João Azevêdo anuncia primeiro voo comercial para o Sertão paraibano

João Azevêdo anuncia primeiro voo comercial para o Sertão paraibano

O governador da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania), confirmou neste domingo (30), em postagem nas redes sociais, o lançamento do primeiro voo comercial com destino ao Sertão da Paraíba. A primeira cidade que receberá a aeronave e a companhia aérea responsável serão anunciadas durante uma live, no youtube, na próxima terça-feira.

“Um sonho da população sertaneja está prestes a se tornar realidade. Na próxima terça-feira lançaremos o primeiro voo comercial para o Sertão. Vamos contar os detalhes, como qual companhia e destino em uma live às 9h, no Youtube”, postou.

A publicação foi comemorada por centenas de internautas, que fizeram questão de curtir e comentar a boa nova.

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“Está provado que o Brasil não quis comprar vacina”, afirma Omar Aziz

Presidente da CPI da Covid disse que a investigação do chamado ‘gabinete paralelo’ está entre os próximos passos da Comissão e deve ser resolvido nas oitivas da próxima semana

Senador Omar Aziz (PSD-AM)
Jefferson Rudy/Agência Senado

Senador Omar Aziz (PSD-AM)

O senador Omar Aziz (PSD-AM) , presidente da CPI da Covid no Senado, deu detalhes sobre os próximos passos da Comissão, falou sobre a falta de cilindros de oxigênio que gerou colapso na saúde de Manaus (AM) no início do ano e também clamou ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que “pelo amor de Deus, compre vacinas”.

Aziz se emocionou ao falar sobre a morte do irmão , o empresário Walid Aziz, em janeiro deste ano devido à Covid-19 e reforçou a importância da vacinação contra a doença e do trabalho da Comissão em investigar as ações e omissões do governo federal no combate à pandemia. “Não é vingança, eu procuro justiça”, afirmou. “Àqueles que acharam que a CPI ia dar em pizza, se enganaram, porque nós já chegamos aos responsáveis pela não compra das vacinas”, afirmou.

Além disso, o senador também afirmou que as sessões da próxima semana devem provar a existência do chamado ‘gabinete paralelo’, que teria orientado o presidente Bolsonaro em relação ao uso de medicamentos sem comprovação científica no combate à Covid-19 .

Confira abaixo os melhores momentos da entrevista:

O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello foi convocado a depor novamente à CPI sob muitas acusações de ter mentido e tentado, de certa forma, “blindar” o presidente Jair Bolsonaro. Como o senhor avalia os dois dias de depoimento do Pazuello à Comissão?

O Pazuello conseguiu, de cada fato que aconteceu, criar uma versão de um fato que ele mesmo disse: “Um manda e o outro obedece”. Simples assim, e rindo, de uma forma jocosa em relação às famílias que perderam pessoas pela Covid.

Todos nós, não ha exceção no Brasil, que não tenham perdido um familiar, um amigo, um vizinho ou alguém que conhecêssemos, todos nós tivemos esse tipo de perda. Infelizmente isso aconteceu. Então não foi uma mentira, foram várias mentiras ao longo do depoimento dos dois dias e, infelizmente, ele estava munido de um habeas corpus e nada podemos fazer.

Não adianta ali desrespeitar a pessoas, isso não vai resolver, não e uma forma que resolve, o que resolve é buscar a verdade, o que houve, o que está acontecendo, por que nós, um pais tão grande, não tivemos acesso às vacinas e hoje está comprovado que o governo nunca quis comprar vacina, ele apostou em imunidade de rebanho e em um tratamento precoce, pior, divulgando isso sem acompanhamento médico e isso comprometeu muitas vidas.

No depoimento à CPI, Pazuello chegou a pedir desculpas por não ter usado máscara de proteção contra a Covid-19 na ocasião em que foi visto em um shopping de Manaus, mas no final semana seguinte, o general participou de um ato no Rio de Janeiro ao lado de Bolsonaro e não usou máscara novamente. O senhor acredita que existam contradições entre as falas e as ações dele?

