Ex-senador Cássio admite disputar as eleições de 2022

 

Foto: Divulgação/Redes Sociaisi

Afastado do holofotes políticos desde que ficou sem mandato, em 2018, quando perdeu a disputa pela reeleição ao Senado Federal, o ex-senador Cássio Cunha Lima (PSDB) voltou à cena política essa semana com declarações ácidas e também novidades. Ele admitiu, inclusive, a possibilidade de disputar um cargo nas próximas eleições estaduais, em 2020.

Cássio frisou que não faz carreirismo político, ressaltando como exemplo a escolha em não disputar as eleições deste ano como pré-candidato a prefeito de Campina Grande

– Eu penso em talvez ser candidato em 2022. Não sou um carreirista, se eu fosse uma pessoa alucinada por poder estaria hoje disputando a Prefeitura de Campina Grande. Acredito que minha contribuição pública já foi dada e posso voltar a dar essa contribuição pública, se o povo achar que posso voltar a contribuir – concluiu.

Apesar do aceno, o tucano não citou qual cargo postularia, se o de senador, se o de governador, ou se, até mesmo, o de deputado federal, passando para seu filho, o deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB) o papel de postular a majoritária.

Participação nas eleições municipais

Nas outras cidades em tenho participado quando convidado através de vídeos. Faço vídeos, mando minhas mensagens aos candidatos a prefeitos, prefeitas, vices, vereadores e vereadoras, porque, de fato, é preciso cuidado com a Covid. A pandemia não passou. O grau de isolamento tem diminuído dia após dia mas eu particularmente já perdi muita gente próxima, muita gente querida para a covid. Mais do que você talvez imagine. Então eu procuro me preservar.

Tenho explicado nas outras cidades a razão da ausência física, tenho também meus compromissos de trabalho. Hoje eu exerço uma atividade privada, tenho trabalhado graças a Deus bastante.

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DORGIVAL TERCEIRO NETO: Escrito Por RAMALHO LEITE

 

RAMALHO LEITE

DORGIVAL TERCEIRO NETO: Escrito Por

Dificilmente eu deixava de ir abraçá-lo a cada 12 de setembro.Se levasse uma simples gravata de presente, era recriminado. Dispensava qualquer afago, mas não me negava a alegria de um abraço sincero.Era o seu jeito. Acostumado ao poder sem dele tirar proveito, sabia como ninguém viver longe dele e reconhecer os verdadeiros amigos. Na despedida, concluía: você é dos poucos que se lembram de mim…E continuo me lembrando, Dorgival, e lhe rendendo as melhores homenagens.Hoje me falta o abraço, mas não deixo de registrar minha saudade.

Em um discurso, chegou a traçar o seu perfil: “Ninguém procura o destino; percorrem-se caminhos que levam até ele. Menino do mato, nascido nas terras sáfaras de Taperoá, que foi meu berço e será meu túmulo, criei-me contemplando, a pouca distância das fraldas da Borborema, a pedra do pico, segundo ponto mais alto da Paraíba, com o feitio de um polegar gigante apontando para o infinito. Mas minha admiração silenciosa para o alto, nunca me infundiu inveja e nem ambição para alcançar mais do que a vida me reservasse.”

Dorgival Terceiro Neto não procurou o seu destino. O destino o procurou e fez dele um dos grandes da Paraíba. Deixou o Colégio de Padre Vieira, em Patos, e virou comensal da Casa do Estudante da rua da Areia, onde ingressou em 1951. Foi concluinte da Faculdade de Direito em 1957, já federalizada.Enquanto estudava, iniciava-se no jornalismo na velha escola da Praça João Pessoa- A União. Foi servidor da Universidade e do Judiciário, recebendo do governador Flávio Ribeiro seu primeiro emprego, no DER. Diretor do Paraiban, dalí saiu para governar nossa Capital.

Como prefeito de João Pessoa estruturou a edilidade e deu-lhe o primeiro Plano Diretor. Fez seu cadastro imobiliário e instalou um Centro de Processamento de Dados quando pouco se falava em computador por estas bandas. Os servidores municipais passaram a receber salário mínimo como piso. Começou a pagar a previdência nunca honrada em seus créditos. Até o Fundo de Garantia, um ilustre desconhecido por ali, sentou praça na Prefeitura.Construiu 16 unidades escolares e acabou com os “pardieiros”, como chamava as escolas então existentes.Deu sede a várias secretarias e a cidade ganhou um novo Pronto Socorro.

