Jornal detalha últimos momentos de Maradona: “ansioso, deprimido e angustiado”
ídolo argentino também sentia falta de seus pais, especialmente de sua mãe Dalma
Reprodução
Maradona recebeu proposta para se mudar para Cuba
Primeiro a noticiar a morte de Diego Maradona , na tarde desta quarta-feira, o jornal argentino ‘Clarín’ falou sobre os últimos minutos e dias do craque argentino. Segundo o diário, Diego acordou se sentindo mal por volta das 10h e voltou a se deitar antes de sofrer a parada cardíaca.
O periódico relata que Diego estava morando com o sobrinho Johnny Espósito, o cunhado do advogado e homem de confiança Matías Morla, Maximiliano Pomargo, além da cozinheira que Diego considerava uma segunda mãe, Monona.
Logo que se sentiu mal, seus guardiões teriam avisado Morla, o médico Leopoldo Luque e as filhas de Maradona que moravam na Argentina: Dalma, Gianinna e Jana. Várias ambulâncias foram à porta do jogador, mas já não era possível salvá-lo.
Convite para morar em Cuba
Segundo o Clarín, Maradona estava”ansioso, deprimido, angustiado”. Tinha saudades dos pais, em especial da mãe, Dalma, já falecida. Também lhe entristeceu o fato de não conseguir juntar todos os filhos e o neto, Benjamin Aguero Maradona, para comemorar seus 60 anos, no último dia 30.
O ídolo argentino se recuperava em casa da cirurgia que realizou há três semanas, a retirada de um hematoma subdural da cabeça. A residência adaptada ficava em San Andrés, bairro de luxo da cidade de Tigre, a poucos quilômetros de Buenos Aires.
Havia um plano de seu psicólogo e sua psiquiatra que para que o ex-jogador voltasse a morar em Cuba, terra do amigo Fidel Castro, onde passou quatro anos em reabilitação, no início dos anos 2000. Houve até convite do filho de Fidel, Tony, com promessa de estadia e privacidade. Mas não houve temp
www.reporteriedoferreira.com.br Por Ig
Pesquisa Ibope: aprovação de Bolsonaro “derrete” em João Pessoa e rejeição chega a 41%
Cortes no “auxílio emergencial” influíram negativamente na avaliação do presidente. João Azevêdo e Luciano Cartaxo ficam na média
Bolsonaro apoiou candidatos na Paraíba, mas nenhum deles foi eleito. Foto: Reprodução/Youtube
A quarta rodada de pesquisas do Ibope Inteligência, em João Pessoa, mostrou trajetória descendente da avaliação positiva do governo do presidente Jair Bolsonaro. O gestor aparecia com avaliação positiva (bom e ótimo) de 43% no dia 5 de outubro. A avaliação negativa (ruim e péssimo) era de 33%. Agora, a avaliação positiva é de apenas 30%. Já a negativa chega a 43% da população pessoense.
O motivo da derrocada pode ter a ver com a redução no valor do Auxílio Emergencial pago pelo governo federal durante a pandemia. O benefício, antes de R$ 600, foi cortado pela metade. Houve redução, também, no número de beneficiários. O presidente, vale ressaltar, não conseguiu contribuir positivamente para os candidatos que carregaram a sua bandeira na disputa eleitoral.
O gestor chegou a apoiar alguns candidatos na Paraíba, mas nenhum conseguiu reverter o apoio em votos.
Confira o quadro com a série histórica das avaliações
A avaliação do governo de João Azevêdo (Cidadania) não sofreu grandes alterações do mês passado para cá. O índice de bom e ótimo oscilou negativamente em 1 ponto percentual, mas a rejeição também foi reduzida.
