Exclusivo: Cícero já tem o ‘ingresso’ para disputar definitivamente a eleição na Capital

O pré-candidato do Progressistas pela Prefeitura de João Pessoa, Cícero Lucena, já tem o ‘ingresso’ definitivo para disputar a eleição na Capital. O que falta agora é só a comunicação ao Tribunal de Contas da União (TCU), que deve ser feita nesta terça-feira (8).

Cícero tem a pré-candidatura questionada por adversários, principalmente o atual prefeito da Capital, Luciano Cartaxo (PV), que tem Edilma Freire (PV) como pré-candidata, por conta de uma pendência no TCU.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Fonte83




Publicado no jornal A UNIÃO, edição de hoje Um discurso histórico: Por Rui Leitao 

 

Publicado no jornal A UNIÃO, edição de hoje

Um discurso histórico: Por Rui Leitao

 

Em 1968 a juventude estudantil cada vez mais se afirmava como porta voz da insatisfação popular ante o governo autoritário que os militares estavam impondo à sociedade brasileira. Organizavam e comandavam todas as manifestações públicas de protesto à ditadura, recebendo sempre a adesão de artistas, intelectuais, religiosos e do povo em geral. Isso provocava um clima de tensão social, com o governo dando demonstrações de inquietação com a crescente mobilização liderada pelos estudantes.

 

Havia uma expectativa muito grande em relação às comemorações do dia da independência, quando os militares procuravam acender o sentimento cívico nacional, estimulando participação patriótica dos colégios nos desfiles de sete de setembro. Por outro lado, as lideranças estudantis enxergavam nesse evento um especial instante de expressar o repúdio coletivo ao regime, tirando o brilho das marchas comemorativas da data e provocando os ditadores. Por isso, em várias capitais do país surgiam movimentos de convencimento dos estudantes a não participação nos desfiles.

 

Na Paraíba, vários comícios relâmpagos foram realizados com esse objetivo, com maior ênfase no Liceu e no Estadual do Roger, através dos dirigentes dos Grêmios Daura Santiago Rangel e Castro Alves, respectivamente.

Essa intenção ganhou força a partir do discurso histórico proferido pelo Deputado Márcio Moreira Alves, na Câmara Federal, no dia dois de setembro, sugerindo o boicote às comemorações do sete de setembro. Não imaginava o deputado que, com aquele pronunciamento, ele mudaria a história política brasileira. Instalava-se a partir dele a crise que culminaria com a edição do AI 5.

 

Para melhor compreensão do teor explosivo do discurso, considerado pelos ministros militares como “ofensivo aos brios e à dignidade das forças armadas”, transcrevo na íntegra a seguir:

“Senhor Presidente, Senhores Deputados Todos reconhecem ou dizem reconhecer, que a maioria das forças armadas não compactua com a cúpula militarista que perpetra violências e mantém este país sob regime de opressão. Creio ter chegado, após os acontecimentos de Brasília, o grande momento da união pela democracia. Este é também o momento do boicote. As mães brasileiras já se manifestaram. Todas as classes sociais clamam por este repúdio à polícia. No entanto isso não basta. As cúpulas militaristas procuram explorar o sentimento profundo de patriotismo do povo e pedirão aos colégios que desfilem juntos com os algozes dos estudantes.

 

Seria necessário que cada pai, cada mãe, se compenetrasse de que a presença dos seus filhos nesse desfile é o auxílio aos carrascos que os espancam e os metralham nas ruas. Portanto, que cada um boicote esse desfile. Esse boicote pode passar também às moças. Aquelas que dançam com cadetes e namoram jovens oficiais. Seria preciso fazer hoje, no Brasil, que as mulheres de 1968 repetissem as paulistas da Guerra dos Emboabas e recusassem a entrada à porta de sua casa aqueles que vilipendiam-nas. Recusassem aceitar aqueles que silenciam e, portanto, se acumpliciam. Discordar em silêncio pouco adianta. Necessário se torna agir contra os que abusam das forças armadas, falando e agindo em seu nome. Creia-me, senhor presidente, que é possível resolver essa farsa, esta democratura, pelo boicote. Enquanto não se pronunciarem os silenciosos, todo e qualquer contato entre civis e militares deve cessar, porque só assim conseguiremos fazer com que este país volte à democracia. Só assim conseguiremos fazer com que os silenciosos que não compactuam com os desmandos de seus chefes, sigam o magnífico exemplo dos 14 oficiais de Crateús que tiveram a coragem e ha hombridade de, publicamente, se manifestarem contra um ato ilegal e arbitrário de seus superiores”.

