Após polêmica envolvendo general Ramos, Salles fala em ‘assunto encerrado’

Depois de chamar o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, de “Maria Fofoca”, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, não pretende seguir com a polêmica, após Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre o criticarem publicamente pela postura.

Ao assistir, neste sábado, às reações do presidente da Câmara e do Senado, Salles optou por não contra-atacar e prolongar o assunto. “Para mim, este assunto está encerrado”, disse Salles ao jornal ‘O Estado de S. Paulo’.

A decisão de Salles de não alimentar mais o confronto veio de uma indicação do próprio presidente, Jair Bolsonaro (sem partido), que não reprovou o gesto do titular do Meio Ambiente, mas não tem interesse em prolongar a crise.Neste sábado, mais cedo, pelas redes sociais, Maia e Alcolumbre resolveram se colocar do lado de Ramos na disputa contra Salles.

Maia disse que “o ministro Ricardo Salles, não satisfeito em destruir o meio ambiente do Brasil, agora resolveu destruir o próprio governo”. Já Alcolumbre disse que “não é saudável que um ministro ofenda publicamente outro ministro. Isto só apequena o governo e faz mal ao Brasil”.

Ramos e Salles protagonizam o mais recente atrito dentro do governo, que já ocorria nos bastidores e foi tornou-se público nesta semana após Salles usar as redes sociais para se posicionar contra Ramos.

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Oposição quer CPI sobre uso da Abin na defesa de Flávio Bolsonaro

 

Além da CPI, a Rede protocolará um mandado de segurança no STF um pedido de afastamento do ministro Augusto Heleno (GSI) e do diretor da Abin, Alexandre Ramagem. Os dois se encontraram com a defesa de Flávio Bolsonaro para discutir o caso de Fabrício Queiroz

Randolfe Rodrigues, Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz e o ministro Augusto Heleno (GSI) (Foto: Abr | Reprodução)

 

247 – Por iniciativa do senador Randolfe Rodrigues (AP), a Rede protocolará um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de afastamento do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, e do diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, após a informação de que tiveram uma reunião na qual estavam Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), para discutir as irregularidades nas movimentações financeiras de Fabrício Queiroz, ex-assessor do parlamentar.

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Segundo a coluna de Guilherme Amado, o mandado de segurança da Rede também requererá que o Serviço de Processamento de Dados do governo federal (Serpro) e a Receita Federal, também acionados pela defesa de Flávio Bolsonaro, se abstenham de fornecer ao clã presidencial informações sobre o caso das rachadinhas envolvendo o senador. A legenda quer que Bolsonaro seja impedido de fazer qualquer solicitação à Receita Federal sobre o caso.

O líder do PSB na Câmara dos Deputados, Alessandro Molon (RJ), iniciou a coleta de assinaturas com o objetivo de abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito para avaliar o plano. Também apresentará uma solicitação de apuração na Procuradoria-Geral da República (PGR).

Molon pedirá oficialmente explicações do Gabinete de Segurança Institucional, comandado por Augusto Heleno, e do Ministério da Economia.

Em petição entregue ao GSI, a defesa de Flávio Bolsonaro disse que a Inteligência só foi envolvida por se tratar da segurança da família presidencial e da “estabilidade da democracia”.

Queiroz

De acordo com relatório do antigo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf), Queiroz fez movimentações atípicas de R$ 7 milhões de 2014 a 2017.

O ex-assessor também depositou 21 cheques na conta de Michelle, entre 2011 a 2016, totalizando R$ 72 mil. Márcia Aguiar, esposa de Queiroz, depositou outros seis, totalizando R$ 17 mil.

O ex-assessor de Flávio Bolsonaro foi preso em junho na cidade de Atibaia (SP), onde estava escondido num imóvel que pertence a Frederick Wassef, ainda defensor de Flávio na época. Depois ele deixou a defesa do congressista.

