Bairro do Bessa-JP; Troca de tiros entre suspeitos de assaltos e polícia termina em morte

 

Uma perseguição policial terminou com troca de tiros na tarde deste domingo (28), na Avenida Argemiro Figueiredo, no bairro do Bessa, em João Pessoa.

Um homem suspeito de praticar assaltos , na região da orla de João Pessoa, morreu depois de ter sido baleado durante uma troca de tiros com policiais militares. Outro suspeito do crime foi preso e levado para a Central de Polícia, a fim de ser autuado em flagrante.

De acordo com a Polícia Militar (PM), dois homens realizaram um assalto, no bairro de Tambaú, e se  evadiram. A polícia conseguiu rastrear um aparelho celular roubado de uma das vítimas e localizou a dupla em um veículo, no bairro do Bessa, tendo daí, iniciado a perseguição.

Houve troca de tiros e um dos suspeitos foi preso. A PM informou que os suspeitos atiraram contra uma jovem, mas os disparos atingiram a bicicleta em que ela estava. Ainda segundo a PM, uma arma foi apreendida e os objetos roubados foram recuperados na ação que contou com o helicóptero Acauã.

Confira o vídeo da ação policial:

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VOCAÇÃO PELA CRIMINALÍSTICA: Escrito Por Gilvan de Brito 

VOCAÇÃO PELA CRIMINALÍSTICA: Escrito Por Gilvan de Brito
Eu tenho a impressão de que teria dado certo com a criminalística. Foi o que pensei quando cursei o período de Medicina Legal, durante seis meses, com os estudantes de Medicina, como parte da grade curricular do Direito. Talvez porque um dos meus professores dessa matéria fosse Genival Veloso, reconhecidamente, pelos livros que escreveu, pelos casos que solucionou e pela competência no trato com os cadáveres, se coloca entre os melhores do Brasil.
Quem não se lembra daquele caso do PC Farias, durante o governo Collor, que veio para as suas mãos depois de passar pelos mais competentes cientistas da área, no Brasil. Vários livros de sua lavra hoje são adotados não apenas nas universidades brasileiras, muito mais no exterior. O conjunto de procedimentos médicos e técnicos de Medicina Legal abordados pelo professor Genival Veloso – que para a tristeza dos novos alunos, não vão encontrá-lo porque já está aposentado da UFPB e UNIPÊ (infelizmente) – induzem à solução de crimes com uma facilidade incrível, pelo encaminhamento que aborda, tanto pelos conhecimentos quanto pela intuição.
Quase me convenci depois de dissecar cadáveres no IML em busca de solução para supostos crimes, a seguir profissionalmente, no Direito, a criminalística, o que era reforçado por cada aula daquele emérito professor. Parece até que eu havia me enganado de quando sonhava ser jornalista, a posição que já havia conquistado no primeiro time da imprensa. Achava empolgante a Medicina Legal. Mas o jornalismo, indubitavelmente, é muito forte, porque depois que eu abri a minha banca de advocacia, sentia a necessidade de continuar na imprensa. O que eu era mesmo, e ainda sou, está exposto nestas linhas: um jornalista, porque a cada dia ele ia me puxando cada vez mais para as redações. E eu não tive outra escolha senão seguir o destino. Quem sabe poderia ter sido melhor na advocacia criminalística? Não sei, não experimentei, porque ninguém foge ao destino. E aqui estou, como jornalista, e não me arrependo.
www.reporteriedofereira.com.br   Por Gilvan de Brito- Jornalista, advogado e escritor.



