Polícia regista três assassinatos nesta sexta-feira,03 na Grande João Pessoa

Dois homens foram barbaramente mortos a tiros  na manhã desta sexta-feira (03) no bairro do Baralho, na cidade de Bayeux. Uma das vítimas estava deitada em uma rede quando foi atingida por vários  disparos de revólver.

Em Bayeux, dois homens são suspeitos do crime. Eles invadiram a comunidade e assassinaram a tiros as duas vítimas, que estava próximas uma da outra – cerca de cem metros de distância. Uma foi morta enquanto estava na rede, a outra, no interior de sua casa. Os homens fugiram, pelo mangue, em seguida se evadindo sem deixar pistas.

A Polícia Civil esteve  no local e apura as circunstâncias do crime. Não há ainda informações sobre a motivação do duplo homicídio.

Morte em Santa Rita

Também nesta sexta, um homem foi assassinado a tiros na comunidade de Lerolândia, em Santa Rita, localizada nas margens da PB-025. Não há informações sobre o autor do crime e a motivação. Polícia Civil, já começou as investigações visando elucidar o crime.

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Com 66 anos de existência Jornal Correio da Paraíba fecha deixando de circular

Paraíba Online • Jornal Correio da Paraíba encerra atividades após mais de 60 anos de fundação

Foto: Paraibaonline

O Jornal Correio da Paraíba, após mais de 66 anos de circulação no Estado, encerra as atividades e neste sábado (04) estará nas bancas com a última edição do periódico.

Fundado pelo empresário Teotônio Neto em 5 de agosto de 1953, o jornal iria completar seus 67 anos este ano, ainda como um dos últimos resistentes impressos do Estado.

Por decisão da diretoria, finaliza os trabalhos de informação como um dos membros do empreendimento de Sistema de Comunicação de propriedade do empresário Roberto Cavalcanti, cujo sistema conta ainda com uma Rede de TV (Record), Rádios pelo interior do Estado e um Portal de Notícia.

O motivo do fechamento do Correio será alegado como uma decorrência da crise gerada pela pandemia, mas, o fim do jornal já era especulado desde abril de 2016 quando o Jornal da Paraíba, da Rede Paraíba de Comunicação, deixou de circular, assim como o Jornal O Norte e o Diário da Borborema, em fevereiro de 2012.

Atualmente, estava à frente da editoria do Jornal Correio da Paraíba, a jornalista Sony Lacerda, cujo cargo recebeu por indicação da grande jornalista Lena Guimarães (in memoriam).

Ao longo da história do jornal, o time da redação foi composto por profissionais notáveis, como Biu Ramos, Gonzaga Rodrigues, Soares Madruga, Dorgival Terceiro Neto (ex-governador e ex-prefeito de João Pessoa), Luiz Augusto Crispim, Luiz Ferreira, Carlos Roberto de Oliveira, João Manoel de Carvalho, Agnaldo Almeida, Dulcídio Moreira, entre outros.

Na redação do Correio, o clima é de ansiedade. O superintendente Alexandre Jubert comunicou a decisão aos funcionários no fim da tarde.

Ainda não se sabe se haverá demissão ou se os profissionais serão aproveitados em outros veículos do Sistema Correio de Comunicação.

História – Fundado por Teotônio Neto, o jornal Correio da Paraíba iniciou suas atividades no dia 5 de agosto de 1953, mesmo dia em que a capital da Paraíba comemorava seu aniversário de 368 anos.

A ideia de produzir um novo jornal para os paraibanos nasceu à borda de uma piscina de um hotel situado a aproximadamente 18 quilômetros de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Os parentes Teotônio Neto e Afonso Pereira cultivavam uma ótima relação e, partir de então, reforçariam ainda mais essa união para tentar produzir o melhor jornal que a Paraíba já teve.

“Tenho uma grande paixão pelo Correio da Paraíba, sou leitor também dos outros jornais, mas o Correio tem um lugar de destaque na minha mesa. Quando eu vejo o povo lendo o Correio, uma emoção muito grande me domina de satisfação e alegria. Fico feliz em saber que o Correio vem sendo sucesso na Paraíba”, declarou Teotônio Neto.

