Filho de Bolsonaro, Renan, minimiza covid-19: ‘Só uma gripezinha. Peguei, passou’

Assim como o presidente Jair Bolsonaro, Renan também afirmou que a covid-19 é uma “gripezinha” e disse que a pandemia é uma “história da mídia”.

Filho 04 de Bolsonaro ironizou covid-19 (Foto: Reprodução)

Jair Renan Bolsonaro, o filho que o presidente Jair Bolsonaro chama de ”04″, minimizou o coronavírus em um vídeo que circula no Twitter. Ele chegou a dizer: ”Peguei, passou”, mas não ficou claro se ele realmente teve a doença ou se estava apenas ironizando.

Assim como o presidente Jair Bolsonaro, Renan também afirmou que a covid-19 é uma “gripezinha” e disse que a pandemia é uma “história da mídia”.

“Vamos pra rua na pandemia, tá ok? Pô, que pandemia, malandro? Isso é história aí da mídia, pra trancar você em casa, achar que o mundo tá acabando. Pô, é só uma gripezinha, irmão, vai tomar no c…. Peguei, passou. Prefiro morrer tossindo que morrer transando”, disse. Em seguida, ele se corrige: “Opa, prefiro morrer transando do que tossindo, foi mal, foi mal…”

Balanço

De acordo com levantamento do G1 junto às secretarias de saúde, 5.513 mortes provocadas pela Covid-19 já foram contabilizadas no país até essa quinta-feira (30). São 79.685 casos confirmados da doença em todo o país e mais de 200 mil no mundo.




Bolsonaro acusa estados de desviarem recursos do combate à Covid-19

Presidente também voltou a colocar em dúvida estatísticas fornecidas pelas secretarias estaduais de Saúde

Jair Bolsonaro acusou estados de desviarem recursos do combate a`Covid-19
José Dias/PR

Jair Bolsonaro acusou estados de desviarem recursos do combate a`Covid-19

O presidente Jair Bolsonaro acusou nesta quinta-feira, sem apresentar provas, “alguns” governadores de desviarem recursos que seriam destinados ao combate à Covid-19 , doença causada pelo novo coronavírus . Bolsonaro não disse quais governadores seriam esses. De acordo com ele, o governo federal fez “tudo que foi possível” em relação à pandemia.

“Nós fizemos tudo que foi possível e mais alguma coisa. Agora, cabe aos governadores gerir esses recursos. O que mais nós temos, por parte de alguns estados, é desvio de recursos. É isso que está acontecendo. Por isso precisamos da Polícia Federal isenta, sem interferência, para poder tratar desse assunto, para poder coibir possíveis abusos”, disse.

Polícia Federal (PF) já realizou ao menos duas operações que investigam possíveis irregularidades na utilização de recursos que deveriam ser utilizados contra a Covid-19 , no estado do Amapá e na prefeitura de Aroiras (PB) .

O presidente também colocou em dúvida o número de mortes registradas pelos estados . Entretanto, a Presidência já informou ao GLOBO, por meio da Lei de Acesso à Informação não ter encontrado documentos provando que governos estaduais inflaram estatísticas.

“Partindo do princípio que o número de óbitos é verdadeiro, porque cada vez mais chegam informações que…No próprio Diário Oficial lá do estado de São Paulo está escrito que, na dúvida, bota coronavírus, para inflar o número e fazer uso político desse”, afirmou o presidente.

Bolsonaro negou que tenha um “embate” com governadores, mas voltou a dizer que a responsabilidade pelas mortes da Covid-19 é deles:

“Não tem embate. Esse problema é pra todo mundo resolver, não é pra ser politizado. O que falta o governo federal fazer? O Supremo Tribunal Federal decidiu, o placar foi a 0, que as medidas para evitar, ou melhor, para fazer que a curva seja achatada, caberiam aos governadores e prefeitos. Não achataram a curva. Governadores e prefeitos que tomaram medidas bastante rígidas não achataram a curva. A curva tá aí”.

Ataques a Doria

O presidente então passou a fazer ataques direcionados ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB), seu desafeto, dizendo que ele faz “politicalha”:

“É o governador gravatinha, de São Paulo, fazendo politicalha em cima de mortos, zombando de familiares que tiveram seus entes queridos que morreram por vírus ou outra causa. É uso político dos senhor governador de São Paulo, João Doria, com essas pessoas”.

