Jovem tem rosto arrancado em acidente com duas vítimas fatais na Paraíba

Dois passageiros , de 18 e 19 anos, morreram em um acidente na rodovia PB-065, próximo a cidade de Mataraca, Litoral Norte da Paraíba, na madrugada deste sábado (11).

Testemunhas afirmaram para a polícia que os dois teriam saído de uma festa em uma motocicleta e ao entrar na rodovia teriam batido na traseira de um caminhão. Os corpos foram encontrados às margens da rodovia e uma das vítimas teve o rosto arrancado.

Os jovens seriam moradores de Pitanga da Estrada, Distrito de Mamanguape, também no Litoral Norte. A Polícia Civil foi acionada para apurar as circunstâncias do acidente.




Câmera registra choque de carro com motoboy no Retão de Manaíra e população se revolta na internet

Uma câmera de segurança registrou o momento em que o carro atingiu o motoboy que morreu na madrugada deste sábado (11), no Retão de Manaíra, em João Pessoa. Nas imagens, é possível ver o carro rodar várias vezes após sair da Rua Miriam Barreto e se chocar com a moto no Retão.

No alto do vídeo está o cruzamento onde o motoboy transitava no sentido Manaíra Shopping/praia e acabou acertado pelo veículo prata. Uma nuvem de poeira toma conta da avenida quando o carro ‘explode’ o muro de um condomínio em frente ao shopping Liv Mall.

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O veículo só para de girar depois de bater no muro e ‘rodopiar’ até o cruzamento seguinte, mais próximo da câmera que registrou a tragédia.

A revolta da população já é evidente nas redes sociais, tendo em vista que circulam imagens de lata de cerveja dentro do carro do motorista envolvido e consumo de bebida alcoólica nos stories dele nas redes sociais.

Muitas pessoas já lotaram o Instagram do motorista de comentários como “PB1 te espera, boy”, “irresponsável”, dentre outras mensagens de revolta.

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João Azevêdo prestigia final do 4° Festival de Música da Paraíba e entrega prêmio ao vencedor

O governador João Azevêdo prestigiou, na noite dessa sexta-feira (10), a Finalíssima do 4° Festival de Música da Paraíba. O evento, prestigiado também pela primeira-dama do Estado, Ana Maria Lins, ocorreu no Teatro Paulo Pontes do Espaço Cultural José Lins do Rêgo, em João Pessoa. Com a canção “Você Viu”, o compositor João Carlos Jr foi o grande vencedor da noite, conquistando os prêmios de 1º lugar, melhor intérprete e júri popular.

Considerado o maior espaço para revelação e exposição de compositores e cantores do Estado, o Festival de Música da Paraíba distribuiu R$ 28 mil em prêmios aos vencedores. O evento foi uma realização do Governo do Estado, por meio da Empresa Paraibana de Comunicação (EPC) em parceria com a Secretaria da Comunicação Institucional (Secom-PB), Fundação Espaço Cultural José Lins do Rêgo (Funesc) e PBGás.

Na ocasião, João Azevêdo destacou a importância do evento no fortalecimento da cultura paraibana. “Em primeiro lugar, é uma alegria muito grande estar aqui neste momento. A qualidade das músicas é fantástica, com arranjos maravilhosos. Quero parabenizar todos que organizaram esse Festival, porque eu tenho a convicção de que vocês nos proporcionaram duas horas de acalanto, duas horas que nos deixaram mais leves”, disse, lembrando as milhares de pessoas que acompanharam o evento pela internet.

“Vivemos momentos tão preocupantes, mas poder participar de um evento com o nível desse Festival, que superou todas as expectativas. É uma satisfação muito grande poder colaborar com um momento de alegria para todos nós”, prosseguiu o governador João Azevêdo.

A presidente da Empresa Paraibana de Comunicação (EPC), Naná Garcez, destacou a diversidade do evento. “Esse Festival cresceu muito em nível de participação, em nível de diversidade, de ritmos e se tornou um grande palco não apenas para artistas novos, como apareceram vários, mas também para artistas experientes”, disse, destacando o alcance de público obtido pelo evento por conta da internet.

