principais desafios da sua gestão. “Eu me sinto honrado de representar todos os governadores da região com a consciência da missão desafiadora de suceder os governadores Rui Costa e Wellington Dias, que geriram com altivez, promovendo a integração regional e o desenvolvimento econômico e sustentável. Vamos manter a postura em defesa da democracia, das instituições e da harmonia entre os entes federados, com o compromisso com a sustentabilidade e investimentos estratégicos em áreas como as energias limpas, avançando nos trabalhos das câmaras temáticas e no fomento da relação com outros países por estarmos em uma localização estratégica, colaborando para termos um país mais justo e mais humano”, falou.

O governador do Piauí, Wellington Dias, fez um balanço das ações do Consórcio Nordeste com a apresentação de um relatório de prestação de contas. “Nós agradecemos ao governador Rui Costa pela primeira fase de implantação do Consórcio e concluo minha missão com a sensação de dever cumprido e por estar presente nas ações do dia a dia dos estados. Nós tivemos um grande desafio com a pandemia, mas acreditar na ciência foi a principal marca do Nordeste e enaltecemos a colaboração dos profissionais de Saúde e da Academia, indo além da Saúde, mas atuando em outras áreas importantes para a nossa região. A coragem do Nordeste foi destaque em políticas voltadas para o meio ambiente e destacamos a atuação das 18 Câmaras Temáticas que representam a união de esforços na missão de crescer todos os estados com experiências de sucesso que se transformaram em políticas sociais como o Nordeste Acolhe. Enfim, com ações rápidas, concretas e com solidariedade, o Consórcio Nordeste se configura como o maior instrumento de inovação deste século, colocando sempre o povo nordestino como prioridade”, disse.

A solenidade também foi marcada por homenagens e concessão da honraria ‘Celso Furtado’ a pessoas que contribuíram com a prestação de relevantes serviços ao Consórcio Nordeste, dentre eles o secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão, Gilmar Martins; o secretário de Infraestrutura, Recursos Hídricos e Meio Ambiente, Deusdete Queiroga; o presidente da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), Marcus Vinícius Neves; e o presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa da Paraíba (Fapesq), Roberto Germano.




Seleção Brasileira: Tite anuncia convocados para as eliminatórias

O técnico Tite realizou nesta quinta-feira (13) a primeira convocação da seleção brasileira de futebol em 2022. O escrete canarinho terá dois jogos das Eliminatórias da Copa do Mundo pela frente: Equador, no próximo dia 27, no estádio Casa Blanca, em Quito; e Paraguai, no dia 1º de fevereiro, no Mineirão, em Belo Horizonte.

Na lista de 26 jogadores, o destaque é o desfalque do atacante Neymar, do Paris Saint-Germain (França), que se recupera de uma lesão no tornozelo. O lateral-direito Danilo, da Juventus (Itália), que recentemente voltou a treinar após um mês e meio tratando uma contusão na coxa, também ficou fora. Na comparação com a última convocação de 2021, outra ausência é a do lateral-esquerdo Renan Lodi, do Atlético de Madrid (Espanha).

“O Renan Lodi não pôde ser convocado pela não vacinação [contra a covid-19]. Ele perdeu a oportunidade de concorrer. O Renan não poderia entrar no Equador, pois tomou a primeira dose no dia 10. Respeitamos as leis do país”, explicou Tite, em entrevista coletiva.

Os substitutos do trio são os laterais Daniel Alves e Alex Telles – de Barcelona (Espanha) e Manchester United (Inglaterra), respectivamente – e o atacante Rodrygo, do Real Madrid (Espanha). Além deles, voltaram a ser chamados o goleiro Weverton (Palmeiras) e o meia Bruno Guimarães, do Lyon (França).

“Temos um radar de cerca de 46 atletas. O Bruno Guimarães é um deles. Checamos o momento do atleta. Iniciou muito bem no Lyon, teve uma queda, que é normal de adaptação. Em um segundo momento, ele já se comunica e entende melhor o clube e o país. O Telles da mesma forma. Existe a concorrência no setor”, argumentou, também em coletiva, o auxiliar Cesar Sampaio.