Questionado sobre a declaração do ministro da Saúde , Nelson Teich , que em teleconferência com governadores na quarta-feira disse que o Brasil está “navegando às cegas” no enfrentamento à Covid-19 , Bolsonaro defendeu o ministro e apontou que “frases soltas” como essa levam ao entendimento de que o titular da pasta não sabe o que está acontecendo.

“Ele falou desde o começo em entrevistas que tem que ter números. E os números ainda não estão concretos, então por enquanto a gente não sabe o que nos espera ainda com certeza. É isso, com toda a certeza, que ele quis dizer”, afirmou Bolsonaro.

www.reporteriedoferreira.com.br    Por Agência O Globo 




João Azevêdo; escolas, comércio e shoppings continuarão fechados na PB

O comércio, escolas e shoppings devem permanecer fechados no Estado. Foi o que declarou nesta quarta-feira (29) o governador João Azevêdo. A continuidade das medidas de isolamento social leva em conta o crescimento dos casos de coronavírus e de mortes registradas na Paraíba.

“Não vejo com muitas possibilidades de retomar esse processo. Nos estados que fizeram isso, o número de casos aumentou”, disse o governador durante entrevista à TV Cabo Branco.

Ele disse que o novo decreto sobre as medidas de isolamento social no estado, que deve sair até o final da semana, será discutido na tarde desta quarta-feira durante reunião com o ministro da Saúde, Nelson Teich.

A reunião contará também com a participação dos prefeitos Luciano Cartaxo,de João Pessoa, e Romero Rodrigues, de Campina Grande.




Bolsonaro ataca Moraes e chama de ‘política’ decisão do STF sobre Ramagem

 O presidente Jair Bolsonaro chamou nesta quinta-feira de “política” a decisão do ministro Alexandre de Moraes (STF) que, um dia antes, anulou a nomeação de Alexandre Ramagem para o comando da Polícia Federal. “Eu respeito a Constituição e tudo tem um limite.”

Na saída do Palácio da Alvorada, antes de embarcar para Porto Alegre (RS), Bolsonaro se referiu à decisão judicial como uma “canetada” e argumentou que Moraes quase gerou uma crise institucional.

“Se [Ramagem] não pode estar na Polícia Federal, não pode estar na Abin [Agência Brasileira de Inteligência]. No meu entender, uma decisão política”, declarou.

O presidente reiterou que a AGU (Advocacia-Geral da União) vai recorrer da decisão, mas disse que, diante da decisão do Supremo, o governo busca um novo nome para o comando da PF.

Em outra investida contra Moraes, Bolsonaro cobrou “rapidez” do ministro para liberar o julgamento da ação no Plenário da Corte. “Não justifica a questão da impessoalidade. Como o senhor Alexandre de Moraes foi parar o Supremo? Amizade com o senhor Michel Temer, ou não foi?”, disse o presidente, em uma referência à indicação de Moraes ao STF pela então presidente da República.

“Agora tirar numa canetada e desautorizar o presidente da República com uma canetada dizendo em impessoalidade? Ontem quase tivemos uma crise institucional, quase. Faltou pouco”, disse Bolsonaro. “Eu não engoli ainda essa decisão do senhor Alexandre de Moraes.”

A decisão de Moraes se baseia, principalmente, nas afirmações de Bolsonaro de que pretendia usar a PF, um órgão de investigação, como produtor de informações para suas tomadas de decisão.

O ministro concedeu liminar (decisão provisória) a uma ação protocolada pelo oposicionista PDT, que alegou “abuso de poder por desvio de finalidade” com a nomeação do delegado para a PF.

Moraes destacou que sua decisão era cabível pois a PF não é um “órgão de inteligência da Presidência da República”, mas sim “polícia judiciária da União, inclusive em diversas investigações sigilosas”.

Na decisão, o ministro afirmou haver “inobservância aos princípios constitucionais da impessoalidade, da moralidade e do interesse público”, acrescentando que, “em um sistema republicano, não existe poder absoluto ou ilimitado, porque seria a negativa do próprio Estado de Direito”.

Ramagem chefiou a segurança de Bolsonaro durante a campanha de 2018, tornou-se amigo da família e virou diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).

No sábado (25), a Folha mostrou que uma apuração comandada pelo STF, com participação de equipes da PF, tem indícios de envolvimento de Carlos em um esquema de disseminação de fake news. ​

Para a maioria dos especialistas ouvidos pela Folha, foi correta a decisão de Moraes pela suspensão do ato. De acordo com eles, o poder de nomeação do presidente não é absoluto e deve respeitar as regras previstas pela Constituição, como impessoalidade, moralidade e legalidade.

