Ministério Público intima pastor que disse que Coronavac “tem HIV dentro”

No documento, o promotor de Justiça Ricardo Sant’Anna exige que o líder religioso apresente, em 15 dias, suas capacitações técnicas

O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), por meio da 85ª Promotoria de Justiça de Fortaleza, intimou para depor o pastor Davi Goés, do Ministério Canaã, de Fortaleza (CE). O religioso afirmou que a vacina contra a Covid-19 Coronavac causa câncer e tem “HIV dentro dela”.

No documento, o promotor de Justiça Ricardo Sant’Anna exige que o líder religioso apresente, em 15 dias, suas capacitações técnicas, científicas, sanitárias ou médicas, através de comprovante idôneo, diplomas ou certificados reconhecidos para credenciá-lo como especialista qualificado a emitir análise sobre o tema abordado por ele. A não apresentação de tais documentos será interpretada como a ausência de conhecimentos específicos sobre o tema.




Ministério Público denuncia 22 prefeitos paraibanos que não assinaram acordos para o fim dos lixões

O Ministério Público estadual (MPPB) deu prazo de um ano para que prefeitos paraibanos fechassem lixões e dessem destino adequado a resíduos sólidos – o prazo será encerrado em 1º de dezembro. Até agora, de 66 que assinaram acordo de não persecução penal – em troca da extinção de punibilidade por crime ambiental –, apenas 30 receberam tal benefício. Os 36 prefeitos que não cumpriram o acordo deverão responder por crime ambiental, enquanto outros 22, que sequer assinaram o compromisso, já estão sendo denunciados por esse tipo de crime pela Procuradoria-Geral de Justiça da Paraíba. Essa atuação do MPB integra o projeto ‘Fim dos lixões da Paraíba’, iniciado em 2018.

Nesta primeira etapa, foram denunciados os gestores dos municípios de Boqueirão, Mato Grosso, Pocinhos, Alagoa Nova, Aroeiras, Igaracy, Lastro, Prata, São José dos Cordeiros, São José de Princesa, São Vicente do Seridó, Belém do Brejo do Cruz, Bom Jesus, Santo André, Livramento, Parari, Sumé, Zabelê, São João do Cariri, Camalaú, Bom Sucesso e Serra Branca. As denúncias foram apresentadas pela Comissão de Combate aos Crimes de Responsabilidade e à Improbidade Administrativa (Ccrimp), órgão auxiliar do procurador-geral de Justiça da Paraíba, Francisco Seráphico da Nóbrega Filho.

Petições encaminhadas à JustiçaO Ministério Público da Paraíba alerta aos prefeitos e prefeitas das 3ª, 4ª e 5ª regiões que assinaram o acordo, que o prazo para o cumprimento termina no dia 1º de dezembro. A atuação faz parte do projeto “Fim dos lixões da Paraíba”, iniciado em 2018.

Além das providências tomadas em relação aos gestores que não assinaram os acordos, que foram as denúncias, o MPPB está avaliando o cumprimento das obrigações por parte dos que se comprometeram.

Nesse sentido, já foram encaminhadas 66 petições à Justiça, envolvendo prefeitos e prefeitas dos municípios que compõem as 1ª e 2ª regiões do Estado. Dessas, 30 foram pedidos de extinção de punibilidade pelo cumprimento dos acordos de não persecução penal (comprovada a destinação correta dos resíduos e o fechamento do lixões) e 36 de rescisão dos ANPPs, devido ao não cumprimento.

O projeto
O projeto “Fim dos Lixões” foi concebido em 2018, quando o Ministério Público se viu prestes a denunciar 90% dos municípios que destinavam resíduos a lixões por crime ambiental. Foi proposto o acordo de não persecução penal para que, em um ano, os municípios fechassem os lixões e termos de ajustamento de conduta para a recuperação da área degradada no prazo de cinco anos. Findo o prazo para o cumprimento dos ANPPs, a Ccrimp iniciou a coleta de provas da autoria e materialidade das condutas penalmente relevantes previstas nos artigos 54, § 2º, inciso V, da Lei nº 9.605/98 e artigo 1º, XIV, do Decreto-Lei nº 201/67.