O FANÁTICO POLÍTICO Escrito Por Rui Leitao 

O FANÁTICO POLÍTICO:  Escrito Por Rui Leitao
A defesa fervorosamente feita de uma opinião, sem respeito à racionalidade, é o que podemos chamar de fanatismo político. Paixão que produz delírios. O fanático político trata o seu líder como se fosse uma divindade, um ser mitológico. Na política contemporânea brasileira, observamos comportamentos e atitudes que se assemelham na inadmissão do pensamento contrário, tanto entre os militantes da direita, quanto da esquerda. Ambos se acham donos da verdade inquestionável.
Na verdade, essa guerra nada mais é do que uma disputa pelo poder. Imparcialidade e objetividade não são considerados para estabelecer um debate responsável e consciente. O fanático político está pouco preocupado em mostrar a verdade. Para ele o que interessa é defender os interesses do grupo a que pertence. Comunistas ou fascistas priorizam a manifestação do amor ou repúdio às ideias em conflito.
Será tão difícil ser de esquerda ou de direita sem aderir ao fanatismo político, perdendo a capacidade do diálogo? Vamos continuar estimulando mentalidades intolerantes se alastrarem pelo país? Precisamos transcender esse tribalismo, se realmente queremos construir uma nação melhor, mais igualitária e mais justa. O fanatismo é uma doença mental e psicossocial. Via de regra se associa a pensamentos autoritários, uma vez que não se compatibiliza com o exercício da democracia.
Os fanáticos políticos são submissos e alienados, “cordeiros rumo ao abatedouro”. Quanto mais obedientes, mais enquadrados nessa forma de comportamento. Quando um governo deixa explícita sua contrariedade à atividade política da oposição, está alimentando as posturas dos fanáticos. Até porque eles são a sustentação eventual das suas ideias. Embora, a História tenha nos mostrado que esses posicionamentos tiranos têm vida curta. Desconhecem que o poder é efêmero, dura o tempo em que a sociedade estiver anestesiada pelo fanatismo. Mas nenhuma anestesia é por todo o tempo. O efeito de adormecimento de consciências tem prazo de eficácia.
Em síntese, o que quero dizer é que sob a influência do fanatismo político, estaremos longe de alcançar a cultura da paz, do entendimento, da participação popular e democrática. Qualquer forma de imposição representa fanatismo. Governantes de plantão que estimulam o fanatismo, não desejam a construção de uma sociedade humana, solidária, justa e sustentável. A cidadania detesta radicalismos ideológicos. A ideologia é importante no nosso cotidiano, não como instrumento de dominação cultural, social e política, e sim como prática da consciência crítica.
Eu sou de esquerda, mas me esforço para fugir do radicalismo fanático. Sou porque me oriento essencialmente para a igualdade social, contra a intolerância à diversidade étnica, cultural e sexual. Mas respeitando quem pensa diferente de mim, sem que se coloque na posição adversa com fanatismo. Assim, se exerce a democracia. Os extremistas que fiquem fora desse debate.
www.reporteriedoferreira.com.br   Por Rui Leitão, Jornalista, advogado e escritor.



Popular é assassinado no bairro de Mandacarú em João Pessoa

Um popular conhecido por ” Mundinho ” foi assassinado com vários disparos de arma de fogo próximo a uma banca de verduras no bairro de Mandacaru, em João Pessoa. O crime aconteceu na manhã deste domingo (28) e a Polícia Militar esteve no local, isolando a área com fita zebrada para a realização da pericia.

O homem foi baleado nas costas e na cabeça. Ele morreu ainda na área do crime. A vítima foi identificada inicialmente como Raimundo Inácio Lins.

As primeiras informações são de que ele foi surpreendido de perto pelo atirador. A motivação e o autor do homicídio não foram revelados até o início da tarde deste domingo. Nenhum suspeito havia sido detido até o horário.




ESTÁTUA DE PIKE: Escrito Por  Ailton Elisiário

ESTÁTUA DE PIKE: Escrito Por
Ailton Elisiário

As recentes manifestações antirracistas nos Estados Unidos produziram a
derrubada da estátua do general confederado Albert Pike, situada na Praça Judiciária, no
Distrito de Colúmbia, em Washington. A estátua foi arrancada do pedestal envolta em
correntes e, após caída ao chão, incendiada. A escultura de bronze foi obra do artista
italiano Gaetano Trentanove, que foi contratado pelo Supremo Conselho do Rito Escocês
Antigo e Aceito da Jurisdição Sul para este trabalho. Doada à cidade, ela foi erguida em
1901 para comemorar os 100 anos de fundação do Supremo Conselho.

Nela existiam oito inscrições nos cantos da sua base de granito: autor, poeta,
erudito, soldado, filantropo, filósofo, jurista e orador. Na sua frente uma frase em latim:
Vixit Laborum Ejus Super Stites Sunt Fructus (Ele viveu. Os frutos do seu trabalho vivem
depois dele). Em sua mão esquerda continha a sua obra consagrada Moral e Dogma e
abaixo a figura de uma deusa com o estandarte do Rito Escocês, a águia de duas cabeças.
Era puramente uma estátua de natureza maçônica. A motivação para sua derrubada,
porém, não foi antimaçônica. Foi a concepção de que se tratava de um monumento
confederado, visto que os detratores alegaram que Pike havia servido ao Exército
Confederado.

