Brasil não terá vacinação em massa em 2021, diz vice-diretora-geral da OMS
Mariângela Simão defendeu que os grupos prioritários recebam o imunizante no primeiro momento
Foto: Unaids/Divulgação
Mariângela Simão disse que o importante agora “é imunizar aqueles que precisam em todos os países”
A vice-diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mariângela Simão, afirmou, nesta terça-feira (13), que é possível “ter certeza” de que o Brasil não terá uma vacinação em massa contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2) já em 2021.
“Não vai ter vacina suficiente no ano que vem para vacinar toda a população, então o que a OMS está orientando é que haja uma priorização de vacinar profissionais de saúde e pessoas acima de 65 anos ou que tenham alguma doença associada”, afirmou em entrevista à CNN Brasil.
Mariângela destacou ainda que “é razoável” imaginar que até o final de 2021, “com tudo correndo bem”, existam “duas ou três vacinas aprovadas” contra a Covid-19.
“Eu diria que 2022 é um ano que vamos ter mais vacinas porque a gente está com tanta vacina em desenvolvimento… É provável que a gente tenha ainda outras vacinas que cheguem no ano que vem provando serem seguras e eficazes”, pontuou.
A vice-diretora-geral da OMS defendeu que o importante, para o momento atual, não é imunizar todo mundo no país, mas sim “imunizar aqueles que precisam em todos os países”, concluiu.
Vacinas no Brasil
Foto: Reprodução/Ministério da Saúde
Vacina desenvolvidas no Brasil
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), assinou o acordo de compra de 46 milhões de doses da vacina CoronaVac da empresa chinesa Sinovac. O contrato firmado prevê a entrega das vacinas contra a Covid-19 até dezembro.
A intenção do governo do estado é começar a campanha de vacinação em São Paulo em 15 de dezembro, caso a vacina CoronaVac seja aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Já o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, garantiu que 30 milhões de doses da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, em parceria com a AstraZeneca, estarão disponíveis no País a partir de janeiro. A nova data é um adiamento do cronograma inicial, que previa a chegada da primeira metade de unidades ainda em dezembro e a segunda no primeiro mês de 2021.
Ontem, a americana Johnson & Johnson suspendeu temporariamente os ensaios clínicos de sua vacina contra o novo coronavírus “devido a uma doença inexplicada em um participante do estudo”, disse a empresa. A fase 3 da vacina da Johnson & Johnson começou a recrutar voluntários no fim de setembro principalmente nos Estados Unidos, mas também na Argentina, no Chile, na Colômbia, no México, no Peru, na África do Sul e também no Brasil.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) confirmou hoje que foi comunicada pela Johnson & Johnson sobre a paralisação dos testes e disse que o estudo “continuará interrompido” no Brasil até que o efeito adverso no voluntário seja explicado.
O Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF) e a Secretaria de Saúde da Bahia firmaram acordo para colaborar na distribuição no Brasil de 50 milhões de doses da vacina russa Sputnik V contra o novo coronavírus.
Segundo comunicado enviado à imprensa, o fornecimento de vacinas ao Brasil está previsto para começar em novembro de 2020, sujeito à aprovação regulatória do governo brasileiro, que levará em consideração os resultados de um estudo de vacinação pós-registro —que está sendo feito com 40 mil pessoas em território russo.
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Duas vezes eleito como prefeito Amigo da Criança pela Unicef – o fundo das Nações Unidas pela infância e adolescência (1999 e 2004), o candidato do Progressistas à Prefeitura de João Pessoa, Cícero Lucena, tem uma agenda extensa nesta segunda-feira (12), feriado em que se comemora o Dia das Crianças e de Nossa Senhora Aparecida. O candidato terá encontros emocionantes com uma geração de pessoenses que não conheceu seu trabalho na Prefeitura, mas cujos pais foram bastante beneficiados pela gestão do “caboclinho”.
Mesmo com as recentes derrotas judiciais que a direção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) vem sofrendo no tocante à candidatura de Anísio Maia (PT) à prefeitura de João Pessoa, o PT nacional segue firme no apoio que prometeu ao candidato à prefeitura de João Pessoa, Ricardo Coutinho (PSB).
Desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em 2015, vedar as doações eleitorais por empresas, o financiamento de campanha no Brasil passou a ser feito preponderantemente com recursos públicos, por meio do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), apelidado de Fundo Eleitoral.

