BREVIÁRIO MAÇÔNICO

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

ESCOLA

Do latim e grego: schola. Diz-se que a Maçonaria também é escola, pois ela “ensina”, com disciplina e regras rígidas, o Aprendiz, como se fora uma criança, dado o fato de que a Iniciação faz “nascer de novo” um homem para a educação, conduzindo-o ao caminho da perfeição.
Houve época – e muitas Lojas ainda na atualidade mantêm a interpretação materialista – de que a Maçonaria tinha o dever de propiciar às crianças, filhos ou não de maçons, o estudo escolar; há cerca de sete décadas, existiam no Brasil aproximadamente 150 escolas mantidas pelas Lojas Maçônicas.

Como trabalho operativo e social, essa iniciativa mereceu aplausos, especialmente considerando que prédios imensos permanecem ociosos durante o dia.
No entanto, jamais seria nesse sentido uma função obrigatória, uma vez que, quando uma Loja invade o mundo profano com qualquer empreendimento, por mais nobre que possa ser, ela está desvirtuando sua função, e em breve verá o esforço operativo fracassado e os trabalhos maçônicos enfraquecidos.
A mantença da escola cabe ao governo; aos maçons, a contribuição por meio do professorado, do pagamento dos impostos e dos deveres de cidadão.
O maçom, antes de vir a Mestre, deve passar pela escola como discípulo.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, – 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 141.

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Um pouco da história da Maçonaria

 

Um pouco da história da Maçonaria:

A maçonaria teve influência decisiva em grandes acontecimentos mundiais, tais como a Revolução Francesa e a Independência dos Estados Unidos. Tem sido relevante, desde a Revolução Francesa em diante, a participação da Maçonaria em levantes, sedições, revoluções e guerras separatistas em muitos países da Europa e da América. No Brasil, deixou suas marcas, especialmente na independência do Brasil do jugo da metrópole portuguesa e, entre outras, a inconfidência mineira e na denominada “Revolução Farroupilha”, no extremo sul do país, tendo legado os símbolos maçônicos na bandeira do Rio Grande do Sul, estado da Federação brasileira.

 

Vários outros Estados da Federação possuem símbolos maçônicos nas suas bandeiras, como Minas Gerais, por exemplo. A divulgação dos direitos do homem e da ideia de um governo republicano inspirou a Maçonaria no Brasil, em particular depois da Revolução Francesa, quando os cidadãos derrubam a monarquia absolutista secular. As ideias que fermentaram o movimento (século XVIII) havia levedado o espírito dos colonos americanos, que emigraram para a América em busca de liberdade religiosa e política.

 

A Maçonaria é caracteristicamente universalista por ser uma sociedade que aceita a afiliação de todos os cidadãos que se enquadrarem na qualificação “livres e de bons costumes”, qualquer que seja a sua raça, a sua nacionalidade, o seu credo, a sua tendência política ou filosófica, excetuados os adeptos do comunismo teorético porque seus princípios filosóficos fundamentais negam ao homem o direito à liberdade individual da autodeterminação. Potências e Lojas são autônomas somente em sentido administrativo, Grão–Mestres e Mestres das Lojas não podem jamais se pronunciar em nome da Maçonaria Universal. No entanto se autorizados por suas assembleias, podem se pronunciar oficialmente sobre desenvolvimento dos seus trabalhos, na escolha da forma e do direcionamento de suas atividades sociais e culturais.

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Em depoimento, Moro entrega novas provas contra Bolsonaro, diz jornal

Em mais de sete horas de depoimento, o ex-ministro da Justiça Sergio Moro entregou novas provas contra o presidente Jair Bolsonaro, segundo o jornal O Globo. Moro acusa Bolsonaro de tenar intervir diretamente na Polícia Federal.

O depoimento de Moro ocorreu na sede da Superintendência da Polícia Federal de Curitiba. O ex-ministro foi ouvido pela delegada Christiane Corrêa Machado, chefe do Setor de Inquéritos Especiais do Supremo Tribunal Federal. A oitiva é tomada por ordem do ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator do caso.

Nas imediações da sede da PF, manifestantes a favor do governo e apoiadores do ex-ministro se aglomeraram desde a tarde, mas começaram a se dispersar no início da noite. Um entregador levou pizzas para a superintendência no início da noite.