O Brasil já está classificado para o Mundial deste ano, no Catar, mas ainda tem cinco compromissos das Eliminatórias pela frente ocupando as datas-Fifa, que são os períodos voltados a jogos entre seleções. Por enquanto, não há duelos previstos contra equipes de outros continentes – em especial as europeias – na trajetória até a Copa. Apesar disso, Tite vê o Brasil entre os favoritos ao título.

“Eu cito que Brasil, França, Inglaterra, Bélgica, Alemanha, Argentina, Itália e Espanha estão entre os postulantes. Nenhum deles eu vejo se destacando. É justamente por não jogarmos contra europeus que não dá para dizer se é favorito ou não, pois não há referência. Eu gostaria que jogássemos, mas não dá pelo calendário”, finalizou o treinador.

Os convocados

Goleiros: Alisson (Liverpool-ING), Ederson (Manchester City-ING) e Weverton (Palmeiras);

Laterais: Daniel Alves (Barcelona-ESP), Emerson (Tottenham-ING), Alex Sandro (Juventus-ITA) e Alex Telles (Manchester United-ING);

Zagueiros: Éder Militão (Real Madrid-ESP), Gabriel Magalhães (Arsenal-ING), Marquinhos (PSG-FRA) e Thiago Silva (Chelsea-ING);

Meias: Bruno Guimarães (Lyon-FRA), Casemiro (Real Madrid-ESP), Fabinho (Liverpool-ING), Fred (Manchester United-ING), Gerson (Olympique de Marselha-FRA), Everton Ribeiro (Flamengo), Lucas Paquetá (Lyon-FRA) e Philippe Coutinho (Aston Villa-ING);

Atacantes: Antony (Ajax-HOL), Vinícius Júnior (Real Madrid-ESP), Rodrygo (Real Madrid-ESP), Gabriel Jesus (Manchester City-ING), Matheus Cunha (Atlético de Madrid-ESP), Raphinha (Leeds United-ING) e Gabriel Barbosa (Flamengo)

Fabinho e Lucas Paquetá estão suspensos do jogo contra o Equador.

Agência Brasil




Afastamento de militares de Bolsonaro é sinalização a Lula

Os recentes episódios em que as Forças Armadas demonstraram distanciamento do governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PL) são ao mesmo tempo sinalização de posição e aceno a outros candidatos na disputa presidencial, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente.

Segundo a Folha ouviu de oficiais-generais das três Forças, apesar de a interlocução com o petista ser basicamente inexistente neste momento, os eventos falariam por si e serviriam para tirar o bode de um golpe militar contra Lula em caso de vitória em outubro.

Nas duas últimas semanas, alguns fatos se colocaram na sempre espinhosa relação entre os militares e Bolsonaro, a saber:

1. O Exército determinou que todos os 67 exercícios militares programados para o ano fossem encerrados até setembro para liberar a tropa no caso de haver violência eleitoral ou, ainda pior, algum cenário ao estilo Capitólio dos EUA.

2. A mesma Força lançou diretrizes no trato público da pandemia que vão contra o negacionismo preconizado por Bolsonaro, em particular criminalizando a divulgação de fake news, tão ao gosto do bolsonarismo, o que causou ruído no Planalto.

3. O diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), almirante Antonio Barra Torres, divulgou uma duríssima nota chamando o presidente à responsabilidade por ter acusado o órgão de ter interesses escusos na vacinação de crianças, que Bolsonaro critica.

O conjunto de eventos, dizem fardados em altos postos do serviço ativo, estabeleceu de saída no ano eleitoral uma linha divisória entre a balbúrdia presidencial e as Forças.

Mais que isso, buscou dizer aos candidatos ao Planalto que, independentemente de quem vença a eleição, a Força se manterá neutra. Os atos foram necessários já que, do ponto de vista de imagem, o caráter militar do governo Bolsonaro causa justificável apreensão da esquerda à direita.O foco, dizem generais, almirantes e brigadeiros, é, claro, Lula. O petista até tentou estabelecer uma ponte com os fardados no ano passado, mas não foi bem-sucedido.

Há entre os militares um sentimento refratário ao petista devido ao que consideram leniência com a corrupção, tanto que a candidatura de Sergio Moro (Podemos), o ex-juiz que colocou o petista na cadeia por 580 dias, levantou interesse em setores fardados.

