CPI da Covid amplia pressão sobre o governo; entenda a crise em 5 pontos

Abertura de investigação expõe Bolsonaro em momento de fragilidade com o Congresso, o mercado financeiro e de queda de popularidade

CPI da Covid amplia pressão sobre o governo; entenda a crise em 5 pontos
Reprodução: ACidade ON

CPI da Covid amplia pressão sobre o governo; entenda a crise em 5 pontos

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira a instalação da CPI da Pandemia no Senado. O objetivo da comissão é investigar as ações e possíveis omissões do governo Bolsonaro no combate à pandemia do coronavírus. Entregue em fevereiro, o pedido da oposição já havia preenchido todos os requisitos, mas o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), eleito ao cargo com apoio do presidente, vinha resistindo em instalá-la.

A abertura da investigação no Congresso bate à porta do Palácio do Planalto no momento em que o Brasil enfrenta recordes diários de óbitos pela Covid-19, sem sinais de diminuição do ritmo de contaminação ou de aceleração da vacinação. Além da crise sanitária, o governo federal enfrenta um cabo de guerra com o Centrão, que vem cobrando a conta desde o apoio bem-sucedido para eleger Pacheco, no Senado, e  Arthur Lira (PP-AL), como presidente da Câmara dos Deputados.

Acompanhado também pela perda de popularidade exposta em pesquisas – 54% dos brasileiros disseram reprovar a gestão do presidente na crise sanitária – Bolsonaro se movimenta para recuperar a confiança de atores econômicos, após a crise se tornar explícita com a publicação de uma carta assinada por empresários, banqueiros e economistas, cobrando medidas concretas de enfrentamento à pandemia.

Em cinco pontos, entenda os principais fatores que explicam a crise:

Popularidade em queda

Chegando perto da marca de 350 mil brasileiros mortos pela Covid-19, a última pesquisa Datafolha mostra que 54% da população avaliam como ruim ou péssima a atuação presidencial na crise sanitária. A avaliação negativa sobre a postura do governo no enfrentamento à Covid-19 deu um salto de seis pontos percentuais em dois meses – o índice era de 48% em janeiro.

Quando perguntados sobre a administração do país em geral, a reprovação chega a 44%, mesmo patamar de junho do ano passado, último ponto antes de uma sequência de queda turbinada pelo pagamento do auxílio emergencial. Depois de chegar a 32% em dezembro, o índice voltou a subir até repetir o maior valor desde o início do governo.

Sobre um possível impeachment do presidente, o brasileiro ainda se mostra dividido. Outra pesquisa do Instituto Datafolha mostrou em março que 50% da população é contra a abertura de um processo contra o presidente na Câmara, enquanto 46% dos entrevistados disseram ser a favor.

Tensão com o empresariado

O pessimismo do setor financeiro foi exposto publicamente há duas semanas por uma carta assinada por cerca de 200 economistas, banqueiros, empresários, representantes do mercado e acadêmicos. O texto classifica o cenário atual como “desolador” e não se esquiva ao apontar que o governo “subutiliza ou utiliza mal os recursos de que dispõe, inclusive por ignorar ou negligenciar a evidência científica no desenho das ações para lidar com a pandemia”.

Outro ponto de fragilidade neste setor é a agenda de reformas do governo, que avançou muito pouco nos últimos meses. Travadas no Congresso por conta das consequências da crise sanitária gerada pela Covid, projetos como a reforma tributária, reforma administrativa e uma série de privatizações não dão sinais de que serão analisados com a celeridade que o governo federal precisa.

Na tentativa de recuperar a relação com parte do empresariado decepcionado, Bolsonaro participou de um jantar em São Paulo com grandes nomes da indústria e do mercado financeiro, como David Safra, presidente do Banco Safra, e André Esteves, fundador do BTG Pactual.A ideia era estreitar laços e falar sobre a aceleração da campanha de imunização, mas o presidente manteve a narrativa tradicional com críticas a governadores e prefeitos que defendem restrições mais duras para combater a pandemia.

www.reporteriedoferreira.com.br /  Por Agência O Globo




Paraíba tem menor taxa de ocupação de UTI adulto para Covid-19 desde fevereiro

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) registrou, nesta sexta-feira (9), 1.272 casos de Covid-19. Entre os confirmados hoje, 81 (6,4%) são casos de pacientes hospitalizados e 1.191 (93,6%) são leves. Agora, a Paraíba totaliza 269.451 casos confirmados da doença, que estão distribuídos por todos os 223 municípios. Até o momento, 772.903 testes para diagnóstico da Covid-19 já foram realizados.