Confira o quadro abaixo sobre avaliação do governo estadual:
No caso do prefeito Luciano Cartaxo (PV), a melhor avaliação é registrada quando a pergunta diz respeito à aprovação do governo. Neste recorte, ele aparece com 50%, seis pontos percentuais abaixo da primeira consulta. A aprovação da gestão é de 34%, contra 26% de rejeição.
www.reporteriedoferreira.com.br Jornal da Paraiba
Mundo do futebol lamenta e chora morte de Maradona; Argentina decreta luto oficial de três dias
Maior ídolo do futebol argentino, que se recuperava de cirurgia no cérebro, não resiste a mal súbito. Mundo do futebol lamenta, e Argentina decreta luto oficial de três dias
— Buenos Aires
Maradona sofre parada cardiorrespiratória e morre aos 60 anos
Diego Armando Maradona morreu nesta quarta-feira, aos 60 anos, após uma parada cardiorrespiratória. Um dos grandes da história do esporte e maior ídolo do futebol argentino, o astro sofreu um mal súbito no fim da manhã, quando ambulâncias foram chamadas à casa onde ele se recuperava de uma cirurgia no cérebro, em Tigres, na zona metropolitana de Buenos Aires. O ex-jogador, porém, não resistiu, tendo sua morte confirmada pela imprensa argentina e pela TV pública do país no começo da tarde.
O presidente da Argentina, Alberto Fernández, declarou luto oficial de três dias no país. Em postagem nas redes sociais, o chefe de Estado lembrou que Maradona levou a Argentina “ao topo do mundo” e fez o país “imensamente feliz. “Fostes o maior de todos. Obrigado por ter existido, Diego. Sentiremos sua falta para toda a a vida”, escreveu o presidente.
Maradona já havia preocupado os fãs no começo do mês, quando foi internado às pressas, com sintomas de anemia. Na época, foi descoberta uma pequena hemorragia no cérebro, e o ex-jogador precisou passar por uma cirurgia para drená-la. Após mais de uma semana de internação, ele recebeu alta no dia 12 de novembro e teria ficado em casa no período.
Maradona havia passado por cirurgia no cérebro há poucas semanas — Foto: Reprodução / Instagram
Campeão mundial com a Argentina em 1986 – quando marcou dois gols históricos nas quartas de final contra a Inglaterra, o da “Mano de Dios” e o segundo, driblando meio time inglês -, Maradona teve sua carreira marcada pela genialidade em campo e pelas polêmicas fora dele. O camisa 10 defendeu a seleção em 91 jogos, atuando em quatro Copas do Mundo: 1982, 1986, 1990 e 1994. Enfrentou o Brasil em duas delas: foi expulso na derrota por 3 a 1 pela segunda fase da Copa da Espanha-82, e na Itália-90 fez toda a jogada do gol de Caniggia na vitória por 1 a 0 que eliminou o Brasil. No Mundial dos Estados Unidos-94, viveu um dos piores momentos de sua trajetória, quando foi pego no exame antidoping ainda na primeira fase da competição.
Nos clubes, sua trajetória começou no Argentinos Juniors, onde brilhou e ganhou uma chance no Boca Juniors, seu time do coração. De lá, rumou para o Barcelona e depois para o Napoli, onde viveu um caso de amor com a torcida e fez história com a conquista de dois títulos italianos – os únicos da história do clube, onde Maradona é o grande ídolo até hoje. Após passagens por Sevilla e Newell’s Old Boys, Maradona encerrou sua carreira no Boca, em 1998, e passou a ser figura comum em jogos na Bombonera.
POR INTERNENTE
Seus lances geniais, com muita velocidade e habilidade com a camisa 10, lhe renderam o posto de maior ídolo da história do futebol argentino, motivo de paixão por parte de torcedores de todos os clubes. Chamado de “Dios” (Deus, em espanhol) pelos fãs, Maradona sempre causou comoção em um povo apaixonado pelo esporte, que fazia questão de apontá-lo como o maior jogador da história, em uma rivalidade com o brasileiro Pelé.
Como atleta, ele conquistou a Copa do Mundo de 1986 e o Mundial sub-29, em 1979, defendendo as cores da seleção argentina. Maradona conquistou dois títulos do Campeonato Italiano (1986/87 e 1989/90), um da Copa da Uefa (1988/89), um da Copa Itália (1986/87) e um da Supercopa da Itália (199) no Napoli. Com o Barça, venceu uma Copa do Rei (1982/83), uma Copa da Liga Espanhola (1982/83) e uma Supercopa da Espanha (1983). No futebol argentino, seu único título foi o campeonato nacional, em 1981, com o Boca Juniors.