Por outro lado, na cúpula, há o pragmatismo de que hoje Lula é o favorito para vencer a eleição. A leitura benigna é de que os militares buscam reiterar isenção; a mais maquiavélica é a de que não querem revanchismo por parte do novo chefe, caso o petista volte ao poder.

De todo modo, todos os ouvidos lembram o que chamam de tempos de vacas gordas sob Lula, quando a bonança internacional das commodities e uma gestão fiscal responsável até a etapa final de seu mandato permitiram o reequipamento das Forças com programas como o de submarinos, de caças e de blindados.

Segundo interlocutores do ex-presidente, ele ainda vê com reserva o comportamento do Exército em 2018, quando o então comandante Eduardo Villas Bôas pressionou o Supremo Tribunal Federal em um tuíte para não conceder habeas corpus que evitaria sua prisão.Por outro lado, dizem que não acreditam haver óbice institucional algum numa eventual relação, e que Lula tem compreendido os sinais de fumaça que vêm da caserna.

No caso do Exército, o entrechoque deste mês não provocou nenhuma crise de maior monta, a não ser questionamentos sobre a questão da Covid-19 que não foram em frente do ministro da Defesa, general da reserva Walter Braga Netto.

Já no de Barra Torres, que enfatizou em sua nota cobrando que Bolsonaro ou recuasse, ou se retratasse, a situação ficou algo em aberto. O Comando da Marinha avalizou os termos do almirante, que enfatizou sua condição de oficial-general médico da reserva ao longo do texto.

Bolsonaro buscou ignorar o episódio para o dar como encerrado, dizendo que não tinha colocado a integridade da agência em dúvida –só para repetir insinuações.

O padrão tem irritado comandantes militares, ciosos de que a sinergia entre o governo Bolsonaro e as Forças é algo difícil de ser extirpada da mentalidade pública.

Como deixou claro livro-depoimento de Villas Bôas, editado no ano passado, os militares operaram uma volta à política nas costas de Bolsonaro quando foi exacerbado o sentimento antipetista na cúpula fardada.

Soldado indisciplinado e processado por isso, o então deputado era visto com desprezo por generais, até que um grupo na reserva atentou a seu potencial eleitoral e viu uma possibilidade de volta ao poder. O serviço ativo aquiesceu, e forneceu quadros para o novo governo.

Ao longo de 2019 e 2020, a relação foi turbulenta, dado que Bolsonaro usava a proximidade de forma instrumental na sua disputa com outros Poderes, notadamente o Judiciário, cuja cúpula é malvista entre os fardados. Por outro lado, os militares obtiveram, além de cargos, reforma de carreira e de Previdência que pediam havia 20 anos.

O sucessor de Villas Bôas, Edson Leal Pujol, chocou-se diretamente com Bolsonaro e acabou derrubado, no escopo da crise militar que levou toda a cúpula da Defesa em março passado.

Seu sucessor, Paulo Sérgio Oliveira, vem navegando com mais habilidade, embora tenha tido de ceder ao não punir Eduardo Pazuello quando o general intendente da ativa, ex-ministro da Saúde, foi a ato político com o presidente.

Tanto foi assim que, na sequência dos dois episódios recentes, ele se reuniu com Bolsonaro, que afirmou estar tudo bem na relação com sua antiga casa militar.

Na prática, os militares saíram dos holofotes desde que o presidente baixou o tom de seu embate com Poderes e firmou a aliança com o centrão, depois da crise aguda do 7 de Setembro de 2021. Como as falas recentes de Bolsonaro sugerem, isso é bastante frágil como arcabouço.Oficiais da ativa se queixam dos movimentos dos generais de terno no governo. As conversas mais recentes giram em torno de Braga Netto, que foi ministro da Casa Civil antes de assumir a Defesa na esteira da crise de março.

Ele se mostrou um dos mais bolsonaristas dos militares no governo e tem seu nome especulado para ocupar a vaga do também general de quatro estrelas da reserva Hamilton Mourão como candidato a vice-presidente na chapa governista.Há dúvidas se o centrão, que na prática irá governar neste último ano com a cessão de poderes orçamentários à Casa Civil sob o comando do PP, terá apetite para indicar um vice.