Quando ainda não se falava em mobilidade urbana, avançou no tempo e abriu a Pedro II, ligando-a ao Castelo Branco; a BR-230, chegou à Beira-mar pelo retão de Manaíra; o Cabo Branco ganhou uma avenida de retorno e o contorno do Farol; paralela à Epitácio, surgiu a Beira-rio e da favela removida de suas margens, nasceu a Cidade Padre Zé. Deixou a Lagoa toda ajardinada e com um sistema de irrigação permanente; reformou a Bica e levou para a maré a água que transformava o Bairro dos Estados em uma lagoa a cada inverno. Construiu os mercados do Bairro dos Estados, Jaguaribe, Castelo Branco e Oitizeiro. Tudo isso em apenas dois anos e dez meses.

A ligação da Cidade Alta com a Cidade Baixa deu lugar ao Viaduto da Miguel Couto. Como era o terceiro viaduto da cidade, eu o batizei de Terceirão, na data de sua abertura. Passaram a chamá-lo de Viaduto Dorgival Terceiro Neto. Nunca houve uma lei que concedesse esse batismo. Aguardo a iniciativa de um licurgo municipal.

Antes que me esqueça: a antiga Universidade Autônoma de João Pessoa, hoje UNIPÊ, empreendimento vitorioso de um grupo empresarial/religioso foi viabilizada em seu nascedouro por que Dorgival criou a Fundação Municipal exigida pelo MEC. Nunca se fez esse reconhecimento histórico.

Pela obra que realizou na Capital, Dorgival foi escolhido vice-governador de Ivan Bichara e ocupou em caráter definitivo o cargo de governador da Paraíba.

Como advogado manteve um respeitado escritório de advocacia e, na qualidade de mais antigo filiado à OAB, foi o principal homenageado durante os 80 anos daquela Casa.Ocupou a Cadeira 07 da Academia Paraibana de Letras e a Cadeira 45 do Instituto Histórico. Se vivo estivesse, completaria, hoje, 83 anos.Para resumir a vida e obra de Dorgival Terceiro Neto, concedo-lhe, novamente, a palavra:

“Assumi compromissos e tomei responsabilidades, mas tão logo me desincumbia dos afanosos ofícios, saia às pressas, sem olhar para trás, por que não carregava pesadelos”.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Ramalho Leite




ELEIÇÃO DA ACADEMIA PARAIBANA DE LETRAS: Escrito Por Gilvan de Bito

ELEIÇÃO DA ACADEMIA PARAIBANA DE LETRAS: Escrito Por Gilvan de Bito

Estou publicando neste FACE, diariamente, a capa de cada um dos 140 livros de minha autoria (com a respectiva sinopse), até a data da eleição. Quero mostrar a minha intimidade com as letras, exigência da Academia, para justificar a candidatura.

5º livro: “NÃO ME CHAMEM VANDRÉ”, 270p, Editora Patmos (pode ser encontrado na livraria Leitura, do shopping Manaíra).

Breve resumo:

QUEM VEM LÁ?

Este é um livro sobre o silencio, um livro que não emite qualquer som, de tão calado e de tão cabisbaixo, de tão triste e sombrio de choro, que vive a delirar sobre sua vida e até mesmo sobre seu nome, se camarada. “Quem sou eu?, o que estou fazendo aqui, para onde quero ir?” Um livro de perguntas sem respostas. Um livro que se propõe a perguntar sobre sua vida às paredes, quatro paredes de um apartamento no centro de São Paulo, numa penumbra em poeira, livros e jornais velhos, de quartos silenciosos e um fantasma que perambula pela casa como se nada fosse, um advogado aposentado, talvez, um artista desconhecido de si mesmo, em seu país, talvez. Um artista que “resolveu” quebrar todos os espelhos da casa para que nunca mais fosse encontrado. Um livro sobre o silencio guardado numa gaveta da história, história que começa em 12 de setembro de 1935 em João Pessoa e termina em 1968 em São Paulo, quando resolve mudar de nome, passando a se chamar Geraldo Pedrosa de Araujo Dias, um nome que até então ninguém sabia oficialmente existir. O artista Geraldo Vandré está situado nesse tempo quebrado, retempo, distempo por onde a cabeça de uma pessoa não consegue mais penetrar.

