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AS LIÇÕES DE CABRAL: Escrito Por Lena Rolim Guimarães 

7/04/2019 19:43

AS LIÇÕES DE CABRAL: Escrito Por Lena Rolim Guimarães

Cada depoimento do ex-governador Sérgio Cabral (MDB) ao juiz Marcelo Bretas, é uma aula sobre corrupção. E não apenas no Rio de Janeiro, mas na política brasileira, pois as práticas são as mesmas, como ele mesmo afirmou na última audiência da Operação Ponto final, sobre desvios no setor de Transportes.

“O que aconteceu com o Rio de Janeiro aconteceu, com certeza, com todos os estados da federação”, disse Sérgio Cabral, ao revelar que a propina oriunda de empresas do setor de transportes começou a beneficiar políticos há 30 anos, ainda no governo Moreira Franco e continuou nos de Leonel Brizola, Marcello Alencar, Anthony Garotinho, Rosinha Garotinho e chegou ao seu.

Ao reforçar suas revelações, Cabral disse que Garotinho comprou uma TV com dinheiro dessa propina; admitiu que no seu governo chegou a R$ 144 milhões; que pagou pelo apoio de políticos; que intermediou com seus parceiros recursos para Aécio Neves em 2014; confirmou mesada para conselheiros do TCE-RJ e acordos com membros do TCU.

Admitiu superfaturamento de obras e também detalhou como teria conseguido com a ex-presidente Dilma Rousseff a nomeação de um ministro para o STJ, no caso Marco Aurélio Bellizze, após pressão de Régis Fichtner,ex-secretário da Casa Civil.

Os crimes de Sérgio Cabral são graves, mas é a explicação dele para o que chamou de “praga da corrupção” que mais interessa.

“A fronteira entre o legítimo e o ilegítimo vai se perdendo, você vai fragilizando seu conceito ético, seu conceito de regras e princípios, e foi isso que aconteceu comigo. Eu me sentia: bom, estou dobrando o metrô de extensão, por que não receber um recurso pessoalmente e para meus companheiros e para a política? Estou fazendo Bilhete Único Intermunicipal… A corrupção é uma praga”.

Em outras palavras, recorria ao “rouba, mas faz” para acalmar a consciência.

Já condenado a quase 200 anos de reclusão, e com mais 21 processos em andamento, Sérgio Cabral confessa crimes numa tentativa de conseguir algum benefício da Justiça. Por enquanto, presta um serviço ao revelar como a corrupção seduz agentes públicos, como os desvios são realizados e quanto custam aos cidadãos.

TORPEDO

“Já tem cacique demais para pouco índio [no PSL]. Eu sou um índio nessa história. Portanto, se tiver de ir para outro partido, devo estar migrando para outra sigla.”

Do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, que admite deixar o PSDB, mas descarta disputa pelo comando do PSL no Estado.

Só política

O prefeito Romero Rodrigues disse que conversou com o ex-senador Cássio Cunha Lima sobre a possibilidade de deixar o PSDB. Descartou problemas pessoais e disse que a amizade deles independe de política.

A conversa

Romero esclareceu que no encontro com Bolsonaro não tratou de filiação ao PSL e nem de cargos no governo. Que pauta foi administrativa e incluiu convite para inauguração do conjunto Aluízio Campos.

Recado

Ter o irmão, deputado Moacir Rodrigues, filiado ao PSL, não influencia opção de Romero, para quem o partido elegeu deputado federal e alguns estaduais e que são eles que devem conduzi-lo. O recado: quer paz.

Debate

O governador João Azevedo comemorou a decisão da Assembleia de participar dos debates do Orçamento Democrático, pelos quais a população pode opinar sobre prioridades de investimentos nas regiões.

Debate 2

“É a compreensão definitiva, através da Assembleia, de que esse evento não é um instrumento do Governo, mas sim um instrumento de Estado, que ultrapassou esses Poderes para exatamente ouvir o povo”, disse João.

Campanha

Já está nas ruas a campanha da Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba (Aspol), em defesa da recomposição salarial, através de subsidio. A entidade pede justiça para quem trabalha pela segurança.

ZIGUE-ZAGUE

< Ciro Gomes voltou a atacar Jair Bolsonaro sem dó nem piedade. Em evento em Harvard, disse que o Brasil optou por um idiota, que não teria capacidade e compreensão.

> Sobrou também para os filhos do Presidente, que Ciro Gomes avaliou como “um bando de deslumbrados, filhos de um traidor da pátria entreguista”.

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