Dos 223 municípios paraibanos, 147 assinaram. O projeto “Fim dos lixões” conta com a participação direta do Centro de Apoio Operacional às Promotorias do Meio Ambiente, que elaborou e executou as ações do projeto junto com a PGJ, e de representantes da Federação das Associações dos Municípios da Paraíba (Famup), da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e do Ministério Público Federal (MPF).

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Vereadores se articulam no prazo final para inscrição de chapas

 

WhatsApp Image 2020 12 22 at 17.27.47 - MESA DIRETORA DA CMJP: vereadores se articulam no prazo final para inscrição de chapas

Termina na quinta-feira (24) o prazo para que vereadores de João Pessoa inscrevam seus nomes para a disputa pela Mesa Diretora da Câmara Municipal, mas as articulações seguem acontecendo nos bastidores. Até o final da tarde de hoje (22), nenhuma chapa havia sido registrada pelos parlamentares, que continuam em busca de apoios.

Uma das chapas será representada pelo vereador Mikika Leitão (MDB), que será candidato à Presidência da Câmara no primeiro biênio. Ele se reúne ainda nesta terça-feira (22) com parlamentares aliados para definir quem vai compor os demais espaços da Mesa, que são os cargos de 1º vice presidente, 2º vice presidente e as secretarias. Na reunião, também será discutida a chapa para o segundo biênio.

Do outro lado, os vereadores Dinho (Avante) e Bruno Farias (Cidadania) trabalham para garantir o voto de parlamentares que já demonstraram apoio a eles para comandar a Casa no primeiro e no segundo biênios, respectivamente.  Parlamentares informaram à reportagem que o nome da vereadora Eliza Virgínia (PP) será inscrito na condição de vice-presidente e o Bispo José Luiz (Republicanos) surgirá como 3º secretário no primeiro biênio.

Apesar de vereadores aliados a Bruno Farias e Dinho afirmaram que o grupo mantém o apoio de 16 parlamentares, que é a maioria,  aliados de Milika Leitão ouvidos pela reportagem já contabilizam 14 votos para a disputa. A Câmara Municipal tem 27 assentos e o pretenso vencedor precisa contar com o apoio da maioria para obter êxito.




Leo Bezerra se despede da CMJP, emocionado: “Sensação de dever cumprido”

 

O vereador e vice-prefeito diplomado de João Pessoa, Leo Bezerra (Cidadania), fez um discurso de despedida emocionado na Câmara Municipal (CMJP) nesta terça-feira (22). Ele deixa a Casa de Napoleão Laureano para assumir a vice-prefeitura da Capital a partir do dia 1º de janeiro.

“É um dia mais que especial. Hoje praticamente se encerra um ciclo de uma eleição vitoriosa, do pleito de 2016, onde tive a honra de ser o vereador mais votado de João Pessoa e poder entrar nessa Casa depois de uma derrota em 2012. Quis Deus naquele momento que eu não fosse vereador, mas em 2016 recebi um dos maiores presentes da população de João Pessoa”, avaliou Leo, na tribuna da Câmara Municipal.

Em seu discurso ele agradeceu a todos que contribuíram para a conquista do seu primeiro mandato como vereador. “Primeiramente a Deus e a cada um que saiu de sua casa para votar no jovem vereador Leo Bezerra”, disse.

Ele ressaltou ter feito um mandato participativo, marcado por embates em defesa de projetos, melhorias para a cidade e cobranças ao Poder Executivo para construção do Hospital da Mulher, implantação do prontuário eletrônico, divulgação da lista de espera por cirurgias eletivas e entrega domiciliar de medicamentos.

“Eu, mais do que ninguém, lutei com toda minha força e disposição para ser um vereador que representasse a população de João Pessoa e a minha votação. Foram 7.016 pessoas que nos confiaram o voto”, afirmou.

Leo, que liderou a bancada de oposição na Casa, agradeceu à Caravana formada por parlamentares oposicionistas para visitar bairros, vistoriar serviços públicos e cobrar soluções. Ele fez um agradecimento especial à sua equipe e aos funcionários da CMJP.

Sensação de dever cumprido

Em sua fala, o vice-prefeito diplomado agradeceu a confiança do governador João Azevêdo ao escolhê-lo para representar o Cidadania na aliança com o Progressistas, do prefeito diplomado Cícero Lucena.

“Saio com a sensação de dever cumprido, de que dei o melhor de mim e o mais importante, com a sensação de que vou fazer o maior e melhor mandato da minha vida junto a Cícero Lucena”, garantiu.