Já o presidente da Fundação Espaço Cultural José Lins do Rêgo, Pedro Santos, afirmou que o evento se consolida como referência da música da Paraíba. “Chegamos à Final da 4° edição desse Festival consolidando esse palco como um palco de referência da música da Paraíba. Além disso, o Festival de Música da Paraíba é uma verdadeira caixa de ressonância dos debates que têm ocorrido no Brasil”, comentou.

Outras autoridades que prestigiaram o evento foram o secretário de Estado da Cultura (Secult), Damião Cavalcanti; o secretário executivo da Pasta, Milton Dornellas, e o presidente da PBGás, Jailson Galvão.

Em sua 4ª edição, o Festival de Música da Paraíba homenageou o centenário de nascimento do compositor paraibano Genival Macedo. Com forte contribuição na música do Estado, Genival Macedo é mais conhecido pela autoria de “Meu Sublime Torrão”, que é desde 1972 o hino popular da capital paraibana.

Ao todo, foram distribuídos R$ 28 mil em prêmios pelo 4° Festival de Música da Paraíba, sendo R$ 10 mil para o primeiro colocado, R$ 7 mil para o segundo e R$ 5 mil para o terceiro lugar. Além de mais R$ 3 mil para o melhor intérprete e R$ 3 mil para a categoria voto popular, criada nesta edição do evento.

Os vencedores – Com a canção “Você Viu”, o compositor João Carlos Jr foi o grande vencedor da 4ª edição do Festival de Música da Paraíba, que teve sua etapa final realizada na noite da última sexta-feira, no Teatro Paulo Pontes, em João Pessoa, com transmissão on-line. O artista arrebatou os prêmios de 1º lugar (R$ 10 mil), melhor intérprete (R$ 3 mil) e júri popular (R$ 3 mil). O segundo lugar ficou com Totonho, que defendeu a música “Pega o Beco”, ao lado da sua banda As Cabritas, levando R$ 7 mil. O terceiro colocado foi Tom Drummond, que apresentou a composição “Desgoverno” e ganhou R$ 5 mil.

Os cheques simbólicos foram entregues pelo governador do Estado, João Azevedo e pela primeira dama, Ana Maria Lins, pelo presidente da Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc), Pedro Santos; a presidente da Empresa Paraibana de Comunicação, Naná Garcez; pelo presidente da PBGás, Jailson Galvão.

Além das três campeãs, outras 11 músicas foram apresentadas na finalíssima do festival: “Encomenta” (P. Motta e Will); “Terra do Acais” (Laíz de Oyá); “Fruto Coragem” (Sinamonis); “Ar, é Ar” (Pedro Mello); “Pelas Calçadas” (Tiago Sotero); “A Pergunta que não quer calar” (Hugo César e Lucas Barreto); “Bandeira” (Alcides Prazeres); “Se prestar eu vou postar” (Aldo Marques); “Paraíba Sou Sim” (Elon); “Pássaro” (Samir) e “Coco Aperreado” (Larry Brasil). A noite contou, ainda, com pocket show da cantora Maria Kamila, que se apresentou ao lado do multiinstrumentista Daniel Pina e do parceiro da banda Os Gonzagas, Yuri Gonzaga. O evento foi apresentado pela dupla de jornalistas Amanda Falcão e Jãmarrí Nogueira.

A finalíssima foi definida por um júri formado pela jornalista e fundadora do portal Mundo da Música Láisa Naiane (BA); Gabriel Souto (RN), produtor musical e músico autodidata; Gal Menezes (PE), cantora e integrante do grupo Encantaria; Eugênio Castro (MG), músico, produtor musical e arranjador, fundador e diretor da distribuidora QUAE; Juçara Figueredo (RN), responsável pelo Fest Bossa & Jazz; Jomardo Jomas (RN),fundador e diretor do Festival MADA.

A novidade deste ano foi a possibilidade de votação popular on-line, pelo site do festival. Ao todo, foram computados 55.808 votos. O mais votado pelo público na internet levou R$ 3 mil para aquisição de um equipamento musical.

