Ricardo Coutinho confirma candidatura a prefeito de João Pessoa

 

Ex-governador chegou a desistir da pré-candidatura, mas recuou e vai para a disputa mesmo sem PT e PCdoB

Ricardo Coutinho se apresenta para a disputa eleitoral deste ano. Foto: Francisco França

O ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) vai disputar a prefeitura de João Pessoa nas eleições deste ano. O socialista chegou a desistir do pleito e tentou convencer a deputada Estela Bezerra a ir para o embate político, mas voltou atrás. O nome dele foi apresentado na convenção da sigla, iniciada há pouco, na sede do partido. O ex-gestor vinha tentando, sem sucesso, a composição de uma frente de esquerda para a disputa eleitoral.

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Coutinho chegou a procurar o ex-presidente Lula e a presidente nacional do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann, para garantir o apoio da sigla para a disputa. A composição atrairia, também, o PCdoB para o bloco. As pretensões, no entanto, não foram concretizadas. O Partido dos Trabalhadores marcou para logo mais, às 18h, o lançamento do nome do deputado estadual Anísio Maia para a disputa.

A decisão ocorre em um momento particularmente complicado para o ex-gestor na esfera jurídica. Ricardo Coutinho é réu em vários processos da operação Calvário, protocolados pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba. Além disso, corre o risco de ser impedido de disputar por causa de duas Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aijes) que tramitam no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Com a decisão desta quarta-feira, o ex-governador vai para a disputa sem nenhuma coligação. Até o momento, 13 candidatos foram lançados para as eleições deste ano.

www.reporteriedoferreira.com.br   Jornal da Paraiba




PROCURANDO RESGATAR A VERDADE HISTÓRICA ;  Por Rui Leitao

 

PROCURANDO RESGATAR A VERDADE HISTÓRICA ;  Por Rui Leitao

A propósito de uma postagem que li hoje nas redes sociais, que transcrevo a seguir, decidi republicar um texto do meu livro ‘1968 – O Grito de uma Geração”, editado em 2013, na intenção de repor verdade histórica, de forma a relembrar aos apaixonados políticos de que o passado truculento e violento não pode ser homenageado como exemplo para o mundo hoje. Eis a postagem:

“Falem o que quiserem, mas os presídios brasileiros da época do regime militar deveriam ser exemplo para o resto do mundo. Eles sim recuperavam os presos… Entravam sequestradores, assassinos, ladrões de banco… Sairam deputados, governadores, ministros… e até dois presidentes”

A TORTURA COMO POLÍTICA DE ESTADO

A tortura de presos políticos aconteceu durante 21 anos no Brasil, no período compreendido entre o golpe de 64 e o ano de 1985. No entanto, a partir do AI-5, começou a ser aplicada como política de Estado. Eram práticas que, quando não matavam, deixavam sequelas irreparáveis, tanto no aspecto físico, quanto psicologicamente. Eram meios intimidatórios que visavam inibir agentes políticos a se manifestarem contra a ditadura e, conseguir confissões das pessoas envolvidas na militância contra o governo militar. A pretexto de que estavam defendendo a segurança nacional, montaram um sistema repressivo para combater a subversão e reprimir qualquer atividade considerada suspeita.

Os carrascos da ditadura eram pessoas especializadas no emprego de técnicas de tortura, cujos suplícios eram duradouros, repetindo-se diariamente por longas horas, em interrogatórios que visavam obter informações sobre os movimentos políticos contrários ao regime. Militares e agentes de segurança passaram por treinamento na Escola das Américas, nos Estados Unidos, instituição que depois viria a ser chamada Instituto do Hemisfério Ocidental para a Cooperação em Segurança.

Cometeram-se crimes contra a vida e a dignidade humana, com aplicações de choques elétricos, afogamentos e muita pancadaria. As mulheres presas eram submetidas a abusos sexuais, xingamentos e humilhações.