Não é a primeira vez que o Judiciário suspende nomeação discricionária da Presidência da República. Isso já ocorreu na ocasião da nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como ministro da Casa Civil pela então presidente Dilma Rousseff (PT) e também de Cristiane Brasil (PTB) como ministra do Trabalho durante a gestão de Michel Temer (MDB).

Há quem afirme, no entanto, que seria preciso haver provas mais contundentes para que a nomeação fosse anulada neste momento. O professor de direito constitucional da USP Elival da Silva Ramos vê ativismo judicial na decisão e afirma que ela cria um precedente ruim.

Para ele ainda não há provas suficientes de que a nomeação de Ramagem seria abuso de poder, mas apenas indícios. Segundo ele, apesar de a liminar (decisão provisória) poder ser concedida sem provas cabais, Ramos defende que, por se tratar da suspensão de um ato discricionário, seria preciso haver provas mais maduras.

Ainda na tarde de quarta-feira, Bolsonaro desautorizou a AGU e disse que vai recorrer da decisão do ministro do STF. Mais cedo, a AGU havia divulgado nota pública na qual afirmou que não recorreria da suspensão da posse.

“É dever dela [AGU] recorrer”, disse Bolsonaro. “Quem manda sou eu e eu quero o Ramagem lá”, disse Bolsonaro, que momentos antes, em solenidade no Palácio do Planalto, havia afirmado que seu sonho de nomear o delegado para o cargo de diretor-geral “breveme

A decisão de Moraes entra para a série de reveses que a corte impôs ao governo federal nos últimos dois meses e mantém pressão do tribunal sobre Jair Bolsonaro. Desde que a OMS (Organização Mundial de Saúde) declarou pandemia do novo coronavírus, em 11 março, o STF contrariou os interesses do Executivo em ao menos 12 ações.

O despacho de Moraes sobre a PF foi na mesma linha. Esse caso, porém, revelou um componente a mais na relação entre os Poderes, na avaliação de ministros de tribunais superiores.

Ao suspender a nomeação do escolhido de Bolsonaro para comandar a corporação, eles avaliam nos bastidores que Moraes um mandou recado claro de que a corte não aceitará interferência na PF, sobretudo em dois inquéritos sob sigilo: os que investigam a organização de atos pró-intervenção milita r e a disseminação de fake news, que tem um filho do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), na mira como suposto articulador de um esquema de disseminação notícias falsas.

Carlos é o filho mais próximo de Ramagem. As duas investigações são caras para uma ala do STF.

Desde que o ministro Dias Toffoli, presidente da corte, instaurou o inquérito sobre notícias falsas contra ministros do STF, em março de 2019, ele foi alvo de críticas de procuradores e investigadores ligados à Lava Jato.

Toffoli, porém, sempre fez questão de defender a legalidade da medida para levá-la adiante. Na visão dele e de outros ministros, a investigação é importante para elucidar a rede de ataques que os atinge e conter esses disparos.

Essa apuração foi muito criticada por juristas e pela militância bolsonarista, mas defendida pelo governo federal. As críticas apontavam que o STF não poderia ter agido de ofício, ou seja, ter determinado a abertura de inquérito sem que tivesse sido provocado pela Procuradoria-Geral da República, como é a regra do Judiciário.

A Advocacia-Geral da União, porém, manifestou-se contra o arquivamento do caso. Nesta quarta, logo após a decisão de Moraes, a leitura de atores do Judiciário foi a de que o ministro traçou uma linha de até onde Bolsonaro pode ir.

Houve inclusive a avaliação de que o STF poderá autorizar diligências da PF nos próximos dias contra integrantes do esquema de fake news, para mostrar que não recuará.

Essa decisão não foi o primeiro recado do ministro ao Palácio do Planalto em relação à autonomia da PF. No mesmo dia em que Moro acusou Bolsonaro de interferir na corporação, na última sexta (24), Alexandre de Moraes determinou à PF que não troque os delegados responsáveis pelas investigações dos atos pró-ditadura e a de notícias falsas na internet.

Apesar de o presidente não ser oficialmente investigado, ele participou dos atos e, se houver indícios de que ele ajudou a organizar os protestos, poderá virar alvo das apurações.

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Homem é preso em Santa Rita vendendo “garrafada” para curar coronavírus por R$ 100

O homem, de 49 anos, anunciava o produto nas redes sociais e afirmava que a substância era capaz de curar doenças como Aids, câncer e covid-19.