Várias, não só essa, por isso a gente afirma que não estamos dizendo algo sem o fato concreto, ele [Pazuello] mente. Aquilo lá é o verdadeiro “motoqueiros do apocalipse”, está morrendo um monte de gente e o cara diz que aquilo não era um ato político, era o que aquilo ali?

“Vamos passear de moto e fechar todas as ruas do Rio de Janeiro, porque eu sou o presidente eu mando e faço o que quiser?”, coloca mil policiais para dar segurança e fazer um passeio a troco de quê? Por que o presidente quer passear de moto? Fechar uma cidade para ele andar de moto enquanto morre gente.

Aí vem um general de três estrelas e dá essa desculpa esfarrapada para o comando do exército. Ou ele está muito confiante que o Bolsonaro  irá protegê-lo, ou ele menospreza a inteligência de generais acima dele no exército brasileiro.

Se você disser para mim que esse passeio foi para arrecadar alimento para o povo que está passando fome, vacina para quem não teve acesso, para conscientizar o povo brasileiro que vivemos um momento difícil é uma coisa, mas não, foi a troco de quê? Festejar o quê?

Aquilo lá não era um cortejo fúnebre de apoio a alguma coisa, aquilo era um cortejo para o ego do presidente, e ali se dispõe um palanque sem máscara com o ex-ministro, que é tratado como herói porque mentiu. Em vez de nos proteger, que é o papel das Forças Armadas, de proteger o povo brasileiro, ele protegeu o Bolsonaro.

O vice-presidente da Comissão, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse que Pazuello já é um “candidato a ser indiciado” pela CPI. O senhor concorda com essa afirmação?

Olha, com o depoimento da Pfizer e do Butantan, não tem mais o que falar sobre o descompromisso em comprar vacinas, que levou ao óbito de milhares de pessoas.

No depoimento do Dimas Covas, ele afirmou que se o governo brasileiro tivesse feito um contrato, ele disse o seguinte: “Nós estivemos em uma reunião e oferecemos 60 milhões de vacinas e eles não deram atenção. Depois, em uma reunião entre o Ministério da Saúde e o Butantan, ficou acertada a compra de 48 milhões de vacinas. No dia seguinte, o presidente, pelas redes sociais, disse, atacando, que quem mandava era ele e que não ia comprar a ‘vachina’ chinesa , e esculhambou a China”.

(Depois dissso) pararam as negociações, após anunciá-las. O próprio ministro (Pazuello) disse que essas eram as “vacinas brasileiras”, e depois ele vai à CPI e diz que o presidente nunca o atrapalhou.

A gente em uma guerra, morrendo gente, e o ministro da saúde dizendo que não falava com o presidente. Eu fui governador, se tinha uma rebelião no presídio eu ligava 50 vezes para o secretário de segurança, eu ficava o tempo todo acompanhando. Se eu fosse o presidente, tinha me mudado para o Ministério da Saúde, ligado para as principais lideranças do mundo e dito que queremos vacinas, mas o Bolsonaro  não fez isso em momento algum.

E não adianta nós imunizarmos as pessoas de outra forma que não seja com as duas doses de vacina. Àqueles que acharam que a CPI ia “dar em pizza”, se enganaram, porque nós já chegamos aos responsáveis pela não compra das vacinas.

Em uma live na última quinta-feira (27), o presidente Jair Bolsonaro pediu ao senhor “pelo amor de Deus, encerra logo essa CPI”. Você acredita que ele tenta descredibilizar os trabalhos feitos na Comissão? Por qual motivo? 

Naquela conversa que ele teve com o senador Kajuru , ele disse “vamos transformar esse limão em uma limonada”, tanto é que, no outro dia, o senador Eduardo Girão entra com uma nova CPI pedindo para investigar governadores e prefeitos, para tentar conturbar.

Então, o presidente do Senado (Rodrigo Pacheco) apensou, e ficou uma CPI que tem que investigar a omissão do governo federal, falta de oxigênio no estado do Amazonas e a investigação dos governadores e prefeitos. Por isso, a gente teve que adotar o critério de convocar os que tivessem sido denunciados pela Polícia Federal.