As salas de interrogatórios tinham suas paredes revestidas de material isolante, de forma que não se permitisse ouvir os gritos dos presos quando torturados.

Impressiona a frieza com que o tenente Marcelo Paixão, de Belo Horizonte, narra sua experiência de torturador, em entrevista concedida à revista Veja, em dezembro de 1988:

A primeira coisa era jogar o sujeito no meio de uma sala, tirar a roupa dele e começar a gritar para ele entregar o ponto (local usado para encontros políticos) e os militantes do grupo. Era o primeiro estágio. Se ele resistisse, tinha o segundo estágio, que era mais forte. Um dava tapa na cara. Outro, soco na boca do estômago. Se não falava tinha dois caminhos. Dependia muito da forma como se aplicava a tortura. Eu gostava muito de aplicar a palmatória. É muito doloroso, mas faz o sujeito falar. Você manda o sujeito abrir a mão. Ele já está tão desmoralizado que obedece e abre. Ai se aplicam dez, quinze, bolos na mão dele com força. A mão fica roxa. Ele fala. A outra era o famoso telefone das Forças Armadas. É uma corrente de baixa amperagem e alta voltagem. Eu gostava muito de ligar nas duas pontas dos dedos. Pode ligar numa mão ou na orelha, mas sempre do mesmo lado do corpo. O sujeito fica arrasado. O que não podia fazer era deixar a corrente passar pelo coração. Aí mata. O último estágio em que cheguei foi o “pau-de-arara” com choques. Isso era para aqueles a quem chamávamos de “queixo duro”, o cara que não abria nas etapas anteriores.

O mais triste é que, até hoje, não se tem notícia de qualquer punição aplicada aos que torturavam e matavam em nome da ditadura militar.

Que se defenda a ideologia de direita que avança atualmente por força da mídia e das instituições ultraconservadoras do país, isso é um direito de manifestação livre de opinião, mas defender as práticas da ditadura e coloca-las como exemplo para o mundo é exagerar na paixão política. Desconhecer a História e desrespeitar a memória de milhares de brasileiros que foram torturados e assassinados nos porões da da ditadura é extrapolar o limite da compreensão cívica dos direitos humanos e do exercício independente da política..

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Rui Leitão, Jornalista, Advogado e Escritor




Bolsonaro perdido: um dia depois de vetar Renda Brasil, volta atrás e autoriza criação do programa

 

“Não adianta agora a gente especular do que vai tirar, onde que vai cortar, mas estou autorizado pelo presidente, ele me deu sinal verde”, disse o relator do Orçamento da União para 2021, senador Márcio Bittar

Bolsonaro deve ser operado para retirada de cálculo nas próximas semanas, diz médico (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

 

247 – O relator do Orçamento da União para 2021, senador Márcio Bittar (MDB-AC), afirmou que Jair Bolsonaro autorizou a inclusão de despesas com um novo programa social em seu relatório. Nesta terça-feira (15), Bolsonaro anunciou que não iria insistir na criação do Renda Brasil, que consistia na ampliação do Bolsa Família, e que o assunto estava proibido de ser discutido internamente pelo governo até 2022.

“Tomei café da manhã com o presidente da República e fui solicitar ao presidente se ele me autorizava a colocar dentro do Orçamento a criação de um programa social que possa atender milhões de brasileiros que foram identificados ao longo da pandemia e estavam fora de qualquer programa social. O presidente me autorizou”, disse Bittar nesta quarta-feira (16) conforme reportagem do G1.

Segundo o parlamentar, o momento não é de “especular” sobre a origem dos recursos que serão empregados para viabilizar o novo programa social que deverá ser apresentado na próxima semana.

