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SINDICATO PARTICIPA DE DEBATE SOBRE REFORMA DA PREVIDÊNCIA NA OAB/PB

12/04/2019 19:53

O Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado da Paraíba participou no último dia 04 (quinta-feira), de amplo debate no auditório da Ordem dos Advogados da Paraíba – OAB/PB, com a deputada Estadual Cida Ramos do PSB/PB, sobre a nova reforma da previdência social PEC 06/2019, do governo Bolsonaro, que encontra-se em tramitação no Congresso Nacional.

A reunião teve o título “A luta nos fortalece!”, e a deputada Cida Ramos, afirmou a necessidade do povo ir as ruas protestar contra a destruição dos direitos previdenciários. O governo federal diz que a reforma da Previdência trará ganhos sociais e econômicos para o país, mas se essa reforma é para o bem do povo brasileiro, porque não estamos sendo consultados e ouvidos? Reafirmou em suas fortes palavras, que essa reforma é perigosa e tendenciosa! Ela faz tudo, exceto combater privilégios. É minha obrigação diária dizer que a reforma previdenciária que nos está sendo imposta é, sem dúvida, a mais cruel proposta já apresentada por um governante. Não podemos permitir que os trabalhadores, idosos, mulheres, crianças e os mais pobres sejam penalizados por um governo que trabalha de forma desumana e insensível. Nenhum direito a menos!

Para Antonio Erivaldo Henrique de Sousa presidente do Sindicato dos Policiais Civis da Paraíba, a nova reforma da previdência proposta pelo presidente Bolsonaro é mais cruel do que a do ex-presidente Temer, quanto às forças da segurança pública compostas pela polícia civil, polícia, federal, polícia rodoviária federal, agentes penitenciários, polícia legislativa, agentes educadores, guardas civis municipais, polícia militar e bombeiros, aumenta à idade, o tempo de serviço, vincula à idade, aumenta o valor da contribuição previdenciária, perdem a paridade e a integralidade na aposentadoria, a pensão pós morte é reduzida em 50%, não tem direito a FGTS, não recebem insalubridade e nem periculosidade, não recebem horas extras do expediente que tem hora do inicio e não tem hora de sair, além da sobrecarga de trabalho, e a categoria que está mais exposta às doenças, alto estresse ocupacional, doenças mentais e comportamentais, doenças digestivas, doenças osteomusculares, doenças cardiovasculares e 13% do efetivo desses trabalhadores da segurança pública nos estados é afastado a cada ano para tratamento de saúde, além de ser considerada pela OMS, como a categoria mais estressante do mundo só perde para mineradores que trabalham no subsolo.

Portanto se faz necessário a resistência pela não aprovação dessa nova reforma, que só beneficia o grande e prejudica o pequeno, além de atender o mercado financeiro e promover o maior desmonte do patrimônio público da nação brasileira que é a previdência social, falou Erivaldo Henrique presidente do Sindicato dos PCs.

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