Agora, ele pedir para acabar a CPI, lógico que vai acabar um dia, mas ela só tem um mês, ainda faltam dois, e após isso eu atenderei ao pedido do presidente. Isso se tivermos investigado tudo e ela não for prorrogada. Agora eu quero fazer um apelo ao presidente: Pelo amor de Deus, compre vacina. Se o presidente colocar 500 milhões de doses para vacinar com duas doses cada brasileiro, acaba a CPI. Mas, enquanto isso, não irá acabar.

Como o senhor avalia os ataques do presidente Bolsonaro  contra o senhor, até mesmo em relação à sua atuação na saúde do estado do Amazonas quando ainda era governador?

O presidente veio inaugurar uma ponte de 18 metros, conhecida no estado do Amazonas como ‘pinguela’. Eu inaugurei uma ponte de 3 km, olha a diferença, é a ponte que cruza o Rio Negro.

Eu não vi ele construir um hospital de campanha descente neste pais, eu construí o hospital Delphina Aziz, que me honra muito ter colocado o nome da minha mãe, que é hospital referência no Brasil no tratamento da Covid. Eu criei o melhor programa social da história do Amazonas para deficientes físicos. Eu tive uma filha deficiente que faleceu aos 17 anos e eu sei o sofrimento que foi para cuidar dela, e eu tinha condições.

Eu propus que, se um dia eu chegasse ao governo, ia fazer isso ao povo que não tinhas as mesmas condições que eu. Além disso, fui o governador mais bem avaliado e votado da história do Amazonas, então eu tenho um legado.

Eu fiz o meu papel na saúde, e quando aconteceu esse fato, eu não era mais governador, eu já era senador da república, mas as questões politicas levaram a isso. Então, presidente, eu não contribuí com o assassinato e morte de ninguém, eu fiz aquilo que era possível para salvar vidas.

Em 4 anos [como governador] eu entreguei 30 mil casas, ele (Bolsonaro) não consegue entregar isso. Agora, em vez de me esculhambar, porque não vai e compra vacina? É o que nós queremos, mas é o papel dele, do “robô” dele me esculhambar.

Eu estou com a consciência tranquila, tentando fazer o meu melhor pelo Brasil e pelo meu estado que sofreu muito com a pandemia, porque só eu sei, e eu estava aqui e sou um político há muitos anos.

Minha primeira eleição foi em 1988, e antes eu já fazia politica estudantil, lutei contra a ditadura, fiz aquilo que qualquer jovem tinha que fazer na vida, e eu sei quantas pessoas me mandaram mensagem pedindo “pelo amor de deus, salve meu pai e minha mãe que não tem oxigênio” e você não poder fazer nada, porque não tinha oxigênio para salvar as pessoas.

Cerca de duas semanas atrás, senadores membros da CPI encaminharam à Polícia Federal ameaças que receberam por mensagens nas redes sociais e pelo WhatsApp. O senhor também foi vítima disso? Como enxerga essas ameaças aos parlamentares?

Toda hora, mas fazer o quê? Eu ando na rua sem segurança, vou para o aeroporto, pego o avião e vou para Brasília, de lá volto para Manaus. Eu coloco na mão de Deus, Ele que sabe, ninguém é dono do seu destino, a gente tenta construí-lo.

Todos nos queremos ser felizes, casar, viver a vida toda com aquele parceiro, quer ter filhos, educá-los… Todos queremos o mesmo, mas os percalços da vida atrapalham  os nossos projetos. Todos nós temos problemas, a gente olha para a pessoa do lado e pensa “queria ser como ela”, mas aquela pessoa tem problemas, e a gente não sabe quais são, é dela, cada um sabe onde o sapato  aperta, não tem classe social para isso, pode ser rico, pode ser pobre, o barraco é o mesmo.

Durante as sessões da Comissão, e possível notar que a crise da falta de oxigênio em Manaus é um tema “espinhoso” para o senhor quando ele vem à tona. Como foram os dias em Manaus e no estado do Amazonas quando faltou oxigênio? E, na sua opinião, o que deixou de ser feito pelo Ministério da Saúde para tentar evitar esse colapso? 