Durante os quatro anos do seu mandato como vereador, Leo apresentou 1.448 matérias legislativas, liderou a Bancada de Oposição, foi vice-presidente da Câmara Municipal e um dos parlamentares que mais utilizou a tribuna da Casa.

Os vereadores Sandra Marrocos, Marcos Henriques, Bispo José Luiz, Milanez Neto, Damásio Neto, Thiago Lucena, Dinho e Bruno Farias elogiaram a atuação parlamentar de Leo e desejaram sucesso como vice-prefeito.




Prefeito Cícero Lucena anuncia nomes de novos secretários; confira

 

O prefeito eleito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP) começou  a anunciar no fim da manhã desta sexta-feira,23 novos nomes de auxiliares que comporão sua gestão a partir de 1º de janeiro. Confira:

Administração

Secretário – Valdo Alves – Empresário, formado em Administração pela UFPB, com Especialização MBA em Gestão pela FGV – Fundação Getúlio Vargas. Com larga experiência na gestão pública e privada, já desempenhou a função de Diretor Administrativo Financeiro da Secretaria de Segurança Pública do Estado da Paraíba e Assessor Especial de Gabinete do Governo do Estado.

Comunicação

Secretário – Marcos Vinícius – Advogado e jornalista. Atuou nos jornais O Norte, O Momento, Correio da Paraíba e A União. Entre 2014 e 2016, foi secretário de Comunicação da Capital. Ocupou o cargo de vereador por seis mandatos, tendo no mais recente exercido a presidência da Casa Napoleão Laureano por um biênio.

Secretário-adjunto – Janildo Silva – Jornalista profissional, formado pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Com passagens pelo Portal ClickPB, Jornal da Paraíba e Correio da Paraíba, foi assessor de imprensa da Funasa/PB, secretário de Comunicação da Câmara Municipal de

João Pessoa (CMJP) e atualmente exerce o cargo de assessor de Comunicação do Coren PB.

Coordenadoria do Patrimônio Cultural de João Pessoa (Copac-JP)

Coordenadora – Daniella Bandeira – Formada em Direito pela UFPB e pós-graduada em Gestão Pública. Foi por 14 anos servidora estadual na Cinep, Secretaria de Ciência e Tecnologia, Infraestrutura, Fapesp e outras. Foi superintendente do Patrimônio da União, secretária de Meio Ambiente e secretária de Planejamento do município.

Desenvolvimento Econômico e Trabalho

Secretária – Vaulene Rodrigues – Formada em Administração e em Gestão Pública, ambas pela Universidade Federal da Paraíba. Com Pós em Direito Administrativo pela FGV. Iniciou sua trajetória como consultora para pequenas e médias empresas. Na área pública, atuou na Assembleia Legislativa e na Prefeitura de João Pessoa como Diretora de Segurança Alimentar e Nutricional na Secretaria de Desenvolvimento Social e por 4 anos exerceu o cargo de secretária executiva de Desenvolvimento Urbano na Prefeitura de João Pessoa.

Funjope

Presidente – Marcus Alves – Doutor em Sociologia e Mestre em Comunicação Social pela Universidade de Brasília (UnB). Autor dos livros “Cultura Rock e Arte de Massa”, (Editora Diadorim); “Cultura Mercosul: uma política do discurso”, (Ed. Plano/FAP); “Arte de massa une crítica e divertimento”, Editora UCB); “O Eterno e o Provisório- Poemas”, (Editora da UFPB) e “Arqueologia – Poemas” (Moura Ramos); “O Sapato Amarelo – ou K Encontra Paludes” (Cartonera Aberta/Editora do CCTA). Tem artigos e ensaios publicados em revistas acadêmicas em Chile, Cuba, Colômbia, Polônia. Sócio-fundador da Associação Internacional de Estudos da Música Popular (IASPM-Rama Latina). Foi apresentador do programa Fórum Ideias (TV UFPB/TV Futura) e editor-chefe da TV Globo Minas/TV Triangulo. Consultor político. Foi coordenador de Comunicação do Ministério da Integração Nacional, Secretário de Comunicação dos Municípios de Conde e João Pessoa. Foi professor do curso de Comunicação Social da Universidade Católica de Brasília e do curso de Direito do Instituto de Educação Superior da Paraíba (IESP). Foi chefe da Assessoria de Comunicação da UFPB.