“Não adianta agora a gente especular do que vai tirar, onde que vai cortar, mas estou autorizado pelo presidente, ele me deu sinal verde. E, a partir de agora, vou conversar com os líderes do governo no Senado e na Câmara, conversar com a equipe econômica. Mas, a semana que vem, a ideia é apresentar um relatório que tenha as PECs e a criação desse programa”, disse.

www.reporteriedoferreira.com.br  / Brasil 247




Ricardo recorre até a Lula, mas petistas mantêm candidatura de Anísio

 

Socialista exigia compromisso do PT por apoio na capital e faz planos de lançar Estela Bezerra para a prefeitura

Ricardo Coutinho cobrou de Lula reciprocidade pelos apoios dados pelo PSB anteriormente. Foto: Reprodução

A pressão feita pelo ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) sobre o PT foi gigantesca nos últimos dias. O objetivo era retirar a pré-candidatura do deputado estadual Anísio Maia para compor uma frente de esquerda. A meta inicial era incluir o PV no time, com a indicação de vice para Edilma Freire. Depois que a sigla fechou com o PDT e recebeu a indicação de Mariana Feliciano para vice, as portas foram fechadas. A partir daí, os esforços de Coutinho passaram a ser por uma composição com o PSB na cabeça.

Ricardo Coutinho era o favorito para vencer as eleições até o ano passado, quando foi alvo da operação Calvário. Ele chegou a ser preso, mas conseguiu habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ). De dezembro para cá, foi alvo de várias outras denúncias, mas a coisa complicou mesmo após as Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aijes) que tramitam no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontarem risco de inelegibilidade.

A aposta do partido, agora, tem sido bancar uma candidatura da deputada estadual Estela Bezerra. O primeiro nome na fila era o do deputado federal Gervásio Maia, mas ele não quis. Para viabilizar a disputa por Estela, Ricardo foi a Lula (PT). O objetivo era que o Diretório Nacional fizesse uma intervenção em João Pessoa. Os petistas têm o maior tempo de televisão entre os partidos que disputarão a eleição neste ano. A meta então era que a frente de esquerda saísse com PSB, PT e PCdoB. Há quem diga entre os socialistas que Anísio é um candidato laranja do governador João Azevêdo (Cidadania), que apoia Cícero Lucena (PP) na disputa.

Dificuldades

Assim como Ricardo Coutinho, a candidatura de Estela Bezerra não é um consenso mesmo dentro do partido. Há quem lembre o fato de ela cumprir medidas cautelares em decorrência da operação Calvário. Estela também chegou a ser presa em dezembro do ano passado, sob a acusação de suposto envolvimento em uma organização criminosa. A Assembleia Legislativa reverteu a decisão e votou pela soltura dela. A determinação foi acatada pela Justiça, mas foram impostas medidas cautelares contra a deputada.

Estela é obrigada, por exemplo, ao recolhimento noturno diário. Ou seja, estaria fora dos debates televisivos e de eventos políticos que ocorram depois das 21h. Tem mais. Ela não poderia se comunicar com o ex-governador em nenhuma hipótese, porque está proibida também de conversar com outros acusados de envolvimento com a suposta organização criminosa que teria desviado R$ 134,2 milhões de contratos da saúde e da educação do Estado.

O último dia para as convenções é nesta quarta-feira (16). O Diretório Municipal do PT recebeu uma recomendação do Diretório Nacional, após as pressões do PSB, para opte por uma composição com PSB e PCdoB. Como não houve intervenção, ao menos até agora, os petistas mantiveram para as 18h a convenção que vai ratificar o nome de Anísio Maia. O PCdoB indicou Percival Henriques para vice. O PSB é esperado para compor a aliança, mas sem espaço na majoritária.

A conta não é simples. Como demorou para entrar no jogo, o PSB corre o risco de sair sozinho para a disputa ou passar à condição de coadjuvante pela primeira nas duas últimas décadas na Paraíba. A convenção foi marcada para as 16h30. O fim desta novela saberemos mais tarde.

www.reporteriedoferreira.com.br /  Blog SuetoniSoutomaior




Homem suspeito de matar a mulher grávida no sertão tem prisão preventiva decretada

 

O delegado Glauber Fontes, da Delegacia Seccional de Cajazeiras, sertão do Estado, confirmou na manhã desta terça-feira, 15, em entrevista coletiva, que a Polícia Civil da Paraíba representou e a Justiça decretou a prisão preventiva de Hélio José de Almeida Feitosa, suspeito do crime de feminicídio contra sua companheira, Pâmela do Nascimento Bessa, de 28 anos, que estava grávida. Com isso, ele passa a ser considerado foragido da Justiça.