Eu evito a gente responsabilizar, porque foi um fato, uma coisa que aconteceu, que eu não desejo para ninguém. Meu irmão estava internado, ele faleceu. Aconteceram muitas coisas. Não é vingança, eu procuro justiça, que é vacinar as pessoas, não tem outro jeito.




Bolsonaro pede para Exército não punir Pazuello e agrava crise

Generais veem “desfaçatez” em ida do ex-ministro da Saúde a evento sem máscara após participação na CPI, enquanto o presidente busca livrá-lo de qualquer punição, piorando a já conturbada relação com o Exército

Bolsonaro pede para Exército não punir Pazuello e agrava crise
Reprodução

Bolsonaro pede para Exército não punir Pazuello e agrava crise

O presidente Jair Bolsonaro disse ao comandante do Exército , general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, que não quer que o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello , seja punido por participar, sem máscara, de um ato em favor do presidente no Rio de Janeiro no domingo passado (23) , poucos dias após defender o uso de máscara contra a Covid-19 na CPI .

Segundo o jornal Folha de S.Paulo , Bolsonaro deu sinal de que busca livrar Pazuello de qualquer punição durante viagem que fez a São Gabriel da Cachoeira (AM) com Paulo Sérgio, comandante do Exército, onde o presidente foi inaugurar uma ponte de menos de 20 metros em visita de dois dias a partir de quinta (27).

General da ativa , Pazuello está no topo da carreira de intendente, responsável pela logística militar, com três estrelas. O comandante do Exército é, portanto, seu superior, e o pedido de proteção ao ex-ministro da Saúde feito por Bolsonaro acirra a já grave crise entre o Planalto e o Exército , de onde o hoje presidente saiu quase expulso como capitão em 1988.

Na viagem ao Amazonas em que Bolsonaro defendeu que Pazuello não seja punido estavam presentes, além do comandante do Exército, o ministro da Defesa, Walter Braga Netto, e o chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos. Os dois são generais de quatro estrelas, também superiores a Pazuello na hierarquia militar , e não teriam gostado do pedido feito pelo presidente para livrar seu ex-ministro.

Entre os generais, a “desfaçatez” de Pazuello em ser  flagrado sem máscara em diversas oportunidades, mas defender “medidas preventivas” na CPI da Covid no Senado e depois ir ao ato bolsonarista sem máscara não foi bem vista. O ex-ministro da Saúde deve, inclusive, ter de voltar à CPI em breve para dar explicações. Em seu último depoimento, Pazuello foi acusado de mentir dezenas de vezes, o que configura crime .

Não contente em contradizer seu discurso na CPI após poucos dias, Pazuello subiu ao palanque para dar apoio ao presidente em um evento de motociclistas no Rio. O ex-chefe da Saúde foi demitido em março após gestão considerada desastrosa e então foi incorporado a um cargo burocrático na Secretaria-Geral do Exército.

O Alto-Comando do Exército, colegiado de 15 generais de quatro estrelas – todos superiores a Pazuello – encabeçado por Paulo Sérgio defendeu punir Pazuello, já que o regimento militar  veta manifestações políticas de quem está fardado (na ativa). O ex-ministro poderia, sem a proteção de Bolsonaro – ou com a opinião de Bolsonaro não sendo levada em conta – ser advertido verbalmente, receber uma repreensão por escrito ou até mesmo pegar 30 dias de cadeia em um quartel. A ideia de Pazuello ir para a reserva para minimizar a crise já é vista como insuficiente no Exército.

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Chelsea bate Manchester City de Guardiola e é bi-campeão da Liga dos Campeões

Chelsea é campeão da Champions League – (Foto: Twitter UEFA)

Pela segunda vez, a Europa é do Chelsea. O time londrino venceu o Manchester City por 1 a 0 na tarde deste sábado (29), no estádio do Dragão, na cidade de Porto (POR), e conquistou a Liga dos Campeões após nove anos. Kai Havertz anotou o gol da vitória.

Diante de 14.110 torcedores, a expectativa era pela volta de Pep Guardiola à final da Champions após dez anos. Mas brilhou a estrela do técnico Thomas Tuchel, que levou o Chelsea ao título quase um ano após o vice com o PSG.