Nomes anteriormente anunciados

O primeiro nome a ser anunciado por Cícero para compor a nova gestão foi o de Socorro Gadelha, no último dia 1º. Ela vai reassumir a Secretaria de Habitação.

Já no dia 11, Cícero anunciou os nomes de mais seis auxiliares: José William Montenegro Leal (Secretaria de Planejamento), Fábio Rocha (Saúde), América Assis (Educação) Bruno Nóbrega (Procuradoria-Geral do Município), Caroline Agra (Instituto de Previdência do Município – IPM) e Eudes Moacir Toscano Júnior (Controladoria-Geral do Município – CGM).

No último dia 15, o prefeito eleito de João Pessoa, anunciou os nomes de Adenilson de Oliveira Ferreira para a Secretaria do Tesouro, Sebastião Feitosa para a Secretaria Executiva da Receita e Ricardo Luiz da Cunha Coelho para a Secretaria Executiva de Finanças.

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O ATIVISMO POLÍTICO E A DEMOCRACIA:  Por Rui Leitao

O ATIVISMO POLÍTICO E A DEMOCRACIA:  Por Rui Leitao

Ser militante ou ativista político, passou de repente a ser encarado como terrorista, um subversivo, na visão atual da direita brasileira que chegou ao poder. Essa atividade político-social é apontada como uma ameaça ao “stablishment”. Os interesses da cidadania quando não atendidos pelo sistema político, exigem uma reação da sociedade civil. Isso é próprio da democracia. O ativismo civil tem por objetivo chamar a atenção dos governantes para temas relevantes que estão sendo desconsiderados. Condenar o ativismo é manter-se numa concepção autoritária da vida social e da política. A História é pródiga em registros positivos de transformação em favor do povo e da democracia. Muitas foram as conquistas alcançadas por militantes ativistas, que, corajosamente, desfraldaram bandeiras em defesa de causas tidas como revolucionárias, do ponto de vista da igualdade dos direitos individuais.

As mobilizações dos movimentos feministas, dos negros contra a discriminação racial, dos trabalhadores explorados pela sanha do capital, e de tantos outros grupos que sofrem preconceitos e são marginalizados, resultaram de demandas sociais que vão amadurecendo ao longo do tempo. São extremamente necessárias porque representam um direito fundamental à liberdade de reivindicar, questionar e propor mudanças que minimizem as injustiças sociais. Já passamos por uma experiência muito ruim na época da ditadura militar, quando fomos oprimidos por um autoritarismo atroz. Bastava que os movimentos coletivos contrariassem o pensamento dos ditadores.

Os ativistas militantes não podem ser vistos como inimigos, apenas por que divergem do pensamento dos que estão no poder. Têm que ser tratados como “concidadãos”, preocupados com a busca de um mundo melhor, mais igualitário, mais justo, mais democrático. O ativismo puxa o debate político, propondo diálogos francos sobre questões que interessam à sociedade como um todo. O confronto de ideias e argumentos só ajuda a caminhar para o encontro de projetos transformadores. Quando se diz: “vamos botar um ponto final a todo ativismo no Brasil”, dá para se prenunciar uma agressão à democracia, admitindo apenas o pensamento único e combatendo toda e qualquer divergência.

www.reporteriedoferreira.com.br   Rui Leitão




Presidente do STJ converte prisão de Crivella em domiciliar, com uso de tornozeleira

 

crivella 7 - Presidente do STJ converte prisão de Crivella em domiciliar, com uso de tornozeleira

O presidente do Superior Tribunal de Justiça, Humberto Martins, revogou na noite desta terça-feira (22) a prisão em do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos). O ministro determinou que Crivella fique em prisão domiciliar e com o uso de tornozeleira eletrônica.

O prefeito do Rio foi preso no início da manhã desta terça-feira (21) em uma operação da Policia Civil e do Ministério Público local e levado, no início da noite, para o presídio de Benfica.

Para o presidente do STJ, a prisão preventiva estava adequada para a situação, mas não houve a devida fundamentação para determinar o regime fechado. A prisão domiciliar, segundo Martins, deve ser aplicada diante da pandemia do coronavírus.