A edição deste ano recebeu 362 inscrições de composições inéditas e, após um criterioso processo de curadoria, 30 delas foram selecionadas para participar das eliminatórias, realizadas nos dias 3 e 4 deste mês.

O local onde aconteceram as apresentações foi preparado para cumprir todos os protocolos de segurança, devido à pandemia do coronavírus, e, por isto também, o festival foi transmitido pelos canais oficiais no YouTube da Rádio Tabajara e da Funesc, pelas rádios Tabajara FM 105,5 e AM 1.110 e pela TV Assembleia nos canais 8.2 (TV aberta na Grande João Pessoa, Campina Grande, Patos e região) e 340.2 (Sky, GVT e Claro/NET). Como o evento aconteceu de forma virtual, apenas os músicos, concorrentes, equipes de produção e convidados em número limitado puderam estar presentes. No entanto, todo o conteúdo continua disponível nas plataformas digitais.

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Biden, Obama e Clinton prestam homenagem às vítimas do 11 de Setembro, em NY

Presidente vai também ao Pentágono, atingido pelo terceiro avião sequestrado por terroristas da al-Qaeda, e à Pensilvânia, onde caiu a quarta aeronave

O ex-presidente Bill Clinton, a ex-primeira-dama Hillary Clinton, o ex-presidente Barack Obama, a ex-primeira-dama Michelle Obama, o presidente Joe Bien, a primeira-dama Jill Biden, o ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg, a mulher de Bloomberg, Diana Taylor, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, e o líder democrata no Senado, Charles Schumer, na cerimônia
CHIP SOMODEVILLA / Getty Images

O ex-presidente Bill Clinton, a ex-primeira-dama Hillary Clinton, o ex-presidente Barack Obama, a ex-primeira-dama Michelle Obama, o presidente Joe Bien, a primeira-dama Jill Biden, o ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg, a mulher de Bloomberg, Diana Taylor, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, e o líder democrata no Senado, Charles Schumer, na cerimônia

No Marco Zero, onde ficavam as torres do World Trade Center (WTC) e foi construído um memorial, ele e os ex-presidentes Barack Obama e Bill Clinton prestaram homenagem aos mortos nos ataques.

Todos os presentes fizeram um minuto de silêncio às 8h46 (9h46 em Brasília), no horário em que o primeiro avião, sequestrado por cinco dos 19 terroristas da al-Qaeda envolvidos no atentado, atingiu a Torre Norte do WTC. Os nomes das quase 3 mil vítimas foram lidos no evento solene, como vem ocorrendo todos os anos.

O Marco Zero de Manhattan, onde ficavam as Torres Gêmeas, se tornou um local de peregrinação e homenagem aos mortos. Os dois edifícios foram substituídos por um monumento, uma imensa fonte com formato de piscina cujas paredes funcionam como suaves cascatas e têm os nomes gravados das 2.753 vítimas de Nova York.

Os demais morrerram no ataque ao Pentágono e no quarto avião sequestrado, que caiu na Pensilvânia quando se dirigia à capital, Washington.

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Agência O Globo



‘Não se leva democracia com tropas, mísseis e tanques’, diz Barroso

Ministro do STF fez referência ao atentado de 11 de setembro em rede socialBarroso criticou a violência em rede social

Carlos Moura/SCO/STF

Barroso criticou a violência em rede social

Após uma semana de conflito entre o Poder Executivo e o Judiciário, com diversos ataques do presidente Jair Bolsonaro contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e seus magistrados, o ministro Luís Roberto Barroso disse em rede social, neste sábado, que não se alcança a democracia com “tropas, mísseis e tanques”. Ele fez referência ao atentado do 11 de setembro, que completa 20 anos hoje.

“20 anos dos atentados de 11/9, triste momento da história recente. Duas lições: 1. O terror, como a violência em geral, nada constrói. 2. Não se leva Iluminismo e democracia a nenhum lugar do mundo com tropas, mísseis e tanques. Educação, cultura e Justiça são as armas certas”, escreveu o ministro.