“NÃO ME CHAMEM VANDRÉ”, é um livro escrito pelo jornalista e escritor paraibano Gilvan de Brito, que ousa acender a luz sobre a história de um dos artistas paraibanos mais importantes e incisivos do Brasil nos últimos tempos, reconhecido em sua época (anos 60) até à atualidade, e que mesmo distante do cantor, compositor e advogado Geraldo Pedrosa (a quem, inclusive não conhece pessoalmente), consegue perceber e entender como personagem da história política e cultural do país, para sentar junto com ele, num encontro fictício (e todas as biografias não autorizadas soam como algo de “fronteira” entre a verdade dos fatos vividos publicamente e registrados pela história (imprensa, indústria cultural) , e a verdade de quem se deixa viver atrás da porta da história, e de como ele quer ser tratado, mesmo que contradiga o interesse popular formado e montado pela indústria cultural em tantas décadas.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Gilvan de Brito, Jornalista, advogado e historiador.




Estudo escancara “farra das diárias” nas câmaras municipais paraibanas

 

Ministério Público chegou a prender vereadores por causa de supostos abusos com o dinheiro público

Câmaras Municipais torraram mais de R$ 1,6 milhão com diárias. Foto: Ilustrativa

Era dia 5 de novembro de 2019 quando um grupo de 11 vereadores de Santa Rita viu o sonho de conhecer o “Natal Luz” de Gramado e Canela, no Rio Grande do Sul, ser convertido no pesadelo de conhecer, também, a cadeia. Aquele episódio foi apenas mais um exemplo do descaso dos legislativos paraibanos com o dinheiro público e, por azar dos vereadores, resultou na operação Cidade Luz, do Ministério Público da Paraíba. O descalabro, no entanto, não é prática exclusiva dos parlamentares mirins da cidade metropolitana.

Uma pesquisa feita por alunos do Curso de Gestão Pública da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) mostra que os vereadores de pelo menos 139 câmaras usam do mesmo expediente. A de Santa Rita, no entanto, foi a campeã de gastos com Diárias. Em 2019, os parlamentares torraram nada menos que R$ 619,3 mil. E o curioso: de acordo com as investigações do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, os gastos eram para “viagem” de “férias”.

Veja o quadro de gastos:

Reprodução

 

A Câmara Municipal de Santa Rita gastou o equivalente a 8,13% de tudo o que teve disponível para a atividade parlamentar com diárias. Essa não é uma regra para todas as cidades. Pelo menos 84 municípios não gastaram um só centavo com diárias. Depois de Santa Rita, a surpresa em relação a 2019 foi a Câmara de Cabedelo. O município teve dez vereadores afastados durante a operação Xeque-Mate, um ano antes. Isso, no entanto, não intimidou os parlamentares responsáveis pelos gastos, muitas vezes, injustificáveis. Ao todo, foram gastos R$ 152 mil com a rubrica.

Os vereadores dos 139 municípios onde houve gasto com diárias nas Câmaras Municipais consumiram R$ 1,6 milhão dos cofres públicos com o pagamento dos benefícios. As suspeitas são de que, em muitos casos, o dinheiro custeou apenas férias dos parlamentares e não a formação parlamentar.

Grupo de pesquisa

O retrato da situação paraibana é fruto de um levantamento feito por um grupo de pesquisa do Curso de Gestão Pública da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). A pesquisa foi coordenada pelo professor Fernando Torres e executada pelos pesquisadores Patrícia Regina Alves Pessoa e Rosemary Rodrigues do Nascimento.

www.reporteriedoferreira.com.br / BlogSuetoniSoutomaior




Polícia Civil encontra chácara que escondia drogas, eletrodomésticos e roupas furtadas na região de Esperança

A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 12ª Delegacia Seccional de Esperança, deflagrou, na tarde desta sexta-feira, 11, a “OPERAÇÃO SPES”, expressão em latim que significa “Esperança”.

Os policiais civis localizaram uma chácara, na zona rural do município de Esperança, que servia de local para esconder drogas, onde foram encontrados tabletes de cocaína e maconha, além de eletrodomésticos, entre eles, aparelhos de televisão, fogão e forno micro-ondas, produtos de roubos praticados contra residências na região. Também foram recuperadas peças de vestuário de grifes conhecidas, que tinham sido furtadas de estabelecimentos comerciais.

 

Segundo o delegado Cristiano Santana, do GTE de Esperança, ninguém foi localizado na chácara, mas as investigações continuam para localizar o proprietário do imóvel. “As apreensões decorrem de investigações relativas a ações de uma associação criminosa que vem agindo na região de Esperança, cometendo crimes patrimoniais. As diligências estão em andamento, no intuito de localizar o proprietário do imóvel”, afirmou.