Em sua terceira final, o Chelsea leva a sua segunda taça da Liga dos Campeões. O Manchester City estava em sua primeira decisão e ficou com o vice.

O time londrino agora empata com o Nottingham Forest, na terceira posição entre os ingleses mais vencedores. Liverpool (6) e Manchester United (3) estão na frente. O maior vencedor você sabe quem é: o Real Madrid, com 13 taças.

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Generais ministros mancham a farda do Exército;  por Valter Nogueira

Generais ministros mancham a farda do Exército

  por Valter Nogueira

O poder parece exalar uma essência irresistível capaz de embriagar qualquer mortal. Isso, talvez, explique o fato de um profissional de renome aceitar convite para um cargo em um governo que caminha na contramão da história. E ciente que enfrentará tempos adversos, podendo, inclusive, se sujeitar a humilhações e à possibilidade de ver o currículo manchado com a nódoa da incompetência.

O que faz um general de três estrelas – no topo da carreira e com reputação ilibada – se arriscar a rasgar o seu currículo e a manchar a sua história, ao aceitar ou desejar ser ministro de Estado a todo custo?

Ao que tudo indica, o desatino acontece por força da vaidade, da vontade desenfreada de alguns que buscam de todas as maneiras “aparecer” na mídia; ter um minuto de fama, por assim dizer.

No Brasil, a pandemia provocada pelo novo Coronavírus (Covid-19) trouxe à tona, entre outros males, a vaidade humana. Esta parece não resistir ao canto da sereia. Em outras palavras, o homem é inclinado à vaidade desmedida, deseja ser notado por todos, quer estar no topo etc.

–  E quando uma oportunidade surge, hein!

A fama – e muito mais o reconhecimento – é objeto de desejo de qualquer profissional. Porém, a “coisa” não pode acontecer a todo custo.

Farda manchada

1 – Primeiro, o caso do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. General da ativa que se sujeitou a humilhações de um “capitão” despreparado para, apenas, alcançar o status de Ministro de Estado.

– Mas, a que preço?

Quem não lembra da cena patética e humilhante a que se submeteu o general? Falo do episódio em que Pazuello, após ser desautorizado pelo chefe, teve que gravar um vídeo, ao lado do presidente Bolsonaro, afirmando: “Um manda e o outro obedece, simples assim!”.

–  O verdadeiro líder elogia em público e repreende em particular. No caso, o chefe Bolsonaro fez questão de repreender em público.

2 – O segundo caso parece se alinhar à máxima do ditado popular: Um não deu pra nada, o outro nem pra isso presta!

Falo do general Luiz Eduardo Ramos, chefe da Casa Civil do governo Bolsonaro. Em um áudio, o general – pasmem! – revelou ao país que tomou a vacina, ESCONDIDO.

– Isso, claro, para não “desagradar” o chefe. O presidente é chefe ou dono dele?

Os dois generais mancharam a farda do honrado Exército Brasileiro

Última

Afinal, o que há no poder de tão sedutor que as pessoas se passam a papéis pouco recomendáveis à sua biografia.

www.reporteriedoferreira.com.br  por Valter Nogueira – Jornalista,radialista e escritor

 




Jackson diz que vai incluir MDB em conversas com Lula; ex-presidente visita a PB em junho

Jackson Macedo, presidente estadual do PT na Paraíba – (Foto: Reprodução)

O presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) na Paraíba, Jackson Macêdo, afirmou que vai incluir o presidente estadual do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) na Paraíba, o senador e vice-presidente do Senado Federal, Veneziano Vital do Rêgo, entre as conversas prioritárias que o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PTV) deverá ter, em sua próxima visita ao estado, no próximo mês

A vinda do petista e pré-candidato à presidência da República deve ocorrer, segundo Jackson Macêdo, até o final do mês de junho. De acordo com o que o presidente do PT-PB afirmou ao portal da Revista Nordeste, o momento é de assegurar o fortalecimento da democracia no Brasil, “que corre riscos diante de um presidente negacionista”.