A investigação aponta a existência de um “QG da Propina” na Prefeitura do Rio e Crivella seria o líder da organização criminosa. No esquema, de acordo com as apurações do MP, empresários pagavam para ter acesso a contratos e para receber valores que eram devidos pela gestão municipal.

O Ministério Público disse que a Prefeitura do Rio fazia pagamentos a empresas por conta da propina mesmo “em situação de penúria” e que o valor arrecadado pela organização criminosa chega a R$ 50 milhões.

Para os investigadores, Crivella a soltura de Crivella colocava em risco as investigações, sendo que o prefeito teria atuado para impedir o avanço das apurações.

A defesa do prefeito pediu a revogação da prisão sob argumento de que não há elementos concretos de que o prefeito tentou atrapalhar as investigações.

“A decisão, além de não demonstrar indícios concretos de risco à investigação ou à garantia da ordem pública, viola as mais básicas garantias constitucionais bem como a pacífica jurisprudência dos tribunais superiores”.

Os advogados argumentaram ainda que: não há provas de que Crivella se beneficiava com a propina ou que a autorizava; prefeito está a dias do fim do mandato e não oferece risco à ordem pública, sendo que é possível aplicar no caso medidas diversas da prisão.




Comissão de Orçamento da CMJP aprova relatório da LOA 2021

A Comissão de Finanças, Orçamento e Obras e Administração Pública (CFO) da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) aprovou, durante reunião, na manhã desta terça-feira (22), o relatório da Lei Orçamentária Anual (LOA) e a revisão do Projeto Plurianual (PPA) para o exercício financeiro de 2021. A LOA, que estima a receita e fixa a despesa do Município em R$ 2.798.653.000,00 para o próximo ano, recebeu 191 emendas parlamentares. As matérias seguem para apreciação e votação dos parlamentares em plenário.

De acordo com o relator da LOA 2021, vereador Damásio Franca (Progressistas), foram adicionadas 191 emendas parlamentares à peça orçamentária, sendo 70 de remanejamento e 121 impositivas, ou seja, de execução orçamentária e financeira obrigatória. Para o próximo ano, os parlamentares têm a reserva de 0,6% da receita corrente líquida do ano anterior (R$ 12.651.000,00) para destinar recursos a ações específicas, sendo que 50% delas, obrigatoriamente, devem ser direcionadas para investimentos na área da Saúde.

“A área com mais recursos destinados é a da Saúde, com investimentos de R$ 873 milhões, seguida da área da Educação, que terá R$ 483 milhões de orçamento no próximo ano. Foram 191 emendas, sendo 121 impositivas, das quais cada vereador tinha direito de apresentar até cinco. Por conta dessas emendas, o prazo normal para elaboração do relatório foi ampliado, mas tudo correu dentro dos conformes. A matéria está apta para votação em plenário”, justificou Damásio Franca, que também é presidente da CFO da Casa.

Além do presidente da Comissão, vereador Damásio Franca, estiveram presentes na última reunião do colegiado em 2020 os vereadores Humberto Pontes (Avante) e Zezinho Botafogo (Cidadania).

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Desembargadora mantém prisão de Marcelo Crivella após audiência de custódia

Presos nesta terça-feira (22), Marcelo Crivella (Republicanos) e outros três acusados de suposto envolvimento no chamado “QG da Propina” participaram de audiência de custódia na tarde de hoje, no Rio e, por decisão da desembargadora Rosa Helena Penna Macedo Guita, do Tribunal de Justiça do Rio, Crivella e os demais acusados seguirão presos e estão sendo encaminhados para o Presídio de Benfica, na zona central do Rio.

A defesa de Crivella já entrou com pedido de habeas corpus junto Tribunal Superior de Justiça (STJ).  Na representação, os advogados alegam que a prisão foi ilegal porque a desembargadora Rosa Helena Penna Macedo Guita não teria competência legal para isso.

”O paciente foi preso – a nove dias do fim do seu mandato como prefeito da segunda maior cidade do Brasil – em decorrência de uma decisão monocrática proferida pela Des. Relator Rosa Helena Penna Macedo Guita, no decorrer do recesso do poder judiciário”, diz o documento.

Para os advogados, a desembargadora optou por dar credito aos depoimentos de delatores e usou deles para “equivocadamente formar presunções genéricas, em prejuízo dos elementos necessários para a decretação da prisão preventiva e da medida cautelar”.A defesa também questiona o fato de Crivella ter sido preso como uma garantia para manter a ordem pública.