A população pode colaborar com a Polícia Civil fazendo qualquer tipo de denúncia através do disque-denúncia pelo número 197. A ligação é gratuita e será garantido o anonimato do denunciante ou da denunciante.

www.reporteriedoferreira.com.br     Polícia Civil da Paraíba

Assessoria de Comunicação




Eleições Municipais 2020; Governo do Estado divulga protocolo sanitário

O Governo do Estado da Paraíba publicou nesta sexta (11), o Protocolo de Retomada – Eleições Municipais 2020.

Entre outros, o protocolo recomenda que não sejam convocadas pessoas dos grupos de risco, para servirem à Justiça Eleitoral nas juntas eleitorais e locais de votação, além de cuidados para evitar contaminação entre os eleitores no dia de votação.

É recomendável a não convocação de pessoas do grupo de risco, de acordo com o Ministério da Saúde, (idade igual ou superior a 60 anos; portadores de cardiopatias graves ou descompensados – insuficiência cardíaca, cardiopatia isquêmica; pneumopatias graves ou descompensados, asma moderada/grave e DPOC; doenças renais crônicas em estágio avançado – graus 3, 4 e 5; diabetes mellitus, conforme juízo clínico; doenças cromossômicas com estado de fragilidade imunológica; gestação e puerpério; pessoas com deciências cognitivas físicas; estados de imuno- comprometimento, devido ao uso de medicamentos ou doenças, incluindo os portadores de HIV/AIDS e neoplasias; doenças neurológicas) para o trabalho de mesário – mesa receptora de eleitores – assim como para qualquer encargo nas Juntas Eleitorais.

Confira protocolo completo:

www.reporteriedoferreira.com.br    Redação 




Gervásio Maia diz que PSB só irá escolher nome após definir se quer candidatura própria ou formação de aliança em setembro 11, 2020

O deputado federal Gervásio Maia, presidente estadual do diretório do PSB na Paraíba, afirmou que o partido ainda não tem nenhuma definição sobre a participação nas eleições de 2020 em João Pessoa. Em entrevista, Gervásio declarou que “a gente está tratando cenário. A gente não discutiu nome porque não tem cenário definido”.
De acordo com Gervásio Maia, o partido pretende esgotar o prazo da convenção para determinar o seu posicionamento em João Pessoa. “Não tem nada definido sobre como as coisas vão ficar. A gente está conversando sobre vários cenários”, comentou.

Ele afirmou que não foi descartado nenhum tipo de cenário e o PSB tanto poderá lançar candidatura própria quanto formalizar aliança e compor chapa com outra legenda. Portanto, Gervásio considera que “primeiro momento se define o caminho a seguir e, definido isso, se define nome”.
Especula-se que o PSB pode formar uma aliança com o PV, cuja pré-candidata em João Pessoa é Edilma Freire. Os nomes cotados para representar o PSB até o momento são Ricardo Coutinho, Gervásio Maia, Cassandra Figueiredo e Amanda Rodrigues. Resta saber qual deles encabeçaria a chapa e qual seria vice.

www.reporteriedoferreira.com.br  / CLICKPB




Sheherazade elogia Celso de Mello: na minha terra seria chamado de “cabra macho”

 

O ministro do STF Celso de Mello determinou que Jair Bolsonaro preste depoimento presencial no âmbito do inquérito que apura a suposta tentativa de interferência na Polícia Federal. “Na minha terra seria chamado de ‘cabra macho”, disse Sheherazade

Rachel Sheherazade, Bolsonaro e Celso de Mello (Foto: Reprodução | Reuters | STF)

 

247 – A jornalista Rachel Sheherazade elogiou a postura do ministro do STF Celso de Mello, após determinação que Jair Bolsonaro preste depoimento presencial no âmbito do inquérito que apura a suposta tentativa de interferência na Polícia Federal.

“Na minha terra, o ministro Celso de Mello seria chamado de ‘cabra macho”, disse.

Segundo reportagem do jornal O Globo, Celso de Mello teria ressaltado que Bolsonaro não tem prerrogativa para evitar o depoimento presencial quando for chamado a falar por ser o alvo da investigação, e não testemunha ou vítima. O ministro também determinou que Sérgio Moro tem o direito de participar do interrogatório e formular perguntas através de seus advogados.

www.reporteriedoferreira.com.br  Brasil 247.