O apoio e a bancada que será eleita mesmo que Bolsonaro patine abaixo dos 20% no primeiro turno podem ser suficientes, sem carregar o eventual caixão político do presidente de forma tão explícita.

Neste caso, Braga Netto surge forte, até porque ele é visto como um cumpridor de ordens. O arranjo é apoiado por Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral), que segundo aliados quer ocupar a Defesa neste último ano de mandato.

www.reporteriedoferreira.com.br




Tragédia em Duas Estradas, dois jovens morrem em grave acidente

Um grave acidente na madrugada deste domingo (16), chocou o município de Duas Estradas, Agreste Paraibano e a região.

De acordo com as informações, dois jovens um por nome de Edson Filho que é filho do ex-prefeito Edinho e o outro o empresário Cláudio, dono da Santa Maria móveis e filho de Nunes bastante conhecido na região, infelizmente morreram no acidente.

As primeiras informações dão conta que ambos voltavam de Guarabira quando em um trecho da rodovia próximo a Nica entre Pirpirituba e Sertãozinho, o que estava dirigindo perdeu o controle do veículo e capotou, vindo a deixá-los com ferimentos graves e os dois não resistiram.
www.reporteriedoferreira.com.br



EUA acusam invasores do Capitólio de conspiração para sedição pela 1ª vez

Pela primeira vez nos casos que envolvem a invasão do Capitólio nos EUA, promotores americanos acusaram de conspiração sediciosa nesta quinta-feira (13) contra o líder do grupo de extrema direita Oath Keepers, Stewart Rhodes, e dez outras pessoas. É a mais grave acusação já feita contra os participantes do ataque ao Congresso.

O crime é definido como tentativa de “depor, derrubar ou destruir à força o governo dos Estados Unidos”, com sentença máxima de 20 anos na prisão. Entre os 11 acusados desta quinta, 9 já eram réus em outros processos por delitos como conspiração para cometer um crime e afetar um procedimento oficial.

Os Oath Keepers (guardiões do juramento) são um grupo pouco organizado de ativistas que acreditam que o governo federal está usurpando seus direitos. Eles se concentram no recrutamento de atuais e ex-policiais, trabalhadores de serviços de emergência e militares.

O grupo foi fundado em 2009 por Rhodes, um ex-militar de 56 anos. Ele foi preso nesta quinta.

Os procuradores disseram que, no fim de dezembro de 2020, Rhodes usou meios de comunicação privados criptografados para organizar sua viagem para Washington em 6 de janeiro. Ele e outras pessoas planejaram levar armas para o local para ajudar no apoio da operação.

“[Os acusados] Organizaram deslocamentos de todo o país até Washington, se equiparam com todo o tipo de armamento, vestiram uniformes de combate e estavam prontos para responder ao chamado às armas de Rhodes”, afirma o documento de acusação.

O líder e fundador do grupo estava na área do Capitólio no momento da invasão, mas não está claro se ele entrou no edifício.

Ainda que alguns membros do Oath Keepers tenham invadido o edifício usando material tático, outros permaneceram do lado de fora no que eles consideraram equipes de “força de resposta rápida”, preparadas para transportar rapidamente armas para a cidade, disse um dos procuradores.

A acusação alega que Thomas Caldwell, que já era réu, e Edward Vallejo, acusado agora, eram encarregados da coordenação dessa força de resposta rápida. Vallejo, 63, também foi preso nesta quinta.

Ocorrida há pouco mais de um ano, a invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021 levou apoiadores do então presidente Donald Trump a uma tentativa fracassada de impedir o Congresso americano de certificar a vitória de Joe Biden.

O ataque ocorreu pouco depois de um inflamado discurso no qual o republicano repetiu suas acusações sem fundamento de que sua derrota foi resultado de uma fraude generalizada e instou seus apoiadores a ir para o Capitólio “lutar como nunca” para impedir que a eleição fosse roubada.