Moro acusou Bolsonaro de trocar o comando da PF para obter informações e relatórios sigilosos de investigações ao anunciar demissão, na semana passada. O Planalto se preocupa com o andamento de inquéritos que apuram esquemas de divulgação de “fake news” e financiamento de atos antidemocráticos realizados em abril, em Brasília.

“O presidente me disse que queria ter uma pessoa do contato pessoal dele, que ele pudesse colher informações, relatórios de inteligência, seja diretor, superintendente, e realmente não é o papel da Polícia Federal prestar esse tipo de informação. As investigações têm de ser preservadas. Imagina se na Lava Jato, um ministro ou então a presidente Dilma ou o ex-presidente (Lula) ficassem ligando para o superintendente em Curitiba para colher informações”, disse Moro, ao comentar as pressões de Bolsonaro para a troca no comando da PF.

À revista Veja, o ex-ministro afirmou que apresentaria as provas “em momento oportuno” – isso incluiu áudios e inúmeras trocas de mensagens pessoais e de governo trocadas com o presidente pelo WhatsApp, aplicativo favorito de Bolsonaro para delegar ordens a subordinados.

A PGR será representada pelos procuradores João Paulo Lordelo Guimarães Tavares, Antonio Morimoto e Hebert Reis Mesquita – este último integrou o grupo de trabalho da Lava Jato dentro da Procuradoria-Geral desde a gestão Raquel Dodge.

A investigação mira tanto no presidente quanto em Moro. O ex-ministro é investigado por suposta denunciação caluniosa e crime contra a honra.

Ao autorizar na última segunda-feira, 27, a abertura do inquérito, em uma decisão de 17 páginas, o decano observou que o presidente da República “também é súdito das leis”, apesar de ocupar uma “posição hegemônica” na estrutura política brasileira, “ainda mais acentuada pela expressividade das elevadas funções de Estado que exerce”.

Na véspera do depoimento de Moro, o presidente Jair Bolsonaro esteve reunido por cerca de três horas com o novo ministro da Justiça, André Mendonça, no Palácio da Alvorada.

Horas antes do depoimento de Moro, o presidente utilizou suas contas nas redes sociais chamou o ex-ministro de “Judas” ao divulgar vídeo em que uma pessoa não identificada diz ter ouvido vozes de outras pessoas que falariam com Adélio no momento do crime – mesmo com dois inquéritos da Polícia Federal, um deles já concluído, apontarem que o esfaqueador agiu sozinho.

Durante a manhã, ao deixar o Palácio do Alvorada, o presidente não quis falar com a imprensa, mas disse a apoiadores que não será alvo de nenhum “golpe” em seu governo.”Ninguém vai fazer nada ao arrepio da Constituição. Ninguém vai querer dar o golpe para cima de mim, não”, disse Bolsonaro.

www.reporteriedoferreira.com.br   Da Redação, com Estadão

 




Entenda quais são as acusações de Moro contra Bolsonaro

Se não conseguir provar acusações contra o presidente da república, Sergio Moro também pode responder por crimes

Moro e Bolsonaro

Sergio Moro presta depoimento na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba

Neste sábado (2), o ex-ministro da justiça Sergio Moro presta depoimento na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. Moro é ouvido por expressar, segundo ele, a interferência do presidente Jair Bolsonaro no comando e investigações da Polícia Federal.

Entenda quais são as acusações do ex-ministro da justiça contra o presidente da república e quais podem ser as implicações contra o próprio Sergio Moro, caso não consiga provar as alegações.

Moro acusa Bolsonaro de:

Obstrução à investigação, crime previsto na Lei de Organização Criminosa para quem atrapalha uma investigação – no caso, Bolsonaro estaria fazendo isso na Polícia Federal, obstruindo investigações contra crimes, segundo acusação Moro;

Falsidade ideológica, que consiste inserir em um documento público ou particular uma informação falsa – Moro não assinou o documento de desligamento de Maurício Valeixo do cargo na PF, como publicado no Diário Oficial, fato justificado por Bolsonaro;

Coação no curso de processo, quando há emprego de violência ou grave ameaça para interferir em um processo judicial;

Prevaricação, é o crime em que o funcionário público age de forma a satisfazer questões pessoais em sua atuação;

Advocacia administrativa, crime em que funcionário público patrocina, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública;

Se Moro não conseguir provar acusações

Procuradoria Geral da República mencionou que se os fatos não ficarem provados, Moro pode responder pelos crimes de calúnia e denunciação caluniosa.