Após pendurar as chuteiras e passar por diversas fase no tratamento contra dependência química por cocaína, Maradona se aventurou como treinador e teve uma oportunidade à frente da seleção argentina, a quem conduziu na Copa do Mundo de 2010. Depois, o Pibe passou por Al-Wasl e Fujairah, dos Emirados Árabes. Em 2018, comandou o Dorados, do México, e teve seu último trabalho no Gimnasia de La Plata, ainda neste ano.
Sua última aparição pública antes da internação no começo do mês foi justamente em uma partida do Gimnasia, diante do Patronato, na estreia da equipe na Superliga Argentina, no dia 30 de outubro. Na ocasião, Maradona celebrava o aniversário de 60 anos e foi homenageado antes de a bola rolar – ele mostrou dificuldades para caminhar e deixou o estádio ao fim do primeiro tempo. Três dias depois, ele foi internado para tratar um estado de anemia e desidratação.
www.reporteriedoferreira.com.br G1
Acidente entre ônibus e carreta deixa morto 41 mortos e vários feridos
Reprodução/Globonews
Na manhã desta quarta-feira (25), uma colisão entre um ônibus e um caminhão deixou pelo menos 41 mortos e 10 feridos no interior de São Paulo . “Prestamos nossas condolências às famílias e pedimos a todos que orem por nós e que estejam torcendo por nós nesse momento tão difícil”, disse um dos médicos da UTI de Santa Casa de Taquarituba. As informações foram dadas pelo G1 .
O acidente ocorreu no km 172 da Rodovia Alfredo de Oliveira Carvalho, entre Taguaí e Taquarituba (SP) . O ônibus levava trabalhadores para uma empresa têxtil em Taguaí. Ainda não se sabe a causa exata da colisão.
Das 41 vítimas fatais confirmadas até o momento, 37 morreram no local e 4 morreram enquanto eram transportadas para hospitais.
O médico intensivista Gabriel Ortega explicou que a transferência de algumas vítimas é necessária, porque a Santa Casa de Taquarituba não possui recursos suficientes.
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“Nós recebemos aqui no nosso serviço seis vítimas . Duas chegaram já infelizmente em óbito, três delas estão internadas em UTI em estado grave e uma delas está internada na nossa enfermaria com apenas escoriações”, contou.
Ortega também explicou que “as vítimas estão sendo colocadas no sistema de transferência ” em decorrência da indisponibilidade de recursos. “Deus nos abençoe”, finalizou.
As vítimas do acidente estão sendo atendidas em hospitais das regiões de Taguaí, Fartura e Taquarituba. Algumas também foram transferidas para o hospital de Botucatu e para o hospital de Avaré.
O Governo de São Paulo montou uma força-tarefa para identificar e liberar os corpos. O Coordenador de Defesa Civil do Estado, Coronel Walter Nyakas Júnior, e os Secretários de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, e de Saúde, Jean Gorinchteyn, foram para a região prestar solidariedade aos familiares das vítimas. Além disso, eles também devem coordenar os resgates e visitar os hospitais onde estão as vítimas
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TSE : e-Título deve ser baixado até as 23h59 deste sábado
A ferramenta digital dá acesso a uma série de serviços
Publicado em 25/11/2020 – 11:18 Por Agência Brasil – Brasília
O aplicativo e-Título poderá ser baixado somente até as 23h59 deste sábado (28), informou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quarta-feira (25). A ferramenta digital dá acesso a uma série de serviços projetados pela Justiça Eleitoral para facilitar o voto.
Neste domingo (29), 57 municípios escolhem, em segundo turno, os prefeitos. E somente poderá utilizar o e-Título quem já tiver se cadastrado na ferramenta até a véspera. O cadastramento só voltará a ficar disponível na segunda-feira (30).