Na véspera de o ataque completar 1 ano, o secretário de Justiça dos EUA, Merrick Garland, prometeu responsabilizar qualquer pessoa envolvida. A pasta já acusou mais de 725 pessoas, das quais 165 se declararam culpadas e ao menos 70 já receberam sentença. Garland disse ainda que o Departamento de Justiça “seguiria os fatos aonde quer que eles levassem.”

A acusação por conspiração sediciosa eleva o tom dos processos apresentados até agora. Ao longo dos anos, o Departamento de Justiça obteve a condenação pelo crime de nacionalistas porto-riquenhos e supostos militantes islamistas.

O delito apareceu ainda com destaque em um caso que autoridades federais abriram em 1987 contra líderes e membros de um grupo neonazista conhecido como The Order (a ordem). Foram indiciados 14 supostos membros ou apoiadores, 10 dos quais enfrentaram acusações de conspiração sediciosa. Após um julgamento de dois meses, o júri inocentou todos os réus.

www.reporteriedoferreira.com.br




Casa Branca vai mobilizar mil profissionais de saúde militares para hospitais dos EUA

Mais mil profissionais de saúde militares foram destacados para seis Estados norte-americanos para ajudar hospitais sobrecarregados por surtos de casos de Covid-19 relacionados à variante Ômicron, anunciou a Casa Branca na quinta-feira.

As equipes de 7 a 25 médicos militares, enfermeiros e outros profissionais irão começar a chegar em Michigan, Nova Jersey, Novo México, Nova York, Ohio e Rhode Island na próxima semana para apoiar os atendimentos emergenciais e permitir que os funcionários de hospitais possam continuar com outros atendimentos, afirmou uma autoridade da Casa Branca.

“O pedido número um continua sendo o de profissionais”, disse a administradora da Agência Federal de gerenciamento de emergências, Deanne Criswell à CNN, acrescentando que outros Estados provavelmente vão precisar de reforços de médicos e enfermeiras militares ou federais para ajudar na Covid-19 e em outros assuntos, enquanto a onda de Ômicron toma o país.

O governo Biden destacou equipes federais desde julho para lutar contra a variante Delta da Covid-19. Em dezembro, Biden direcionou outros mil profissionais médicos para a cidade Austin, e enviou mais de 100 profissionais médicos federais para o Arizona, Indiana, Michigan, New Hampshire, Vermont e Wisconsin.

As hospitalizações de Covid-19 atingiram uma alta recorde nesta semana após aumentos desde o final de dezembro, de acordo com uma contagem da Reuters, conforme a Ômicron superou a Delta como a variante dominante.

Havia 133.871 pessoas hospitalizadas com a Covid nos Estados Unidos em média durante a última semana, segundo a contagem.

(Reportagem de Susan Heavey)

www.reporteriedoferreira.com.br




Putin testa novo bombardeiro para ataques nucleares

Enquanto alimenta temores no Ocidente de que o impasse na Ucrânia possa se tornar uma guerra de fato com a Otan, a Rússia de Vladimir Putin vai afiando seu arsenal para tal eventualidade.

Nesta quarta (12), foi realizado em Kazan o primeiro voo do Tupolev Tu-160M2, o mais recente bombardeiro estratégico para emprego em ataques convencionais e nucleares do país.

Não é um projeto novo, ao contrário: conhecido no Ocidente como Blackjack e entre russos como Cisne Branco, o Tu-160 voou pela primeira vez em 1981 e estreou em operação seis anos depois, no ocaso da União Soviética.

É a maior e mais pesada aeronave supersônica de combate em ação no mundo, personagem frequente de interceptações nos turbulentos mares Báltico, Negro ou Pacífico, e visto algumas vezes visitando bases aéreas na Venezuela.

Recentemente, o aparelho foi enviado para patrulhas conjuntas com a Força Aérea de Belarus no espaço aéreo da ditadura aliada a Moscou, como forma de mostrar apoio na crise entre Minsk e a Polônia acerca de refugiados na fronteira.

Foram feitos 27 aviões, dos quais 16 seguem voando. Desses, 7 são uma versão modernizada, a Tu-160M, com novos motores e aviônica digital. Mas o teste desta quarta é totalmente diferente.

