O SORRISO DO LAGARTO
Há dois atores comediantes nesta invasão da Russia contra a soberania da Ucrânia: de um lado um que foi eleito presidente, por conta das piadas que contava na TV e, do outro, um que foi alçado a condição de facínora internacional, por conta das piadas que usa para rebater as acusações de invasor da soberania de países. O primeiro não esperava alcançar o prestígio e a notoriedade conquistada na defesa do seu povo; o segundo, continua enganando a todos ao mudar a versão dos fatos, atribuindo sempre à vítima as nefastas ações que promove na matança desenfreada em forma de genocídio de um povo e, assim, vai enganando todo mundo. Enquanto o verdadeiro comediante da TV surge diariamente como uma grande liderança, o ditador vai se fazendo de vítima.Há, porém, uma lição a tirar destes programas do bem e do mal: enquanto o lagarto ri, com a sua bocarra, dos mortos, dos feridos e da destruição de cidades sobre cidades que promove, avançando sua mania de grandeza para ocupar-se, futuramente, de outras aventuras análogas, os europeus apenas lamentam-se, sem tomarem uma posição capaz de fazer parar essa malograda aventura. As sanções contra o comediante do mal não fizeram efeito e não vão fazer, e o comediante do bem clama por uma solução objetiva e eficaz que não chega.
Essa história de que o comediante do mal pode usar uma bomba nuclear para iluminar os céus da Europa e Estados Unidos não convence, porque ele sabe que receberia duas vezes mais bombas, de retorno, na cabeça, no mesmo momento, do que as que poderia enviar. Enquanto isso o lagarto vai rindo de Biden, e vai gargalhando de Boris Johnson e de outras lideranças medrosas europeias, que não tomam uma posição em favor do povo da Ucrânia, que continua sendo bombardeado todos os dias, todas as horas.
O que falta a estes é coragem, para, reunidos, tomarem a decisão de mandar um míssil contra a toca do lagarto, para cair na praça vermelha, sem ogiva nuclear, mas com muita fumaça, e um recado curto e grosso: a próxima será uma bomba suja (nuclear de pequenas proporções que só atinge determinada área) para cair na cabeça do lagarto e fazê-lo parar de rir. Certamente ele vai meditar sobre essa ação, e sentir o peso de uma verdadeira reação, porque uma ação sempre gera ou corresponde a uma reação, que até o momento não veio, como deveria.
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