 

www.reporteriedoferreira.com.br   Por  Rui Leitão, Jornalista, Advogado e Escritor.




 Azevêdo revela os motivos do seu apoio a Ana Claudia em Campina Grande

O governador João Azevedo anunciou nesta sexta-feira (04) o seu apoio pessoal e do Cidadania à pré-candidatura da ex-secretária  de estado Ana Cláudia (Podemos) à Prefeitura de Campina Grande. Em vídeo publicado nas redes sociais, o chefe do executivo estadual elencou os motivos de sua decisão e disse que a pré-candidata do Podemos reúne as melhores condições para bem administrar Campina Grande.

“Nós estamos aqui num momento muito importante para a Paraíba, uma data que eu digo que será comemorada por muito tempo, para reafirmar, de forma definitiva, o apoio do partido Cidadania à pré-candidata e futura candidata à prefeitura de Campina Grande Ana Cláudia Vital do Rêgo. Essa foi uma decisão pensada, onde analisamos toda uma trajetória. E eu não tenho dúvida nenhuma de que toda a experiência administrativa que ela tem, com o conhecimento da cidade que detém, é que vai permitir que a cidade tenha um futuro diferente”, disse o governador.

No vídeo, Ana Cláudia agradeceu pelo apoio do partido Cidadania, bem como do apoio pessoal do governador. “João, que tem um olhar diferente para a Paraíba, tem a convicção de que nosso projeto para Campina propõe uma valorização para o povo desta cidade. Eu quero agradecer o seu apoio e destacar a sua credibilidade como gestor. Muito obrigado por sua confiança”, comentou Ana Cláudia.

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A briga intestina da extrema direita: Por Rui Leitão

A briga intestina da extrema direita:

Por Rui Leitão

Até pouco tempo bolsonaristas e moristas eram parceiros. Afinados ideologicamente. Comprometidos com causas políticas comuns: destruírem o PT e Lula. Ambos contando com o apoio explícito da grande mídia. Bolsonaro surfando na onda até então positiva da Lava Jato e tendo o ex-juiz e os procuradores que integram a força tarefa da operação como cabos eleitorais (Carlos Fernando chegou a confirmar isso numa entrevista na TV). E Moro e a Lava Jato visualizando na eleição de Bolsonaro o alcance de sucesso no projeto de poder que arquitetaram.

Tudo caminhava como haviam planejado. Eleição confirmada e convite a Moro para ser o ministro da justiça do seu governo efetivado. Enfim o lavajatismo chegou ao poder através do seu comandante maior. Nada transparecia a possibilidade de dar errado. Os primeiros meses do ano foram de grandes comemorações. Até que apareceu o The Intercept. A máscara começou a cair comprometendo a festejada união. A fama de paradigmas da moralidade e da ética conquistada pelos integrantes da Lava Jato foi desaparecendo velozmente. No campo do poder judiciário as decisões passaram a ser de absolvição de condenados pela república de Curitiba ou, simplesmente, de anulação de sentenças pronunciadas pelo ex-juiz. O seu protagonismo na cena política nacional já não é o mesmo, pelo crescente descrédito junto à opinião pública. Tanto isso é verdade que o presidente fez a alta aposta de demitir o ministro da justiça, tido por muitos como “imexível”, porque avaliou que sua saída do governo causaria mal menor do que se continuasse na Esplanada dos Ministérios.

Por outro lado, começaram a surgir também as guerrinhas de ciúmes. O presidente, que pode não ser intelectualmente um homem preparado, mas não é burro, percebeu que o seu ministro estava pretendendo vôos mais altos. Sua reeleição enfrentaria disputa dentro do próprio governo. Sentiu que estava na hora de cortar as asas do seu pretenso opositor na eleição presidencial de 2022. A “carta branca” prometida por ocasião do convite logo deixou de ter validade. O ministro perdia força a olhos vistos. Tanto por conta das reações de controle da situação pelo presidente, quanto pelos vazamentos que a opinião pública passou a ter conhecimento, desnudando o “conluio” liderado pelo ministro à época em que comandava a Lava Jato. Até que o rompimento foi oficializado.