No local havia garrafas com rótulos específicos para cada doença (Foto: Reprodução)

Um homem foi preso em Santa Rita, na noite dessa quinta-feira (30), acusado de vender um falso medicamento com a promessa de curar Aids, câncer e covid-19. O produto, um tipo de ‘garrafada’, era vendido por R$ 100 o litro.

A ação, que teve o apoio do Ministério Público da Paraíba e Agência Estadual de Vigilância Sanitária, ocorreu no bairro de Marcos Moura, em Santa Rita.

Segundo a Polícia Civil, o homem de 49 anos vinha sendo investigado por equipes da Delegacia Seccional de Santa Rita por anunciar em redes sociais um falso medicamento feito à base de ervas.

Após obter ordens judiciais, os policiais civis realizaram buscas em um imóvel comercial usado pelo suspeito para a fabricação do falso medicamento.

No local foram encontrados vários insumos e utensílios usados na produção. O imóvel não possuía alvará de funcionamento e nem autorizações sanitárias para ser utilizado como local de fabricação de medicamentos.

O comércio foi interditado e o homem foi preso em flagrante delito e autuado por crime contra a saúde pública. O delito é considerado hediondo e a pena máxima é de 15 anos.

Ele foi conduzido para a carceragem da Central de Polícia Civil, em João Pessoa.




O SUJO E O MAL LAVADO: Escrito Por Gilvan de Brito

O SUJO E O MAL LAVADO: Escrito Por Gilvan de Brito

Há uma expressão popular que diz: “O sujo falando do mal lavado”, muito em voga no Brasil. E ela se aplica com muita propriedade ao presidente Donald Trump, dos EUA, quando acusa o Brasil de apresentar índices mais elevados do Covid 19, que os demais países dos três Continentes. Ele acerta no erro do nosso país, mas não olha para a situação do vírus nos Estados Unidos: enquanto o Brasil contabiliza algo em torno de seis mil mortes, os americanos já ultrapassaram os sessenta mil. Isso significa que ainda estamos com dez por cento do número dos Estados Unidos.

 

Em que tempo nos vivemos, onde governantes ficam traçando paralelos em torno dos falecimentos dos habitantes de seus países, com referências desvairadas, ou desdenhando os mortos e os seus parentes com expressões que mostram desinteresse pelo tema, como: E daí? Por isso mesmo cabe contemplar Donald Trump com a frase: “the pot calling the kettle black”, no seu próprio idioma. Outra coisa: quando ele escolhe o Brasil para fazer comparações dessa natureza e ameaça a retirada dos voos comerciais entre as duas nações, desdenha o presidente Bolsonaro, um dos seus fiéis escudeiros, de quem vê e ouve se desmanchar em fartos elogios.

 

Falando desse vírus é bom lembrar que o atual ministro da Saúde pôs ontem o país em pânico, ao prever uma onda de mil mortes por dia, nas próximas semanas. Mandeta jamais diria uma coisa dessas. O que deveria dizer era que o Brasil se expõe a esse quadro se continuar seguindo as orientações de Bolsonaro, para acabar com o isolamento, que é a única forma, cientificamente comprovada, para diminuir o aparecimento de novos casos. É curioso como as pessoas que estão fora do poder decisório vêm as coisas que nos atingem diretamente, de forma mais apurada e consequente do que aqueles que estão com o direito de deliberar nas mãos e com a responsabilidade de solucionar objetivamente as questões.

 

Tempos difíceis, estes, em que os governantes não falam para todo o país, e sim, para as suas bases – ou guetos – eleitorais, destoando da própria Constituição no seu Art 37, que prega os princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, e eficiência, na administração pública. Afinal os presidentes preferidos ou escolhidos democraticamente são obrigados a tratar os eleitores de toda a nação, incluindo aqueles que não votaram neles, com a mesma disposição e sem escolhas de grupos ou partidos. Pelo que constamos, isso funciona como teoria, pelo menos atualmente no Brasil, onde há grupos notadamente premiados.

 

www.reporteriedoferreira.com.br  O SUJO E O MAL LAVADO: Escrito Por Gilvan de Brito- Jornalista,advogado e escritor.




Governadores veem ministro da Saúde perdido e colapso batendo à porta

A pergunta sobre onde os governadores estão comprando respiradores fora do país, feita pelo ministro da Saúde, Nelson Teich, em reunião na quarta (29), da qual o governador João Azevêdo participou, foi interpretada por governadores como a senha de que o colapso bate à porta. E de que não há sinal de que o governo federal tenha planejamento algum para mudar isso. O caso da Bahia é exemplar. O estado diz precisar de 1.300 respiradores até meados de maio. Teich diz que a produção nacional entrega 180 por semana. Para todo o Brasil.