Uma das primeiras figuras procuradas por Teotônio Neto para elaborar o Correio da Paraíba foi o escritor Ascendino Leite. Ele hesitou no começo, mas depois abraçou a causa por causa da insistência de Teotônio. Para que o projeto pudesse sair do papel, Ascendino pediu ao jornalista paulista Samuel Wainer uma indicação de diagramador para desenvolver o projeto gráfico. Ao ligar para o colega, Wainer disse: “Só tem aqui o Nássara”.

A primeira manchete do jornal, que dizia “Luto e silêncio na cidade serrana” noticiou a morte do político e jornalista Félix Araújo, em Campina Grande. Conforme noticiou a reportagem, 50 mil pessoas participaram do velório do paraibano, que nasceu em Cabaceiras, mas ganhou notoriedade na Rainha da Borborema.

Nos dias seguintes, jornais da época comentaram o aparecimento do Correio da Paraíba: ‘O Norte’ e ‘A União’ dedicaram artigos sobre o novo periódico. No Rio de Janeiro, também recebeu homenagens do Diário Carioca. Em Pernambuco, também foi repercutido pelo Diário de Pernambuco.

Ao longo da história do jornal, o time da redação foi composto por profissionais notáveis, como João Bosco Gaspar ( Funcionário Fundador )  Biu Ramos, Gonzaga Rodrigues, Soares Madruga, Dorgival Terceiro Neto (ex-governador e ex-prefeito de João Pessoa), Luiz Augusto Crispim, Luiz Ferreira, Carlos Roberto de Oliveira, iêdo Ferreira, Edson Ferreira;, Sebastião Barbosa,  João Manoel de Carvalho, Agnaldo Almeida, Dulcídio Moreira, Waldomiro Ferreia ( Cabeção )  JJ Torres ( foi Presidente do Sindicato dos Jornalistas ) Benedito Geraldo Maia , Marcone Formiga, entre outros.

Um dos repórteres que marcaram época na redação do Correio da Paraíba foi Severino Ramos (mais conhecido como Biu Ramos). Logo de cara, em 1954, o jornalista de 16 anos entrou na redação pela primeira vez em um dia bastante conturbado. Em 24 de agosto daquele ano, morria o presidente Getúlio Vargas e a redação, na Rua Barão do Triunfo, estava agitada como nunca. Aquele fato parecia ser apenas um prenúncio de como não seria nada monótona a carreira daquele jovem repórter.

Biu Ramos construiu boa parte de sua carreira na redação do Correio da Paraíba e, para ele, o jornal garantiu uma nova dinâmica à imprensa paraibana. “Para falar a verdade, e sem nenhum demérito para os demais jornais daquela época, o Correio da Paraíba, a rigor, não tinha concorrente. Era um jornal novo, com uma proposta nova, com uma mensagem de renovação, revolucionária mesmo, da imprensa paraibana”, lembrou.




 Bolsonaro afirmou que é favorável ao retorno de atividades a partir da próxima semana

 

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que é favorável ao retorno de atividades comerciais a partir da próxima semana, mesmo com o isolamento social ainda sendo praticado por causa da pandemia de Covid-19. A declaração ocorreu nesta quinta-feira (2), uma entrevista ao programa “Pingos nos Is” da rádio Jovem Pan em São Paulo.

“Na semana que vem, com toda certeza, se não começar a volta pelo menos gradativa ao emprego, terei que tomar uma decisão e aí, seja aquilo que o povo brasileiro quiser. Acho que até semana que vem, os informais , o pessoal que vai receber dia 5, não vai ter dinheiro. O servidor público tem que entender, se não tiver arrecadação, não vai receber também. Eu sei que o Rio de Janeiro não tem dinheiro para pagar mais”, afirmou o mandatário.

Jair Bolsonaro

Agência Brasil

Jair Bolsonaro

“Que teremos mortes, lamentavelmente teremos. Mas parece que o que seria mais prudente é nós abrirmos, de forma paulatina, o comércio a partir da próxima segunda-feira (6) agora”, completou.