Morador de Rua é morto a golpes de faca no Varadouro em João Pesoa

Na tarde desta sexta-feira,11 na Rua da Areia, centro de João Pessoa, imediações do Viaduto que da aceso a Cidade Baixa,

um morador de Rua conhecido por ” Fuminho “, foi morto a golpes de arma branca, cujo assassinato foi presenciado por várias pessoas que estavam no local.

Testemunhas disseram que os criminosos discutiram com a vítima e depois de praticarem o homicídio se evadiram do local.

A polícia foi acionada a fim de tomar as providencias cabíveis.

Detalhes em instantes…

 

 

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CORRUPÇAO – A RÉ DESCOBERTA DO BRASIL – Por Francisco Nóbrega dos Santos

CORRUPÇAO – A RÉ DESCOBERTA DO BRASIL –
Por Francisco Nóbrega dos Santos

O nosso País, que foi acidentalmente descoberto, segundo narram
historiadores, nasceu numa equivocada estratégia da Coroa Portuguesa, tendo
incidente a invasão da antiga Constantinopla pelos turcos. E durante esse impasse os
caminhos comerciais marítimos de Portugal para a Índia foram modificados, ante a
proibição dos invasores.

Em razão desse incidente a esquadra “lusa”, como alternativa, partiu sem
planejamento por caminhos marítimos inversos. Por conta disso uma ocasional
“calmaria” desnorteou as embarcações, até que os ventos dessem novos rumos. E por
ironia da sorte ou capricho do destino, aportaram nesse imenso território, hoje
chamado Brasil. O Resto, quem vive ou sobrevive deve conhecer.
Tudo poderia ser uma fascinante história, pois as mudanças evoluíram ao ponto
de se tornar esse País imenso, com miscigenação e um povo indecifrável, e as
influências externas, em tese, trouxeram benefícios. Concretamente firmou-se um
marco de inteligência e oportunismo. A inteligência contribuiu para o desenvolvimento
natural, em razão das riquezas existentes que despertaram a cobiça – O oportunismo
dos aventureiros que transformaram o País num enorme “mercado persa”.
Desvirtuando sua política.

Hoje, mesmo desordenada, a nação cresceu e, naturalmente, aumentaram as
mazelas e uma plêiade oportunistas que contribuiu para uma centenária corrupção, e
cresceu com a atuação de maquiavélicos políticos que criaram e assumiram as
instituições já preparadas para o enriquecimento hereditário.
Hoje é que vemos. O País bem parecido com uma matéria em decomposição,
cujo apodrecimento encontra amparo nas normas casuisticamente criadas, recriadas
ou ampliadas, com dupla ou dúbia interpretações: – Lei para todos – direitos para
alguns.
Ilustrando o pensamento sobre a lamentável involução, convém lembrar e
ressaltar alguns homens honrados que dignificaram o judiciário, embora com
passagem meteórica, mas que isentos de vínculos com pessoas ou facções de tristes
lembranças e sombrias histórias;

No Poder central, orgulha-nos a altivez de Epitácio Pessoa – que honrou o
nosso Estado, com sua passagem como Presidente da República – No Legislativo o
eloquente Argemiro de Figueiredo como Senador, além Ernani Sátiro, na Câmara
Federal dentre outros que elevaram a nossa Paraíba, no Brasil e em parte do mundo.
Não poderia ficar à Margem desse rol de ilustres filhos da Paraíba, que
dignificaram a presença na Suprema Corte de Justiça, onde se destacaram Osvaldo
Trigueiro de Albuquerque, Alcides Carneiro e outros que fogem à memória.
Ressalte-se que as escolhas desses dignos conterrâneos, somaram-se a homens
como Nelson Hungria, Aliomar Baleeiro, etc., esses escolhidos pelo brilhantismo
jurídico e conduta ilibada. É bom lembrar que esses galgaram tais postos em razão de,

à época, escolhia-se o homem para o cargo – hoje, inversamente, busca-se o cargo
para o homem. Agora é o que se vê. A usurpação de poderes, invasão de competência
e o desordenamento do País que pede socorro a si próprio, porém seu brado não é
mais retumbante, num país onde sobra para o povo o voto obrigatório – Para a classe
dominante a corrupção facultativa e imunidade para MATAR E DESMATAR.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Francisco Nóbrega dos Santos- Jornalista, Advogado e Escritor.