O crime contra Pâmela do Nascimento aconteceu em Poço José de Moura no último dia 7, quando a jovem foi socorrida ao Hospital de São João do Rio do Peixe com dores de cabeça e vômito, mas não resistiu e veio a falecer.

No dia em que ocorreu o fato, o companheiro da vítima foi levado até a delegacia. Ele foi liberado após depoimento e negou que houve espancamento. O delegado Glauber Fontes disse que, naquela ocasião, que nenhuma hipótese poderia ser descartada, mas não havia sinais aparentes de que a vítima tinha sido espancada, razão pela qual não o suspeito não foi preso em flagrante.

 

“Ele afirmou em seu depoimento que ela vinha sentindo dores de cabeça e já tinha ido duas vezes ao médico naquele dia, pois estaria com suspeita de ter covid-19. Tivemos que aguardar a perícia para saber o que realmente havia acontecido. De posse do laudo pericial, ficou comprovado que havia hematomas pelo corpo da vítima, caracterizando o espancamento. Representamos pela prisão preventiva do suspeito e, de imediato, fomos atendidos pelo Poder Judiciário”, disse o delegado.

A partir de agora Hélio José de Almeida Feitosa é um foragido da Justiça e a Polícia Civil está trabalhando diuturnamente para efetuar sua prisão. “Não vamos medir esforços para prendê-lo. Toda a nossa equipe está empenhada em localizar o paradeiro dele e apresenta-lo à Justiça para responder pelo crime que cometeu”, finalizou o delegado Glauber Fontes.

www.reporteriedoferreira.com.br / Polícia Civil da Paraíba

Assessoria de Comunicação




Grupo fortemente armado explodiram banco em Coremas na madrugada de hoje

Bandidos fortemente armados invadiram e explodiram na madrugada desta quarta-feira (16) um cofre e um caixa eletrônico de uma agência do Banco do Brasil na cidade de Coremas, que recebe nesta quinta-feira (17) a visita do presidente Jair Bolsonaro.

Cerca de 10 homens teriam participado da ação que levou pânico a cidade. Os criminosos usaram três veículos.

Para impedir a ação da polícia, eles dispararam vários tiros e incendiaram um dos veículos utilizados durante a fuga. Não há informações de prisões até agora.

A chegada do presidente Jair Bolsonaro a cidade está prevista para o meio dia, onde participa da inauguração da Usina Fotovoltaica de Coremas. Ele também participará da cerimônia de divulgação do Programa de Eficiência Energética, no Complexo solar de Coremas, Zona rural de Coremas.




Pastor Everaldo era o dono do governo do Rio, diz MPF

 

Pastor seria responsável pela indicação de afilhados políticos para cargos estratégicos

Pastor Everaldo foi preso pela PF

A denúncia da PGR (Procuradoria Geral da República) responsável pelo afastamento de Wilson Witzel e pela prisão do presidente do PSC (Partido Social Cristão), Pastor Everaldo , concluiu que o pastor era o “proprietário” do governo do Rio.

 

pastor Everaldo seria o responsável por operar a máquina do governo com indicações de seus afilhados políticos para cargos em órgãos estratégicos do estado. Segundo a procurado Lindôra Araújo, Everaldo gerenciava as contratações e o orçamento da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro), do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) e da Secretaria da Saúde.

Everaldo está preso desde o dia 28 de agosto e é acusado por formar organização criminosa , mesma denúncia que recai sob Wilson Witzel. A defesa do pastor e de Witzel dizem que não há provas da existência de um grupo criminoso.

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