Na sexta-feira, Barroso  recomendou a música Paixão de um homem (A carta), de Waldick Soriano (a cada semana, o ministro faz recomendações culturais). “Amigo, por favor leve esta carta / E entregue àquela ingrata / E diga como estou / Com os olhos rasos d’água”, diz a letra. Na quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro publicou uma nota redigida com a ajuda do ex-presidente Michel Temer procurando se reconciliar com Alexandre de Moraes, ministro do Supremo que atacou em discursos no 7 de setembro.

No primeiro evento público após os atos antidemocráticos de 7 de Setembro e o recuo às críticas ao STF, o presidente Jair Bolsonaro manteve o tom mais cauteloso. O presidente afirmou neste sábado que “não tem Poder vitorioso”, em breve discurso na exposição agropecuária Expointer, em Esteio, no Rio Grande do Sul.

— Não é para dizer se este ou aquele Poder saiu vitorioso, a vitória tem que ser do povo brasileiro, a vitória tem que ser de vocês porque somente assim a gente vai poder viver em harmonia — disse o presidente durante discurso.

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Agência O Globo



Celso de Mello compara recuo de Bolsonaro em carta a Hitler: “Farsa”

Ex-decano do STF, o ministro aposentado disse ao jornalista Diego Escosteguy, da newsletter O Bastidor, que Bolsonaro tem “comprovada disposição” de “ultrajar a Constituição e de ignorar os limites que a Carta Política impõe aos seus poderes”

Celso de Mello em sessão do STF
Rosinei Coutinho/SCO/STF

Celso de Mello em sessão do STF

O ministro aposentado e ex-decano do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello comparou a “declaração à nação” assinada pelo presidente Jair Bolsonaro e redigida por seu antecessor, Michel Temer , na última quinta-feira (9) ao acordo de Munique, assinado por Adolf Hitler em 1938 na Alemanha. Segundo o ex-ministro do STF, o recuo de Bolsonaro na carta pode se revelar uma farsa.

As declarações de Celso de Mello foram feitas ao jornalista Diego Escosteguy, da newsletter O Bastidor. Segundo o ex-decano do Supremo, Bolsonaro tem “personalidade autocrática” e “comprovada disposição” de “ultrajar a Constituição e de ignorar os limites que a Carta Política impõe aos seus poderes”.

“Se Bolsonaro revelar infidelidade ao que pactuou, terá dado plena razão à advertência segundo a qual a história, quando se repete pela segunda vez, ocorre como farsa”, disse Mello, que apontou ter dúvida se o recuo do presidente dois dias depois dos  ataques de 7 de setembro não foi mera estratégia para iludir os demais poderes e apaziguar a crise institucional.

Celso de Mello disse que é necessário se organizar para “resistir e frustrar qualquer subversão da ordem democrática”, já que, segundo ele, Bolsonaro despreza a supremacia da Constituição e pode dar um golpe “daqueles que nutrem visceral desapreço pelo regime das liberdades fundamentais e pelo texto da Constituição”.

Acordo de Munique antecedeu segunda guerra mundial

Tratado acordado entre os líderes das principais potências europeias à época, o Acordo de Munique partiu de Hitler e tinha, além da Alemanha Nazista, a Itália fascista de Benito Mussolini, Neville Chamberlain, do Reino Unido e Édouard Daladier, da França. Assinado em setembro de 1938, há 83 anos, ele foi marcado por um acordo alemão com as demais potências para que parte da Checoslováquia passasse a ser um território da Alemanha.

Alguns meses depois, em março de 1939, Hitler invadiu o restante do território checo, rasgando o acordo feito com as demais potências, traídas, e levando, junto com uma série de outros fatores, à segunda guerra mundial, que durou até 1945 e acabou com a derrota dos nazistas e milhões de mortos pela Europa.

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Deputados vão debater na ALPB coligações partidárias nas eleições proporcionais

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A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizou, nesta quarta-feira (8), audiência pública para discutir o retorno das coligações partidárias nas eleições proporcionais. O debate foi proposto pela Mesa Diretora da Casa de Epitácio Pessoa após o plenário da Câmara Federal rejeitar a proposta que adotaria o ‘distritão’ e permitir o retorno das alianças entre os partidos. Além da participação dos deputados estaduais, a audiência contou ainda com a presença do senador Veneziano Vital do Rêgo.