Os Estados Confederados eram agrários e escravistas e ainda hoje as feridas da
Guerra de Secessão sangram nos Estados Unidos. Desde o massacre de Charleston em
2015, onde um supremacista branco matou nove pessoas numa igreja, as críticas contra
os símbolos dos Estados Confederados cresceram, provocando manifestações,
depredações e retiradas de estátuas de líderes confederados, a exemplo da estátua equestre
do general confederado Robert Lee (1807-1870) na cidade de Charlottesville, na Virgínia,
e agora a de Albert Pike (1809-1891), em Washington, DC.

A remoção da estátua já vinha sendo discutida em razão dessas questões. A
congressista Eleanor Norton havia apresentado projeto para sua remoção. A estátua não
pertencia ao Supremo Conselho, mas ao Distrito de Colúmbia, sendo patrimônio público
sob a guarda do Serviço Nacional de Parques. Arturo Hoyos, arquivista do Supremo
Conselho disse: “Certamente não queremos que um monumento, que foi realmente
colocado lá para homenagear a fraternidade, seja um ponto de divisão dentro da
comunidade em questões raciais”.

Albert Pike foi o Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho por 32
anos, de 1859 até sua morte em 1891, organizou todos os rituais do Rito Escocês Antigo
e Aceito, escreveu obras sobre simbolismo e filosofia maçônicas. Como Soberano
Comendador se opunha à união dos maçons brancos com maçons negros, não obstante
compartilhava as cópias autografadas dos rituais com os maçons negros do Prince Hall.
Segundo o escritor Arturo de Hoyos, Pike defendia a segregação racial e aceitava a
escravidão como instituição social, embora a considerasse como um grande mal. Como
advogado que também era, discutia seus casos com base na lei, na Constituição e nas
decisões da Suprema Corte, que declaravam escravos como propriedade. Tinha uma
fascinação particular pelos nativos americanos e se fez amigo de várias tribos indígenas,
compilando dicionários pessoais de suas línguas e dialetos. Tornou-se defensor legal
destes, tratando de assegurar os direitos que o Governo lhes havia prometido.

A estátua foi derrubada e queimada. As razões não dizem respeito à Maçonaria,
não obstante a estátua ser a do maior expoente maçônico americano. Todavia, depreendese que a questão racial americana continua viva, permanecendo a discriminação aos
negros e resquícios do sentimento confederado. Para uma nação que se diz guardiã da
liberdade e defensora da democracia, a imagem de contrariedade depõe contra esta
postura política. Impõe-se, porém, que a Maçonaria americana de ambos os lados, que se
reconhecem mesmo que parcialmente e que ainda mantêm isolados entre si maçons
brancos e maçons negros, também faça cada uma prevalecer os princípios da Instituição,
como exemplo para a Maçonaria mundial.
Campina Grande, 25 de junho de 2020

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Aos 57 anos morre o Jornalista Adelson Babosa, vítima de câncer

Morreu no início da noite desse sábado, 27, no Hospital Memorial São Francisco em João Pessoa, o jornalista Adelson Barbosa, que fez parte dos quadros do Sistema Correio da Paraíba por décadas. Ele havia sido diagnosticado com câncer no cérebro em 2018 e desde então vinha se submetendo a tratamento que inclui duas cirurgias. Há aproximadamente duas semanas, Adelson foi mantido em home care e hoje, como o quadro se agravou, foi encaminhado ao Memorial São Francisco, onde acabou morrendo durante uma parada cardiorrespiratória.

Repórter e editor experiente, Adelson fez parte dos quadros da Folha de S. Paulo, também trabalhou recentemente na Revista Piauí e estava cursando História. Era diretor e proprietário do site Estado PB. Apesar dos problemas de saúde (além do câncer, era cardiopata), costumava brincar que estava “enganando a morte”.

Não há ainda informações sobre velório e sepultamento.

O gosto pela História ficou evidente em muitos momentos da carreira de Adelson. No  programa Dedim de Prosa, apresentado pelo também jornalista Wellington Farias, ele falou sobre a visita de Dom Pedro II à Paraíba.

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