O presidente ainda comparou o novo coronavírus (Sars-CoV-2) com a chuva. “Vai contaminar 70% (da população). É como a chuva, pega todo mundo. Uma chuva que vai molhar 70%”, declarou.

 Ataques a governadores

Bolsonaro também não poupou críticas a postura de Wilson Witzel (RJ) e João Doria (SP). O presidente declarou sobre o governador do Rio: “Tem uma coisa que está esquisita por parte do governador do Rio. O Pastor Silas Malafaia fez um vídeo agora a pouco mostrando gente dele indo a comunidades e dentro da comunidade os comércios estão funcionando. Por que o Witzel não manda alguém pra dentro das comunidades e fechar o comércio lá dentro, não tem coragem de fazer isso daí?”.

O presidente também criticou o governador do Rio pela proibição de uso das praias. “Proibir de ir à praia, que é um lugar aberto? O que é isso? É ditadura?”, indagou Jair Bolsonaro.

Sobre João Doria , Bolsonaro foi questionado sobre sua opinião em relação aos tuítes trocados entre o ex-presidente Lula e o atual governador de SP, em que Doria afirmou que “vírus não escolhe ideologia”.

Bolsonaro declarou: “Eu lembro aqui do Márcio França falando num debate ‘ Doria , se o Lula for solto hoje, você vai lá e se apega a ele’ esse é o João Doria. Ele precisou do meu nome em 2018, ele e outros aí né, e chegaram (ao poder). Eu não entrei em campanha em São Paulo , tanto é que o João Doria foi ao Rio para que eu o recebesse e eu não o recebi. Conheço essa figura aí, mas não critiquei nem bati nele, fiquei quieto. Acabaram as eleições, ele ganhou e logo depois começou a me criticar. A cisão dele foi na minha ida a ONU , quando fiz um discurso completamente diferente de outros presidentes quando iam lá, que sempre falavam que tava tudo lindo no mundo.”

“Eu estou sempre na minha quieto, mas tudo tem limite. Essa do Lula agora, pelo amor de Deus. Estou com vergonha dessa aproximação do Lula neste momento. Já caiu a máscara dele há muito tempo agora ficou realmente ridícula a situação dele se solidarizando com esse ex-presidiário”, finalizou.

www.reporteriedoferreira.com.br / Ig




Cultos religiosos não são considerados serviços essenciais, diz Justiça

A decisão tem caráter liminar (provisório) e é assinada pelo juiz federal Manoel Pedro Martins de Castro Filho, da 6ª Vara da Justiça Federal do DF.

Juiz federal de primeira instância cassou trecho de decreto de Bolsonaro que considera as ‘atividades religiosas de qualquer natureza’ como um serviço essencial (Foto: GETTY IMAGES)

Um juiz federal de Brasília determinou à União que exclua as atividades religiosas do rol de serviços considerados “essenciais” durante a pandemia do novo coronavírus.

Serviços considerados essenciais são aqueles que podem continuar em funcionamento durante a crise — no último dia 20 de março, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) editou um decreto para incluir nesta categoria as atividades religiosas e as casas lotéricas, entre outras atividades.

A decisão tem caráter liminar (provisório) e é assinada pelo juiz federal Manoel Pedro Martins de Castro Filho, da 6ª Vara da Justiça Federal do DF.

No despacho, o juiz cassa o trecho que do decreto de Bolsonaro que considera as “atividades religiosas de qualquer natureza” como um serviço essencial.

Para o juiz, o decreto presidencial “não se coaduna com a gravíssima situação de calamidade pública decorrente da pandemia que impõe a reunião de esforços e sacrifícios coordenados do Poder Público e de toda a sociedade brasileira para garantir, a todos, a efetividade dos direitos fundamentais à vida e à saúde previstos (…) na Constituição Federal”.

“Defiro a tutela, determinando à União Federal que adote as medidas necessárias, no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, a fim de impedir que ‘atividades religiosas de qualquer natureza’ permaneçam incluídas no rol de atividades e serviços essenciais para fins de enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus”, diz a decisão judicial.