No último dia 11 de agosto, um acordo entre partidos na Câmara Federal trouxe de volta as coligações partidárias nas eleições proporcionais para deputados federais, estaduais e vereadores. O texto, já encaminhado ao Senado, precisa ser promulgado ainda este mês para que a regra passe a valer já no pleito eleitoral de 2022. As coligações tinham sido extintas em 2017 e a nova regra passou a valer nas eleições municipais de 2020.

Contrário ao fim das coligações, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Adriano Galdino, demonstrou preocupação com o fato de o acordo realizado no âmbito da Câmara Federal não ser mantido no Senado. Na avaliação do presidente, a proibição das alianças traz prejuízos à democracia. “No parlamento paraibano, a maioria se mostra favorável ao retorno das coligações. Entendemos que é muito ruim para a democracia fechar as portas do ‘distritão’ e também das coligações, visto que, na prática, só iríamos ter apenas dez partidos na Paraíba, pois os demais irão caducar ou se juntar a outras siglas”, afirmou. Galdino alega que a ideia de por fim as alianças têm como base a divisão do Fundo Partidário para um menor número de legendas “A gente percebe que por trás desse fundo ideológico que alguns colocam, existe o Fundo Partidário, que é a razão maior. Hoje temos mais de 30 partidos no Brasil e, com o fim das coligações, só vão existir no máximo dez. Logo, esse Fundo Partidário passaria a ser dividido por apenas dez siglas”, alertou o presidente. Ele destacou que a decisão adotada na Câmara Federal tem o apoio da população e o parlamento paraibano espera que o mesmo aconteça no Senado. “Queremos debater sobre o tema e obter conhecimentos sobre o que é melhor para o sistema político paraibano para que possamos fazer política em 2022 atendendo aos anseios partidários de todos nós”, concluiu o presidente.

Para o deputado Hervázio Bezerra, a audiência foi uma oportunidade necessária para promover o diálogo entre o Senado e a Assembleia. Ao senador Veneziano, Hervázio alertou que a rejeição ou a aprovação da proposta no Senado interfere diretamente no Legislativo estadual. “A decisão que os senadores vão tomar afeta a nós, deputados estaduais e federais. Com responsabilidade, vossa excelência haverá de tomar a melhor decisão para nós, deputados estaduais”, disse.

“Temos que ver aquilo que é ideal para a nossa realidade”, defendeu o deputado Anderson Monteiro. Historicamente contrário às coligações, o deputado disse ser favorável que haja uma diminuição na quantidade de partidos. “Que isso não se confunda com censura ou com cláusulas de barreiras, trata-se de uma melhor organização dentro na Câmara federal”, explicou. No entanto, Anderson avalia que a alteração aprovada em 2017 e aplicada nas eleições municipais de 2020 não foi bem sucedida, desta forma, é necessário que haja uma melhor adequação a melhor opção apresentada no momento. “Se a opção que temos é o que ocorreu em 2020 ou o retorno das alianças entre os partidos, por mais que eu tenha sido contra, defendo o retorno das coligações”, declarou Anderson Monteiro.

A deputada Pollyanna Dutra disse que o sistema de coligações partidárias favorece os partidos pequenos e as “pessoas mais parecidas com o povo: negros, LGBTs, mulheres, trabalhadores comuns”. Na opinião da parlamentar, a coligação partidária dá oportunidade às pessoas simples chegarem ao parlamento. “Se não fossem as coligações, seria impossível eu estar aqui como mulher sertaneja, representando o meu povo, a minha região”. Pollyanna solicitou ao senador Veneziano que, no Senado, se coloque favorável ao retorno das alianças entre as siglas nas eleições proporcionais. “Gostaria que vossa excelência tivesse bastante atenção nessa votação lá no Senado e, como vice-presidente do Senado, usasse do seu poder de influência. É muito difícil lutar contra o dinheiro e a máquina para que uma pessoa simples venha a se eleger e representar, de fato e de direito, o povo”, reforçou.