No dia da votação, o e-Título pode servir como documento oficial de identificação para o eleitor que já tenha feito o cadastramento biométrico na Justiça Eleitoral. A ferramenta permite também ao eleitor checar a localização da seção eleitoral, que pode ter mudado devido a remanejamentos provocados pela pandemia do novo coronavírus (covid-19).
O e-Título também permite justificar ausência às urnas no dia da votação, caso se encontre fora de seu domicílio eleitoral. Nesses casos, o aplicativo se vale do georreferenciamento presente nos celulares. Com a medida, a Justiça Eleitoral quer dispensar o eleitor de realizar o procedimento presencialmente.
Falhas
No primeiro turno das eleições municipais, em 15 de novembro, o e-Título apresentou falhas. Muitos eleitores reclamaram por não conseguir justificar a ausência por meio do aplicativo.
Na ocasião, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, disse que a instabilidade se devia aos downloads e cadastros de última hora, que sobrecarregaram o sistema.
Segundo dados da Justiça Eleitoral, até o primeiro turno o e-Título havia sido baixado cerca de 16 milhões de vezes. O Brasil tem cerca de 148 milhões de eleitores aptos a votar.
www.reporteriedoferreira.com.br Por Agência Brasil –
Operação Poço Sem Fundo; servidores do Incra são afastados por participação nas irregularidades investigadas
Quatro servidores do Incra foram afastados nesta quarta-feira (25) por participação nas irregularidades investigadas ligadas aos processos de dispensa de licitação para perfuração de poços no estado. As irregularidades estão sendo investigadas no âmbito da Operação Poço Sem Fundo, deflagrada hoje pela Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público Federal e a CGU.
A informação do afastamento dos servidores foi repassada a imprensa pelo superintendente da Controladoria-Geral da União (CGU) no Estado, Severino Souza de Queiroz. O afastamento, segundo ele, foi determinado pela Justiça Federal.
Os servidores vão responder a processo administrativo disciplinar, no âmbito do Poder Executivo Federal, além de responder ao inquérito que está correndo na Polícia Federal.
Sobre as investigações, o superintendente da CGU na Paraíba informou que estão se desenrolando há cerca de 2 ou 3 anos.
“São contratações que vêm desde 2013. A CGU fez uma auditoria em cima de alguns contratos, verificou as irregularidades e passou o caso para a Polícia Federal e o Ministério Público”, disse Severino Queiroz.
A operação
Quinze mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos na manhã de hoje em João Pessoa e Araruna, na Paraíba e em Parnamirim, no Rio Grande do Norte, pela Polícia Federal na “Operação Poço Sem Fundo” desencadeada em conjunto com o Ministério Público Federal. A ação contra com a participação da Controladoria-Geral da União (CGU). Na capital da Paraíba, um dos mandados foi cumprido em um condomínio de luxo no Altiplano Cabo Branco.
A investigação aponta para o direcionamento de contratos firmados entre as empresas investigadas, o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Prefeitura de Araruna, mediante procedimentos de dispensa de licitação, cujos contratos giram em torno de R$ 54 milhões. Sinaliza também para a prática de superfaturamento dos contratos, atos de corrupção passiva e ativa, e de lavagem de dinheiro mediante a utilização de contas bancárias de empresas interpostas para dissimulação de movimentações financeiras.
A investigação começou a partir de inquérito instaurado pela Polícia Federal para apurar contratações indevidas promovidas pela Superintendência Regional do INCRA/PB, culminando na realização de fiscalização por parte da CGU, sendo constatada vinculação familiar, financeira e empresarial entre as empresas investigadas, com indícios de direcionamento de contratos firmados, sobreposição dos serviços contratados pelo INCRA/PB com os serviços contratados por outros órgãos, como DNOCS/PB e a Prefeitura de Araruna/PB, já que, em período contemporâneo, as empresas investigadas realizaram serviços similares para os três órgãos, via contratações diretas, por meio de dispensas de licitação.