Sobre isso, há controvérsias segundo especialistas, já que o crime de denunciação caluniosa implica que o acusador (no caso, Moro) saiba que o acusado (Bolsonaro) seja inocente e mesmo assim preste depoimentos falsos. Se Moro realmente acreditar e puder provar sua visão de acusações, a denunciação caluniosa não seria cabível.

O inquérito é delicado pois dependendo do que for provado contra Bolsonaro, Moro pode em um segundo momento responder por crime de corrupção passiva privilegiada,  em que um sujeito deixou de denunciar um ato ilegal de autoridade superior para conseguir proteção, ou para benefício de manter sua posição.

www.reporteriedoferreira.com.br Por ig




Horas antes de depoimento, Bolsonaro chama Moro de ‘Judas’

Ex-ministro irá depor neste sábado em inquérito que investiga possível interferência na Polícia Federal

O presidente  Jair Bolsonaro chamou nesta sábado o ex-ministro da Justiça Sergio Moro de “Judas” e insinuou que ele pode ter interferido em um inquérito que investiga o atentado contra Bolsonaro ocorrido na eleição.

Bolsonaro compartilhou em sua conta no Facebook um vídeo em que uma pessoa defende que Adélio Bispo de Oliveira, que esfaqueou Bolsonaro, não agiu sozinho.

“Os mandantes estão em Brasília? O Judas, que hoje deporá, interferiu para que não se investigasse?”, escreveu o presidente, em referência ao depoimento que Moro dará neste sábado no inquérito que investiga uma possível interferência de Bolsonaro na Polícia Federal.

Bolsonaro acrescentou que não fará nada “que não esteja de acordo com a Constituição”, mas ressaltou que não admitirá que façam algo contra ele ou o Brasil “passando por cima da mesma Constituição”.

O ex-ministro da Justiça Sérgio Moro presta depoimento neste sábado à Polícia Federal, em Curitiba, para falar sobre as acusações feitas por ele contra o presidente Jair Bolsonaro ao deixar o governo.

Moro anunciou sua saída do governo em um pronunciamento no dia 24 de abril, no qual fez um balanço de seu trabalho à frente da pasta e relembrou que, quando aceitou assumir o ministério, o presidente garantiu que ele teria carta-branca.

O estopim para a decisão de sua saída foi a confirmação da demissão do diretor-geral da PF, Maurício Valeixo. “Avisei que seria uma interferência política e Bolsonaro disse que era mesmo”. Em sua fala, Moro revelou que diversas vezes Bolsonaro tentou interferir na Polícia Federal. Segundo Moro, o presidente pediu acesso a investigações sigilosas e tem “preocupação com inquéritos em curso no Supremo Tribunal Federal (STF)”.

Em entrevista à revista Veja, o ex-ministro afirmou que irá apresentar provas sobre o que disse à Justiça. Disse também que já via sinais de que o combate à corrupção não é prioridade do governo. Dentre os sinais, citou a transferência do Coaf para o Ministério da Economia.

Comentou ainda as mensagens divulgadas por ele ao Jornal Nacional, da TV Globo, pouco depois de seu pronunciamento. “Apresentei porque no pronunciamento do presidente ele afirmou falsamente que eu estava mentindo”, disse o ex-ministro.

Após o pronunciamento de Moro, o presidente Bolsonaro também fez um pronunciamento em que acusou Moro de ter negociado sua ida ao Supremo Tribunal Federal em troca da mudança na diretoria da Polícia Federal. Moro então divulgou mensagens trocadas.

Na imagem do diálogo, Bolsonaro envia a Moro o link de uma notícia do portal O Antagonista. “Mais um motivo para a troca”. Em seguida, Moro explica ao presidente que as diligências foram determinadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

Moro também exibiu uma conversa com a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), em que ela pede para que o ministro aceite uma vaga no STF em setembro, e também a troca na PF, pelo diretor da Abin. “Eu me comprometo a ajudar”, acrescentou. “A fazer JB prometer“, dizia Carla.