A decisão do juiz decorre de uma Ação Civil Pública (ACP) formulada pelo pelo procurador da República Felipe Fritz Braga, da Procuradoria da República no Distrito Federal (PRDF).

No despacho, o juiz de Brasília também menciona uma decisão anterior no mesmo sentido, tomada por outro juiz de 1ª instância no município de Duque de Caxias (RJ) — e que continua em vigor.

www.reporteriedoferreira.com.br / Por BBC News Brasil em Brasília




Secretário Jean Francisco esteve reunido em videoconferência com secretários de Segurança de todo o Brasil

O secretário detalhou que as pessoas que circulam por ruas desertas tornaram-se alvos fáceis e falou da importância do policiamento entender e combater essa nova forma de atuação criminosa.

“Desde que foram decretadas as situações de emergência e de calamidade, a criminalidade busca migrar e procurar alguns pontos em que possam praticar seus crimes”, disse o secretário Jean Nunes. (Foto: Divulgação)

O secretário de Segurança e Defesa Social da Paraíba, Jean Francisco Nunes, disse que houve aumento nos crimes de assaltos a pessoas e comércios e arrombamento a estabelecimentos durante a quarentena da pandemia do novo coronavírus. Em entrevista ao Arapuan Verdade, nesta quarta-feira (2), ele informou que esteve reunido em videoconferência com secretários de Segurança Pública de todo o Brasil e com a equipe do Ministério da Justiça para discutir novas estratégias de enfrentamento ao crime durante o período em que as ruas estão desertas por causa do isolamento social para prevenção à Covid-19.

“Desde que foram decretadas as situações de emergência e de calamidade, a criminalidade busca migrar e procurar alguns pontos em que possam praticar seus crimes. Há uma tendência que, desde que foram decretadas essas situações aqui no país, houve um aumento de alguns tipos de crime, principalmente a violência contra o patrimônio”, explicou Jean Nunes.

O secretário detalhou que as pessoas que circulam por ruas desertas tornaram-se alvos fáceis e falou da importância do policiamento entender e combater essa nova forma de atuação dos criminosos. “Mesmo as ruas estando desertas, aqueles que saem às ruas tornam-se um alvo mais fácil. Alguns estabelecimentos que ficam fechados em determinado período acabam alvos de arrombamento ou de uma violação. É necessário que as polícias todas se adequem, busquem reforçar e mudar as rotinas de policiamento para que a gente possa fazer frente a essa mudança. A gente tem, por rotina, uma série de eventos já programados e, naturalmente, agora a gente precisa readequar o planejamento para dar conta dessa nova dinâmica.”

Em relação à notícia de que houve um ‘arrastão’ na Avenida Epitácio Pessoa, na Capital, ontem (1º), o secretário disse que isso é fake news e que a situação foi de perseguição a bandidos. “Não foi um arrastão. Foi uma ocorrência isolada em que uma dupla estava praticando assaltos. Mas a Polícia Militar deu uma resposta imediata, prendeu os dois em flagrante. No momento da prisão gera aquele tumulto, alguém passando em seu veículo acreditava ser um arrastão ou alguém de forma maldosa espalhou essa (falsa) notícia.”

O secretário orientou que as pessoas fiquem em casa durante a quarentena, saindo apenas para alguma necessidade essencial. “Estamos vivendo um momento de excepcionalidade em todos os setores da sociedade. A população precisa atender ao chamamento, às orientações das autoridades de Saúde pública para que permaneçam nas suas residências.”

Jean Nunes respondeu sobre como tem sido o comportamento da população em relação aos decretos e proibição de aglomerações e destacou que o desobediente pode responder até pelo crime de epidemia. “Desde que iniciamos esse processo de conscientização, a gente não tem tido problemas. A população tem colaborado muito. Aqueles casos em que houver descumprimento à norma, as polícias vão agir, levar esse caso à apuração, e fazer com que essas pessoas respondam principalmente pelo descumprindo das normas de vigilância sanitária ou podem até ser responsabilizadas pelo crime de epidemia.”