Teich disse não estar conseguindo realizar compras fora. Os governadores passaram uma lista de dicas de onde adquiriram, da China e da Europa.

Outros pontos das reuniões sobre a pandemia do novo coronavírus chamaram a atenção. O ministro falou do Palácio do Planalto e não do Ministério da Saúde, o link da teleconferência foi enviado pela Presidência e o general Braga Netto (Casa Civil) fez as aberturas dos encontros. A impressão foi unânime do forte controle imposto por Bolsonaro sobre Teich.

Ops

O encontro virtual teve também uma cena inesperada. Um dos participantes apareceu seminu. O homem tentava arrumar a câmera, quando ela ligou sem ele saber. O governador João Azevedo (PB-Cidadania), foi o primeiro a avisar da ocorrência. O moderador interveio, pedindo que a webcam fosse desligada.

 

www.reporteriedoferreira.com.br    Com Folha de S. Paulo




Paraíba se aproxima dos 1.000 infectados e chega a 67 mortos por Covid-19, diz SES

 

A curva de disseminação do novo coronavírus segue em crescimento na Paraíba. Conforme boletim de atualização divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) por volta das 18h20, nesta quinta-feira (30), 112 novos casos foram confirmados e cinco óbitos registrados pela doença, nas últimas 24h.

Ao todo, são 926 casos confirmados. Destes, 67 faleceram e 156 já se recuperaram. Outros 1.695 casos investigados já foram descartados para Covid-19, segundo informações das SES. Dos 370 leitos de UTI previstos no Plano de Contingência para coronavírus, 171 já estão ativos e 40% estão ocupados no momento.

Os casos confirmados estão distribuídos em 49 municípios. São eles: Alagoa Grande (2); Alagoa Nova (1); Alhandra (2); Araçagi (1); Areia (1); Barra de São Miguel (1); Bayeux (34); Bom Jesus (1); Boqueirão (1); Brejo do Cruz (1); Caaporã (3); Cabedelo (28); Cajazeiras (8); Campina Grande (51); Catingueira (1); Conde (13); Congo (1); Coremas (1); Coxixola (1); Cruz do Espírito Santo (3); Esperança (2); Guarabira (7); Gurinhém (1); Igaracy (1); Itabaiana (2); Itapororoca (3); João Pessoa (563); Junco do Seridó (3); Lagoa Seca (2); Lucena (3); Mamanguape (1); Mari (1); Marizopolis (3); Patos (19); Pedras de Fogo (5); Pombal (2); Princesa Isabel (1); Queimadas (2); Riachão Poço (1); Riacho dos Cavalos (1); Rio Tinto (4); Santa Helena (1); Santa Rita (85); São Bento (4); São João do Rio do Peixe (5); São José de Piranhas (1); São José do Bonfim (1); Sapé (29); Serra Branca (1); Serra Redonda (1); Sousa (12); Taperoá (2); Umbuzeiro (2)

ÓBITOS:

Mais cinco óbitos foram confirmados em relação aos números divulgados ontem (29/4):

  • Homem, 51 anos, residente do município de João Pessoa, com comorbidades etilista, insuficiência cardíaca congestiva e fibrilação ventricular, óbito ocorrido em hospital público, no 29/04.
  • Mulher, 40 anos, residente do município de Patos, com comorbidades obesidade, hipertensa e diabética, , interno em hospital público óbito ocorrido no 28/04.
  • Homem, 49 anos, residente do município de Santa Rita, com comorbidades transtorno mental e obesidade, óbito na residência, exame coletado no SVO. Óbito ocorrido no 29/04.
  • Mulher, 61 anos, residente do município de Alhandra, com comorbidades Doença cardiovascular,neurológica e renal crônica, sequela de AVC. Interno em hospital público, óbito ocorrido no 28/04.
  • Homem, 55 anos, residente do município d

 

 

 

 

 

 




Covid-19: Mortes no Brasil chegam a 5,9 mil; casos confirmados são 85,3 mil

De acordo com os novos dados, número de contágios e mortes voltou a crescer. Atualização foi feita nesta quinta (30) pelo Ministério da Saúde

Teste positivo para o novo coronavírus
Agência Brasil

Metade dos casos confirmados de Covid-19 estão na região Sudeste

O Brasil registrou mais 435 mortes causadas pelo  novo coronavírus  (Sars-CoV-2) nas últimas 24 horas, fazendo o total subir para 5.901, segundo balanço divulgado nesta quinta (30) pelo Ministério da Saúde. A alta corresponde a um crescimento de 8%.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, os novos casos confirmados de  Covid-19  no Brasil são 7.218, totalizando 85.380. O aumento foi de 9,2%. Já a taxa de letalidade caiu de 7% para 6,9%.