Moro respondeu: “prezada, não estrou à venda”. O ex-juiz foi padrinho de casamento da deputada.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Da Redação, com agências




Sergio Moro em Curitiba: o que já se sabe sobre o depoimento

Ex-ministro da Justiça, Sergio Moro está em Curitiba para prestar depoimento na sede da Polícia Federal e pode apresentar provas contra Bolsonaro

Moro

Foi aberto inquérito contra ex-ministro Sergio Moro, que deve apresentar provas de acusações contra Bolsonaro

O ex-ministro da justiça, Sergio Moro,  já está prestando depoimento na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba neste sábado (2). Moro é investigado por expressar, segundo ele, a interferência do presidente Jair Bolsonaro no comando e investigações da Polícia Federal. O depoimento estava marcado para 14 horas. Ele chegou 10 minutos antes disso, acompanhado de seu advogado.

O Procurador-Geral da República, Augusto Aras pediu ao Supremo Tribunal Federal a abertura de inquérito contra Moro sobre as acusações do ex-ministro sobre Bolsonaro e as mudanças na Polícia Federal. Esse teria sido o motivo de Moro para sair do ministério da justiça, concretizada na  exoneração de Maurício Valeixo da diretoria da PF, mudança promovida por Bolsonaro.

O ex-ministro da justiça é ouvido sobre: crime de denunciação caluniosa e crime contra a horna (calúnia, difamação e injúria) contra Bolsonaro, além de crime de prevaricação (agir contra a lei em interesse pessoal). Moro pode apresentar provas obtidas de forma legal e até mesmo se manter em silêncio, segundo o direito.

Moro afirmou se sentir intimidado pela forma como o processo está sendo conduzido por  Aras, que respondeu ao ex-ministro dizendo que “ninguém está acima da Constituição”.

Antes do início do depoimento de Moro em Curitiba,  protestos aconteceram nos arredores da Superintendência: de um lado, apoiadores de Moro e de outro, de Bolsonaro.

Entenda

Augusto Aras foi indicado pelo presidente Bolsonaro ao cargo de PGR – contrariando a lista tríplice de indicação do Ministério Público – e isso levantou questões sobre o relacionamento do presidente e Aras, que toca no aspecto de independência da Procuradoria.

Celso de Mello, ministro do STF, passou a presidir o inquérito de Moro e pediu a PF para colher o depoimento do ex-ministro. Em seguida, Aras designou três procuradores para acompanhar o depoimento, o que mostra o interesse da Procuradoria em acompanhar de perto o caso.

Além disso,  Moro afirmou em entrevista à revista Veja que o “combate a corrupção não é prioridade do governo Bolsonaro.”

www.reporteriedoferreira.com.br Por agência




Covid-19: Mortes no Brasil chegam a 6,7 mil; casos confirmados são 96 mil

De acordo com os novos dados do Ministério da Saúde, número de contágios e mortes voltou a crescer

corona
Pixabay/Tumisu

O coronavírus ataca os brônquios e gera infecção pulmonar

O Brasil registrou mais 421 mortes causadas pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) nas últimas 24 horas, fazendo o total subir para 6.750, segundo balanço divulgado neste sábado (02) pelo Ministério da Saúde.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, os novos casos confirmados de Covid-19 no Brasil são 4.970, totalizando 96.559. A taxa de letalidade é de 6,9%.

O Estado com maior letalidade continua sendo São Paulo com 2.586 mortes e 31.174 casos confirmados, seguido do Rio de Janeiro com 971 óbitos. Tocantins é o estado com menos mortes, somente

 

Com mais de 91 mil casos e 6 mil mortes, país fica atrás apenas dos EUA na soma de novas infecções diárias

Covid-19

Gabriel Monteiro / Agência O Globo

Enterro de vítima de covid-19 no Rio de Janeiro

O Brasil chegou nesta sexta-feira (1º) ao quarto dia consecutivo em um novo patamar da pandemia de Covid-19. Com 6.209 casos e 428 óbitos em 24 horas, o número de pessoas infectadas com o novo coronavírus subiu para 91.589 e o total de mortes já chega a 6.329. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde.