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CONFLITO DE (IN)COMPETÊNCIA) Por Francisco Nóbrega dos Santos

CONFLITO DE (IN)COMPETÊNCIA)
Por Francisco Nóbrega dos Santos

A Universidade da Vida é uma escola milenar que conduz o ser humano a fazer
distinção entre a inteligência, a sabedoria e a esperteza .E esses atributos, usando-os da melhor
forma, criam um distanciamento dos fatos, quando se coloca em dúvida algo a fazer ou a se
deixar de fazer isto porque é difícil se distinguir entre a humildade e a timidez; a modéstia e a
esnobação. Então, sem muito esforço pode-se saber que o humilde, tem algo de ingênuo e
ousado. Porém é preciso despertar esse grau interior para externar conhecimento de uma
mente privilegiada, porém adormecida. É o saber que se oculta nas entrelinhas dos
pergaminhos que a vida cria em nossa massa “cinzenta. Todavia a mantém em repouso a
ousadia de impulsionar a massa cerebral que, nos ensinamentos da vida recebeu o nome
científico de “neurônios”.

Há um provérbio popular muito usado no cotidiano:- “de médico e louco todo mundo
tem um pouco”. Porém quando esses atributos são transformados em ambição e o sentido
abstrato se transmuda para megalomania pode induzir o ser humano à loucura.
Existe um provérbio árabe que diz: – “Aquele que sabe, mas não sabe que sabe; está
dormindo, acordai-o; aquele que não sabe e sabe que não sabe, é humilde, ensinai-o; porém
aquele que não sabe e não sabe que não sabe, é doido, evitai-o”. Isso nos prova que é perigoso
conceder a determinada pessoa, poderes que exigem discernimento para fazer distinção de
teoria e prática, pois a mente divorciada desses atributos é capaz de pensar que sabe conduzir
uma nave espacial, e só percebe que não é piloto quando aquela máquina voadora entra em
pane total.

É o que ora ocorre com os três poderes que constituem o arcabouço de sustentação de
uma democracia em que, na volúpia do poder, cada mandatário, quando alçado ao comando
pensa em mudar a Lei para, numa competição, avaliar o poder da força. O Legislativo crê no
parlamentarismo, onde se centraliza o poder nas mãos do legislador; por fim o judiciário, no
grau superior, cria uma hermenêutica jurídica de domínio e avoca para si o poder jurisdicional,
sem distinguir a distância entre a jurisdição e a competência; fingindo ignorar a disposição da
Lei Maior. E suprime a distância entre a relativização dos direitos e garantias fundamentais
vergastando as cláusulas pétreas, de uma Constituição originária, em que o sistema de
governo, a forma e o regime, somente com uma nova Carta sofreriam mudanças.

E à luz desses desvarios, diante da omissão de um povo ingênuo, rude e omisso,
mesmo com poder de decisão, naufraga na onda desses conflitos de incompetência, à espera
de um resultado triunfal ou desastroso, enquanto a prática nefasta dos mandatários (ou ex)
deixa a Pátria Amada à deriva à espera de uma redenção que jamais virá.

Reporto-me ao elastério da hermenêutica jurídica praticada por certos julgadores das
instâncias judiciárias. Em um passado não muito distante a Ordem dos Advogados do Brasil, no
uso das prerrogativas de escolher e eleger pelo sufrágio universal um advogado para compor o
Tribunal de Justiça da Paraíba, a classe, de forma democrática, escolheu um causídico atuante,
com extenso currículo e de notável saber jurídico, em lista tríplice, como estabelece o critério
do QUINTO CONSTITUCIONAL. O governador da época descartou o nome do escolhido para
nomear um concorrente menos votado. Tudo se consumou sem choros ou ranger de dentes.
Todavia, em nosso Estado houve a eleição para Reitor e o Chefe da Nação, divergiu da
lista tríplice e indicou um menos votado para o Cargo, porém fora questionada ataques e censuras e questionamentos judiciais. Daí a “hermenêutica da “hibridez” poderá invocar” a
soberania do sufrágio. E “na teleologia da controvérsia”, ninguém se surpreenda com uma
decisão final na tese “mutatis mutandis”. Teleologia que nem FREUD entende ou não quer se
envolver.

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