51% dos brasileiros acreditam que Bolsonaro pode tentar golpe, aponta Datafolha
Levantamento também mostra que 7 em cada 10 veem a democracia como melhor forma de governo

Um em cada dois brasileiros afirmam que há chances de que o presidente Jair Bolsonaro dê um golpe de estado, de acordo com pesquisa do Datafolha divulgada neste sábado.
O levantamento foi realizado na semana seguinte aos atos bolsonaristas realizados em 7 de setembro em todo o país, em meio aos quais Bolsonaro reiterou declarações de cunho golpista em discursos de ataque às instituições, em especial a ministros do Supremo Tribunal Federal.
Em resposta estimulada, 30% dos entrevistados disseram que “há muita chance de Bolsonaro dar um golpe de Estado”, ao passo que 20% veem “um pouco de chance”. Para 45%, não há chance de ruptura institucional. Não responderam 6% dos consultados.
O levantamento também questionou sobre a probabilidade da volta de uma ditadura no país. Para 20% dos entrevistados, há muitas chances. Outros 31% veem que há “um pouco de chance” de que isso ocorra, ante 45% que dizem não enxergar essa possibilidade e 5% que não sabem.
A soma dos que veem alguma possibilidade da volta de um regime ditatorial agora (51%) é a maior desde que a pergunta começou a seer feita pelo instituto, em 2014, e empata tecnicamente com o registrado em outubro de 2018, em meio à eleição presidencial que elegeu Bolsonaro. À época, 50% diziam ver alguma chance de volta de ditadura.
O Datafolha entrevistou 3.667 pessoas entre os dias 13 e 15 de setembro em 190 cidades do país. Segundo o instituto, a margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou para menos.
Também foi perguntado aos consultados qual é o grau de apoio à democracia. É de 70% a parcela de brasileiros que veem o regime democrático como sempre a melhor forma de governo, o que representa um recuo de cinco pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, realizada em junho de 2020.
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O presidente Jair Bolsonaro fez ontem um aceno ao ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU), e falou sobre uma hipotética atuação dele no Supremo Tribunal Federal (STF). “Tenham certeza, se Augusto Nardes fosse ministro do Supremo Tribunal Federal, ele votaria contra (a revisão do) marco temporal”, disse.