Em 2018, Putin determinou a encomenda de dez aviões que fossem refeitos completamente. Ou quase: levados os processos produtivos e de desenho para ambientes digitais, 80% dos sistemas do Tu-160M2 são novos, segundo a Tupolev.

Não foi um processo sem percalços, como os acidentes e problemas a indústria aeronáutica russa demonstram. “O primeiro voo estava previsto para 2021, com entregas de 2023 até 2027”, disse por mensagem o analista militar Mikhail Barabanov, do Centro de Análise de Estratégias e Tecnologias de Moscou.

“Por fora o avião parece igual, mas é uma base completamente nova. Ela foi reconstruída do zero”, afirmou o diretor-geral da Corporação Unida de Aeronaves, Iuri Sliusar, em comunicado. A holding engloba a Tupolev e outras fabricantes russas, como a Sukhoi, fazendo por sua vez parte do conglomerado estatal Rostec.

Não há detalhe algum sobre novidades acerca do desempenho do Tu-160, nas versões atuais uma arma impressionante, com 54 metros de comprimento e 55 de envergadura, pesando vazio 110 toneladas e capaz de carregar 45 toneladas de armamento, seis mísseis de cruzeiro ou 12 mísseis com ogivas nucleares de curto alcance.

Especialistas acreditam que a nova versão já está pronta para receber mísseis hipersônicos como o Kinjal, que já está em operação no ventre de interceptadores MiG-31K ou bombardeiros estratégicos Tu-22M.

A aposta de Putin no Tu-160 decorre das capacidades da aeronave, uma versão maior e mais poderosa do americano B-1B Lancer. Ela tem asas com geometria variável para poder atingir até duas vezes a velocidade do som ao penetrar espaços aéreos hostis.

Tem uma autonomia de 12,3 mil km –com reabastecimento aéreo, bateu em 2020 o recorde mundial militar, com 25 horas de voo e 20 mil km percorridos. Até hoje, só viu combate ativo na guerra civil da Síria, na qual Putin interveio em favor da ditadura local em 2015.

A Rússia trabalha ainda no PAK-DA, uma aeronave subsônica em forma de asa voadora, semelhante ao americano B-2 Spirit e a seu sucessor já em construção, o B-21 Raider. Os testes no protótipo estão, segundo a imprensa russa, avançados.

Como tem problemas crônicos de financiamento, Putin opta por aprimorar a frota existente de Tu-160, 61 Tu-22 e também 60 Tu-95, 18 dos quais são a versão modernizada MS deste mastodonte dos anos 1950 com quatro motores e oito hélices.

www.reporteriedoferreira.com.br




Bolsonaro volta a dizer que houve fraude na eleição presidencial de 2018

Em ritmo de campanha, o presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a dizer que houve fraude na eleição presidencial de 2018 e prometeu combater o MST por meio da eventual aprovação do excludente de ilicitude.

“Era para ter ganho no primeiro turno, se fossem umas eleições limpas no primeiro”, afirmou Bolsonaro, durante discurso em Macapá nesta sexta-feira (14), ao se referir ao pleito que o levou ao Palácio do Planalto.

O ataque ao sistema eleitoral repete a marca adotada por Bolsonaro especialmente antes dos atos de raiz golpista do 7 de Setembro. Em junho do ano passado, ele chegou a dizer que tinha “provas materiais”, mas nunca as apresentou.

Bolsonaro foi o mais votado no primeiro turno em 2018, com 46% dos votos válidos. Para prescindir do segundo turno, o candidato precisa receber mais da metade dos votos válidos. A eleição foi decidida no segundo turno, quando Bolsonaro venceu o petista Fernando Haddad.

Pesquisas têm apontado uma ampla vantagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a eleição deste ano, que atualmente teria chance de vitória no primeiro turno, com Bolsonaro em um distante segundo lugar.

O cenário adverso tem gerado o temor de que Bolsonaro possa desconhecer o resultado e incentivar um “cenário Capitólio”, em referência ao que houve nos EUA com Trump, em que seguidores radicalizados do presidente poderiam recorrer à violência contra instituições em caso de derrota nas urnas.

Em outro trecho do discurso, Bolsonaro fez uma ameaça velada ao MST (Movimento Nacional dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), que planeja manifestações de rua em apoio à volta de Lula à Presidência.