Também foram confirmados 34 novos óbitos desde a última atualização, sendo 31 nas últimas 24h.Os óbitos ocorreram entre os dias 19 de março e 09 de abril de 2021, sendo 02 deles em residência, 06 deles em hospitais privados e os demais em hospitais públicos. Com isso, o estado totaliza 6.118 mortes. O boletim registra ainda um total de 190.188 pacientes recuperados da doença.

Concentração de casos

Cinco municípios concentram 620 novos casos, o que corresponde a 48,7% dos casos registrados nesta quinta. São eles: João Pessoa, com 411 novos casos, totalizando 73.032; Campina Grande, com 88 novos casos, totalizando 24.838; Pombal com 52 casos, totalizando 3207; Santa Rita, com 35 novos casos, totalizando 6.607 e Guarabira, com 34 novos casos, totalizando 6.612.

* Dados oficiais preliminares (fonte: e-sus VE, Sivep Gripe e SIM) extraídos às 10h do dia 09/04/2021, sujeitos a alteração por parte dos municípios.

Óbitos

Até esta sexta, 215 cidades paraibanas registraram óbitos por Covid-19. Os 34 óbitos confirmados neste boletim ocorreram entre residentes dos municípios de Água Branca (1), Assunção (1); Bayeux (1), Campina Grande (1), Cuitegi (1), Duas Estradas (1), Guarabira (1), Itabaiana (1); João Pessoa (19), Pedras de Fogo (1), Poço José de Moura (1),Queimadas (1), Santana dos Garrotes (1), São Mamede (1), Sousa (1) e Mogeiro (1).
As vítimas são 18 homens e 16 mulheres, com idades entre 34 e 94 anos. Hipertensão foi a comorbidade mais frequentes e 07 não tinham comorbidades.

Ocupação de leitos Covid-19

A ocupação total de leitos de UTI (adulto, pediátrico e obstétrico) em todo o estado é de 73%. Fazendo um recorte apenas dos leitos de UTI para adultos na Região Metropolitana de João Pessoa, a taxa de ocupação chega a 78%. Em Campina Grande estão ocupados 71% dos leitos de UTI adulto e no sertão 79% dos leitos de UTI para adultos. De acordo com o Centro Estadual de Regulação Hospitalar, 90 pacientes foram internados nas últimas 24h. Ao todo, 810 pacientes estão internados nas unidades de referência.

Cobertura Vacinal

Foi registrado no sistema de informação SI-PNI a aplicação de 612.433 doses. Até o momento, 483.225 pessoas foram vacinadas com a primeira dose e 129.208 com a segunda dose da vacina. Um total de 918.218 doses já foram distribuídas.

Os dados epidemiológicos com informações sobre todos os municípios e ocupação de leitos estão disponíveis em: www.paraiba.pb.gov.br/coronavirus

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Rede D’Or compra 51% de hospital de JP por R$ 280,5 milhões,se torna sócia majoritária

A Rede D’Or comprou 51% do Hospital Nossa Senhora das Neves (HNSN), em João Pessoa, na Paraíba, por R$ 280,5 milhões. A informação é do Valor Econômico.

Em texto assinado por Beth Koike, a matéria explica que o ativo é avaliado em R$ 550 milhões, “o que representa um múltiplo de 7,85 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 70 milhões previsto para 12 meses após o fechamento da transação”. Conforme o texto, a receita esperada para esse ano é de R$ 320 milhões.

“Além desses ativos e entrar no mercado da Paraíba, a Rede D’Or também leva junto um plano de expansão que já vinha sendo planejado pelo fundador do Nossa Senhora das Neves, o administrador de empresas Elmo Assis, que permanece à frente do negócio”, diz o texto do Valor.

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 Comunidade indígena Potiguara na PB libera técnico de enfermagem que estava preso

A Comunidade indígena Potiguara na Paraíba, liberou nessa sexta (09), um técnico de enfermagem que estava preso na aldeia de Caeira, município de Marcação – PB, e solicitou ao novo ministro da saúde, Marcelo Queiroga, a mudança da coordenação do DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena Potiguara).

A coordenação do Distrito Sanitário Especial Indígena Potiguara (DSEI) atualmente é ocupada pelo segundo-tenente do Exército, Vilson Roberto Ortiz Grzechoczinski, nomeado pelo ex-ministro Saúde, general Eduardo Pazuello.

A ação faz parte de um movimento por reinvindicação de melhorias nas condições de trabalho dos funcionários indígenas da Secretaria Especial de Saúde Indígena – SESAI.

No documento, assinado pelo Cacique Geral Potiguara, o povo indígena reunido na aldeia de Caeira, município de Marcação – PB, denuncia perseguições a funcionários indígenas por parte da coordenação, desmerecimento da cultura indígena e desrespeito as organizações sociais e ao controle social garantidos na Constituição Federal, além de intimidações, advertências escritas e humilhações públicas a que os indígenas estão sendo submetidos.