Covid-19 número de casos e óbitos
Infogram

No levantamento da pasta desta quarta, o número de óbitos era de 5.466, enquanto o de pessoas com a doença era de 78.162.

São Paulo continua sendo o estado que tem mais mortes, com 2.375 das 5.901 ocorrências. A letalidade é de 8,3% no estado. Em segundo lugar vem o Rio de Janeiro, com 854 mortes e letalidade de 9%.

No quadro de casos confirmados, São Paulo também lidera a lista. O estado tem 28.698 pessoas infectadas pelo coronavírus. Em segundo lugar vem o Rio de Janeiro, com 9.453 vítimas de contaminação, sendo seguido por Ceará (7.606), Pernamnuco (6.876) e Amazonas (5.254). O estado que registra menos notificações é Tocantins, com 137 confirmações e três mortes.

Estimativas do Ministério da Saúde mostram que 43.544 pessoas com Covid-19 estão em acompanhamento, 35.935 pacientes estão recuperados e ainda há 1.539 óbitos em investigação.




Bolsonaro se defende do ‘e daí’ e volta a atacar governadores

Um dia depois de reagir com um “e daí” ao número recorde de mortos pelo novo coronavírus no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reuniu sua tropa de choque e, em uma tumultuada entrevista na porta do Palácio do Alvorada, passou para os governadores e prefeitos o aumento da crise no país.

Bolsonaro reuniu 25 deputados dos PSL nesta quarta-feira (29) para um café da manhã. Ao sair do Alvorada, trouxe junto parte dos parlamentares e passou, com ajuda deles, a criticar as notícias que relatam sua entrevista na noite anterior, quando, questionado sobre as 5.017 mortes registradas pelo Ministério da Saúde na terça-feira (28), reagiu dizendo: “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre​”.

“As medidas restritivas são a cargo dos governadores e prefeitos. A imprensa tem que perguntar para o Doria porque tem mais gente perdendo a vida em São Paulo. Perguntar para ele que tomou todas as medidas restritivas que ele achava que devia tomar”, disse Bolsonaro em menção ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB), seu virtual adversário em 2022.

“Não adianta a imprensa querer botar na minha conta estas questões que não cabem a mim. Não adianta a Folha de S.Paulo, O Globo, que fez uma manchete mentirosa, tendenciosa”, continuou Bolsonaro.

Indagado pelos jornalistas se não havia dito a frase do “e daí?”, Bolsonaro demonstrou impaciência.

“Você não botou o complemento! Você não botou o complemento!”, afirmou.

Os jornalistas perguntaram qual seria o complemento.

“A Globo não tem moral. Vocês não têm moral. Você é um mentiroso, a Globo é mentirosa”, reagiu o presidente.

Os repórteres insistiram na pergunta.

“O complemento é que que eu lamento. Está lá. Falei aqui. Perguntei, tinha pelo menos duas TVs ao vivo. Mesmo ao vivo… A Globo tem que se definir. Eu não vou pagar para vocês falarem a verdade nem bem de mim. Não vou pagar para a Globo escrever a verdade ou falar bem de mim. Perguntem para o Doria a questão de óbitos que estão acontecendo”, disse Bolsonaro.

Na entrevista de terça à noite, Bolsonaro disse que “as mortes de hoje, a princípio, essas pessoas foram infectadas há duas semanas. É o que eu digo para vocês: o vírus vai atingir 70% da população, infelizmente é a realidade. Mortes vão haver. Ninguém nunca negou que haveria mortes”.

Depois de questionar e ser informado de que sua entrevista estava sendo transmitida ao vivo em redes de televisão, Bolsonaro buscou dar uma uma declaração mais amena sobre o assunto.

“Lamento a situação que nós atravessamos com o vírus. Nos solidarizamos com as famílias que perderam seus entes queridos, que a grande parte eram pessoas idosas, mas é a vida. Amanhã vou eu. Logicamente que a gente quer, se um dia morrer, ter uma morte digna, né? E deixar uma boa história para trás”, disse o presidente, conforme registrado nas matérias jornalísticas.

www.reporteriedoferreira.com.br  Folha de S. Paulo