“Vejo agora meus policiais militares aqui presentes. O MST ameaçado realizar dezenas de invasões no presente ano. Se um dia eu tiver, no Congresso Nacional, o excludente de ilicitude, podem ter certeza: aproveitem para invadir agora, porque, no futuro, não invadirão”, discursou.

“O que é o excludente de ilicitude? É o militar, ao cumprir sua missão, vai pra casa descansar. E vai ter a certeza de que não vai receber a visita de um oficial de Justiça para processá-lo”, completou Bolsonaro.

O excludente de ilicitude abrandaria a pena para policiais que cometerem excessos, incluindo mortes, caso tenham agido “sob escusável medo, surpresa ou violenta emoção”.

A proposta fazia parte do pacote anticrime apresentado pelo então ministro da Justiça, Sergio Moro, mas acabou descartada no Congresso. Após essa tentativa, apareceram outros projetos com o mesmo teor, apresentados e defendidos pela bancada bolsonarista.

Na última parte do discurso, Bolsonaro disse que, “mais cedo ou mais tarde”, será preciso explorar os recursos da Renca (Reserva Nacional do Cobre e Associados).

Trata-se de uma área de 4 milhões de hectares entre o Amapá e o Pará criada em 1984 durante a ditadura militar. A medida proíbe qualquer tipo de mineração nessa região.

Em 2017, o presidente Michel Temer (MDB) decretou a extinção da Renca, mas, sob pressão da opinião pública, mobilizada por ambientalistas, acabou recuando.

Bolsonaro (PL) visitou Macapá, no Amapá, para participar de uma inspeção técnica relacionada ao projeto “Infovia 00”, que prevê a implementação de uma estrutura de fibra ótica de 770 km de extensão, com a finalidade de proporcionar conexão de alta qualidade ao Amapá e Pará.

O avião presidencial pousou no Aeroporto Internacional de Macapá por volta das 10h. De lá, o presidente seguiu por quase 20 km em uma carreata até a praia da Fazendinha, em Macapá, onde ocorreu a vistoria. Ele não utilizou máscara durante todo o percurso.

A inspeção durou cerca de 40 minutos e aconteceu na embarcação onde foram colocados os cabos de fibra ótica que ficarão submersos no leito do Rio Amazonas. O acesso à embarcação, que navegou por vários pontos do rio, não foi liberado para a imprensa.

Após a vistoria, transmitida ao vivo, Bolsonaro foi até a cerimônia de lançamento do projeto. Ele chegou ao local às 11h40 e foi recebido por apoiadores, que o aguardavam desde o início da manhã debaixo de um sol forte, a maioria não usava máscara.

É a terceira vez que o presidente vai ao Amapá. A última visita ocorreu em novembro de 2020, durante o apagão que durou quase 20 dias e atingiu 90% da população.

Por conta do forte calor, foram distribuídas água mineral aos grupos reunidos ao redor das grades de proteção. Os apoiadores gritavam coros como “mito”, “é Bolsonaro” e “fora Davi”, em referência à presença do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), principal articulador político para a visita presidencial.

O presidente gerou aglomeração ao cumprimentar as pessoas que o esperavam. Tanto na inspeção quanto na cerimônia oficial, Bolsonaro estava acompanhado do ministro das Comunicações, Fábio Faria, do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, do prefeito da cidade, Dr. Furlan (Cidadania), e de outros políticos amapaenses.

O projeto ‘Infovia 00″ faz parte do Programa Norte Conectado e, segundo o governo federal, deve beneficiar cerca de 1 milhão de pessoas de Macapá e dos municípios paraenses de Santarém, Alenquer, Almerim e Monte Alegre. A previsão é que ainda em janeiro seja concluída a implantação da rede principal subfluvial.

A iniciativa compõe o Programa Amazônia Integrada Sustentável (PAIS) e prevê a construção de oito infovias, com quase 12 mil quilômetros de extensão de estruturas acomodadas em sete rios da região Norte: Amazonas, Negro, Solimões, Madeira, Purus, Juruá e Rio Branco.

A implantação das infovias custará R$ 1,7 bilhão, segundo o governo federal.

www.reporteriedoferreira.com.br