Mecânico é executado no Rangel e Bandidos invadem Farmácia na Capital

 

Mecânico é morto a tiros após pegar carro de cliente para resolver ‘problema’

Crime aconteceu no bairro do Rangel, em João Pessoa
Crime aconteceu no bairro do Rangel, em João PessoaFoto: Reprodução / Verinho Paparazzo

O mecânico de 39 anos foi morto a tiros nesta quinta-feira (2). O crime aconteceu no bairro do Rangel, em João Pessoa.

Segundo informações do delegado Carlos Othon, a vítima foi identificada como Isaque da Silva Sales, de 39 anos. Ele morreu com pelo menos 8 disparos de arma de fogo.

Isaque teria pego o carro de um cliente e ido resolver um problema particular. A suspeita é de que um homem que aguardava a chegada da vítima disparou várias vezes contra o mesmo e fugiu em seguida.

Loja é arrombada por bandidos a poucos metros de Batalhão de Polícia em João Pessoa

Loja localizada na Praça Aristides Lobo, Centro de João Pessoa
Loja localizada na Praça Aristides Lobo, Centro de João Pessoa Foto: Reprodução/Google Street Views

Uma loja de eletrodomésticos foi invadida por bandidos na madrugada desta quinta-feira (2), em João Pessoa. O crime aconteceu no Centro da cidade, a menos de 100 metros do Comando Geral da Polícia Militar da Paraíba.

De acordo com a polícia, os homens invadiram a loja localizada na Praça Aristides Lobo, por volta de 4h. Segundo as investigações, uma das portas foi danificada com um pedaço de madeira. Foram levados dois televisores, dois aparelhos de som e um monitor.

Sensores de movimento detectaram a presença dos criminosos, mas na loja não havia câmeras de segurança. Ninguém foi preso e o crime segue em investigação.

www.reporteriedoferreira.com.br / RTC




Revista Veja teria conseguido resultado de exame de Bolsonaro para Coronavírus

(Foto: Isac Nobrega/PR)

Circula entre jornalistas neste momento a informação de que a direção da revista Veja avalia se publica ou não o resultado do exame de Bolsonaro para o Covid-19, o Coronavírus.

A revista teria conseguido a resultado que contraria às declarações do presidente que afirmou que não estava infectado.

O exame teria dado positivo para o vírus.

A se confirmar essa informação, o impeachment de Bolsonaro pode ser requerido por crime de responsabilidade contra a saúde pública.

Este é o assunto predominante entre os jornalistas credenciados no Planalto diante da alta expectativa em torno do presidente que terminou a manhã sem comparecer à entrevista coletiva convocada pela Comunicação do Governo.

No clima de alta expectativa em torno ainda da saída do Ministro Henrique Mandetta do Ministério da Saúde, repercute também a decisão do Governo Americano de mandar todos seus concidadãos do território brasileiro.

www.reporteriedoferreira.com.br    Originalmente publicado na Revista Fórum.




Sem mágoas, Lula se diz pronto para retomar diálogo com Ciro Gomes

 

Em entrevista por telefone, o presidente Lula, vivendo sua quarentena em São Bernardo do Campo há 21 dias, ao lado da namorada Janja, falou da importância do manifesto da oposição divulgado na segunda-feira (30), assinado pelos ex-candidatos à presidência em 2018, Fernando Haddad, Guilherme Boulos e Ciro Gomes, e endossado por outros governadores e presidentes dos partidos de oposição:

“O importante foi o Ciro Gomes ter entrado, não era correto eu assinar. PT, PDT, PSOL, PCdoB e o PSB têm-se reunido toda semana. Quando os partidos entenderem que eu devo participar dessas conversas, não terei problema nenhum, estarei pronto para falar com o Ciro. O importante agora é afastar o Bolsonaro”.