A investigação aponta, também, para a prática de superfaturamento dos contratos, atos de corrupção passiva e ativa, e de lavagem de dinheiro, mediante utilização de contas bancárias de empresas interpostas, para dissimular a movimentação financeira.
Com a realização da fase ostensiva da Operação, além da reversão ao erário dos valores pagos indevidamente, busca-se responsabilizar os servidores envolvidos nas irregularidades e a punição de todos os envolvidos nas situações investigadas.
Impacto social
As irregularidades investigadas apontam para desvio de recursos destinados à implantação de sistemas de abastecimento d’água para a população carente do interior paraibano, castigada sobremaneira pelos longos períodos de estiagem.
Diligências
Os trabalhos contam com a participação de 7 auditores da CGU e de 70 policiais federais, sendo cumpridos 15 mandados de busca e apreensão nas cidades de João Pessoa e Araruna, na Paraíba, e Parnamirim, no Rio Grande do Norte, além de indisponibilidade de bens e afastamento de 04 servidores públicos federais de suas funções.
COISAS DO JORNALISMO: Por Gilvan de Brito
COISAS DO JORNALISMO: Por Gilvan de Brito
Quem não tem seus momentos sublimes na vida jornalística, sempre ao lado de Inteligências brilhantes que incentivavam a desenvolver os conhecimentos e mergulhar no infinito, muitas vezes, e só depois é que nos damos conta. Os grandes lances da convivência sadia e elevada surgiu quando fui trabalhar na sala de imprensa do governador Ernani Sátyro, ao lado de Biu Ramos, Jório Machado, Barreto Neto, Martinho Moreira Franco, Luis Augusto Crispim, Frank Ribeiro, Luis Ferreira, equipe constituída por Noaldo Dantas, reunindo a nata do jornalismo paraibano de então. Cada um tinha a sua redação dos jornais de João Pessoa:
Correio, Norte, A União, Jornal da Paraíba, O Momento, Diário da Borborema (que era feito na Capital, e algumas publicações alternativas, chamadas de ocasionários. Chegávamos no começo da noite, saído das redações de cada profissional, subíamos as escadas do prédio de A União, do lado Leste, entrávamos na sala à direita e começávamos a conversar descontraidamente sobre o sexo dos anjos. Depois entrava Noaldo com alguns papéis contendo um roteiro com as notícias das atividades do Governo em todos os campos de atividades.
As notícias brutas trazidas pelos repórteres durante a tarde eram copidescadas com um texto final primoroso que depois eram juntadas as fotos colhidas por Bezerra, Antônio David e distribuídas nas redações. Os editores aproveitavam tudo que se mandava e o governador adorava a seleta equipe, pelo que produzia de boa qualidade. De posse a matérias os jornalistas começavam a copidescar, às vezes conversando entre si a respeito de assuntos que sempre envolvia a todos. Então quando não sabíamos de uma coisa qualquer, perguntávamos em voz alta e aquele que soubesse, daria a resposta: Martinho Moreira Franco perguntava: “Quem sabe o plural de blitz?” Frank Ribeiro respondia de lá, sem levantar a cabeça: “blitzen”. Nunca ficou uma dúvida para o dia seguinte.
Um dia Martinho foi fazer uma reportagem do governador em Brejo das Freiras, e produzia uma matéria inusitada sob o título “Não é brejo nem tem freiras” outro dia Noaldo pediu-me uma matéria sobre a Assembleia e eu escrevi: “Legislativo, a essência orgânica da democracia”. Quando Noaldo gostava muito da matéria publicava-a na revista ”Extraordinária”, que também produzíamos. Nós iamos de vento em popa quando Noaldo caiu em desgraça e foi demitido por Ernany Sátyro depois que o jornal A União trocou os nomes do presidente da República escolhido: Ernesto Geisel pelo irmão também general Orlando Geisel. Ernany, cativo dos militares, precisava de uma resposta á altura para acalmar a ditadura e demitiu o secretário da comunicação e toda a diretoria de A União. A equipe esfacelou-se. Não sei por que eu me lembrei dessas coisas hoje de manhã, antes de levantar-me.