Desde a última terça-feira, o país vem registrando mais de 5.000 casos e mais de 400 mortes diárias ligadas à  Covid-19 , tornando-se um dos epicentros da doença no mundo — segundo dados da Universidade Johns Hopkins (EUA), apenas os Estados Unidos têm tido mais novos casos do que o Brasil.

A curva de contágio americana, no entanto, se assemelha a uma montanha-russa, com altos e baixos. Já a brasileira lembra a subida de uma montanha cuja altura do pico ainda é desconhecida, como afirmou o próprio ministro da Saúde, Nelson Teich. Na comparação com o dia 1º de abril, o Brasil registrou 84.753 casos novos e 6.088 mortes em um mês.

De acordo com o balanço divulgado ontem pelo ministério, o aumento no número de novos diagnósticos e óbitos foi de 7% em relação a anteontem. A persistir esse ritmo, o Brasil pode superar a casa dos 100 mil casos da doença no domingo.

“Toda previsão sobre o futuro é difícil, mas todo mundo que é especialista em modelos vê que o Brasil é a nova fronteira. Nas próximas semanas, os dois principais países em que haverá um crescimento acelerado de casos serão Estados Unidos e Brasil. O resto do mundo está desacelerando, crescendo muito pouco”, afirma Mauro Schechter, professor-titular de infectologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Ele atribui o cenário atual à queda da adesão ao distanciamento social, que fez com que o país registrasse a mais alta taxa de contágio entre 48 nações analisadas pelo Imperial College de Londres. Por aqui, cada dez pessoas infectadas contaminam outras 28; estas contaminam outras 78, e assim sucessivame nte, multiplicando-se sempre à razão de 2,8.

“O que está acontecendo agora provavelmente é reflexo do relaxamento que aconteceu semanas atrás, já que é preciso ter uma massa crítica transmitindo para outras pessoas até ser notado (no registro de novos casos)”, ressalta.

Novas ondas

Doutora em epidemiologia da Fiocruz, Ana Luisa Gomes também crê que o país pode se tornar o novo polo da Covid-19, mas pondera que a Europa, que está na descendente de novos contágios, está começando a sair da quarentena agora, e que essa reabertura pode fazer a onda ressurgir.

“A tendência da doença é essa, começa a ser um pico em um país e ir diminuindo no outro. Como a América Latina foi um dos últimos lugares a receber a Covid-19, é natural que a gente se torne um epicentro, o que é diferente de ser o país com maior incidência. Epicentro é, naquele momento, onde tem a maior disseminação da doença, e, portanto, de onde ela pode sair para outros lugares. Por isso o Trump está apreensivo com a questão dos voos. A transmissão comunitária aqui está muito alta, e as pessoas que saírem do Brasil para lá podem levar a doença a várias regiões que já a controlaram”, disse.

Gomes se refere à menção feita pelo presidente norte-americano de suspender voos do Brasil para os Estados Unidos, algo que ainda não foi confirmado oficialmente pela Casa Branca. Donald Trump afirmou anteontem que o avanço da Covid-19 pôs o Brasil em uma situação “difícil”.

“No Brasil o número de casos é muito, muito alto. Se você olhar os gráficos quase todos apontam para o alto”, disse Trump. Nos EUA, o número de casos já passou de 1 milhão, e o de mortes, de 60 mil.

Rio passa de 10 mil casos

Ana Luisa Gomes, da Fiocruz, afirma que o agravamento da epidemia no Brasil já era esperado: “pelo sistema Infogripe, que avalia os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), já conseguíamos ver que a situação do Brasil está grave há algum tempo e tende a se agravar. Temos também uma subnotificação muito alta. Além disso, nosso país é um continente e tem situações muito regionalizadas, mas várias regiões do país já estão colapsando. Só não se fala que colapsou oficialmente no Rio porque é uma coisa politicamente difícil de ser dita”.

Os dados divulgados ontem pelo Ministério da Saúde mostram que os cinco estados com o maior número de casos confirmados são também os que têm mais mortes: SP (30.374 casos, 2.511 mortes), RJ (10.166, 921), CE (7.879, 505), PE (7.334, 603) e AM (5.723, 476).