Ainda segundo o documento, o Coordenador Vilson Roberto Ortiz, estaria promovendo de forma autoritária, sem consulta ao CONSIDI (Conselho Distrital de Saúde Indígena), desvinculação de funcionários, contratações sem processo seletivo e visitas técnicas as aldeias sem consulta ao conselho ou autorização das lideranças indígenas.

O povo Potiguar finaliza pedido a exoneração do segundo-tenente do Exército, Vilson Roberto Ortiz Grzechoczinski, Coordenador da SESAI-PB, a exoneração da chefe da SESANI (Serviço de Edificações e Saneamento Ambiental Indígena), senhora Zélia Maria Ferreira dos Santos Alexandre e a demissão da apoiadora técnica de saneamento, Senhora Wanessa Barbosa Costa Correia, esta última por exercer a função sem ter se submetido a aprovação em processo seletivo, segundo o documento, que foi encaminhado a FUNAI e ao Ministério Público Federal.

Confira aqui, documento na íntegra:

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Grave acidente com veraneio mata 2 pessoas e deixa mais 3 feridos em Lagoa de Roça PB

Um grave acidente foi registrado,na noite desta sexta-feira,9   na BR-104 nas proximidades da cidade de São Sebastião de Lagoa de Roça no interior da Paraíba, cujo fato aconteceu há poucos instantes.

De acordo com as primeiras informações, um veículo Veraneio capotou e deixou pelo menos 2 mortes e 3 feridos.
As vítimas seriam moradoras da cidade de Remígio.

Neste momento, equipes do SAMU estão no local. Vítimas com vida estão sendo transferidas para Campina Grande.
Mais detalhes em breve.

Mais informações em instantes- Atualizando

O motorista de um carro veraneio perdeu o controle do veículo em uma curva no km 106 da BR-104, próximo ao município de São Sebastião de Lagoa de Roça, no Brejo paraibano, capotou e caiu em um barranco. No acidente duas pessoas morreram e três ficara feridas, na noite dessa sexta-feira (9).

O motorista do veículo morreu na hora e outro ocupante chegou a ser socorrido por populares, mas morreu ainda no local.

Informações da Polícia Rodoviária Federal apontam que cinco homens ocupavam o veículo que saiu de Remígio para Boqueirão. Testemunhas informaram aos agentes que as vítimas costumavam pescar no Açude de Boqueirão aos fins de semana, e estavam indo ao local.

De acordo com a PRF, as vítimas foram socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhadas para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, uma delas em estado grave.

 

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Pacheco diz que não vai “trabalhar um milímetro” para frear a CPI da pandemia

Presidente do Senado ainda criticou o discurso negacionista do presidente Jair Bolsonaro

Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente do Senado
Pedro França/Agência Senado

Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente do Senado

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disse que não vai “trabalhar um milímetro” para frear o avanço da CPI da Covid-19 , que teve sua abertura determinada por decisão monocrática do ministro Luís Roberto Barros , do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (8).

“Uma vez instalada, vou permitir todas as condições que funcione bem e chegue as conclusões necessárias. Aliás, é muito importante que ela cumpra sua finalidade na apuração de responsabilidades”​, afirmou Pacheco em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo .

“Eu afirmo com toda a lisura, com toda a transparência, com toda a decência que é algo próprio do meu caráter: não vou trabalhar um milímetro para mitigar a CPI nem para que não seja instalada nem para que não funcione. Eu considero que a decisão judicial deve ser cumprida”, disse o presidente do Senado.​

Pacheco ainda comentou sobre o comportamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na forma de lidar com a pandemia e disse que ele “não contribui” com seu discurso negacionista. “Para bom entendedor, um pingo é letra. Quando ele [Bolsonaro] prega qualquer tipo de negacionismo, eu vou criticar o negacionismo e consequentemente estou criticando a fala dele.”

Pacheco nega que o Congresso esteja sendo omisso em relação à atuação do governo Bolsonaro na pandemia e aponta o que considera “erros praticados até agora”. Entre os problemas citados pelo presidente do Senado estão o atraso na vacinação, a demora na compra de vacinas e a falta de planejamento para a aquisição de leitos de UTI um ano atrás.spitais de campanha. Podíamos ter nos preparado com a produção de oxigênio, com o estabelecimento de uma rede de distribuição mais eficiente para atingir toda a população que esteja internada. E podíamos ter feito uma política externa melhor para garantir de maneira mais rápida os insumos da vacina e os medicamentos necessários”, afirmou.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Ig