Lula comentou as declarações e ações do presidente Jair Bolsonaro nos últimos tempos, afirmando que “esse homem não respeita a ciência, os pesquisadores, não respeita nada. Para ele, a orientação científica para combater a epidemia vale muito pouco. O maior problema da crise é a falta de gerenciamento, tem que ter um comando centralizado. Ele tinha que conversar com os governadores e prefeitos, os partidos no Congresso, o movimento social, mas Bolsonaro não ouve ninguém, só os filhos e aquele guru dele lá da Virgínia. A oposição vai ter que encontrar um caminho para ver o que fazer com o Bolsonaro porque ele hoje é um perigo, não só para o Brasil, mas para o mundo”.

Deu no blog do Ricardo Kotscho
De quarentena há 21 dias em São Bernardo do Campo, desde que voltou da Alemanha, “sem por os pés para fora de casa”, o ex-presidente Lula não reclama da vida.

No final da tarde de segunda-feira, ele falou com o UOL por telefone sobre como está passando estes dias, outra vez confinado, agora por conta da pandemia.

A localização da casa alugada é mantida em sigilo, “para evitar aglomerações”, e respeitar o isolamento social imposto pelo Ministério da Saúde.

“Quando eu cheguei, consultei três médicos. Como eu não tinha nenhum sintoma, eles me falaram que não precisava fazer exames, só ficar em casa. Agora estou aqui, na bela companhia da Janjinha (apelido da namorada Rosângela da Silva, que acompanhou a entrevista por telefone). Não posso reclamar de nada. Aqui tem quintal, tem espaço para andar, bem melhor do que a cela em Curitiba, de 15 metros quadrados, onde passei 580 dias”.

Esta semana ele conversou bastante com Fernando Haddad, candidato do PT que o substituiu na última eleição presidencial, um dos articuladores do manifesto dos partidos de oposição que pede a renúncia do presidente Jair Bolsonaro, divulgado na véspera.

“Eu gostei da iniciativa do manifesto, acho que ficou muito bom. Na ideia inicial, era para ser assinado só pelos candidatos à Presidência da República em 2018 (além de Haddad, Ciro Gomes e Guilherme Boulos) e os governadores. Mas alguém vazou o documento enquanto esperavam as assinaturas dos governadores e só acabou entrando o Flávio Dino, do Maranhão, representando o PCdoB. Foi dado um passo importante pelos partidos de oposição porque, além da pandemia, temos um problema grave no Brasil hoje, que é o comportamento do Bolsonaro. Ele é o epicentro da crise que vivemos”.

Nesse ponto da conversa, Lula vira novamente líder da oposição e parte para o ataque como nos velhos tempos.

“Esse homem não respeita a ciência, os pesquisadores, não respeita nada. Para ele, a orientação científica para combater a epidemia vale muito pouco. O maior problema da crise é a falta de gerenciamento, tem que ter um comando centralizado. Ele tinha que conversar com os governadores e prefeitos, os partidos no Congresso, o movimento social, mas Bolsonaro não ouve ninguém, só os filhos e aquele guru dele lá da Virgínia. A oposição vai ter que encontrar um caminho para ver o que fazer com o Bolsonaro porque ele hoje é um perigo, não só para o Brasil, mas para o mundo”.

Aos que estranharam a ausência do nome dele no manifesto, Lula explica que não foi candidato em 2018, e a decisão coube aos partidos.

“O importante foi o Ciro Gomes ter entrado, não era correto eu assinar. PT, PDT, PSOL, PCdoB e o PSB têm-se reunido toda semana. Quando os partidos entenderem que eu devo participar dessas conversas, não terei problema nenhum, estarei pronto para falar com o Ciro. O importante agora é afastar o Bolsonaro”.

Aos 74 anos, Lula quer casar de novo, mas não tem pressa. Habituado a ajudar nos afazeres domésticos desde quando era casado com Marisa Letícia, Lula gosta de cozinhar e vai para a pia lavar pratos. No caso dele, a quarentena já é uma lua de mel.

“Não marcamos o casamento ainda, mas minha vida agora é uma eterna lua de mel. Eu sou um cara agraciado por Deus. Quando tudo parecia esvair-se na minha vida, surgiu a Janjinha”.

Por ter o mesmo sobrenome, Lula brinca que ela “já é minha parente há muito tempo…”.

Vida que segue.

 

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