Para Mauro Schechter, a única solução é manter a política de isolamento daqueles que podem ser isolados: “como não há vacina nem um tratamento eficaz, a única maneira de prevenir transmissão é o isolamento social. Não há outra forma. Todos os países que conseguiram controlar o fizeram utilizando soluções clássicas de controle de epidemias : evitar transmissão, diagnosticar precocemente e fazer o rastreamento de contatos”.

www.reporteriedoferreira.com.br    Por Agência O Globo 



Paraíba registra 135 casos de Covid-19 em um dia; mortes chegam a 76

Novo SARS-CoV-2 de Coronavírus Micrografia eletrônica de varredura colorida de uma célula mostrando sinais morfológicos de apoptose, infectados com partículas do vírus SARS-COV-2 (verde), isoladas de uma amostra de paciente. Imagem capturada no NIAID Integrated Research Facility (IRF) em Fort Detrick, Maryland. Crédito: NIAID

 

Neste sábado (2), a Paraíba registrou novo recorde de casos confirmados de Covid-19. São 1169 pessoas com diagnóstico positivo, 135 a mais que o último balanço publicado. Destes, 76 faleceram e 177 já se recuperaram, segundo informações das Secretarias Municipais de Saúde. Outros 1902 casos investigados já foram descartados para Covid-19.

Dos 370 leitos de UTI previstos no plano de Contingência para Coronavírus, 171 já estão ativos, 49% deles ocupados.

Os casos confirmados estão distribuídos em 64 municípios paraibanos:

Alagoa Grande (2); Alagoa Nova (1); Alhandra (7); Araçagi (1); Areia (1); Barra de São Miguel (1); Bayeux (41); Bom Jesus (1); Boqueirão (1); Brejo do Cruz (1); Caaporã (3); Cabedelo (36); Caiçara (1); Cajazeiras (10); Campina Grande (61); Casserengue (1); Catingueira (1); Conde (17); Congo (1); Coremas (1); Coxixola (3); Cruz do Espírito Santo (4); Esperança (2); Guarabira (15); Gurinhem (1); Igaracy (1); Imaculada (3); Itabaiana (2); Itaporanga (1); Itapororoca (3); João Pessoa (701); Junco do Seridó (3); Lagoa Seca (2); Lucena (5); Mamanguape (1); Mari (7); Marizópolis (3); Monteiro (1); Patos (23); Pedras de Fogo (9); Piancó (1); Pilar (1); Pilõezinhos (1); Pitimbu (1); Pombal (2); Princesa Isabel (1); Queimadas (2); Riachão Poço (1); Riacho dos Cavalos (1); Rio Tinto (4); Santa Helena (1); Santa Rita (100); São Bento (5); São João do Rio do Peixe (6); São José de Espinharas (1); São José de Piranhas (1); São José do Bonfim (1); Sapé (38); Serra Branca (1); Serra da Raíz (1); Serra Redonda (1); Sousa (15); Taperoá (2); Umbuzeiro (2).

2 óbitos foram notificados nas últimas 24h:

  1. Homem, idoso, 73 anos, sem comorbidade, residente em João Pessoa, inicio dos sintomas no dia 08/04/2020, interno em hospital privado e veio a óbito no dia 01/05/2020.
  2. Homem, adulto, 56 anos, residente em Santa Rita, com comorbidade hipertensão e obesidade, inicio dos sintomas no dia 19/04/2020, atendido em hospital municipal e veio a óbito no dia 01/05/2020

Os dados epidemiológicos e de ocupação de leitos podem ser acompanhados em paraiba.pb.gov.br/coronavirus

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Por apoio do centrão, Bolsonaro oferece cargos e ameaça a quem não ajudar

Segundo fontes do governo, responsáveis por pastas podem até ser demitidos se não liberarem vagas para políticos da ala

Bolsonaro

Agência Brasil

Antes crítico do que chamada de “velha política”, Bolsonaro busca agora o apoio do centrão

Depois de criticar ao longo de sua campanha o que sempre chamou de “velha política”, o presidente Jair Bolsonaro começa a voltar sua atenção para a ala conhecida como centrão, que reúne partidos de centro e centro-direita como PP, PTB, DEM e PL, em busca de apoio para pautas consideradas importantes, como a derrubada de possíveis pedidos de impeachment.