Deltan Dallagnol, o segundo na hierarquia da operação Lava Jato, ao perceber a perspectiva do desenlace, começou a dizer que o presidente não estava honrando o compromisso de combate à corrupção feito na campanha eleitoral. Atos de Bolsonaro passaram claramente a demonstrar o seu afastamento da Lava Jato. Ela já não se fazia mais tão necessária para os seus objetivos políticos. Até porque observou que se iniciava o processo de sua desmoralização perante a opinião pública. O desprestígio do então ministro da justiça se revelava a cada dia. O divórcio não tardou. Deltan chegou, inclusive, a ser classificado pelo presidente como um “esquerdista ao estilo Psol” e de ter ligações com Ongs da esquerda. Risível essa qualificação para o procurador chefe da força tarefa. Mas o propósito foi de mandar o recado de que já não tinha mais o mesmo alinhamento político e ideológico.

A verdade é que a extrema direita está dividida. Vive um processo de autofagia. O núcleo ideológico que conquistou o poder está visivelmente desconjuntado. A briga intestina cada vez mais se estabelece, separando os bolsonaristas dos moristas. Não se tornaram apenas adversários políticos, mas inimigos. A novela está só nos primeiros capítulos. Promete muitas novidades.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Rui Leitão, Jornalista, advogado e escritor.




Luciano  autoriza test drive de veículos, rodízio em bares, restaurantes e aulas coletivas em JP

 

De forma gradual, João Pessoa tem capacidade de liberar funcionamento de mais serviços e garantir a consolidação da retomada econômica ao mesmo tempo que preserva a vida de milhares de pessoenses

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, anunciou, no final da manhã desta sexta-feira (4), novas medidas do Plano Estratégico de Flexibilização das atividades com relação à pandemia do novo coronavírus. Acontecendo de maneira planejada e gradual desde junho, a estratégia adotada pela Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) para a retomada econômica e dos serviços tem garantido a segurança da população e a preservação de milhares de vidas. Dentre as sete novas liberações, está a autorização de realização de test drive em concessionárias de veículos, ampliação do horário de funcionamento de bares e restaurantes e também que eles voltem a oferecer o sistema de rodízio, além de aulas coletivas em academias com 50% da capacidade, autorização para cursos de vigilantes e uso de piscinas para atividades individuais ou grupo familiar.

“Estamos avançando em mais uma etapa do Plano de Flexibilização, mas precisamos continuar nos preservando e contando com o apoio de toda a população nas regras como uso de máscara e isolamento quando necessário. Temos um plano seguro e com resultados que nos mostram que estamos acertando durante todo este período de pandemia, pois tomamos as medidas mais duras quando necessário e estamos podendo retomar nossas atividades, fortalecer nossa economia, gerar empregos, mas sem abrir mão de continuarmos salvando vidas”, afirmou o prefeito Luciano Cartaxo.

De acordo com o acompanhamento permanente realizado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), João Pessoa segue em curva decrescente na média diária de óbitos e na pressão nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Assim também como o número diário de casos segue caindo e a média de ocupação dos leitos de UTI está em 32%. Todos os índices seguem as condições estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para a flexibilização, o que inclui transmissão controlada, sistema de saúde apto a manejar casos graves e a adoção de medidas de prevenção nos locais de trabalho.

Dessa forma, concessionárias, revendedoras e locadoras de veículos estão agora autorizadas a realizar test-drive, seguindo protocolos de segurança , como o uso obrigatório de máscaras e álcool gel 70%, além da higienização completa dos veículos. O setor de bares e restaurantes poderá funcionar a partir de agora com horário corrido de 11h às 22h, com self service de 11h às 15h e com sistema de rodízio, seguindo protocolos sanitários e de segurança. Os Centros de Formação de Vigilantes têm o funcionamento liberado e as academias de ginástica poderão oferecer aulas coletivas com 50% dos alunos por turno. Outra autorização é para piscinas de clubes,  academias e condomínios, que poderão ter atividades individuais ou em grupo familiar.

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