Também defensor das coligações, o deputado Wilson Filho, disse que a forma atual de eleição para um estado do porte da Paraíba é uma realidade que se mostrou inviável, pois, segundo ele, dificulta a formação de chapa. Ao pedir o voto favorável pela volta das coligações ao senador Veneziano, ponderou que essa deve ser uma decisão individualizada. “Se o MDB tomar uma decisão contrária à coligação, acho que o senhor pode usar um dos argumentos aqui trazidos, para votar pela coligação”, sugeriu Wilson.

Para o senador Veneziano, as constantes mudanças de regras nas eleições fragilizam o sistema partidário e o sistema político, além de trazer insegurança jurídica para os que concorrem. Após ouvir as demandas dos deputados estaduais, o senador Veneziano Vital do Rêgo revelou que algumas reuniões no âmbito do Senado e dentro dos partidos ainda deverão acontecer para que a proposta seja analisada. “Há pontos controversos, que precisam ser revistos e formatados. Por isso, definimos essas reuniões, para chegarmos a um entendimento comum”. De acordo com Veneziano, a proposta ainda não foi levada à Comissão de Constituição Justiça e Redação do Senado, o que deverá acontecer ainda esta semana. Segundo o senador, existe por parte do presidente da Casa, o senador Rodrigo Pacheco, a firme disposição de votá-la. “Levo a Brasília todas as considerações feitas e deixarei a todos informados de todo o processo”, garantiu Veneziano.

A audiência pública aconteceu de forma remota e contou também com a participação da deputada Dra. Paula e dos deputados Lindolfo Pires, João Gonçalves, Chió, Jutay Menezes, Inácio Falcão, Janduhy Carneiro e Júnior Araújo.




Uso de linguagem neutra nas escolas é debatido na Câmara de João Pessoa

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A Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) realizou, nesta quarta-feira (8), uma sessão especial para debater o uso da linguagem neutra nas escolas. A sessão foi presidida pela vereadora Eliza Virgínia (Progressistas), que solicitou a discussão, e secretariada pelo vereador Coronel Sobreira (MDB). Durante o encontro, os participantes também discutiram a implantação do bônus regional na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Eliza Virgínia destacou a importância de debater o tema para as futuras gerações: “Língua, religião e alta cultura são os únicos componentes de uma nação que podem sobreviver quando ela chega ao término da sua duração histórica. São os valores universais, que, por servirem a toda a humanidade e não somente ao povo em que se originaram, justificam que eles sejam lembrados e admirados por outros povos”, justificou, criticando os movimentos em prol da linguagem neutra ou linguagem não binária.

A vereadora informou que tramitam na CMJP dois projetos que tratam da proibição do uso da linguagem neutra nas escolas e nos órgãos públicos, um de sua autoria, outro de iniciativa do Coronel Sobreira. “Vamos ver como apensar os dois projetos. Um deles cria o dia da valorização da Língua Portuguesa e estipula multas pelo não cumprimento da norma”, explicou.

Coronel Sobreira leu a justificativa do Projeto de Lei, de sua autoria, que proíbe o uso de novas formas de flexão neutralizadora de gênero e de número das palavras da Língua Portuguesa. Para o parlamentar, trata-se de uma tentativa forçada de modificação do Decreto Federal 6.583/2008, que promulga o Acordo Ortográfico na Língua Portuguesa. “Conforme salienta a Presidente da Academia Argentina de Letras, Alícia Zorrilha, o modelo não possui qualquer apoio científico, carecendo de fundamento linguístico, o que o põe fora do sistema gramatical”, defendeu o autor do projeto.

O vereador ainda afirmou que os propositores da linguagem neutra “desconhecem o interior da gramática, pois veem gênero onde não há”. Para ele, “forçar uma alteração nas palavras para criar um gênero neutro é uma violência”. Ele argumentou ainda que a Língua Portuguesa não é preconceituosa, “mas, sim, aqueles que pretendem utilizá-la para militância ideológica e para exaltação da agenda política, modificando a realidade para moldá-la a seus propósitos escusos”.