Com isso, segundo informa o jornal Folha de São Paulo, alguns ministros têm sido “enquadrados” para que aceitem ceder cargos de segundo ou terceiro escalão dentro das pastas para integrantes deste grupo. Bolsonaro teria, inclusive, ameaçado de demissão quem não aceitasse a ideia.

De acordo com o relato de parlamentares ouvidos, a mudança de postura se deu em dois atos. Primeiro, ele forçou a saída de Sergio Moro do comando do Ministério da Justiça, e depois reafirmou aos ministros que restantes que seria o responsável por distribuir tais cargos e que não aceitaria qualquer tipo de recusa.

Tal postura, conhecida como “toma lá, dá cá”, começou a fazer parte do dia a dia do presidente após a ruptura com Rodrigo Maia , presidente da Câmara dos Deputados. Em busca de apoio e, talvez, de um nome para substituir Maia no comando da casa, Bolsonaro se aproximou do centrão, que hoje conta com 200 dos 513 deputados.

Ainda de acordo com a publicação, a oferta de repasse de vagas abrange secretarias estratégicas, como a Secretaria de Mobilidade (Desenvolvimento Regional), o Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação, a Secretaria de Vigilância em Saúde e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, e vai do Porto de Santos à Funasa, passando pelo Banco do Nordeste.

Apesar das conversas, interlocutores afirmaram que o Bolsonaro já está sendo cobrado pela demora nas nomeações e que, por este motivo, os ministros estariam sofrendo pressão para aceitar as mudanças. Segundo os integrantes do centrão, os postos chaves estariam nos ministérios da Economia, comandado por Paulo Guedes, Infraestrutura, de Tarcísio Freitas, Educação, gerido por Abraham Weintraub, e Desenvolvimento Regional, sob o comando de Rogério Marinho.

www.reporteriedoferreira.com.br Por Ig




Futuro presidente do TSE, ministro Roberto Barroso vê ‘risco real’ de adiamento das eleições deste ano

Primeiro turno das eleições municipais, para escolha de prefeitos e vereadores, está marcado para 4 de outubro. Ministro se diz contrário à hipótese de prorrogação de mandatos.

O Ministro Luís Roberto Barroso sucederá a ministra Rosa Weber no final de maio na presidência do TSE. (Foto: Arquivo)

O ministro Luís Roberto Barroso, futuro presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou nesta sexta-feira (1º) que há um “risco real” de que as eleições municipais de outubro, para escolha de novos prefeitos e vereadores, sejam adiadas em razão da pandemia do novo coronavírus.

O primeiro turno das eleições municipais está marcado para 4 de outubro. Nas cidades em que houver segundo turno – somente podem ter segundo turno municípios com mais de 200 mil eleitores –, a data prevista é 25 de outubro. A mudança da data das eleições depende do Congresso.

“Por minha vontade, nada seria modificado porque as eleições são um rito vital para a democracia. Portanto, o ideal seria nós podermos realizar as eleições. Porém, há um risco real, e, a esta altura, indisfarçável, de que se possa vir a ter que adiá-las”, afirmou o ministro em transmissão ao vivo em uma rede social promovida pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).

Segundo o ministro, que sucederá a ministra Rosa Weber no final de maio na presidência do TSE, se não houver condições para realizar as eleições em outubro, o pleito, na avaliação dele, teria de ser feito “em poucas semanas, ou no máximo em dezembro, para não haver risco de se ter que prorrogar mandatos”.

Barroso se disse ainda contrário à hipótese de se fazer a eleição municipal junto com a eleição nacional, em 2022, o que exigiria a prorrogação por dois anos dos mandatos dos atuais prefeitos e vereadores.

“Sou totalmente contra essa possibilidade. A democracia é feita de eleições periódicas e alternância no poder”, afirmou. “Os prefeitos e vereadores que estão em exercício neste momento foram eleitos para quatro anos.”

Para o ministro, o excesso de nomes para votação também comprometeria a qualidade do voto, para se fazer uma “escolha consciente”.