Veneziano e o Partido dos Trabalhadores tem um histórico de entendimentos e alianças políticas. Veneziano votou em Lula para presidente em todas as vezes que o petista foi candidato, além de ter votado, também, na ex-presidente Dilma, tanto na sua eleição quanto na reeleição. Em 2018, Veneziano também votou em Fernando Haddad (PT) para presidente, no primeiro e no segundo turnos.

Já na época em que Veneziano exerceu o cargo de prefeito de Campina Grande, por dois mandatos consecutivos, o Partido dos Trabalhadores participou ativamente da sua administração, de 2005 a 2012.

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MPF recorre contra decisão de Gilmar Mendes que enviou processo de Ricardo para justiça eleitoral

Ricardo Coutinho – (Foto: Arquivo)

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um agravo interno com o intuito de reformar a decisão do ministro Gilmar Mendes, que determinou a remessa de uma ação penal contra o ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, para a Justiça Eleitoral. Investigado na Operação Calvário, o ex-mandatário responde pelos crimes de corrupção passiva, fraude à licitação e peculato, por comandar um esquema de desvio de recursos da saúde e da educação por meio de fraudes a licitações e superfaturamento de contratos firmados com organizações sociais, notadamente a Cruz Vermelha do Brasil.

Mendes, atendendo a pedido da defesa, declarou a incompetência da 3ª Vara Criminal da Comarca de João Pessoa e determinou a remessa dos autos à Justiça Eleitoral paraibana. O ministro considerou que a decisão da Justiça comum, que se reconheceu competente para julgar crimes comuns em conexão com crimes eleitorais, desrespeitou o entendimento da Corte no julgamento do Inquérito 4.435 (decisão paradigma), devendo o processo, portanto, tramitar na Justiça especializada.

No entanto, na avaliação da subprocuradora-geral da República Cláudia Sampaio Marques, tal decisão merece ser reformada, seja porque o recurso apresentado por Coutinho não preenche os requisitos de admissibilidade e por contrariar a jurisprudência da Corte, seja pelo fato de a denúncia dizer respeito à prática de crimes comuns, sem relação com matéria eleitoral.

De acordo com Cláudia Sampaio, a decisão do ministro contrariou a jurisprudência que considera ilegítimo o ajuizamento da reclamação por aquele que não foi parte do processo no qual foi proferida a decisão paradigma. “O reclamante não figurou como investigado no Inquérito 4.435, não podendo, por isso, vir diretamente ao Supremo Tribunal Federal reclamar do eventual descumprimento de decisão nele proferida”, enfatizou.

Quanto ao mérito, prossegue a representante do MPF, a decisão também merece reparo, pois a denúncia atribui ao ex-governador crimes de corrupção passiva, fraude à licitação e peculato, não havendo a imputação de crime eleitoral. “Ricardo Coutinho, por duas vezes, auxiliado por Livânia Farias, Ney Suassuna, Aracilba Rocha e Fabrício Suassuna, solicitou e recebeu para si, direta e indiretamente, antes de assumir a função pública, mas em razão dela, vantagem indevida de Daniel Gomes, consubstanciada na quantia de R$ 500 mil”, aponta trecho da denúncia.

Nesse sentido, fica claro que a entrega do dinheiro a Ricardo Coutinho não foi feita com o objetivo de financiar a campanha eleitoral mas de propiciar a implantação, na Paraíba, de um esquema de corrupção nas áreas da saúde e da educação. “O eventual destino que venha a ser dado ao dinheiro pelo agente corrompido não tem reflexo na tipificação penal. O dinheiro poderia ter sido utilizado na compra de uma casa, de um carro, de uma joia, ou mesmo no financiamento de uma viagem. O reclamante optou, no entanto, por utilizar o dinheiro para quitar as suas dívidas de campanha”, complementa Cláudia Sampaio.

Dessa forma, considerando que os fatos atribuídos a Ricardo Coutinho não configuraram crime eleitoral, o MPF entende que a competência para processar e julgar a ação penal é da Justiça comum, no caso, o Juízo de Direito da 3ª Vara Criminal da Comarca de João Pessoa.

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