Para o parlamentar, a linguagem neutra se propõe a incluir grupos marginalizados, mas segrega outros, como as pessoas com autismo e dislexia, “por inibir o processo de entendimento gráfico”. Segundo o Coronel, as pessoas com deficiência visual também serão prejudicadas com o uso da linguagem neutra. “Após longo processo para redescobrir a leitura por programas e aplicativos, eles perderão a eficiência desses, dada a incompatibilidade de pronunciar algarismos (como o arroba na palavra amig@s) sem qualquer padronização ou fonética gramatical”, defendeu.

Para o sociólogo e escritor Gilson Marques Gondim a questão da linguagem neutra está relacionada com ‘politicamente correto’, termo utilizado para descrever expressões que evitam ofender, excluir e/ou marginalizar grupos vistos como desfavorecidos ou discriminados. “Essa questão [linguagem neutra] se insere no bojo em torno do politicamente correto, tem a ver com cotas raciais, as ‘discriminações do bem’. Essa batalha do corretismo político tem dois campos: os Estados Unidos e o Brasil. Estamos no epicentro dessa luta. Não sou religioso, sou ateu crítico do politicamente correto. Como ateu tenho que reconhecer que onde não existe base religiosa forte, o politicamente correto domina. Essa base religiosa é fundamental. A grande ameaça da democracia vem do corretismo político”, argumentou.

Também participando da sessão, o professor Antomari Trajano acredita que “democracia não é simplesmente destruir, ou arrancar” o outro ponto de vista. “Democracia é você expor o seu, eu respeitar o seu e você respeitar o meu”, afirmou. O professor Marcos Ribeiro, do EVO Colégio e Curso, disse que a gramática é objetiva e que “mudar essa estrutura, a gramática, as regras, é algo bastante complexo”. “É importante que a gramática seja conversada, preservada, independente de qualquer situação”, opinou. O professor Daniel Nóbrega defendeu que seria melhor exaltar o regionalismo ao invés de oprimir a linguagem culta.

Por fim, o Coronel Sobreira citou a Bíblia para defender a proibição da linguagem neutra. “Em Marcos 10:6 diz que no princípio da criação Deus fez o homem e a mulher. A linguagem neutra vai fazer confusão. Democracia é respeitar o direito de se expressar, mesmo que discordem. O grande segredo é saber conviver com as diferenças. Quando a gente verifica a palavra de Deus, entende que é uma regra, um dispositivo de fé e prática para os cristãos. Nós, os cristãos que cremos nas escrituras, jamais poderemos aceitar ou ficar omissos diante dessas propostas. Tem um ministro que está para tomar posse no STF, André Mendonça, que é um cristão, evangélico, pastor. Outro dia vi uma reportagem dizendo que ele não vai respeitar a Bíblia, que ele tem que respeitar a Constituição. Olha, que coisa! A Constituição está abaixo das escrituras, do que Deus estabeleceu para a humanidade. Nós jamais poderemos nos calar: homem, mulher. Ponto. Respeitamos toda e qualquer escolha, apenas não concordamos baseados nas escrituras sagradas, que acreditamos, e com muita luta tentamos colocar em prática”, finalizou o parlamentar.

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Dois homens foram assassinados a tiros em menos de 12 horas em Lucena Pb

A violência vem imperando na Praia de Lucena no litoral norte de João Pessoa, o que vem preocupando seriamente as autoridades.

Um homem identificado como Rafael, foi assassinado com vários tiros na cabeça nesta sexta-feira (10) em Lucena, município da região metropolitana de João Pessoa.

A vítima , foi socorrido para uma unidade de saúde no município de Lucena, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. o crime aconteceu no período da manha.

0 segundo assassinato aconteceu no período da tarde em uma comunidade  localizada nas imediações da Câmara Municipal de Lucena. Um jovem conhecido por “Ligeirinho ” foi morto a tiros.

Segundo testemunhas ” Ligeirinho ” já havia sido vitima de tentativa de morte por duas vezes.

0s crimes foram praticados em circunstâncias misteriosas estando a policia encetando diligências objetivando identificar e prender os criminosos;

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