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Fux diz que tema da vacina da Covid-19 deve chegar ao STF

 

Nesta semana, o Ministério da Saúde comunicou as intenções de compra da vacina do Butantan, mas a aquisição foi vetada por Bolsonaro

Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux , afirmou nesta sexta-feira (23) que é “necessário” que o tema da vacina da Covid-19 , doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), chegue ao poder Judiciário para que a Corte tome uma decisão à respeito da obrigatoriedade da imunização por parte da população.

“Podem escrever, haverá uma judicialização, que eu acho que é necessária, que é essa questão da vacinação. Não só a liberdade individual, como também os pré-requisitos para se adotar uma vacina”, ressaltou o ministro.

Fux deu a declaração após dizer que é comum os mais variados temas vão parar no STF. “O Supremo teve que decidir Código Florestal. Quem entende de Código Florestal no Supremo? Ninguém foi formado nisso. Idade escolar, quem entende de pedagogia ali? Questões médicas”, afirmou o ministro.

Nesta quinta-feira (22), a Rede Sustentabilidade acionou o Supremo para que a corte obrigue o governo federal a comprar 46 milhões de doses da Coronavac , vacina produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac Biotech em convênio com o Instituto Butantan, ligado ao governo paulista.

O assunto virou  motivo de embate entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

Ainda nesta semana, o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, chegou a  anunciar um acordo de intenções de compra para aquisição das vacinas, mas, no dia seguinte,  Bolsonaro descartou a compra pelo governo até que haja comprovação de eficácia.

Embora Fuz tenha dito que o assunto da vacina deva ser discutido pelo STF, ele não deu maiores detalhes sobre como o Supremo pode encarar a questão.

O ministro deu a declaração no evento online sobre o papel do Judiciário no atual cenário de crise, realizado pela Aliança de Advocacia Empresarial.

www.reporteriedoferreira.com.br Por Ig




Maia: Salles resolveu destruir o próprio governo

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tomou partido no conflito político entre os ministros Ricardo Salles, do Meio Ambiente, e Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo. Em suas redes sociais, o deputado atacou Salles dizendo que o ministro depois de “destruir o meio ambiente, agora resolveu destruir o próprio governo”. A crítica à atuação de Salles por parte de Maia não é novidade, mas tem significado diferente diante da disputa e teste de forças do chefe do Meio Ambiente com o palaciano Ramos.

“O ministro Ricardo Salles, não satisfeito em destruir o meio ambiente do Brasil, agora resolveu destruir o próprio governo”, escreveu Maia. O presidente da Câmara já elogiou Ramos em outras ocasiões. O ministro, que é responsável pela articulação política com o Parlamento, tem o apoio de membros do Centrão.

O apoio de Maia se soma ao do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), que já havia usado as redes sociais para sinalizar reforço a Ramos. A chamada ala ideológica do governo, contudo, é crítica ao militar, a quem responsabiliza pela aproximação do governo com o Centrão. Além da ala mais conservadora do governo, Salles tem do seu lado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente.

Conforme o Broadcast/Estadão mostrou, Salles tem informações de que Ramos atua para minar sua atuação na pasta do Meio Ambiente. O conflito se intensificou ainda mais depois que Salles soube que Ramos teria articulado com o Ministério da Economia maiores recursos para as pastas da Infraestrutura e do Desenvolvimento Regional. Já para o Meio Ambiente, o chefe da Secretaria de Governo teria sugerido reduções.

Na última quinta-feira, Salles usou as redes sociais para expor o atrito com o ministro palaciano. Em publicação que logo foi apagada, Salles chamou Ramos de “banana de pijama”. Depois, em outra, criticou a postura de “#maria fofoca” atribuída ao articulador do Planalto.

Ainda na quinta-feira, à noite, Salles e Ramos chegaram a se falar brevemente. Ontem, os ministros foram vistos em evento da Força Aérea Brasileira (FAB) junto do presidente Jair Bolsonaro, que atuou como mediador imparcial para a amenizar a relação dos seus dois chefiados.

Bolsonaro e os ministros almoçaram juntos, acompanhados de outros membros do governo. De lá, Ramos e Salles saíram com a intenção de conversar pessoalmente, mas em outro momento. Ainda não há, contudo, previsão para isso ocorrer.

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